segunda-feira, 25 de maio de 2009

Liminar impede reprovação de 15 vestibulandos prejudicados por cotas

25/05/09 - 14h46 - Atualizado em 25/05/09 - 15h10

Ufes reserva 40% das vagas a alunos de escolas públicas de baixa renda.Candidatos alegam ter sido prejudicados por sistema de cotas.

Do G1, em São Paulo
Uma liminar expedida pela 5ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região suspendeu a reprovação de 15 candidatos a vagas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

A instituição reserva 40% das carteiras a estudantes de escolas públicas que tenham renda familiar de até sete salários mínimos. Os candidatos entraram em junho de 2008 com recurso na Justiça Federal de Vitória por se sentirem prejudicados pelo sistema de cotas sociais adotado pela universidade. Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da Ufes informou que vai averiguar o que será feito a partir dessa liminar.

De acordo com o voto que concedeu a liminar, é melhor criar bolsas de estudo para que os alunos carentes possam se preparar para o vestibular do que instituir cotas sociais nas universidades públicas, prejudicando estudantes que, “por circunstâncias da vida, tiveram oportunidade de estudar em uma instituição de ensino particular”.

A relatora do processo, desembargadora federal Vera Lúcia Lima, destacou, em seu voto, que a qualidade do ensino nas escolas públicas costumam ser inferior à das particulares e que isso se reflete nos resultados dos vestibulares. “Trata-se de distorção cuja supressão exige pronta atuação dos poderes públicos federal, estadual e municipal, mediante a adoção de políticas públicas adequadas ao estabelecimento de ambiente propício à concorrência igualitária de todos aqueles que almejam uma vaga nas universidades públicas do país”, afirmou.

Mas, segundo a magistrada, a criação de cotas é uma medida imediatista, e o investimento em ensino fundamental e médio de qualidade, apesar de não produzir efeitos a curto prazo, atende a uma determinação da Constituição e “não configura solução paliativa, posto atacar as raízes do problema”.
De acordo com os autos, o sistema de cotas sociais na Ufes foi criado por resolução de 2007. A decisão do Tribunal foi proferida em agravo apresentado pelos 15 alunos, em razão de a liminar ter sido negada pela 1ª instância da Justiça Federal. Eles impetraram um mandado de segurança na 4ª Vara Federal de Vitória, cujo mérito ainda será julgado.

Alegações dos vestibluandos
Em suas alegações, os autores da causa sustentaram que a reserva de 40% das vagas “fere o princípio da razoabilidade, viola o direito à educação e vai de encontro ao critério meritório norteador do acesso às universidades”.
Para a relatora Vera Lúcia Lima, além de ser desproporcional, o critério da Ufes, baseado na origem escolar do candidato, infringe o princípio constitucional da isonomia, que estabelece que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.

Além disso, a regra atenta contra o princípio do mérito, argumentou ela. A desembargadora lembrou que a Constituição, no artigo 208, garante “o acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”.

A decisão foi publicada pelo Diário Oficial no dia 30 de abril. A partir desta data, a sentença entrou em vigor.
Vestibular e Educação:

Convocatória

A Comissão Mineira Pró-Confecom convida a todos os representantes ou não de entidades, a participar da reunião que ocorrerá hoje, segunda-feira, dia 25/05, às 19h30, no Sindicato dos Jornalistas à Avenida Álvares Cabral, 400. Centro (em frente à Conexão do Aeroporto – entre às ruas Espírito Santo e Bahia).
Proposta de pauta a ser confirmada no início da reunião, inclusive ordem da abordagem.
(1) Apresentação e informes
(2) Definição do membro da Comissão que irá para Brasília, participar da Plenária e do Seminário promovido pela Comissão Nacional Pró-Confecom
(3) Avaliação do evento realizado em Lavras, 23/05
(4) Discussão e definição do texto para panfleto da Comissão Mineira
(5) Trabalho dos GT's
Vamos participar
e mostrar a importância de Minas Gerais
para a democratização da comunicação!
Comissão Mineira Pró-Conferência Nacional de Comunicação

domingo, 24 de maio de 2009

Imigrantes gays lutam para viver nos EUA

Por imigração ser tema federal, Estados não permitem permanência de parceiro sem green card ao lado de outro legalBrasileiro teve que ir morar em Londres com parceiro; Congresso americano estuda lei que permitiria que ambos vivessem no país
ANDREA MURTA
DE NOVA YORK
Entre protestos nas ruas e críticas da igreja, o governo de Nova York tenta se tornar o sexto Estado dos EUA a legalizar o casamento gay, depois de Massachusetts, Connecticut, Iowa, Vermont e Maine.Mas enquanto lutas como essa avançam com muito barulho pelo país, uma outra batalha segue silenciosa no Capitólio -para permitir que casais homossexuais nos quais um dos parceiros é estrangeiro consigam viver em solo americano.Pela legislação atual, um cidadão dos EUA ou portador de "green card" não pode estender o visto de permanência a um parceiro do mesmo sexo, mesmo se se casaram em Estados que legalizaram essas uniões.Isso ocorre porque a lei de imigração é federal e não reconhece uniões homossexuais, independentemente do status legal em diferentes pontos do país.A situação poderá mudar com a chamada Lei de União das Famílias Americanas (Uafa, na sigla em inglês), introduzida em fevereiro na Câmara dos Representantes e no Senado. Ela pretende reconhecer "parcerias permanentes" de qualquer sexo -sejam consideradas casamentos ou não- na lei de imigração nacional.Os proponentes, o senador Patrick Leahy (democrata de Vermont) e o deputado Jerrold Nadler (democrata de Nova York) tentaram capitalizar com as vitórias democratas das eleições de 2008.Mas a tarefa será árdua. A lei já foi introduzida várias vezes desde o ano 2000, sem sucesso.E, apesar de não mencionar o termo "casamento", a última versão da Uafa só angariou até agora assinaturas de 99 deputados e 17 senadores, o que pode ser visto como boa medida da polêmica que os dois temas -direitos gays e imigração- provocam no eleitorado.Segundo o censo de 2000, há 35 mil casais gays binacionais nos EUA, grande número dos quais vive na clandestinidade ou é obrigado a emigrar.O publicitário brasileiro Daniel, 30, que tem "green card", acabou no ano passado na segunda categoria.Ele iniciou um relacionamento com o alemão Ole, 31, em San Francisco, na Califórnia, em 2006, e se casou com ele no ano passado -mas não conseguiu viver a seu lado no país. (O casal não quis ter seus sobrenomes publicados.)"Ironicamente, eu não pude dar meu visto americano a ele, mas consegui visto da União Europeia por causa do registro de casamento americano", afirmou Daniel, que hoje mora com Ole em Londres.Visto demoradoO namoro já começou complicado. Os dois passaram quase dois anos entre EUA e Alemanha, mas as viagens pesavam no orçamento.No final de 2007, Ole conseguiu visto para ficar em San Francisco por seis meses, mas o prazo ia sendo consumido sem que ocorresse uma solução."Tentamos visto de trabalho para ele, mas era demorado. Quase não via minha família, pois só viajava para a Alemanha. As opções começaram a se esgotar", disse Daniel à Folha.Em maio de 2008, a Suprema Corte da Califórnia legalizou o casamento gay (um referendo popular derrubou a medida em novembro). Daniel e Ole se casaram um mês depois.Mas Ole não pôde solicitar o visto de permanência, e eles acabaram indo à Europa.Críticos da medida citam como um dos temores o de que a lei facilitaria fraudes imigratórias, com pessoas afirmando falsamente que são homossexuais para conseguir vistos.A lei quer prevenir abusos, com punições de cinco anos de prisão e multa de US$ 250 mil.Outros grupos veem a Uafa como problemática em si, por rejeição a uniões gays."Prefiro exportar homossexuais dos EUA a importá-los, pois a homossexualidade é uma força destrutiva", disse o presidente do grupo cristão Conselho de Pesquisa da Família, Peter Sprigg.Depois ele se desculpou depois pelos termos usados.
São Paulo, domingo, 24 de maio de 2009, Folha de São Paulo, Mundo

Convite Para cozido de Xangô na Casa de Oxumarê SALVADOR

No dia 24 de maio, o Terreiro de Oxumarê, que fica no Bairro da Federação, estará promovendo um cozido regado a muito samba de roda, partido alto e um divertido Bingo.
A festa começa a partir das 11:00 horas e terá como atração algumas bandas que já tocaram no Terreiro
BandaS
- 100 na pegada
- jaké
Participação da Banda Pagode dos parceiros

Dia 24 já sabe, né? Tem o grande cozido de Xangô! Então reúna sua família e amigos e venha. Pois cozido não é prato para se comer sozinho.

O que? Grande Cozido de Xangô
Onde? Terreiro de Oxumarê
Quando? 24 de maio
Quanto? 15 reais Buffet livre
Contato: 71- 3237-2859

Obama nomeia astronauta negro para dirigir Nasa

da France Presse, em Washington
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu nomear o ex-astronauta negro Charles Bolden para diretor da Nasa, a agência espacial norte-americana, anunciou neste sábado a Casa Branca em um comunicado.
Bolden, de 62 anos, general da reserva da infantaria da Marinha, será o primeiro negro a dirigir a Nasa, se o Senado confirmar a designação. Será também o segundo astronauta a dirigir a agência. O primeiro foi Richard Truly, entre 1989 e 1992.
Obama também deverá nomear sua conselheira para temas espaciais, Lori Garver, como auxiliar de Bolden.
"São personalidades talentosas que ajudarão a NASA a estender os limites da ciência, da aeronáutica e da exploração no século 21", frisou o presidente, citado no comunicado.
Bolden participou de quatro voos espaciais antes de deixar a agência espacial em 1994. Ele vai se tornar o 12º administrador da Nasa em 51 anos de história da instituição.
Desafios
A agência foi fundada em outubro de 1958 em meio à corrida espacial com a então União Soviética, que levava vantagem na disputa até ali. Agora, meio século depois, são os chineses que começam a aparecer como nação a ofuscar o domínio norte-americano no espaço.
Um dos principais desafios da Nasa agora é o desenvolvimento de uma nova frota de veículos que leve homens ao espaço, tema que encontra em Bolden um forte aliado, como ressaltam analistas. Os atuais ônibus espaciais voam desde 1981 e são muito usados na construção da ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês), local estabelecido para pesquisa e para aprender a viver no espaço.
Esses voos tiveram a imagem arranhada por dois graves acidentes, que deixaram um total de 14 astronautas mortos, e constantes problemas técnicos.
O último acidente, do Columbia, em 2003, fez com que o governo de George W. Bush determinasse em 2004 que novos veículos fossem construídos. A última missão da atual frota está marcada para começar no dia 31 de maio de 2010, com o lançamento da Endeavour. A Nasa tem um total de oito missões prontas prontas para voar.
Com agências internacionais

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u570501.shtml

Morales dá a camponeses terras confiscadas de ex-presidente boliviano

da Folha Online
O presidente da Bolívia, Evo Morales, entregou neste sábado a camponeses do norte do Departamento de La Paz terrenos baldios confiscadas do ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada (1993-1997 e 2002-2003).
Morales entregou aos descendentes de africanos que moram na região cocaleira de Yungas quase 500 hectares que o Instituto Nacional para a Reforma Agrária expropriou de Sánchez de Lozada porque não cumpriam a legalmente exigida "função econômica e social".
O presidente disse estar convencido de que as "terras agora serão altamente produtivas", antecipando que "em breve" serão expropriadas mais terras "que não estejam cumprindo uma função produtiva".
Morales, antes de chegar ao poder em 2006, foi um dos mais ferrenhos opositores das políticas liberais de Sánchez de Lozada, que terminou renunciando após uma onda de protestos impulsionada pelo atual presidente.Na última segunda-feira, a Suprema Corte de Justiça da Bolívia
começou a julgar o ex-presidente Gonzalo Sánchez e mais 16 membros de seu gabinete pela morte de 67 pessoas durante a repressão militar de uma série de protestos sociais antigovernamentais em 2003. Foi decretada a captura de seis ex-ministros que estão no Peru, nos Estados Unidos e na Espanha, o que permitiu à Promotoria iniciar os trâmites para pedir a extradição deles.
Com Efe
Folha On Line. Domingo, 24 de maio de 2009

sábado, 23 de maio de 2009

Prefeito confirma Ailton Ferreira na Semur


Posted In: . By Y.Valentim

O prefeito João Henrique confirmou a nomeação de Ailton dos Santos Ferreira como novo secretário Municipal da Reparação (Semur), em substituição a Maria Alice da Silva. O novo secretário, formado em Ciências Sociais pela Ufba e com forte atuação junto aos movimentos negros, direitos humanos e políticas públicas e gestão municipal, exercia o cargo de subsecretário da Pasta, e, na primeira gestão de João Henrique, ocupava a subsecretaria para Assuntos de Descentralização Regional da Secretaria Municipal de Articulação e Promoção da Cidadania.À frente da Semur, Ailton Ferreira pretende dinamizar as políticas de reparação para os negros e lutar contra as desigualdades sociais e raciais. Possui especialização em comunicação e mobilização social e cidadania e é pós-graduando em políticas públicas e gestão municipal pela Uneb.Com uma atuação marcante junto aos movimentos sociais, Ailton atua como educador e consultor em desenvolvimento de lideranças, associativismo e cooperativismo, gestão de equipes e qualidade no atendimento pelo Sebrae.Participou como membro do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra -CDCN, entidade que presidiu até 2007; do Conselho Municipal de Direitos Humanos - CMDH; e foi fundador da Federação de Associações de Bairros de Salvador - FABS.

Cotas para negros podem gerar preconceito, afirmam fashionistas


Moda
Sexta, 22 de maio de 2009, 10h32 Cotas para negros podem gerar preconceito, afirmam fashionistas

Patricia Zwipp
Marcio Madeira/Especial para Terra
A top Gracie Carvalho em desfile de Alexandre Herchcovitch na última edição do SPFW


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A decisão do Ministério Público pode gerar mais preconceito?
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A última novidade do São Paulo Fashion Week está causando polêmica no mundo da moda. É que nem todos concordam com o acordo feito entre o Ministério Público do Estado de São Paulo e a empresa Luminosidade Marketing & Produções, organizadora do evento. A idéia é de que as grifes escalem para o casting dos desfiles pelo menos 10% de modelos negros, afrodescendentes e indígenas nas passarelas, como forma de promover a inclusão social. O Terra entrou em contato com vários estilistas e de agências de modelo, mas quase ninguém quis se pronunciar sobre a questão.
» Chat: tecle sobre o assunto» vc repórter: mande fotos e notícias O estilista Jefferson Kulig, que apresenta suas coleções na semana de moda paulista, topou falar sobre o assunto. Ele acredita que a proposta pode ter efeito contrário. "A recomendação me parece uma imposição e a própria imposição gera preconceito. Isso (inclusão) deve ser abordado de um modo subliminar, inteligente e não tão agressivo", opina. O profissional ainda não sabe se a seguirá. "Depende da disponibilidade das modelos na época do casting." Anderson Baugartner, dono da agência Way Model, tem opinião semelhante. "É mais ou menos combater um preconceito com outro". O empresário, que afirma não saber a porcentagem de modelos negros, afrodescendentes e indígenas no seu casting, supõe que o pedido possa levar a situações indesejadas. "Se o estilista escolher uma modelo negra apenas por isso, a menina vai ficar sabendo e gera um desconforto. Pode prejudicar o desfile se o estilista escolher alguém fora da sua proposta, seja loira, ruiva ou negra. Por exemplo, se procura um perfil mais brasileiro, não adianta nada colocar uma garota loira e com sardas." O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado ontem entre o Ministério Público de São Paulo e a Luminosidade, dirigida por Paulo Borges. De acordo com comunicado divulgado nesta quarta pelo Ministério, de acordo com o TAC a empresa se compromete a adotar uma série de providências para estimular a inclusão social dos modelos no mundo da moda. A Luminosidade terá de sugerir, por dois anos, a todas as grifes participantes do evento a utilização de pelo menos 10% de modelos negros, afrodescendentes ou indígenas. O TAC considera afrodescendente aquele com ascendência por consaguinidade até o 2º grau. A Luminosidade também "terá de enviar ao MP, no prazo de 30 dias, após cada edição, a comprovação de cumprimento da cláusula e a relação de todos os modelos, por desfile e por grife, apontando aqueles que se inserem nesse critério." Caso o evento não cumpra alguma das cláusulas, a multa será de R$ 250 mil. "Não se trata de querer impor uma cota racial, mas de promover a inclusão social de afro-descendentes e indígenas nesse segmento", ressalta a promotora de Justiça coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Inclusão Social (Gaeis), Deborah Kelly Affonso. Caso alguma grife não cumpra o acordo, o MP estudará o caso. De acordo com a temática do desfile, a grife poderá apresentar justificativa para não seguir a recomendação.
Especial para Terra

Incentivo a modelos negras na passarela é polêmica entre fashionistas

22/05/09 - 09h00 - Atualizado em 22/05/09 - 14h20
Incentivo a modelos negras na passarela é polêmica entre fashionistas
SPFW fecha acordo para que 10% das modelos sejam afro-descendentes.Estilista diz que medida 'constrange'; modelo admite falta de oportunidades.
Dolores Orosco Do G1, em São Paulo

Para Aline Apolinário, modelos negras terão mais oportunidades com a medida. (Foto: Divulgação)
O acordo que a organização da São Paulo Fashion Week assinou com o Ministério Público Estadual, se comprometendo a incentivar as grifes a contratar 10% de modelos afro-descentes e indígenas para os desfiles, causou polêmica entre os profissionais do mundo fashion. A medida, chamada de "termo de ajustamento de conduta", foi anunciada na última quarta-feira (20) e dividiu opiniões dos estilistas, das agências de moda e das próprias modelos.
Dudu Bertholini, designer da grife Neon, classificou a iniciativa como "hipócrita". "Acho preconceituoso, um absurdo. Desse jeito são as autoridades que provocam a segregação, pois essa medida vai constranger as modelos negras", diz o estilista. "As meninas se sentirão desconfortáveis, sem saber se foram escolhidas por terem talento ou por causa de uma obrigatoriedade política hipócrita", completa.
Bertholini, que garante não utilizar o critério racial ao selecionar as tops que desfilam para sua grife, afirma que não existe preconceito no meio fashion. "Não é justo apontar o dedo na cara da moda e dizer que há discriminação. Há 40 anos o Yves Saint Laurent já colocava modelos negras na passarela".
O diretor da agência Mega Models, Raphael Garcia, tem pensamento semelhante ao do estilista. E afirma ainda que existe uma "carência" de candidatas a modelo com o perfil no mercado. "É difícil explicar o motivo, mas poucas meninas negras procuram a agência para fazer um book [ensaio fotográfico feito com a modelo iniciante]. Quando chega até nós uma candidata com potencial, fazemos questão de incentivar e fechar contrato".

A mineira Fernanda Teo, que é modelo há seis anos e diz que há pouco espaço para negros nas campanhas de moda.

Segundo Garcia, dos 150 modelos contratrados da agência - entre homens e mulheres - cerca de 20% são de origem africana. "Na temporada de verão, as grifes buscam mais as negras, garotas de pele mais escura, com mais curvas, para os desfiles. Já nas coleções de inverno, em geral, as marcas preferem ter modelos com um perfil mais nórdico na passarela".
Poucas oportunidades
Moisés Júnior, booker da agência Ten Models, vê de maneira positiva a medida tomada pelo Ministério Público. "Claro que a situação em relação há dez anos melhorou muito. Mas, infelizmente, as oportunidades de trabalho para as modelos negras continuam escassas", opina.

"A procura das grifes por afro-descendentes é mínima. Posso dizer, de maneira geral, que de dez 'castings' [teste para seleção de modelos em campanhas e desfiles] que aparecem aqui por semana, um ou dois são direcionados para as negras", diz Júnior.
O booker conta que dos 140 modelos contratados da agência, 12 são negros. "Nos Estados Unidos e na Europa, o mercado está bem mais democrático. Pode comparar uma revista de moda estrangeira com uma daqui: você verá muito mais negras deslumbrantes em campanhas conceituadas do que nas publicações brasileiras".
Modelo há seis anos, a mineira Fernanda Téo, de 22, admite ter dificuldades em trabalhar por ser afro-descendente. "Quando as grandes marcas contratam uma garota negra para uma campanha, é porque ela já tem um nome firmado no mercado internacional", diz Fernanda, citando a carreira bem-sucedida de colegas como Emanuela de Paula, Ana Bela, Samira Carvalho e Carmelita Mendes.

"No Brasil, quando você é negra, primeiro tem que fazer sucesso lá fora para aí sim ser reconhecida e chamada para os trabalhos aqui", conta a modelo, que desfilou pela primeira vez para uma grife na SPFW na última temporada, em janeiro.
A modelo Aline Apolinário, de 17, acredita que a nova política de incentivo da semana de moda paulistana trará mais oportunidades para as garotas negras. Mas lamenta que a situação tenha chegado a tal ponto. "Claro que as grifes vão nos procurar mais, vai abrir portas. A pena é que seja às custas de patrulha ideológica. Em algum momento vou me questionar: 'estou aqui porque eles me acharam bonita e desfilo bem ou por causa da cota?'".

Pastor tenta matar macumbeira

Matéria que saiu no jornal "A TRIBUNA" no dia 17/05/2009, (domingo) um dia após a Conferencia de Promoção da Igualdade Racial do Estado do Acre.
Pastor tenta matar macumbeira Alegando que lutava contra Satanás, o pastor João Francisco Ferreira da Silva (51) tentou matar, na noite de sexta-feira, sua vizinha, a macumbeira Maria José Valdivino de Oliveira (42). O evangélico fugiu antes da chegada de policiais militares e responderá pelo crime na 3ª Regional (Sobral). A vítima, medicada no pronto-socorro, recebeu alta e se recupera em casa. João Francisco e Maria José Valdivino são vizinhos há pouco mais de dois meses, período em que se desentenderam muitas vezes por causa do evangélico que não aceita que Maria José mantenha um terreiro de macumba em sua residência. Por volta das 20 horas de sexta-feira dia 16, Maria se preparava para iniciar os trabalhos quando o pastor pediu para que ela acabasse com o que ele considera um culto a Satanás. Discutir outra vez. Em dado momento, João Francisco bateu na mulher com uma ripa. Ele só não a espancou mais porque adeptos seguraram o pastor. Lesionada nas costas, nos braços e no rosto, Maria José foi amparada por amigos e levada para o pronto-socorro. Frequentadores do terreiro prometeram surrar o evangélico caso ele voltasse ao local para perturbar.

Seminário do Sintep/MT discute relações étnico-raciais

Cidades
22/05/2009 - 15h16 Seminário do Sintep/MT discute relações étnico-raciais Redação 24HorasNews
A Secretaria de Políticas Sociais do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) realizou a abertura, hoje (22), do Seminário Estadual de Educação da entidade. Com o tema “Construindo ações para a educação das relações étnico-raciais no espaço escolar”, o evento ocorre na sede do Sindicato, até amanhã (23), a partir das 8h30. O presidente do Sintep/MT, Gilmar Soares Ferreira, destacou a importância do tema. “É preciso pensar estratégias de como trabalhar para valorizar as diferenças. E o Sindicato precisa dar uma contribuição importante neste aspecto”, disse. O sindicalista ressaltou que a entidade tem o dever de articular o coletivo para que as reflexões sejam aprofundadas. “Espero que este seja o primeiro de uma série de outros seminários”, complementou. De acordo com a secretária adjunta de Políticas Sociais do Sintep/MT, Maria Celma de Oliveira, o objetivo do seminário é desenvolver estratégias para implementação da Lei 10.639/03 nas escolas. “Infelizmente, o ensino da História e Cultura Afro-brasileira e Africana, apesar de determinado por lei, ocorre de forma esporádica, mas não faz parte da grade curricular”. Ela explicou que o Brasil é o País com a segunda maior população negra no mundo, perdendo apenas para a Nigéria. “Dados do Censo de 2000 do IBGE apontam que mais de 45% dos brasileiros são negros. Ainda assim, as escolas priorizam a história eurocêntrica. É preciso inverter este quadro, cobrando ações para que os municípios apliquem a Lei”, afirmou. Também participaram da abertura, o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso (CUT/MT), Júlio Cesar Martins Viana; a representante do Fórum Estadual Permanente de Educação Étnico-racial, Carmem Leite; o representante do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, João Bosco; e a representante do Núcleo Estadual de Pesquisa das Relações Étnico-raciais, Cândida Soares Costa. Sobre a Lei - Promulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 09 de fevereiro de 2003, a Lei 10.639/03, de autoria da deputada Esther Grossi (PT/RS), trouxe alterações à Lei de diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996. A principal delas é a inclusão da obrigatoriedade do estudo da temática História e Cultura Afro-brasileira no currículo oficial dos estabelecimentos de ensino básico das redes públicas e privadas do País. População negra - Mato Grosso é o quinto Estado em população negra ou afro-brasileira do país. O Censo do IBGE de 2002 revelou que mais de 65% da população de Mato Grosso é negra.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Sérgio Rizzo: Documentário mostra evolução dos movimentos negros no Brasil

22/05/2009 - 07h11
Sérgio Rizzo: Documentário mostra evolução dos movimentos negros no Brasil
da Folha Online
Quem gosta de documentário não pode reclamar. Até esta quinta-feira estavam em cartaz oito produções do gênero, cinco brasileiras e três estrangeiras. Sérgio Rizzo comenta que neste fim de semana estreiam mais três documentários, entre eles "Ôrí", de Raquel Gerber.
"Originalmente, ele chegou aos cinemas em 1989. Comemora, portanto, 20 anos com o relançamento de uma cópia restaurada, digital, que pretende circular por escolas do país", explica.

O crítico diz que "Ôrí" é um filme que procura mapear as raízes negras da cultura brasileira e acompanha o desenvolvimento dos movimentos negros no país. "É notável, porque permite que se compreende como essa evolução se deu", comenta o crítico.
Rizzo relata que a diretora registrou as imagens entre 1977 e 1988. Entre as cenas, flagras de debates em um evento chamado "Quinzena do Negro", promovido pela USP (Universidade de São Paulo).

http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u569538.shtml

IV PRÊMIO ÁFRICA BRASIL - 2009

IV PRÊMIO ÁFRICA BRASIL - 2009
O IV Prêmio África Brasil, evento internacional criado e realizadopelo Centro Cultural Africano <http://centrocultur alafricano. org> , vaipremiar personalidades, empresas e governos que se destacam com projetose ações sociais e que contribuíram na inclusãosócio-cultural e ambiental sustentável dos afros descendentes.A cerimônia de premiação será no dia 25 de maio, data em que secomemora o "Dia da Luta pela Independência da África",intitulado pela Organização das Nações Unidas - ONU, em 1972,como o "Dia da Libertação da África", local: AssociaçãoBrasileira das Classes Profissionais, Endereço: Av. das NaçõesUnidas 7001 - Pinheiros, São Paulo.
Em sua quarta edição, entre os laureados que receberão o troféu"Mamma África" estão: TAM, na categoria responsabilidadesocial nacional; ODEBRECHT, responsabilidade social internacional; REDERECORD TELEVISÃO, meio de comunicação; FUNDAÇÃO GOL DE LETRA,terceiro setor; ENBAIXADA CABO VERDE, Relações Exteriores; a deputadafederal JANETE PIETÁ, poder púbico. Entre as personalidades quevão receber o troféu estão o Presidente dos Estados UnidosBARACK OBAMA, na categoria Africano no Mundo representado por AntônioLucio; o cantor e compositor CHICO CÉSAR na categoria Artista;o prof.Dr. Dagoberto José Fonseca UNESP na categoria Educação; osecretário RICARDO MONTORO em Políticas Públicas; a PrefeituraMunicipal de Cuiabá em arte e cultura. Receberá Menção Honrosaa Associação Brasileira de Classes Profissionais, Dr. Alfredo AriasVillanueva; Sindicato dos Corretores de Seguros - SINCOR, Dr.Leôncio Arruda; CBTUR, Rutnheia de Carvalho. Como Prêmio Especialestão: Secretaria do Governo do Rio de Janeiro, Sra. Benedita daSilva; Casa da Cultura da Mulher Negra de Santos, Sra. Alzira Rufino;Religiosa Mãe Juju e a Vereadora Cristina Almeida do Amapá.
A África é o segundo continente mais populoso do mundo, é umareferência mundial antropológica e cultural, está emdesenvolvimento econômico e se prepara pra sediar a Copa do Mundo de2010, na África do Sul. Manter viva a cultura e estreitar asrelações Brasil / África é uma forma de diminuir distânciase é este um dos objetivos do Centro Cultural Africano no Brasil, queatua no terceiro setor há quinze anos.
VIVIANE MENDES - Jornalista - contato: (11) 9146-7579CLIQUE AQUI E VEJA COMO FOI O PRÊMIO ÁFRICA BRASIL - 2008<http://premioafrica brasil.centrocul turalafricano. org/>

Diálogos sobre os direitos das crianças e adolescentes nesta sexta-feira, no Memorial do Rio Grande do Sul

Nesta sexta-feira, 22/05, das 19 horas às 22h30min, no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul, Rua Sete de Setembro, 1020, centro de Porto Alegre, a realização de mais um módulo do curso Diálogos Sobre os Direitos das Crianças e dos Adolescentes. Esta formação tem como público alvo os Conselheiros Tutelares e Conselheiros de Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes, mas é aberto às pessoas interessadas nessa temática, principalmente quando da realização das palestras que têm por objetivo oferecer conteúdos sobre raça/etnia, gênero e classe social. A participação é gratuita.
A palestrante desta sexta-feira, 22/05, será a assistente social Adriana Furtado, do Observatório POA. O tema de sua palestra será "As Características da População Atendida". Após haverá uma rodada de diálogo com a plenária. No sábado,23/05, a partir das 10 horas com término às 12 horas, será a vez de Circe Velleda, assistente social com atuação na Governança Municipal de Porto Alegre que abordará "Outras legislações e o papel dos Conselhos Tutelares".
Ainda no sábado, no turno da tarde, a partir das 14 horas, os conteúdos do curso serão expostos pela advogada Virginia Feix, Coordenadora da Cátedra de Direitos Humanos do IPA. Feix fará a "Releitura do ECA a partir das perspectivas de raça, gênero e orientação sexual".
A promoção é de MARIA MULHER - Organização de Mulheres Negras com financiamento do Fundo Brasil de Direitos Humanos. Contatos e informações sobre o curso: mariamulherdialogos @hotmail. com ou 51 9318.7060 e 8443.3436

Vera Daisy Barcellos - Jor.Reg.Prof 3.804

AUDIÊNCIA PÚBLICA

SENADO FEDERALSecretaria-Geral da MesaAcompanhamento de Matérias

As seguintes matérias de seu interesse sofreram ações em: 21/05/2009

SF PLC 00122 2006

Ementa: Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, dá nova redação ao § 3º do art. 140...20/05/2009 CAS - Comissão de Assuntos Sociais
Situação: AUDIÊNCIA PÚBLICA

Reunida a Comissão, em 20/05/2009, foi aprovado o Requerimento n° 38 de 2009-CAS, de audiência pública com a finalidade de instruir o Projeto de Lei da Câmara n° 122 de 2006, da autoria dos Senadores Marcelo Crivella e Roberto Cavalcanti.
(Anexado fl. 179)
TOTAL: 1
PLC - PROJETO DE LEI DA CÂMARA, Nº 122 de 2006

Autor:
DEPUTADO - Iara Bernardi
Ementa:
Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, dá nova redação ao § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, e ao art. 5º da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e dá outras providências.
Data de apresentação:
12/12/2006
Situação atual:
Local:
20/05/2009 - Comissão de Assuntos Sociais
Situação:
20/05/2009 - AUDIÊNCIA PÚBLICA
Outros números:
Origem no Legislativo:
CD PL. 05003 / 2001
Indexação da matéria:
Indexação: APLICAÇÃO, PENALIDADE, PESSOA JURÍDICA, REALIZAÇÃO, AUTORIZAÇÃO, DISCRIMINAÇÃO SEXUAL, ORIENTAÇÃO SEXUAL, PESSOAS, HOSTILIZAÇÃO, PRETERIÇÃO, ALUGUEL, LOCAÇÃO, AQUISIÇÃO, IMÓVEL, SELEÇÃO, EMPRÊGO, INGRESSO, LOCAL, COAÇÃO FÍSICA, VIOLÊNCIA, PENALIDADE, INFRATOR, INABILITAÇÃO, CONTRATO, PODER PÚBLICO, EMPRÉSTIMO, ISENÇÃO FISCAL, ANISTIA, GARANTIA, ORIENTAÇÃO, LIBERDADE SEXUAL, DIREITOS HUMANOS.

PARECER N.º , DE 2009
Da COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS,
sobre o Projeto de Lei da Câmara n.º 122, de
2006 (PL n.º 5.003, de 2001, na Casa de
origem), que altera a Lei n.º 7.716, de 5 de
janeiro de 1989, o Decreto-Lei n.º 2.848, de 7 de
dezembro de 1940, e o Decreto-Lei 5.452, de 1.º
de maio de 1943, para coibir a discriminação de
gênero, sexo, orientação sexual e identidade de
gênero.

Vide detalhes no link:

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Cancelada votação do Estatuto da Igualdade Racial


Brasília, 20 de maio de 2009
Cancelada votação do Estatuto da Igualdade Racial
A comissão especial criada para analisar o Estatuto da Igualdade Racial (Projeto de
Lei 6264/05, do Senado) cancelou reunião que realizaria hoje (20) para votar o
substitutivo do relator, deputado Antônio Roberto (PV-MG). Ainda não foi marcada
nova data para a votação.
Fonte: Agência Câmara (Tempo real - 20/05/2009 11h39 )
Comissão busca acordo para Estatuto da Igualdade Racial
O presidente da comissão, deputado Carlos Santana (PT-RJ), afirmou que está
trabalhando para conseguir um acordo que garanta a aprovação da matéria. O
parecer seria votado na última quarta-feira, 13 de maio – Dia da Abolição da
Escravatura –, mas divergências em relação à posse da terra para remanescentes
de quilombos e cota de 20% para atores e figurantes negros em filmes e programas
de televisão inviabilizaram a votação.
Carlos Santana explicou que existem resistências também quanto à denúncia ao
Ministério Público para abertura de ação penal em face de atitudes e práticas de
intolerância religiosa. “A expectativa é de que possamos aprovar este estatuto que
representa, sobretudo, a reparação de 400 anos de escravidão”, afirmou. Ele
acrescentou que o estatuto engloba todos os temas de interesse da sociedade
negra como saúde, educação e cidadania.
Fonte: Informes do PT, com edição da Assessoria do Mandato
Projeto do Estatuto da Igualdade Racial pode ser votado em comissão
A comissão especial criada para analisar o Estatuto da Igualdade Racial (Projeto de
Lei 6264/05, do Senado) se reuniria hoje (20) para votar o substitutivo do relator,
deputado Antônio Roberto (PV-MG). O texto seria votado na semana passada, mas
a votação foi adiada em razão de divergências, principalmente em relação à posse
da terra para remanescentes de quilombos. Conheça a proposta.
Conforme o substitutivo do relator, remanescentes de quilombos que estejam
ocupando suas terras têm direito à sua propriedade definitiva, e o Estado deverá
emitir os títulos. Na opinião do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o texto é
inconstitucional porque retira o limite temporal de ocupação de terras por
quilombolas, previsto na Constituição. Lorenzoni ressalta que somente
remanescentes de quilombos que ocuparam suas terras entre 1888 e 1988 podem
receber os certificados definitivos de posse.
Antônio Roberto, no entanto, ressalta que esse limite não pode ser estabelecido
porque muitas dessas populações foram "espoliadas" após 1988. "Muitas
propriedades foram invadidas, não há como fazer essa discriminação", argumentou
o relator.
O relator afirmou também que a proposta, por ser polêmica, deverá perder o caráter
conclusivo e ser enviada ao Plenário depois de ser votada na comissão especial.
Em seguida, o projeto voltará para o Senado, por ter sido alterado na Câmara.
Fonte: Agência Câmara, com edição da Assessoria do Mandato
Mais informações:
Assessoria - Deputado Federal Luiz Alberto (PT/BA)
Daniela Luciana (DRT/BA 1998)
61 3215-3954 / 61 8179-9316

Ministro suspende ação penal contra acusado de furtar água no Rio Grande do Sul

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Ministro suspende ação penal contra acusado de furtar água no Rio Grande do Sul
O ministro Ricardo Lewandowski concedeu liminar em Habeas Corpus (HC 99054) para suspender ação penal a que G.S.J. responde por uma ligação clandestina de água encanada, caracterizada como furto.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o furto causou prejuízo de R$ 96,33 à Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).
O acusado se beneficiou da aplicação do princípio da insignificância tanto na primeira instância quanto no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS). Mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu recurso do Ministério Público gaúcho e abriu ação penal contra ele.
Ao analisar o pedido de habeas corpus, o ministro Ricardo Lewandowski aplicou entendimento do próprio STF que reconhece a necessidade de aplicação do princípio da insignificância em casos de “pouca ou nenhuma relevância para o Direito Penal. Ou seja, situações em que não há lesão significativa ao bem jurídico tutelado”. Para ele, o caso se enquadra nessa orientação.
Assim, a ação penal ficará suspensa até julgamento definitivo do HC.
CM/LF
Processos relacionados
HC 99054

Denunciada por furto de goma de mascar não consegue habeas corpus

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Denunciada por furto de goma de mascar não consegue habeas corpus
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou liminar no Habeas Corpus (HC 98944) pedido por V.C., condenada por dois anos de prisão pelo furto de caixas de gomas de mascar avaliadas em R$ 98,80.
O caso ocorreu em Sete Lagoas (MG) e, ao julgar um pedido de habeas corpus, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) concordou com um dos argumentos da defesa e reduziu a pena para um ano e três meses. No entanto, rejeitou o argumento da insignificância do crime e consequentemente o pedido para anular a condenação.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) também rejeitou a tese do princípio da insignificância. Contra essa decisão, a defesa recorre ao Supremo para suspender a condenação e a execução da pena até o julgamento definitivo do habeas corpus.
Decisão
Ao decidir sobre o pedido de liminar, o ministro Marco Aurélio reconheceu que o prejuízo causado pelo furto é de pequeno valor, mas observou que não se trata de “furto famélico”, ou seja, quando a pessoa subtrai alimentos para saciar a fome.
Ele disse também que a acusada já responde por crimes semelhantes, inclusive com condenação penal. E como voltou a cometer o crime, não cabe, pelo menos no julgamento da liminar, suspender a eficácia da decisão que a condenou.
CM/LF

Processos relacionadosHC 98944

Observatório de Ações Afirmativas

SEPPIR e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Ministério da Educação) firmaram termo de compromisso, com o objetivo de financiar e apoiar o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inclusão no Ensino Superior. A criação do instituto tem como objetivo reunir informações sobre as políticas de ações afirmativas no Brasil e na América Latina. O trabalho se concentrará no mapeamento e avaliação das políticas de inclusão social, étnica e racial no ensino superior e seus impactos na sociedade brasileira.O termo de compromisso foi assinado pelo ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, pela vice-presidente do CNPq, Wrana Panizzi, e pelo secretário de Ensino Continuado, Alfabetização e Diversidade (MEC), André Lázaro. De acordo com o diretor do novo órgão, professor José Jorge de Carvalho, o Instituto se constituirá enquanto um observatório das ações afirmativas e outras políticas de promoção da igualdade racial.


Observatório de Ações Afirmativas

Dia Nacional do Cigano será comemorado no Rio

A Fundação Santa Sara Kali do Rio de Janeiro (RJ) realiza no próximo domingo (24/05) um festival de música, dança e gastronomia cigana. Batizado de Cruzada pela Paz Mundial, o evento é realizado há onze anos na data da padroeira universal dos povos de etnia cigana, Santa Sara Kali, quando também é comemorado o Dia Nacional do Cigano. O objetivo, de acordo com seus realizadores, é dar visibilidade aos costumes e crenças desta cultura milenar, e fazer um apelo à união entre todos os povos e religiões. A edição deste ano, seguindo a tradição, será realizada no Parque Municipal Garota de Ipanema, no Arpoador, que se tornou referência para a comunidade cigana quando, em 2003, foi assentada no local uma imagem da padroeira.A programação terá início às 11h, com palestras, quiromancia, cartomantes, e degustação de pratos típicos ao som de música cigana. Às 16h, será realizado um culto ecumênico, seguido de ritual cigano na gruta natural onde está assentada a imagem de Santa Sara Kali. Em seguida serão apresentados números de música e dança típica. Durante todo o evento serão recolhidos donativos para grupos ciganos mais necessitados.“Nesse momento de grande importância para o meu povo, que sempre foi o excluído dos excluídos, festejar com meus irmãos ciganos e gajês (não ciganos) as vitórias alcançadas, será a certeza absoluta de que é possível acreditar num mundo melhor, mais digno, amigo, justo e solidário”, afirma a organizadora do evento, Mirian Stanescon Batuli, presidente da Fundação Santa Sara Kali e conselheira do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).O Dia Nacional do Cigano foi instituído em 2006, através de decreto do presidente Luís Inácio Lula da Silva, em reconhecimento à importância da contribuição da etnia cigana ao processo de formação da história e da identidade cultural brasileira.

II CONAPIR: Vem aí a Plenária Nacional das Comunidades Tradicionais

Representantes de comunidades remanescentes de quilombos, dos povos de etnia cigana, dos povos indígenas e das comunidades de terreiros vão se reunir em Brasília para discutir as políticas de promoção da igualdade racial.
Eles participam, nos dias 6 e 7 de junho, da Plenária Nacional das Comunidades Tradicionais, encontro preparatório para a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR). Durante o evento, serão escolhidos os delegados para a etapa nacional da II CONAPIR.O modo de vida das comunidades tradicionais em relação ao restante da população brasileira justifica a realização de uma plenária exclusivamente voltada para elas. Os ciganos, por exemplo, são nômades em sua maioria, o que dificulta sua participação nos encontros estaduais. Além disso, ciganos, indígenas, quilombolas e as comunidades de terreiros sofreram outros tipos de preconceito além do relacionado à etnia.Além do ministro da Igualdade Racional, Edson Santos, vão participar da Plenária representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), dos ministérios do Desenvolvimento Social, da Saúde, da Educação, e várias outras autoridades e especialistas envolvidos com o tema.
O encontro será no hotel St. Peter, no Setor Hoteleiro Sul.Confira em www.conapir2009.com.br esta e outras notícias sobre a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial

I SEMINÁRIO INTERNACIONAL: DIREITO HUMANOS, POLÍTICAS PÚBLICAS E RELAÇÕES RACIAIS - BRASIL & EUA.


O Brasil é signatário da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (através do decreto nº 65.810 de 8 de dezembro de 1969). Mas somente após a Conferência Internacional Contra a Discriminação realizada em Durban, África do Sul em 2001, o País começou, paulatinamente, a adotar medidas para efetividade a estes compromissos afetos ao Direito Internacional dos Direitos Humanos.
Por conta disso, a temática afeta às políticas publicas de promoção da igualdade Racial ganha cada vez mais destaque nas agendas dos governos e se constitui como um dos principais temas contemporâneos. No Congresso Nacional tramitam os projeto de lei que pretendem instituir o Estatuto da Igualdade Racial e o sistema de cotas nas universidades federais.
O Supremo Tribunal Federal está julgando uma ação contra as cotas do Programa Universidade para Todos - PROUNI.
Já nos EUA, após mais 40 anos, as recentes decisões da Suprema Corte apontam que as políticas afirmativas começam a entrar em declínio naquele país.
Tanto no Brasil como nos Estado Unidos, a demanda acerca da das políticas públicas de ação afirmativa apresenta-se como um dos principais debates sócio-jurídicos deste início de século, ensejando, inclusive, maior análise comparada sobre a matéria.
Com a convicção de que o aperfeiçoamento e a atualização dos diversos profissionais se constitui como medida importante para a defesa do Estado Democrático de Direito e com o objetivo de ampliar a reflexão e o aprofundamento crítico e acerca de temas relevantes e atuais na ordem sócio-jurídica, o Programa de Pós Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana (PPFH/UERJ), o Laboratório de Políticas Públicas da UERJ (LPP/UERJ), o Fórum Latino-americano de Políticas Educacionais (FLAPE), a "Seattle University School of Law" e a "University of Tennessee College of Law" estão promovendo o "I SEMINÁRIO INTERNACIONAL: DIREITOS HUMANOS, POLÍTICAS PÚBLICAS E RELAÇÕES RACIAIS - BRASIL & EUA".
(O evento será dia 26.05 - terça-feira - às 17:30 no auditório 113 - 11º andar UERJ)
Laboratório de Políticas Públicas - UERJ Programa Políticas da Cor Renato Ferreira Coordenador (21)2234-1896 2234-0942 r. 44 ou 39

Modelos negros terão cota de 10% em desfiles


Qui, 21 Mai, 07h45
O Ministério Público de São Paulo e a organização do São Paulo Fashion Week - maior evento de moda do País - fecharam ontem um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que prevê cota para a participação de ao menos 10% de modelos negros nas passarelas. O documento prevê multa de R$ 250 mil caso as grifes não cumpram a medida. A empresa Luminosidade Marketing & Produções Ltda., que coordena os desfiles da SPFW, comprometeu-se a comunicar a todas as marcas participantes do evento a inclusão de afrodescendentes, com antecedência mínima de 15 dias a cada edição.
O TAC é resultado do inquérito civil instaurado pelo Grupo de Atuação Especial de Inclusão Social (Gaeis) do Ministério Público desde o ano passado, após a constatação de que os desfiles de moda da São Paulo Fashion Week tinham um número muito reduzido de modelos negros ou indígenas. No documento, a SPFW também se compromete a encaminhar para o Ministério Público, no prazo de 30 dias após cada edição, durante dois anos, a comprovação de cumprimento da cláusula. "Não se trata de querer impor uma cota racial, mas de promover a inclusão social nesse segmento", ressalta a promotora de Justiça e coordenadora do grupo, Deborah Affonso.
Segundo a promotora, na hipótese de impossibilidade de cumprimento da recomendação, a grife poderá apresentar justificativa, que será analisada pelo Ministério Público. Helder Dias, diretor da HDA Models, que agencia 250 modelos negros, diz que a decisão do MP é positiva, já que, na moda, "o preconceito é escancarado." A novidade no SPFW também animou a modelo Juliana Nepomuceno, que apesar de ter completado 18 anos agora, já tem no currículo campanhas na Ásia e Europa. "O preconceito existe em todo lugar, mas é no meu País, marcado pelas diferenças, que eu encontro mais dificuldade para trabalhar", diz.

terça-feira, 19 de maio de 2009

NAZISMO

Polícia do RS descobre nova célula nazista

DA AGÊNCIA FOLHA
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul anunciou ontem que detectou uma nova célula neonazista no Estado.Em ação realizada ontem pela manhã, em cinco municípios, policiais apreenderam três bombas de fabricação caseira, facas e uma "grande quantidade" de material com conteúdo neonazista.Em nota divulgada ontem pela corporação, o delegado que coordenou a ação, Paulo César Jardim, afirmou que não havia mandado de prisão contra os integrantes.Jardim investiga as atividades de extremistas desde 2002. As apreensões foram realizadas em Porto Alegre, Cachoeirinha, Viamão e duas cidades da serra gaúcha, que não foram divulgadas.Na ação da polícia, foram apreendidos, além das armas e bombas, material como livros, camisetas, CDs e DVDs.Na nota, o delegado Paulo César Jardim disse que o grupo neonazista se preparava para realizar ataques a sinagogas e a homossexuais. (MATHEUS PICHONELLI)
São Paulo, terça-feira, 19 de maio de 2009. Folha de São Paulo

Retomada do Grupo de Trabalho pela Diversidade no Mercado de Trabalho Bancário - Câmara de Deputados

Ofício-Circular nº 319/2009-P Brasília, 19 de maio de 2009

Prezado(a) Senhor(a),
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados tem a honra de convidar Vossa Senhoria a participar de audiência pública para atualização e retomada do Grupo de Trabalho pela Diversidade no Mercado de Trabalho Bancário, a ser realizada no dia 27 de maio de 2009, das 14h às 17h, no plenário 9 do Anexo II da Câmara dos Deputados.
Estão sendo convidados, como expositores, representantes de entidades do Movimento Negro, do Ministério Público Federal do Trabalho, da Secretaria Especial da Igualdade Racial, da Febraban, do CEERT e da Contraf-CUT.
O objetivo do Grupo de Trabalho a ser retomado é buscar consenso sobre metas de igualdade de oportunidades entre os distintos grupos raciais nos quadros profissionais das instituições bancárias.
Lembramos que esse espaço de concertação teve início em julho de 2006, a partir da percepção de que, desde a admissão de funcionários pelos bancos, passando pelos procedimentos de ascensão funcional, até a remuneração, há uma desproporção entre os trabalhadores brancos e negros, em prejuízo desses últimos. Ações públicas ajuizadas junto ao Ministério Público do Trabalho, que abriu inquéritos para apurar tal desigualdade, foram suspensas em busca de uma solução negociada no referido espaço de negociação.
Diálogos sobre as raízes do problema e os meios para se buscar caminhos exequíveis de superação ocupou o Grupo de Trabalho até abril de 2007. Nesse momento, a Febraban, com a consultoria técnica do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desiguldades (CEERT) deu início ao projeto de diagnóstico por meio de um censo nos estabelecimentos bancários, além de estudar planos de ações afirmativas visando ao estabelecimento de parâmetros de igualdade de oportunidades nesse importante segmento do mercado de trabalho.
De acordo com o cronograma apresentado pela Febraban e aceito pelos parceiros do Grupo de Trabalho, em março de 2008 o projeto seria concluído. Passado prazo razoável desde então, a Comissão de Direitos Humanos, instada pelas organizações do movimento social e membros deste colegiado, vem convidar V.S.ª., bem como os demais parceiros dessa iniciativa, a retomar os encontros do Grupo de Trabalho, com a intenção de avançar na definição de ações concretas, agora levando em consideração as conclusões e indicadores do referido estudo.
Atenciosamente,

Deputado Luiz Couto
Presidente
Câmara dos Deputados - anexo II - sala 185A - Pavimento Superior -CEP 70.160-900 - Brasília
- DF - Brasil
Tel: (061) 3216-6570 - fax: (061) 3216-6580 e-mail:
cdh@...
Home page: http://www.camara.gov.br/cdh

Comissão Interamericana publica informe sobre direitos dos afrodescendentes na Colômbia

Washington, D.C., 15 de mayo de 2009
La Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) publica hoy sus observaciones de la visita realizada por el Relator sobre los Derechos de los Afrodescendientes y contra la Discriminación Racial, Sir Clare K. Roberts, a la República de Colombia.

El documento de la CIDH indica que la población afrodescendiente en Colombia se encuentra marcada por una historia de invisibilidad, exclusión y desventajas sociales y económicas que afectan el goce de sus derechos fundamentales. La población afrocolombiana constituye el segmento mayoritario de las clases más pobres del país, muestra los indicadores socioeconómicos más bajos, padece una tasa de mortalidad infantil que duplica la registrada a nivel nacional, y tiene menor acceso a servicios básicos como educación y salud, así como menor acceso a empleos redituables y menor participación en la vida pública.
Asimismo, el estudio destaca que regiones del país mayoritariamente habitadas por afrodescendientes se han visto particularmente afectadas por la crisis humanitaria derivada del conflicto armado interno. La Comisión observa con especial preocupación la falta de esclarecimiento judicial de la mayoría de los hechos de violencia que han afectado a las comunidades afrodescendientes y causado su desplazamiento.
“Las disparidades entre las condiciones sociales y económicas de los afrodescendientes y el resto de la población en Colombia están estrechamente vinculadas a la exclusión social padecida históricamente por este segmento de la población”, indica el documento. “A pesar de la vigencia de legislación y políticas públicas destinadas a promover el desarrollo de la población afrocolombianas”, agrega, “el goce igualitario de derechos y la superación de la discriminación estructural continúan presentándose como un gran desafío para esta población, que permanece invisibilizada”.
El informe valora positivamente las diversas iniciativas y medidas legislativas y administrativas tomadas por el Estado colombiano a fin de lograr el respeto de los derechos humanos de la población afrocolombianas, tales como el reconocimiento constitucional de los derechos de los afrodescendientes en la Constitución de 1991 y la legislación adoptada por el Estado para implementar esos derechos. En particular, destaca los avances fundamentales hacia el reconocimiento y mejoramiento de la protección de los derechos de los afrodescendientes y la protección de su identidad cultural, mediante la Ley 70 de 1993.
En el informe, la Comisión observa la necesidad de que estas iniciativas cuenten con un compromiso a largo plazo del Estado y recursos financieros adicionales para asegurar su plena implementación, así como la necesidad de implementar políticas públicas complementarias y mecanismos especializados para garantizar que los afrocolombianos ejerzan plenamente sus derechos y libertades fundamentales. La Comisión reitera su compromiso de colaborar con el Estado en la búsqueda de soluciones adecuadas para los problemas detectados.
La CIDH agradece las contribuciones financieras de Irlanda y de la Comisión Europea, que hicieron posible la realización de la visita y la producción del informe.
La CIDH es un órgano principal y autónomo de la Organización de los Estados Americanos (OEA), cuyo mandato surge de la Carta de la OEA y de la Convención Americana sobre Derechos Humanos. La Comisión Interamericana tiene el mandato de promover la observancia de los derechos humanos en la región y actúa como órgano consultivo de la OEA en la materia. La CIDH está integrada por siete miembros independientes que son elegidos por la Asamblea General de la OEA a título personal, y no representan sus países de origen o residencia.

Conferência Distrital de Igualdade Racial debate efetivação do combate ao racismo

Por Blog Avaliação Durban

O Distrito Federal realiza esta semana a etapa regional da Conferência de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial. Os debates começaram nesta terça-feira (19), no Museu da República, com a participação de representantes do governo, do Legislativo e da sociedade civil.
Integrante do Conselho de Defesa dos Direitos do Negro (CDDN-DF), o secretário Nacional da Comunidade Bahá’í e relator do comitê principal da Conferência de Revisão de Durban, Iradj Roberto Eghari, participou da abertura da conferência distrital e destacou a importância das etapas regionais e nacional discutirem a reafirmação da declaração e do plano de ação de Durban (2001) para terem parâmetros de avaliação e cobrança de novas políticas.
“O Brasil tem demonstrado uma capacidade de implementar algumas políticas que são importantes. Mas ainda precisamos avançar em muitos pontos, tendo em mente que existem compromissos internacionais, entre eles a própria Revisão de Durban, que nos amparam nessa cobrança por políticas públicas e ações de Estado”, destacou Eghrari.
A subsecretária de Planejamento da Secretaria Especial de Políticas da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Manuela Pinho, também participou da abertura da Conferência Distrital. Ela sugeriu que os governos e a sociedade civil se apropriem do
conjunto de ações afirmativas interministeriais lançado pela Seppir na semana do dia 13 de maio.
A deputada distrital, Érica Kokay (PT-DF), considera a Conferência Distrital um espaço importante para cobrar do governo do Distrito Federal a efetivação do que prevê a lei para o ensino da história e cultura afrobrasileira nas escolas. No primeiro dia de debates, Kokay defendeu a realização de uma Campanha de Combate ao Racismo via meios de comunicação do DF.
A parlamentar cobrou ainda a implementação das políticas de igualdade racial nas áreas de saúde e trabalho, além da proteção do espaço da Prainha, às margens do Lago Paranoá, para a realização de festas e cultos das religiões de matriz africana da capital.
Representante do Fórum de Mulheres Negras do DF, Sabrina Faria, também reivindicou a efetivação das políticas públicas de promoção da igualdade racial do DF, especialmente na área de saúde e direitos das mulheres.
De acordo com ela, o fórum reivindicava desde novembro que a Secretaria de Saúde do DF implementasse a Política de Saúde da População Negra, aprovada no Conselho Nacional de Saúde em 2006.
Essa reivindicação começou a ser atendida agora, na semana passada, com a criação do Comitê de Saúde da População Negra do DF, que terá 12 integrantes, seis do governo e seis da sociedade civil.
“Essa política de saúde é uma vitória do movimento negro, principalmente das mulheres negras, que estão há muito tempo nessa luta, por meio de articulações, fóruns e organizações da sociedade civil”, destacou Sabrina Faria.
“Ainda temos muito a avançar. No DF, as fichas dos hospitais não possuem o quesito cor, para que as pessoas se auto-declarem. Esse é um dado epidemiológico importante para delinear políticas públicas. É importante também investir na sensibilização e capacitação dos gestores e profissionais de saúde como forma de combate ao racismo institucional.”
A Conferência Distrital de Políticas Públicas de Promoção da Igualdade Racial continua nesta quarta-feira (20), no Museu da República, com debates entre grupos de trabalho e escolha de delegados para a etapa nacional, que será realizada entre dos dias 25 e 28 de junho, em Brasília.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Salvador sedia lançamento do III Fesman no Brasil


Release nº 15/2009 18/05/2009
Salvador sedia lançamento do III Fesman no Brasil
Solenidade no dia 25/5 vai ter a presença do presidente Lula e do presidente do Senegal, Abdoulaye WadeA cidade de Salvador, Bahia, foi escolhida para o lançamento do III Festival Mundial de Artes Negras no Brasil. O evento será realizado no dia 25 de maio, data em que se comemora o Dia da Libertação da África, instituída pela ONU, em 1972. A data simboliza a luta e o combate dos povos do continente africano pela sua independência e emancipação e representa a memória coletiva dos seus povos e o objetivo comum de unidade e solidariedade na luta para o desenvolvimento econômico do continente. A solenidade de abertura será no Teatro Castro Alves e terá a presença do presidente Lula, do presidente Abdoulaye Wade, do Senegal, dos ministros da Cultura dos dois países e de diversas autoridades. Serão apresentados shows de artistas, como Margareth Menezes, Carlinhos Brown e Gilberto Gil, entre outros. O tema para este III Festival é “O Renascimento Africano”. Este encontro das culturas e das artes dos povos negros da África, da Europa e da América traçará um amplo painel da influência das tradições, costumes e religiosidade dos povos negros hoje. Será realizado em Dacar, de 1 a 14 de dezembro deste ano. Alguns nomes já estão confirmados, como a cantora Cesária Évora, os instrumentistas Manu Dibango e Salif Keita, o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, entre outros. A responsabilidade da organização artística e cultural da participação do Brasil no Fesman é da Fundação Cultural Palmares, que, em breve, divulga edital com as regras da seleção. A FCP está realizando reuniões nas principais capitais do país com a intenção de mobilizar os artistas para a apresentação de propostas que ajudarão a difundir a participação da cultura negra brasileira no mundo. O Brasil é o país homenageado nesta edição do festival. Em seguida ao lançamento do III Fesman, serão realizadas uma série de atividades para comemorar a Semana da África em Salvador. Os eventos estarão distribuídos durante toda a semana de 25 a 31 de maio, como exibição de filmes, palestras e shows, a exemplo do Cortejo dos Blocos Afros, no dia 25, às 18h, na praça de Campo Grande.
Assessoria de Comunicação Inês Ulhôa - assessora de imprensa (9966-8898) ines.ulhoa@palmares.gov.br Jacqueline Freitas - jacqueline.freitas@palmares.gov.br Marcus Bennett - marcus.bennett@palmares.gov.br
Telefones: (61) 3424-0164/ 0165/ 0166 www.palmares.gov.br

PF prende oito pessoas durante operação de combate à pedofilia no Orkut

18/05/2009 - 15h20

PF prende oito pessoas durante operação de combate à pedofilia no Orkut
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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 15h33.
A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira (18) oito pessoas durante a operação Operação Turko (um anagrama com o nome Orkut), que tem o objetivo de combater a pedofilia na internet. A ação foi deflagrada em 20 Estados e no Distrito Federal.
A operação teve como base a quebra de sigilo de 3.265 perfis do Orkut que foram denunciados à Safernet nos últimos dois anos, com conteúdo de pornografia infantil. A Safernet é uma ONG (organização não-governamental) que trabalha contra a pornografia infantil e a pedofilia na internet.
Inicialmente, foram analisados pelos policiais 805 perfis do Orkut com suspeita de divulgação de imagens de pornografia infantil. Desse total, a PF identificou 118 endereços de supostos pedófilos que seriam responsáveis pela divulgação das imagens na internet. Dos 118 endereços, a Polícia Federal chegou a 107 alvos concretos de investigação e determinou 92 mandados de busca e apreensão, para investigar os computadores deles, na busca por esse tipo de material.
"Temos 92 mandados em cumprimento e de 47 já recebemos as informações do resultado da busca. Os demais encontram-se em execução ao longo do dia. Oito prisões e centenas de DVDs e HDs com material pornográfico foram apreendidos", disse o delegado Carlos Eduardo Sobral, responsável pela unidade de repressão a crimes cibernéticos.
As oito prisões foram feitas em cinco Estados: Espírito Santo (1), Mato Grosso (1), Pernambuco (1), Rio Grande do Sul (2) e São Paulo (3). Os nomes e dados dos presos são mantidos em sigilo pela PF, uma vez que os inquéritos tramitam em segredo de Justiça.
A Polícia Federal classificou a operação como a "maior" já realizada em todo o mundo para o combate a crimes de pornografia infantil e pedofilia em redes de relacionamento da internet.
"A operação de hoje é a maior do mundo em combate à pornografia infantil em redes de relacionamentos. A operação é uma resposta do Estado ao abuso de crianças e adolescentes na internet. O Brasil não é produtor de larga escala de pornografia na internet, mas é difusor", disse Sérgio Suiama, procurador do Ministério Público Federal de São Paulo.
Nova legislação
No ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que estabelece punições mais rigorosas contra a pornografia infantil e crimes de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes na internet.
Pode ser punido com prisão entre quatro e oito anos aquele que "produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente". A pena é a mesma para quem vender ou expuser material do tipo.
O documento também criminaliza --com pena de prisão de três a seis anos --quem oferecer, trocar ou divulgar material com pedofilia. Para quem adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, esse tipo de material, a pena prevista é de um a quatro anos de prisão, podendo ser diminuindo em um ou dois terços, se a quantidade do material for pequena.
O projeto determina que a expressão "cena de sexo explícito ou pornográfica" compreende qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas ou insinuadas, ou a "exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais".
CPI
A operação da PF ocorreu em parceria com a CPI da Pedofilia do Senado, que investiga crimes cibernéticos relacionados a crianças e adolescentes. O senador Magno Malta (PR-ES), presidente da comissão, disse acreditar que mais de 30 pedófilos sejam presos na operação da PF deflagrada nesta segunda-feira.
"Você não prende um pedófilo simples, mas um indivíduo que espalhou essa pornografia em rede. Temos muito a comemorar nesse dia 18 em que se combate o abuso e a exploração de crianças e adolescentes", disse o senador

Institui a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

GABINETE DO MINISTROPORTARIA Nº. 992, DE 13 DE MAIO DE 2009
Institui a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra
O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do parágrafo único do art.87 da Constituição, e Considerando a diretriz do Governo Federal de reduzir as iniquidades por meio da execução de políticas de inclusão social;Considerando os compromissos sanitários prioritários nos Pactos pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão, pactuados entre as esferas de governo na consolidação do SUS, visando qualificar a gestão e as ações e serviços do sistema de saúde;Considerando o caráter transversal das ações de saúde da população negra e o processo de articulação entre as Secretarias e órgãos vinculados ao Ministério da Saúde e as instâncias do Sistema Único de Saúde - SUS, com vistas à promoção de equidade;Considerando que esta Política foi aprovada no Conselho Nacional de Saúde - CNS e pactuada na Reunião da Comissão Intergestores Tripartite - CIT;Considerando a instituição do Comitê Técnico de Saúde da População Negra pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria n° 1.678/GM, de 13 de agosto de 2004, que tem a finalidade de promover a equidade e igualdade racial voltada ao acesso e à qualidadenos serviços de saúde, à redução da morbimortalidade, à produção de conhecimento e ao fortalecimento da consciência sanitária e da participação da população negra nas instâncias de controle social no SUS; eConsiderando o Decreto n° 4.887, de 20 de novembro de 2003, que cria o Programa Brasil Quilombola, com o objetivo de garantir o desenvolvimento social, político, econômico e cultural dessas comunidades, e conforme preconizado nos arts. 215 e 216 da Constituição, no art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT e na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho - OIT, resolve:Art. 1º Instituir a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.Art. 2º A Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa - SGEP articulará no âmbito do Ministério Saúde, junto às suas Secretarias e seus órgãos vinculados, a elaboração de instrumentos com orientações específicas, que se fizerem necessários à implementaçãodesta Política.Art. 3° Esta
Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOSÉ GOMES TEMPORÃO
ANEXOPOLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA
Capítulo I
DOS PRINCÍPIOS GERAIS
1. Princípios Gerais A Constituição de 1988 assumiu o caráter de Constituição Cidadã, em virtude de seu compromisso com a criação de uma nova ordem social. Essa nova ordem tem a seguridade social como "um Ministério da Saúde conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social" (BRASIL, 1988, art. 194). Esta Política está embasada nos princípios constitucionais de cidadania e dignidade da pessoa humana (BRASIL, 1988, art. 1o, inc. II e III), do repúdio ao racismo (BRASIL, 1988, art. 4o, inc. VIII), e da igualdade (BRASIL, art. 5o, caput). É igualmente coerente com oobjetivo fundamental da República Federativa do Brasil de "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação" (BRASIL, 1988, art. 3o, inc. IV). Reafirma os princípios do Sistema Único de Saúde - SUS, constantes da Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, a saber: a) a universalidade do acesso, compreendido como o "acesso garantido aos serviços de saúde para toda população, em todos os níveis de assistência, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie"; b) a integralidade da atenção, "entendida como um conjunto articulado e contínuo de ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigido para cada caso, em todos os níveis de complexidade do sistema"; c) a igualdade da atenção à saúde; e d) a descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo (BRASIL, 1990a, art. 7o, inc. I, II, IV IX). A esses vêm juntar-se os da participação popular e do controle social, instrumentos fundamentais para a formulação, execução,avaliação e eventuais redirecionamentos das políticas públicas de saúde. Constituem desdobramentos do princípio da "participação da comunidade" (BRASIL, 1990a, art. 7o, inciso VIII) e principal objeto da Lei no 8.142, de 28 de dezembro de 1990, que instituiu as conferências e conselhos de saúde como órgãos colegiados de gestão do SUS, com garantia de participação da comunidade (BRASIL, 1990b). Igualmente importante é o princípio da equidade. A iniqüidade racial, como fenômeno social amplo, vem sendo combatida pelas políticas de promoção da igualdade racial, regidas pela Lei no 10.678/03, que criou a SEPPIR. Coerente com isso, o princípio da igualdade, associado ao objetivo fundamental de conquistar uma sociedade livre de preconceitos na qual a diversidade seja um valor, deve desdobrar-se no princípio da equidade, como aquele que embasa a promoção da igualdade a partir do reconhecimento das desigualdades e da ação estratégica para superá-las. Em saúde, a atenção deve ser entendida como ações e serviços priorizados em razão de situações de risco e condições de vida e saúde de determinados indivíduos e grupos de população. O SUS, como um sistema em constante processo de aperfeiçoamento, na implantação e implementação do Pacto pela Saúde, instituído por meio da Portaria no 399, de 22 de fevereiro de 2006, compromete-se com o combate às iniquidades de ordem sócio-econômica e cultural que atingem a população negra brasileira (BRASIL, 2006). Cabe ainda destacar o fato de que esta Política apresenta como princípio organizativo a transversalidade, caracterizada pela complementaridade, confluência e reforço recíproco de diferentes políticas de saúde. Assim, contempla um conjunto de estratégias que resgatam a visão integral do sujeito, considerando a sua participação no processo de construção das respostas para as suas necessidades, bem como apresenta fundamentos nos quais estão incluídas as várias fases do ciclo de vida, as demandas de gênero e as questões relativas à orientação sexual, à vida com patologia e ao porte de deficiência temporária ou permanente. 2. Marca Reconhecimento do racismo, das desigualdades étnico-raciais e do racismo institucional como determinantes sociais das condições de saúde, com vistas à promoção da equidade em saúde.
Capítulo II
DAS DIRETRIZES GERAIS E OBJETIVOS
1. Diretrizes Gerais:
I - inclusão dos temas Racismo e Saúde da População Negra nos processos de formação e educação permanente dos trabalhadores da saúde e no exercício do controle social na saúde;II - ampliação e fortalecimento da participação do Movimento Social Negro nas instâncias de controle social das políticas de saúde, em consonância com os princípios da gestão participativa do SUS, adotados no Pacto pela Saúde;III - incentivo à produção do conhecimento científico e tecnológico em saúde da população negra;IV - promoção do reconhecimento dos saberes e práticas populares de saúde, incluindo aqueles preservados pelas religiões de matrizes africanas;V - implementação do processo de monitoramento e avaliação das ações pertinentes ao combate ao racismo e à redução das desigualdades étnico-raciais no campo da saúde nas distintas esferas de governo; e Nº 90, quinta-feira, 14 de maio de 2009 32 1 ISSN 1677 7042VI - desenvolvimento de processos de informação, comunicação e educação, que desconstruam estigmas e preconceitos, fortaleçam uma identidade negra positiva e contribuam para a redução das vulnerabilidades.
2. Objetivo GeralPromover a saúde integral da população negra, priorizando a redução das desigualdades étnico-raciais, o combate ao racismo e à discriminação nas instituições e serviços do SUS.
3. Objetivos Específicos:I - garantir e ampliar o acesso da população negra residente em áreas urbanas, em particular nas regiões periféricas dos grandes centros, às ações e aos serviços de saúde;II - garantir e ampliar o acesso da população negra do campo e da floresta, em particular as populações quilombolas, às ações e aos serviços de saúde;III - incluir o tema Combate às Discriminações de Gênero e Orientação Sexual, com destaque para as interseções com a saúde da população negra, nos processos de formação e educação permanente dos trabalhadores da saúde e no exercício do controle social;IV - identificar, combater e prevenir situações de abuso, exploração e violência, incluindo assédio moral, no ambiente de trabalho;V - aprimorar a qualidade dos sistemas de informação em saúde, por meio da inclusão do quesito cor em todos os instrumentos de coleta de dados adotados pelos serviços públicos, os conveniados ou contratados com o SUS;VI - melhorar a qualidade dos sistemas de informação do SUS no que tange à coleta, processamento e análise dos dados desagregados por raça, cor e etnia;VII - identificar as necessidades de saúde da população negra do campo e da floresta e das áreas urbanas e utilizá-las como critério de planejamento e definição de prioridades;VIII - definir e pactuar, junto às três esferas de governo, indicadores e metas para a promoção da equidade étnico-racial na saúde;IX - monitorar e avaliar os indicadores e as metas pactuados para a promoção da saúde da população negra visando reduzir as iniquidades macrorregionais, regionais, estaduais e municipais;X - incluir as demandas específicas da população negra nos processos de regulação do sistema de saúde suplementar;XI - monitorar e avaliar as mudanças na cultura institucional, visando à garantia dos princípios anti-racistas e não-discriminatório;eXII - fomentar a realização de estudos e pesquisas sobre racismo e saúde da população negra.
Capítulo III
DAS ESTRATÈGIAS E RESPONSABILIDADES DAS ESFERAS DE GESTÃO
1. Estratégias de Gestão(*):I - implementação das ações de combate ao racismo institucional e redução das iniquidades raciais, com a definição de metas específicas no Plano Nacional de Saúde e nos Termos de Compromisso de Gestão;II - desenvolvimento de ações específicas para a redução das disparidades étnico-raciais nas condições de saúde e nos agravos, considerando as necessidades locorregionais, sobretudo na morbimortalidade materna e infantil e naquela provocada por: causas violentas; doença falciforme; DST/HIV/aids; tuberculose; hanseníase; câncer de colo uterino e de mama; transtornos mentais;III - fortalecimento da atenção à saúde integral da população negra em todas as fases do ciclo da vida, considerando as necessidades específicas de jovens, adolescentes e adultos em conflito com a lei;IV - estabelecimento de metas específicas para a melhoria dos indicadores de saúde da população negra, com especial atenção para as populações quilombolas;V - fortalecimento da atenção à saúde mental das crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos negros, com vistas à qualificação da atenção para o acompanhamento do crescimento, desenvolvimento e envelhecimento e a prevenção dos agravos decorrentes dos efeitos da discriminação racial e exclusão social;VI - fortalecimento da atenção à saúde mental de mulheres e homens negros, em especial aqueles com transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas;VII - qualificação e humanização da atenção à saúde damulher negra, incluindo assistência ginecológica, obstétrica, no puerpério, no climatério e em situação de abortamento, nos Estados e Municípios;VIII - articulação e fortalecimento das ações de atenção às pessoas com doença falciforme, incluindo a reorganização, a qualificação e a humanização do processo de acolhimento, do serviço de dispensação na assistência farmacêutica, contemplando a atenção diferenciadana internação;IX - inclusão do quesito cor nos instrumentos de coleta de dados nos sistemas de informação do SUS;X - incentivo técnico e financeiro à organização de redes integradas de atenção às mulheres negras em situação de violência sexual, doméstica e intrafamiliar;XI - implantação e implementação dos Núcleos de Prevenção à Violência e Promoção da Saúde, nos Estados e Municípios, conforme a Portaria MS/GM no 936, de 19 de maio de 2004, como meio de reduzir a vulnerabilidade de jovens negros à morte, traumas ouincapacitação por causas externas (BRASIL, 2004a);XII - elaboração de materiais de informação, comunicação e educação sobre o tema Saúde da População Negra, respeitando os diversos saberes e valores, inclusive os preservados pelas religiões de matrizes africanas;XIII - fomento à realização de estudos e pesquisas sobre o acesso da referida população aos serviços e ações de saúde;XIV - garantia da implementação da Portaria InterministerialMS/SEDH/SEPM no 1.426, de 14 de julho de 2004, que aprovou as diretrizes para a implantação e implementação da atenção à saúde dos adolescentes em conflito com a lei, em regime de internação e internação provisória, no que diz respeito à promoção da equidade (BRASIL, 2004b);XV - articulação desta Política com o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário, instituído pela Portaria Interministerial MS/MJ no 1.777, de 9 de setembro de 2003 (BRASIL, 2003b);XVI - articulação desta Política com as demais políticas de saúde, nas questões pertinentes às condições, características e especificidades da população negra;XVII - apoio técnico e financeiro para a implementação desta Política, incluindo as condições para: realização de seminários, oficinas, fóruns de sensibilização dos gestores de saúde; implantação e implementação de comitês técnicos de saúde da população negra ouinstâncias similares, nos Estados e Municípios; e formação de lideranças negras para o exercício do controle social; eXVIII - estabelecimento de acordos e processos de cooperação nacional e internacional, visando à promoção da saúde integral da população negra nos campos da atenção, educação permanente e pesquisa. * Em virtude de seu caráter transversal, todas as estratégias de gestão assumidas por esta Política devem estar em permanente interação com as demais políticas do MS relacionadas à promoção da Saúde, ao controle de agravos e à atenção e cuidado em saúde.
2. Responsabilidades das Esferas de Gestão2.1. Gestor Federal:I - implementação desta Política em âmbito nacional;II - definição e gestão dos recursos orçamentários e financeiros para a implementação desta Política, pactuadas na Comissão Intergestores Tripartite - CIT;III - garantia da inclusão desta Política no Plano Nacional de Saúde e no Plano Plurianual - PPA setorial;IV - coordenação, monitoramento e avaliação da implementação desta Política, em consonância com o Pacto pela Saúde;V - garantia da inclusão do quesito cor nos instrumentos de coleta de dados nos sistemas de informação do SUS;VI - identificação das necessidades de saúde da população negra e cooperação técnica e financeira com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, para que possam fazer o mesmo, considerando as oportunidades e os recursos;VII - apoio técnico e financeiro para implantação e implementação de instâncias de promoção de equidade em saúde da população negra no Distrito Federal, nos Estados e nos Municípios;VIII - garantia da inserção dos objetivos desta Política nos processos de formação profissional e educação permanente de trabalhadores da saúde, em articulação com a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, instituída pela Portaria GM/MS no1.996, de 20 de agosto de 2007 (BRASIL, 2007);IX - adoção do processo de avaliação como parte do planejamento e implementação das iniciativas de promoção da saúde integral da população negra, garantindo tecnologias adequadas;X - estabelecimento de estruturas e instrumentos de gestão e indicadores para monitoramento e avaliação do impacto da implementação desta Política;XI - fortalecimento da gestão participativa, com incentivo à participação popular e ao controle social;XII - definição de ações intersetoriais e pluri-institucionais de promoção da saúde integral da população negra, visando à melhoria dos indicadores de saúde dessa população;XIII - apoio aos processos de educação popular em saúde pertinentes às ações de promoção da saúde integral da população negra;XIV - elaboração de materiais de divulgação visando à socialização da informação e das ações de promoção da saúde integral da população negra;XV - estabelecimento de parcerias governamentais e nãogovernamentais para potencializar a implementação das ações de promoção da saúde integral da população negra no âmbito do SUS;XVI - estabelecimento e revisão de normas, processos e procedimentos, visando à implementação dos princípios da equidade e humanização da atenção e das relações de trabalho; eXVII - instituição de mecanismos de fomento à produção de conhecimentos sobre racismo e saúde da população negra.
2.2 Gestor Estadual:I - apoio à implementação desta Política em âmbito nacional;II - definição e gestão dos recursos orçamentários e financeiros para a implementação desta Política, pactuadas na Comissão Intergestores Bipartite - CIB;III - coordenação, monitoramento e avaliação da implementação desta Política, em consonância com o Pacto pela Saúde, em âmbito estadual;IV - garantia da inclusão desta Política no Plano Estadual de Saúde e no PPA setorial estadual, em consonância com as realidades locais e regionais;V - identificação das necessidades de saúde da população negra no âmbito estadual e cooperação técnica e financeira com os Municípios, para que possam fazer o mesmo, considerando as oportunidades e recursos;VI - implantação e implementação de instância estadual de promoção da equidade em saúde da população negra;VII - apoio à implantação e implementação de instâncias municipais de promoção da equidade em saúde da população negra;VIII - garantia da inserção dos objetivos desta Política nos processos de formação profissional e educação permanente de trabalhadores da saúde, em articulação com a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, instituída pela Portaria GM/MS no1.996, de 20 de agosto de 2007 (BRASIL, 2007);IX - estabelecimento de estruturas e instrumentos de gestão e indicadores para monitoramento e avaliação do impacto da implementação desta Política;X - elaboração de materiais de divulgação visando à socialização da informação e das ações de promoção da saúde integral da população negra;XI - apoio aos processos de educação popular em saúde, referentes às ações de promoção da saúde integral da população negra;XII - fortalecimento da gestão participativa, com incentivo à participação popular e ao controle social;XIII - articulação intersetorial, incluindo parcerias com instituições governamentais e não-governamentais, com vistas a contribuir no processo de efetivação desta Política; eXIV - instituição de mecanismos de fomento à produção de conhecimentos sobre racismo e saúde da população negra.2.3 Gestor MunicipalI - implementação desta Política em âmbito municipal;II - definição e gestão dos recursos orçamentários e financeiros para a implementação desta Política, pactuadas na Comissão Intergestores Bipartite - CIB;III - coordenação, monitoramento e avaliação da implementação desta Política, em consonância com o Pacto pela Saúde;IV - garantia da inclusão desta Política no Plano Municipal de Saúde e no PPA setorial, em consonância com as realidades e necessidades locais;V - identificação das necessidades de saúde da população negra no âmbito municipal, considerando as oportunidades e recursos;VI - implantação e implementação de instância municipal de promoção da equidade em saúde da população negra;VII - estabelecimento de estruturas e instrumentos de gestão e indicadores para monitoramento e avaliação do impacto da implementação desta Política;VIII - garantia da inserção dos objetivos desta Política nos processos de formação profissional e educação permanente de trabalhadores da saúde, em articulação com a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, instituída pela Portaria GM/MS No-1.996, de 20 de agosto de 2007 (BRASIL, 2007);IX - articulação intersetorial, incluindo parcerias com instituições governamentais e não-governamentais, com vistas a contribuir no processo de implementação desta Política;X - fortalecimento da gestão participativa, com incentivo à participação popular e ao controle social;XI - elaboração de materiais de divulgação visando à socialização da informação e das ações de promoção da saúde integral da população negra;XII - apoio aos processos de educação popular em saúde pertinentes às ações de promoção da saúde integral da população negra; eXIII - instituição de mecanismos de fomento à produção de conhecimentos sobre racismo e saúde da população negra.

DEBATE

DEBATE - Com a intenção de propor um Programa de Ações Afirmativas para PUC-SP, o Coletivo Pró-Ação Afirmativa da PUC-SP lhe convida para o debate: TEMA: AÇÕES AFIRMATIVAS NA PUC-SP; DEBATEDORES: Elio Pereira (Mov. Indigena/ AM); Teresinha Bernardo (Núcleo Relações Raciais/PUC-SP);

DIA: 22/05/2009 (sexta-feira); HORA: 19:00h; LOCAL: Auditório 239 da PUC (2º andar).

CONTATOS: Jeferson (9135-8262); Eduardo (8395-5177); Regimeire (8190-4511); Edson (8706-0807).

disponíveis as inscrições para a etapa municipal Rio de Janeiro, da 1ª Conseg

Compas já estão disponíveis as inscrições para a etapa municipal Rio de Janeiro, da 1ª Conseg, Conferência Nacional de Segurança Pública que será realizada nos dias 27. 28 e 29 de maio de 2009, no Hotel Guanabara AV. Presidente Vargas 392 , centro Rio.

Fundamental de todos (as) que discutem os assuntos da segurança pública no estado do Rio que segundo a ONG Rio de Paz só no período de 2000/2006 mais de 50.000 pessoas morreram! Sob outro olhar o debate esta aberto e o momento desta conferência é um marco para o desafio de ir além da atual política de repressão do caveirão de uso diário nas comunidades.
As inscrições poder ser feitas desde já no sitio da Conseg etapa rio:
http://www.rio. rj.gov.br/ conseg/index. shtm
saudações
Carlos Alves
CMP RJ GT de saúde e GLBT
diretor de saúde da FAM RIO
21 8289.0530