05/11/2009 - 07h00
"Precious", o pequeno filme com grandes aspirações
ANA MARIA BAHIANA
Especial para o UOL Cinema, de Los Angeles
Todo ano há um pequeno filme independente que dispara na frente, enfrentando os grandes da temporada-ouro. Este ano a vaga parece ter sido ocupada por "Precious", a adaptação do livro "Push", de Sapphire, sucesso de crítica e público em 1996.
A jornada de livro e filme têm muito em comum, na verdade. Ramona Lofton, também conhecida pelo pseudônimo Sapphire , é uma poeta e artista performática nascida na Califórnia e integrada na cena novaiorquina desde o final dos anos 1980. "Push" é seu único livro de ficção, a versão criativa de sua experiência como atendente em um abrigo para mulheres do Harlem, e foi publicado às custas da própria autora, sem grande repercussão. Foi preciso o endosso de uma poderosa agente literária algum tempo depois, para que ele fosse lançado comercialmente, criando um dos maiores frisson literários de 1996.
"Precious" também nasceu como um esforço individual - do produtor Lee Daniels ("Monster's Ball", "The Woodsman") que levantou sozinho o minúsculo (para Hollywood) orçamento de 10 milhões de dólares para o que viria a ser seu segundo projeto como diretor (o primeiro, "Shadowboxer", de 2005, foi um atípico e estranho filme de ação com Helen Mirren e Cuba Gooding Jr.). Inscrito no festival de Sundance de 2009, "Precious" (que então se chamava "Push") levou o grande prêmio e atraiu a atenção de Oprah Winfrey, que imediatamente tornou-se a fada madrinha do projeto, empurrado-o para além do esquecimento que muitas vezes pode acabar com os triunfos indie.
Num ano em que a indústria está completamente focada em filmes-espetáculo e comédias, "Precious" vem na contramão com a história de Claireece Precious Jones (interpretada pela estreante Gabourey "Gabby" Sidibe) uma adolescente obesa, analfabeta e grávida do segundo produto do incesto cometido por seu pai alcóolatra.
Espancada pela mãe (a comediante Mo'nique, numa atuação espantosa) e basicamente ignorada pelo mundo à sua volta, Precious tem uma segunda chance graças a uma assistente social (Mariah Carey, quase irreconhecível) que a encaminha para uma escola experimental. Com um visual que oscila entre o realismo que em geral associamos a esse tipo de tema e a estilização que se esperaria de um videoclipe, "Precious" prende a atenção mesmo quando irrita e deprime, em grande parte por conta de suas inusitadas, mas eficientes escolhas de elenco. "Dou toda a liberdade a meus atores", diz Daniels. "Eles, como eu, tinham paixão pelo livro de Sapphire, e se dispuseram a entrar comigo nesse mundo. Foi um trabalho feito com muito esforço e muito entusiasmo. Mas valeu."
http://cinema.uol.com.br/ultnot/2009/11/05/ult4332u1337.jhtm
sábado, 6 de fevereiro de 2010
"Precious", o pequeno filme com grandes aspirações
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 14:29 0 comentários
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Mandela celebra 20 anos de libertação
05/02/10 - 10h46 - Atualizado em 05/02/10 - 10h45
Mandela celebra 20 anos de libertação
Da France Presse
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O primeiro presidente negro da África do Sul, Nelson Mandela, convidou um de seus antigos carcereiros para celebrar o 20º aniversário de sua libertação da prisão, durante um jantar em família e com amigos, informa a agência SAPA.
O prêmio Nobel da Paz passou 27 anos detido sob o regime do apartheid, principalmente na peniteciária de Robben Island, perto da Cidade do Cabo.
A libertação, em 11 de fevereiro de 1990, marcou o início da transição democrática da África do Sul.
Nelson Mandela, 91 anos, desenvolveu durante anos uma relação de amizade com Christo Brand, um dos carcereiros de Robben Island, convidado para o jantar de quarta-feira na residência do ex-presidente.
A ex-esposa Winnie Madikizela-Mandela, a filha Zindzi Mandela e antigos militantes da luta contra o apartheid também estavam presentes.
gs/fp
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1478048-5602,00-MANDELA+CELEBRA+ANOS+DE+LIBERTACAO.html
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Cinema: Barcelona exige cota de filmes em Catalão
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Cinema: Barcelona exige cota de filmes em Catalão
Do M&M Online
Salas de cinema se posicionam contra lei que obriga 50% de filmes com legenda ou dublagem em catalão; além disso, cabeleireiros se posicionam contra cobrança por exibição pública de música.
Na segunda-feira, 1º de fevereiro, 525 dos 795 cinemas da Catalunha, ou cerca de 66% do total, não abriram suas portas. A razão: algumas das principais redes de cinema estão protestando contra um projeto de lei aprovado pela assembleia local que obriga 50% dos filmes que serão exibidos nos próximos cinco anos a ter dublagem ou conter legendas em catalão.
A língua local é um símbolo dos movimentos separatistas que contrapõem a região ao governo central espanhol.
Em posição contrária à dos membros do legislativo local, as redes de cinema temem que a procura por filmes diminua, já que embora o catalão e o castelhano sejam línguas oficiais na comunidade autónoma da Catalunha, nem todos os habitantes conhecem suficientemente bem a língua local, ou tem interesse em ver filmes no idioma. Hoje, apenas 3% dos filmes exibidos estão dublados ou legendados em catalão.
http://chicosantannaeainfocom.blogspot.com/2010/02/cinema-barcelona-exige-cota-de-filmes.html
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 14:09 0 comentários
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Bombril cumpre integralmente TAC para cumprimento de cota para pessoas com deficiência.
Bombril cumpre integralmente TAC para cumprimento de cota para pessoas com deficiência.
A Procuradora do Trabalho da PRT2, Denise Lapolla de Paula Aguiar Andrade, arquivou o procedimento relativo ao Termo de Compromisso assinado pela Bombril S/A , uma vez que a empresa cumpriu, integralmente, o TAC e o respectivo Aditamento relativos ao cumprimento da lei que prevê cota reservada às pessoas com deficiência, nos termos da Lei 8.213/91 e Decreto 3.298/99.
Entre as obrigações previstas estava a capacitação de pessoas com deficiência para os postos de trabalho e a constituição de Comissão Multidisciplinar para acompanhamento. As contratações finais foram feitas a partir de fevereiro de 2009.
Em dezembro do ano passado a Bombril apresentou documentos que comprovaram o cumprimento integral do TAC.
Fonte: Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região São Paulo, 04.02.2010
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 14:08 0 comentários
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Beyoncé leva seis prêmios no Grammy e melhor álbum vai para Taylor Swift
01/02/10 - 03h45 - Atualizado em 02/02/10 - 19h44
Beyoncé leva seis prêmios no Grammy e melhor álbum vai para Taylor Swift
Cantora country levou principal premiação por 'Fearless'.
Cerimônia encerrou às 2h30. Veja os destaques.
Do G1, em São Paulo
Taylor Swift em apresentação no Grammy. (Foto: Matt Sayles/AP)
A entrega do prêmio de álbum do ano à cantora Taylor Swift, por “Fearless”, encerrou às 2h30 desta segunda (2) a cerimônia do Grammy, principal premiação da indústria musical dos Estados Unidos.
Concorriam ao prêmio mais esperado da noite Beyoncé, por “I am... Sasha fierce”, The black eyed peas, por “The E.N.D.”, Lady Gaga, por “The fame”, e Dave Matthews band, por “Big whiskey and the Groogrux King”.
“Espero que todos saibam o quanto isso significa para mim. Esse prêmio é para o meu pai, por sempre ter dito que eu poderia fazer tudo o que quisesse. Essa história eu contarei para os meus netos. Muito obrigada”, disse Taylor Swift ao receber o prêmio.
Apesar de não ter levado a principal premiação, Beyoncé venceu em seis das dez categorias para as quais era indicada como favorita.
A popstar foi premiada pela música do ano, com o hit "Single ladies (Put a ring on it)", melhor cantora de música pop, por "Halo", do álbum “I am… Sasha fierce”, melhor performance vocal feminina de R&B, com “Single ladies (Put a ring on it)”, melhor performance vocal tradicional de R&B, com “At last”, melhor música de R&B, também por “Single ladies (Put a ring on it)”, e melhor álbum de R&B contemporâneo, por “I am… Sasha fierce”.
Taylor Swift, que era indicada em oito categorias, venceu quatro: melhor cantora de country, por “White horse”, melhor música de country, por “White horse”, melhor álbum de country, por “fearless”, e a de melhor álbum do ano.
Melhores álbuns
A banda The black eyed peas levou o prêmio na categoria de melhor álbum pop, por “The E.N.D.” Lady Gaga levou o prêmio de melhor álbum de eletrônica, por “The fame”. O melhor álbum de rock foi para o Green Day, por “21st century breakdown”. O Eminem foi premiado pelo melhor album de rap, por “Relapse”.
O prêmio de gravação do ano foi para a banda Kings of Leon, por “Use somebody”.
O AC/DC venceu na categoria de melhor performance de hard rock, por “War machine”, música do álbum “Black Ice”. A melhor performance de Metal foi para o Judas Priest, por “Dissident aggressor”, do álbum “A touch of evil – live”.
Michael Jackson
Durante a cerimônia, um tributo em 3D da música “Earth song” foi apresentado em homenagem ao cantor Michael Jackson. O hit foi cantado por Carrie Underwood, Celine Dion, Jennifer Hudson, Smokey Robinson e Usher. O popstar morreu em junho do ano passado.
Os filhos de Michael Jackson, Prince Michael, de 12 anos, e Paris, de 11 anos, receberam um prêmio em homenagem ao sucesso do pai durante sua carreira. “Era para você estar aqui nesta noite. Te amamos, papai”, disse a filha.
http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1471064-7085,00-BEYONCE+LEVA+SEIS+PREMIOS+NO+GRAMMY+MELHOR+ALBUM+VAI+PARA+TAYLOR+SWIFT.html
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Racismo institucional é central na desigualdade brasileira
Direitos Humanos| 30/01/2010 | Copyleft
Racismo institucional é central na desigualdade brasileira
Praticado pelas estruturas públicas e privadas do país, o racismo institucional é o responsável pelo tratamento diferenciado entre negros e brancos em políticas como a de educação, trabalho e segurança pública, e também nos meios de comunicação brasileiros. Para os participantes do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, combatê-lo de forma sistemática é central para que o desenvolvimento do Brasil não se dê sem a conquista da democracia racial.
Bia Barbosa
“O racismo é a obviedade mais escancarada da sociedade brasileira”, declarou o professor Helio Santos, doutor em economia, administração e finanças e militante do movimento negro brasileiro. E assim ele deu o tom de um dos debates do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, que discutiu racismo e institucionalidade, na tarde desta sexta (29), em Salvador.
Ao contrário do racismo individual, que se aproxima do preconceito, quando alguém se acha superior ao outro por conta de sua raça, o racismo institucional é desencadeado quando as estruturas e instituições, públicas e/ou privadas de um país, atuam de forma diferenciada em relação a determinados grupos em função de suas características físicas ou culturais. Ou então quando o resultado de suas ações – como as políticas públicas, no caso do Poder Executivo – é absorvido de forma diferenciada por esses grupos. É, portanto, o racismo que sai do plano privado e emana para o público.
Na avaliação dos participantes do Fórum Social Mundial Temático da Bahia, este racismo institucional é estrutural de tal forma em nossa sociedade que deveria ser o centro do debate sobre as desigualdades na América Latina.
“Muitas vezes não se tem a percepção real do racismo embutido nas instituições públicas e privadas, sobretudo porque o Brasil cresceu sobre o mito da democracia racial. O movimento negro, agora, tem sido responsável pelo desmascaramento deste mito”, conta Maria Julia Reis Nogueira, Secretária Nacional de Combate ao Racismo da Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Afinal, depois de 300 anos de escravidão, não seria possível que as estruturas institucionais do país não tivessem sido construídas com base no racismo”, completou o deputado federal Luiz Alberto (PT/BA).
Para o professor Hélio Santos, que acredita que a especialidade mais antiga do Estado brasileiro é tratar os grupos étnicos de maneira diferenciada, a política pública brasileira de maior sucesso foi a de imigração, que beneficiou a chegada de grupos estrangeiros no país sem dar o mesmo auxílio àqueles que aqui estavam 300 anos antes. “Na época, todos os recursos foram para o sul e o sudeste, onde estavam os imigrantes. Hoje, a concentração de renda é mais aguda no Brasil onde a população negra é maioria”, afirma.
Foi somente em 1992, em função das exigências da Convenção 111 da OIT, sobre discriminação em matéria de emprego e profissão, que o governo brasileiro reconheceu que havia um problema racial na sociedade brasileira. De lá pra cá, no entanto, apesar da luta do movimento negro, a batalha pela desconstrução do racismo institucional tem enfrentado enormes obstáculos, com instituições públicas e privadas formando um bloco contra as políticas de ação afirmativa em debate no país.
“Há uma contradição entre as nossas propostas de políticas públicas para a questão racial e a resistência das instituições em executar essas políticas. Esta é uma experiência que se acumula em diversos confrontos no governo federal brasileiro”, relata o deputado Luiz Alberto. “No Congresso Nacional, o Estatuto da Igualdade Racial, que é discutido há mais de 10 anos, não é reconhecido por uma parte dos parlamentares, e acabou sendo inviabilizado no Senado”, criticou.
Na escola pública, estão alguns dos exemplos mais emblemáticos deste racismo institucional: as enormes dificuldades de implementação da lei 11645/08 – que modificou a lei 10639/03 –, que determina o ensino da história da África no ensino fundamental, e o debate sobre as cotas nas universidades públicas brasileiras. “Por que tanta má vontade em implementar a lei 10639? Porque esta lei nos humaniza. Eles nos coisificaram e nos transformaram em mercadoria e máquina de trabalho. E a lei muda tudo isso, nos tira do submundo da história, e nossa história nos humaniza”, afirma Olivia Santana, vereadora de Salvador pelo PCdoB e militante da União de Negros pela Igualdade na Bahia.
Nos meios de comunicação, também sobram casos. Além da campanha da mídia contra as cotas, há uma ofensiva permanente dos grandes veículos contra a titulação de terras quilombolas. “Quem é daqui da Bahia sabe o que aconteceu com a comunidade de São Francisco do Paraguaçu. Um grande conglomerado de comunicação fez uma campanha contra a população negra na cidade. E agora estão fazendo contra a comunidade da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro. Há uma aliança política ideológica entre esses meios e a bancada ruralista do congresso”, avalia Luiz Alberto. “As instituições estão unidas neste propósito: o Judiciário, o Legislativo, e uma parcela do Executivo, que quando tenta avançar esbarra nessa contradição”, acrescenta.
Racismo e genocídio
Os resultados mais graves do racismo institucional podem estar, no entanto, no campo da segurança pública. Nos anos 70, por exemplo, o chamado Esquadrão da Morte, que atuava no eixo Rio-São Paulo, matou mais negros do que a polícia da África do Sul durante o regime do apartheid. “Uma coisa é quando há carências nas escoas, outra é quando o Estado, armado, está do outro lado. O racismo institucional na segurança pública tem características de genocídio no Brasil. Tanto que os demógrafos da Unicamp já conseguiram perceber uma escassez de população masculina negra nas regiões metropolitanas. Dar visibilidade a isso é uma tarefa do movimento”, aponta Hélio Santos.
Para o economista, o desenvolvimento que o Brasil vem conquistando, e que pode colocar o país entre as cinco maiores economias do mundo nas próximas décadas, não pode se dar com a manutenção do que chama de apartheid da população negra. “Para termos uma verdadeira democracia, é fundamental que se instale uma democracia racial no país. É importante trazer este tema para as eleições deste ano; fazer com que os partidos políticos entendam que o desenvolvimento brasileiro precisa de sustentabilidade moral, além da social, da econômica e da ambiental. O Brasil é um país insustentável do ponto de vista moral. É o país mais desigual do mundo, e desigualdade aqui tem cor”, protesta.
“Já lutamos muito para mostrar para o mundo que o Brasil é um país racista e derrubar esta mascara da cordialidade racial. Se quisermos que o século XXI tenha a dimensão da reparação, temos que enfrentar o racismo corporificado nas instituições, com conquistas mais objetivas e concretas. A questão racial não é uma questão de minorias. É uma questão que deixa de fora metade deste país”, concluiu Olívia Santana.
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16374
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 07:18 0 comentários
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Comentário racial de apresentador de TV sobre Obama repercute nos EUA
29/01/10 - 15h41 - Atualizado em 29/01/10 - 15h52
Comentário racial de apresentador de TV sobre Obama repercute nos EUA
'Esqueci que ele era negro por uma hora', afirmou jornalista.
Frase levanta questão sobre 'transcendência' da raça.
da AP, em Washington
O apresentador Chris Matthews, da rede de televisão MSNBC, provocou uma onda de polêmica na última quarta-feira (27) ao fazer um comentário racial logo após o discurso do Estado da União proferido pelo presidente norte-americano Barack Obama em Washington.
Considerado um âncora liberal, Matthews disse que Obama era “pós-racial”. “Eu me esqueci que ele era negro ontem à noite durante uma hora. Ele percorreu um longo caminho para ser líder deste país e passou por tantos fatos históricos em um período de apenas um ou dois anos. (O fato de ser negro) é algo que (agora) não pensamos a respeito”, afirmou.
Embora o comentário tenha sido favorável ao presidente, causou rápidas reações. Imediatamente, sua frase já havia explodido em diferentes mídias, especialmente no Twitter. Noventa minutos depois, ele tentou esclarecer sua fala. “Tenho muito orgulho do que disse e espero que as pessoas tenham entendido da maneira correta”, afirmou, lembrando ter crescido em uma época conflituosa na questão racial. “E por isso me sinto maravilhado esta noite, quase em epifania. Considero que ele (Obama) teve uma atuação maravilhosa, que ele levou nossas políticas para além das questões raciais”.
Repercussão
O comentário de Matthews levantou discussões sobre como a questão racial ainda é vista no país: ainda que inconscientemente, muitos acham que existe uma diferença intelectual a ser superada.
“Como afro-americana, quero que aas pessoas se lembrem de quem sou e de onde vim sem que me vinculem a uma deficiência por causa de minha cor” disse a Dra. Imani Perry, professora do Centro de Estudos Afro-Americanos da Universidade de Princeton.
Embora tenha compreendido que o comentário de Matthews tenha sido bem intencionado, ela o considerou preocupante “porque sugere que, se ele se lembrasse durante o discurso que Obama era negro, isso então seria um obstáculo para considerá-lo um líder apto e competente”.
"O ideal seria observar e perceber as pessoas de maneira completa, incluindo sua história, suas raízes além de sua competência e qualidade. E assim respeitar todo o conjunto”, afirmou.
“È importante lembrarmos que todos nós temos uma etnia”, afirmou Blair L. M. Kelley, professora de História na Universidade Estadual de Norte Carolina. “Quando somos convocados a transcender nossa raça, será que os brancos também seriam convocados a transcender a deles? Quando nós negros transcendemos, o que acontece, nos tornamos brancos? Por que teríamos de deixar de ser negros para resolvermos o problema (racial)?”
O apresentador de TV Chris Matthews em foto de 2007. (Foto: AP)
A promotora e ativista política negra Sophia Nelson, diz que com frequência sente-se insultada quando é elogiada por ser articulada e inteligente: “Significa que pessoas que se parecem comigo normalmente não são vistas assim pelos outros”. "Matthews quis dizer exatamente o que pareceu: ele se esqueceu que Obama era negro porque ele era muito articulado”.
Outro comentário constante sobre a frase de Matthews afirma que se ele se esqueceu durante o discurso, deveria fazer o mesmo durante as outras 23 horas do dia. O que, segundo o professor Kelley, não seria uma má ideia. Obama está fazendo as pessoas perceberem os negros de uma maneira como nunca ocorreu em nosso passado”.
Porém, Matthews também foi defendido no dia seguinte. Os comentários nas mídias eram de que, embora tenha se expressado mal, seu comentário refletia a visão de que agora todos os cidadãos norte-americanos se encontram em igualdade.
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1468844-5602,00-COMENTARIO+RACIAL+DE+APRESENTADOR+DE+TV+SOBRE+OBAMA+REPERCUTE+NOS+EUA.html
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 07:15 0 comentários
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Facebook não tira páginas racistas do ar
Facebook não tira páginas racistas do ar
Publicado em: 29.01.2010 - 12h 32 Tamanho do texto: + - O Facebook vem enfrentando cada vez mais problemas com seus usuários por não retirar páginas com conteúdo racista do ar. A rede social tem recebido diversas reclamações sobre a criação de páginas como “Stop Whining Indians” (parem de reclamar, indianos), inclusive de grupos de diretos humanos, porém mantém os sites no ar.
Cerca de seis grupos australianos que pregam seu descontentamento com o povo da Índia continuam ativos no Facebook. Alguns chegam a ganhar 2 mil membros por semana.
Diversas entidades de apoio e luta pelos direitos humanos já denunciaram as páginas, mas não obtiveram nenhuma resposta até então.
http://www.pop.com.br/popnews/noticias/tecnologia/311959.html
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 13:39 0 comentários
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Morre jogador de rúgbi de time retratado no filme 'Invictus'
10h54
29Jan
Morre jogador de rúgbi de time retratado no filme 'Invictus'
por ESPN.com.br
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A imprensa sul-africana informou nesta sexta-feira que faleceu há dois dias o jogador local de rúgbi Ruben Kruger. O atleta morre aos 39 anos vítima de câncer.
Kruger foi campeão mundial com a África do Sul em 1995. O título, aliás, é retratado no filme ‘Invictus’, lançado nesta sexta-feira no Brasil.
Recém-saído do regime racista do apartheid, o país utilizou a Copa do Mundo de rúgbi sediada em sua casa para aproximar brancos e negros.
Ruben Kruger lutou por dez anos contra um câncer cerebral diagnosticado após uma partida.
http://espnbrasil.terra.com.br/rugbi/noticia/99957_MORRE+JOGADOR+DE+RUGBI+DE+TIME+RETRATADO+NO+FILME+INVICTUS
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 13:33 0 comentários
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Embarcações levam oferendas para Iemanjá
Meire Oliveira | A TARDE* O barco levando a principal oferenda para Iemanjá, uma sereia negra, saiu da praia do Rio Vermelho por volta das 16h30 desta terça-feira, 2, seguido de outras embarcações, que também levaram presentes para a Rainha do Mar. O ato simbolizou o final das homenagens neste dois de fevereiro em Salvador. Como já é tradição, baianos e turistas acordaram cedo nesta terça, para o início dos festejos. Às 4h30, houve a alvorada e desde 5h os devotos deixravam seus presentes nos 300 balaios no barracão dos pescadores. Alguns preferem entregar as oferendas diretamente no mar. A previsão é que cerca de 400 mil pessoas tenham participado da festa. O presente principal de Iemanjá chegou atrasado por volta de 8h50 desta terça-feira, 2, no barracão da Colônia de Pescadores do Rio Vermelho - Z1. A oferenda, que geralmente chega entre 4h30 e 5h, atrasou porque os veículos que traziam os presentes de Arembepe foram interceptados pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE), por conta de problemas na documentação, de acordo com o presidente da Colônia, Marcos Souza. Mas agentes da PRE negaram a informação e disseram que os automóveis - uma S4000 e um Celta - não foram apreendidos pelo órgão. Souza disse que a sereia negra, criada pelo artista plástico Washington Santana, foi escolhida em homenagem à Àfrica e a religião afrodescendente. Outras manifestações culturais, como grupos de samba de roda e capoeira, participam da festa, que também conta com a presença de adeptos da Umbandá e Candomblé. *Com redação de Paula Pitta | A TARDE On Line02/02/2010 às 07:56
| ATUALIZADA às 18:24 | Embarcações levam oferendas para Iemanjá




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Embarcações levam oferendas para Iemanjá
Meire Oliveira | A TARDE* O barco levando a principal oferenda para Iemanjá, uma sereia negra, saiu da praia do Rio Vermelho por volta das 16h30 desta terça-feira, 2, seguido de outras embarcações, que também levaram presentes para a Rainha do Mar. O ato simbolizou o final das homenagens neste dois de fevereiro em Salvador. Como já é tradição, baianos e turistas acordaram cedo nesta terça, para o início dos festejos. Às 4h30, houve a alvorada e desde 5h os devotos deixravam seus presentes nos 300 balaios no barracão dos pescadores. Alguns preferem entregar as oferendas diretamente no mar. A previsão é que cerca de 400 mil pessoas tenham participado da festa. O presente principal de Iemanjá chegou atrasado por volta de 8h50 desta terça-feira, 2, no barracão da Colônia de Pescadores do Rio Vermelho - Z1. A oferenda, que geralmente chega entre 4h30 e 5h, atrasou porque os veículos que traziam os presentes de Arembepe foram interceptados pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE), por conta de problemas na documentação, de acordo com o presidente da Colônia, Marcos Souza. Mas agentes da PRE negaram a informação e disseram que os automóveis - uma S4000 e um Celta - não foram apreendidos pelo órgão. Souza disse que a sereia negra, criada pelo artista plástico Washington Santana, foi escolhida em homenagem à Àfrica e a religião afrodescendente. Outras manifestações culturais, como grupos de samba de roda e capoeira, participam da festa, que também conta com a presença de adeptos da Umbandá e Candomblé. *Com redação de Paula Pitta | A TARDE On Line FONTE: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=136534202/02/2010 às 07:56
| ATUALIZADA às 18:24 | COMENTÁRIOS (4)Embarcações levam oferendas para Iemanjá




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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Universidade expulsa alunos suspeitos de agressão no interior de SP
01/02/10 - 14h43 - Atualizado em 01/02/10 - 14h50 Três alunos de medicina agrediram e ofenderam um homem. Do G1, em São Paulo, com informações da EPTVUniversidade expulsa alunos suspeitos de agressão no interior de SP
Crime foi em dezembro e eles respondem por racismo.
Os três estudantes de medicina suspeitos de agredir um auxiliar de serviços no dia 12 de dezembro de 2009, em Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo, foram desligados do Centro Universitário Barão de Mauá, onde estudavam.
O trio é suspeito de atacar o auxiliar de serviços gerais Geraldo Garcia, de 55 anos, com um tapete e ofendê-lo por causa de sua cor. A ação foi vista por várias testemunhas. Uma comissão composta por professores e funcionários decidiu pela expulsão, depois das investigações.
Os estudantes respondem na Justiça pelo crime de injúria qualificada por racismo. O advogado dos rapazes, Carlos Roberto Mancini, disse que vai recorrer da decisão, mas que, por enquanto, aguarda manifestação do judiciário para se pronunciar.
Em entrevista dias após o caso (veja o vídeo acima), Garcia comentou: “Vieram com um tapete enrolado e acertou bem forte. Deu aquele estralo nas minhas costas. Foi maldade deles. Para mim, quem faz isso tem que ser punido mesmo”. O auxiliar de produção ia para o trabalho de bicicleta na manhã de sexta-feira (11) quando foi atingido com um tapete nas costas. Ele caiu no chão e machucou a mão.
FONTE:
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 18:04 0 comentários
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STF nega arquivamento de ação contra integrantes da Igreja Universa
O pedido de encerramento da ação foi feito por Alba Maria Silva da Costa, ligada à IURD. Ela e mais nove pessoas, incluíndo o líder da Universal, bispo Edir Macedo, foram denunciados à Justiça de São Paulo por crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Os advogados de Alba alegaram que a ação já tinha sido julgada pelo STF em 2006, quando o tribunal determinou o arquivamento de investigações contra o senador Marcello Crivella (PRB-RJ) e que a nova denúncia feita contra ela e Edir Macedo se referia aos mesmos fatos arquivados. O ministro Lewandowski relatou em seu parecer que a nova denúncia feita à Justiça paulista não fere a decisão do Supremo e que os fatos investigados são "distintos". FONTE;STF nega arquivamento de ação contra integrantes da Igreja Universal
Redação SRZD | Nacional | 01/02/2010 09:52
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de arquivamento de ação contra dez pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). A rejeição do pedido foi feita no último dia 14 de dezembro por Lewandowski e divulgada na edição desta segunda-feira do jornal "O Globo".
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 16:52 0 comentários
PENSAMENTO / ANÁLISE / REFLEXÃO: José Carlos Mariátegui - EL FACTOR RELIGIOSO
José Carlos Mariátegui
7 Ensayos de Interpretación de la Realidad Peruana
EL FACTOR RELIGIOSO
an tramontado definitivamente los tiempos de apriorismo anticlerical, en que la crítica "librepensadora" se contentaba con una estéril y sumaria ejecución de todos los dogmas e iglesias, a favor del dogma y la iglesia de un "libre pensamiento" ortodoxamente ateo, laico y racionalista. El concepto de religión ha crecido en extensión y profundidad. No reduce ya la religión a una iglesia y un rito. Y reconoce a las instituciones y sentimientos religiosos una significación muy diversa de la que ingenuamente le atribuían, con radicalismo incandescente, gentes que identificaban religiosidad y "oscurantismo".
La crítica revolucionaria no regatea ni contesta ya a las religiones, y ni siquiera a las iglesias, sus servicios a la humanidad ni su lugar en la historia. Waldo Frank, pensador y artista de espíritu tan penetrante y moderno, no nos ha asombrado, por esto, cuando nos ha explicado el fenómeno norteamericano descifrando, atentamente, su origen y factores religiosos. El pioneer, el puritano y el judío, han sido, según la luminosa versión de Frank, los creadores de los Estados Unidos. Elpioneer desciende del puritano: más aún, lo realiza. Porque en la raíz de la protesta puritana, Frank distingue principalmente voluntad de potencia. "El puritano -escribe- había comenzado por desear el poder en Inglaterra: este deseo lo había impulsado hacia la austeridad, de la cual había pronto descubierto las dulzuras. He aquí que descubría luego un poder sobre sí mismo, sobre los otros, sobre el mundo tangible. Una tierra virgen y hostil demandaba todas las fuerzas que podía aportarle; y, mejor que ninguna otra, la vida frugal, la vida de renunciamiento, le permitía disponer de esas fuerzas" (1).
El colonizador anglosajón no encontró en el territorio norteamericano ni una cultura avanzada ni una población potente. El cristianismo y su disciplina no tuvieron, por ende, en Norteamérica una misión evangelizadora. Distinto fue el destino del colonizador ibero, además de ser diverso el colonizador mismo. El misionero debía catequizar en México, el Perú, Colombia, Centroamérica, a una numerosa población, con instituciones y prácticas religiosas arraigadas y propias.
Como consecuencia de este hecho, el factor religioso ofrece, en estos pueblos, aspectos más complejos. El culto católico se superpuso a los ritos indígenas, sin absorberlos más que a medias. El estudio del sentimiento religioso en la América española tiene, por consiguiente, que partir de los cultos encontrados por los conquistadores.
La labor no es fácil. Los cronistas de la Colonia no podían considerar estas concepciones y prácticas religiosas sino como un conjunto de supersticiones bárbaras. Sus versiones deforman y empañan la imagen del culto aborigen. Uno de los más singulares ritos mexicanos -el que revela que en México se conocía y aplicaba la idea de la transubstanciación- era para los españoles una simple treta del demonio.
Pero, por mucho que la crítica moderna no se haya puesto aún de acuerdo respecto a la mitología peruana, se dispone de suficientes elementos para saber su puesto en la evolución religiosa de la humanidad.
La religión inkaica carecía de poder espiritual para resistir al Evangelio. Algunos historiadores deducen de algunas constataciones filológicas y arqueológicas el parentesco de la mitología inkaica con la indostana. Pero su tesis reposa en similitudes mitológicas, esto es formales; no propiamente espirituales o religiosas. Los rasgos fundamentales de la religión inkaica son su colectivismo teocrático y su materialismo. Estos rasgos la diferencian, sustancialmente, de la religión indostana, tan espiritualista en su esencia. Sin arribar a la conclusión de Valcárcel de que el hombre del Tawantinsuyo carecía virtualmente de la idea del "más allá", o se conducía como si así fuera, no es posible desconocer lo exiguo y sumario de su metafísica. La religión del quechua era un código moral antes que una concepción metafísica, hecho que nos aproxima a la China mucho más que a la India. El Estado y la Iglesia se identificaban absolutamente; la religión y la política reconocían los mismos principios y la misma autoridad. Lo religioso se resolvía en lo social. Desde este punto de vista, es evidente entre la religión del Inkario y las de Oriente la misma oposición que James George Frazer constata entre éstas y la civilización greco-romana. "La sociedad, en Grecia y en Roma -escribe Frazer- se fundaba sobre la concepción de la subordinación del individuo a la sociedad, del ciudadano al Estado; colocaba la seguridad de la república, como fin dominante de conducta, por encima de la seguridad del individuo, sea en este mundo, sea en el mundo futuro. Los ciudadanos, educados desde la infancia en este ideal altruista, consagraban su vida al servicio del Estado y estaban prontos a sacrificarla por el bien público. Retrocediendo ante el sacrificio supremo, sabían muy bien que obraban bajamente prefiriendo su existencia personal a los intereses nacionales. La propagación de las religiones orientales cambió todo esto: inculcó la idea de que la comunión del alma con Dios y su salud eterna eran los únicos fines por los cuales valía la pena de vivir, fines en comparación de los cuales la prosperidad y aun la existencia del Estado resultaban insignificantes" (2).
Identificada con el régimen social y político, la religión inkaica no pudo sobrevivir al Estado inkaico. Tenía fines temporales más que fines espirituales. Se preocupaba del reino de la tierra antes que del reino del cielo. Constituía una disciplina social más que una disciplina individual. El mismo golpe hirió de muerte la teocracia y la teogonía. Lo que tenía que subsistir de esta religión, en el alma indígena, había de ser, no una concepción metafísica, sino los ritos agrarios, las prácticas mágicas y el sentimiento panteísta (3).
De todas las versiones que tenemos sobre los mitos y ceremonias inkaicas, se desprende que la religión quechua era en el Imperio mucho más que la religión del Estado (en el sentido que esta confesión posee en nuestro evo). La iglesia tenía el carácter de una institución social y política. La iglesia era el Estado mismo. El culto estaba subordinado a los intereses sociales y políticos del Imperio. Este lado de la religión inkaica se delinea netamente en el miramiento con que trataron los inkas a los símbolos religiosos de los pueblos sometidos o conquistados. La iglesia inkaica se preocupaba de avasallar a los dioses de éstos, más que de perseguirlos y condenarlos. El Templo del Sol se convirtió así en el templo de una religión o una mitología un tanto federal. El quechua, en materia religiosa, no se mostró demasiado catequista ni inquisidor. Su esfuerzo, naturalmente dirigido a la mejor unificación del Imperio, tendía, en este interés, a la extirpación de los ritos crueles y de las prácticas bárbaras; no a la propagación de una nueva y única verdad metafísica. Para los inkas se trataba no tanto de sustituir como de elevar la religiosidad de los pueblos anexados a su Imperio.
La religión del Tawantinsuyo, por otro lado, no violentaba ninguno de los sentimientos ni de los hábitos de los indios. No estaba hecha de complicadas abstracciones, sino de sencillas alegorías. Todas sus raíces se alimentaban de los instintos y costumbres espontáneas de una nación constituida por tribus agrarias, sana y ruralmente panteístas, más propensas a la cooperación que a la guerra. Los mitos inkaicos reposaban sobre la primitiva y rudimentaria religiosidad de los aborígenes, sin contrariarla sino en la medida en que la sentían ostensiblemente inferior a la cultura inkaica o peligrosa para el régimen social y político del Tawantinsuyo. Las tribus del Imperio más que en la divinidad de una religión o un dogma, creían simplemente en la divinidad de los Inkas.
Los aspectos de la religión de los antiguos peruanos que más interesa esclarecer son, por esto -antes que los misterios o símbolos de su metafísica y de su mitología muy embrionarias-, sus elementos naturales: animismo, magia, tótems y tabúes. Es ésta una investigación que debe conducirnos a conclusiones seguras sobre la evolución moral y religiosa de los indios.
La especulación abstracta sobre los dioses inkaicos ha empujado frecuentemente a la crítica a deducir de la correspondencia o afinidad de ciertos símbolos o nombres el probable parentesco de la raza quechua con razas que, espiritual y mentalmente, resultan distintas y diversas. Por el contrario, el estudio de los factores primarios de su religión sirve para constatar la universalidad o semiuniversalidad de innumerables ritos y creencias mágicas y, por consiguiente, lo aventurado de buscar en este terreno las pruebas de una hipotética comunidad de orígenes. El estudio comparado de las religiones ha hecho en los últimos tiempos enormes progresos, que impiden servirse de los antiguos puntos de partida para decidir respecto a la particularidad o el significado de un culto. James George Frazer, a quien se deben en gran parte estos progresos, sostiene que, en todos los pueblos, la edad de la magia ha precedido a la edad de la religión; y demuestra la análoga o idéntica aplicación de los principios de "similitud", "simpatía" y "contacto", entre pueblos totalmente extraños entre sí (4).
Los dioses inkaicos reinaron sobre una muchedumbre de divinidades menores que, anteriores a su imperio y arraigadas en el suelo y el alma indios, como elementos instintivos de una religiosidad primitiva, estaban destinadas a sobrevivirles. El "animismo" indígena poblaba el territorio del Tawantinsuyo de genios o dioses locales, cuyo culto ofrecía a la evangelización cristiana una resistencia mucho mayor que el culto inkaico del Sol o del dios Kon. El "totemismo", consustancial con el "ayllu" y la tribu, más perdurables que el Imperio, se refugiaba no sólo en la tradición sino en la sangre misma del indio. La magia, identificada como arte primitivo de curar a los enfermos, con necesidades e impulsos vitales, contaba con arraigo bastante para subsistir por mucho tiempo bajo cualquiera creencia religiosa.
Estos elementos naturales o primitivos de religiosidad se avenían perfectamente con el carácter de la monarquía y el Estado inkaicos. Más aún: estos elementos exigían la divinidad de los inkas y de su gobierno. La teocracia inkaica se explica en todos sus detalles por el estado social indígena; no es menester la fácil explicación de la sabiduría taumatúrgica de los inkas (Colocarse en este punto de vista es adoptar el de la plebe vasalla que se quiere, precisamente, desdeñar y rebajar). Frazer, que tan magistralmente ha estudiado el origen mágico de la realeza, analiza y clasifica varios tipos de reyes-sacerdotes, dioses humanos, etc., más o menos próximos a nuestros Inkas. "Entre los indios de América -escribe refiriéndose particularmente a este caso- los progresos más considerables hacia la civilización han sido efectuados bajo los gobiernos monárquicos y teocráticos de México y del Perú, pero sabemos muy pocas cosas de la historia primitiva de estos países para decir si los predecesores de sus reyes divinizados fueron o no hombres-medicina. Podría encontrarse la huella de tal sucesión en el juramento que pronunciaban los reyes mexicanos al ascender al trono; juraban hacer brillar al sol, caer la lluvia de las nubes, correr los ríos y producir a la tierra frutos en abundancia. Lo cierto es que en la América aborigen, el hechicero y el curandero, nimbado de una aureola de misterio, de respeto y de temor, era un personaje considerable y que pudo muy bien convertirse en jefe o rey en muchas tribus, aunque nos falten pruebas positivas, para afirmar este último punto". El autor de The Golden Bough, extrema su prudencia, por insuficiencia de material histórico; pero llega siempre a esta conclusión: "En la América del Sur, la magia parece haber sido la ruta que condujo al trono". Y, en otro capítulo, precisa más aún su concepto: "La pretensión de poderes divinos y sobrenaturales que nutrieron los monarcas de grandes imperios históricos como el Egipto, México y el Perú no provenía simplemente de una vanidad complaciente ni era la expresión de una vil lisonja; no era sino una supervivencia y una extensión de la antigua costumbre salvaje de deificar a los reyes durante su vida. Los Inkas del Perú, por ejemplo, que se decían hijos del Sol, eran reverenciados como dioses; se les consideraba infalibles y nadie pensaba dañar a la persona, el honor, los bienes del monarca o de un miembro de su familia. Contrariamente a la opinión general, los Inkas no veían su enfermedad como un mal. Era, a sus ojos, una mensajera de su padre el sol que los llamaba a reposar cerca de él en el cielo" (5).
El pueblo inkaico ignoró toda separación entre la religión y la política, toda diferencia entre Estado e Iglesia. Todas sus instituciones, como todas sus creencias, coincidían estrictamente con su economía de pueblo agrícola y con su espíritu de pueblo sedentario. La teocracia descansaba en lo ordinario y lo empírico; no en la virtud taumatúrgica de un profeta ni de su verbo. La Religión era el Estado.
Vasconcelos, que subestima un poco las culturas autóctonas de América, piensa que, sin un libro magno, sin un código sumo, estaban condenadas a desaparecer por su propia inferioridad. Estas culturas, sin duda, intelectualmente, no habían salido aún del todo de la edad de la magia. Por lo que toca a la cultura inkaica, bien sabemos además que fue la obra de una raza mejor dotada para la creación artística que para la especulación intelectual. Si nos ha dejado, por eso, un magnífico arte popular, no ha dejado un Rig Veda ni un Zend Avesta. Esto hace más admirable todavía su organización social y política. La religión no era sino uno de los aspectos de esta organización, a la que no podía, por ende, sobrevivir.
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PENSAMENTO / ANÁLISE / REFLEXÃO: José Carlos Mariátegui - EL PROBLEMA DEL INDIO
José Carlos Mariátegui
7 Ensayos de Interpretación de la Realidad Peruana
EL PROBLEMA DEL INDIO
odas las tesis sobre el problema indígena, que ignoran o eluden a éste como problema económico-social, son otros tantos estériles ejercicios teoréticos -y a veces sólo verbales-, condenados a un absoluto descrédito. No las salva a algunas su buena fe. Prácticamente, todas no han servido sino para ocultar o desfigurar la realidad del problema. La crítica socialista lo descubre y escla-rece, porque busca sus causas en la economía del país y no en su mecanismo administrativo, jurídico o eclesiástico, ni en su dualidad o pluralidad de razas, ni en sus condiciones culturales y morales. La cuestión indígena arranca de nuestra economía. Tiene sus raíces en el régimen de propiedad de la tierra. Cualquier intento de resolverla con medidas de administración o policía, con métodos de enseñanza o con obras de vialidad, constituye un trabajo superficial o adjetivo, mientras subsista la feudalidad de los "gamonales" (1).
El "gamonalismo" invalida inevitablemente toda ley u ordenanza de protección indígena. El hacendado, el latifundista, es un señor feudal. Contra su autoridad, sufragada por el ambiente y el hábito, es impotente la ley escrita. El trabajo gratuito está prohibido por la ley y, sin embargo, el trabajo gratuito, y aun el trabajo forzado, sobreviven en el latifundio. El juez, el subprefecto, el comisario, el maestro, el recaudador, están enfeudados a la gran propiedad. La ley no puede prevalecer contra los gamonales. El funcionario que se obsti-nase en imponerla, sería abandonado y sacrificado por el poder central, cerca del cual son siempre omnipotentes las influencias del gamonalismo, que actúan directamente o a través del parlamento, por una y otra vía con la misma eficacia.
El nuevo examen del problema indígena, por esto, se preocupa mucho menos de los lineamientos de una legislación tutelar que de las consecuencias del régimen de propiedad agraria. El estudio del Dr. José A. Encinas (Contribución a una legislación tutelar indígena) inicia en 1918 esta tendencia, que de entonces a hoy no ha cesado de acentuarse (2). Pero, por el carácter mismo de su trabajo, el Dr. Encinas no podía formular en él un programa económico-social. Sus proposiciones, dirigidas a la tutela de la propiedad indígena, tenían que limitarse a este objetivo jurídico. Esbozando las bases del Home Stead indígena, el Dr. Encinas recomienda la distribución de tierras del Estado y de la Iglesia. No menciona absolutamente la expropiación de los gamonales latifundistas. Pero su tesis se distingue por una reiterada acusación de los efectos del latifundismo, que sale inapelablemente condenado de esta requisitoria (3), que en cierto modo preludia la actual crítica económico-social de la cuestión del indio.
Esta crítica repudia y descalifica las diversas tesis que consideran la cuestión con uno u otro de los siguientes criterios unilaterales y exclusivos: administrativo, jurídico, étnico, moral, educacional, eclesiástico.
La derrota más antigua y evidente es, sin duda, la de los que reducen la protección de los indígenas a un asunto de ordinaria administración. Desde los tiempos de la legislación colonial española, las ordenanzas sabias y prolijas, elaboradas después de concienzudas encuestas, se revelan totalmente infructuosas. La fecundidad de la República, desde las jornadas de la Independencia, en decretos, leyes y providencias encaminadas a amparar a los indios contra la exacción y el abuso, no es de las menos considerables. El gamonal de hoy, como el "encomendero" de ayer, tiene sin embargo muy poco que temer de la teoría administrativa. Sabe que la práctica es distinta.
El carácter individualista de la legislación de la República ha favorecido, incuestionablemente, la absorción de la propiedad indígena por el latifundismo. La situación del indio, a este respecto, estaba contemplada con mayor realismo por la legislación española. Pero la reforma jurídica no tiene más valor práctico que la reforma administrativa, frente a un feudalismo intacto en su estructura económica. La apropiación de la mayor parte de la propiedad comunal e individual indígena está ya cumplida. La experiencia de todos los países que han salido de su evo feudal, nos demuestra, por otra parte, que sin la disolución del feudo no ha podido funcionar, en ninguna parte, un derecho liberal.
La suposición de que el problema indígena es un problema étnico, se nutre del más envejecido repertorio de ideas imperialistas. El concepto de las razas inferiores sirvió al Occidente blanco para su obra de expansión y conquista. Esperar la emancipación indígena de un activo cruzamiento de la raza aborigen con inmigrantes blancos es una ingenuidad antisociológica, concebible sólo en la mente rudimentaria de un importador de carneros merinos. Los pueblos asiáticos, a los cuales no es inferior en un ápice el pueblo indio, han asimilado admirablemente la cultura occidental, en lo que tiene de más dinámico y creador, sin transfusiones de sangre europea. La degeneración del indio peruano es una barata invención de los leguleyos de la mesa feudal.
La tendencia a considerar el problema indígena como un problema moral, encarna una concepción liberal, humanitaria, ochocentista, iluminista, que en el orden político de Occidente anima y motiva las "ligas de los Derechos del Hombre". Las conferencias y sociedades antiesclavistas, que en Europa han denunciado más o menos infructuosamente los crímenes de los colonizadores, nacen de esta tendencia, que ha confiado siempre con exceso en sus llamamientos al sentido moral de la civilización. González Prada no se encontraba exento de su esperanza cuando escribía que la "condición del indígena puede mejorar de dos maneras: o el corazón de los opresores se conduele al extremo de reco-nocer el derecho de los oprimidos, o el ánimo de los oprimidos adquiere la virilidad suficiente para escarmentar a los opresores" (4). La Asociación Pro-Indígena (1909-1917) representó, ante todo, la misma esperanza, aunque su verdadera eficacia estuviera en los fines concretos e inmediatos de defensa del indio que le asignaron sus directores, orientación que debe mucho, seguramente, al idealismo práctico, característicamente sajón, de Dora Mayer (5). El experimento está ampliamente cumplido, en el Perú y en el mundo. La prédica humanitaria no ha detenido ni embarazado en Europa el imperialismo ni ha bonificado sus métodos. La lucha contra el imperialismo, no confía ya sino en la solidaridad y en la fuerza de los movimientos de emancipación de las masas coloniales. Este concepto preside en la Europa contemporánea una acción antiimperialista, a la cual se adhieren espíritus liberales como Albert Einstein y Romain Rolland, y que por tanto no puede ser considerada de exclusivo carácter socialista.
En el terreno de la razón y la moral, se situaba hace siglos, con mayor energía, o al menos mayor autoridad, la acción religiosa. Esta cruzada no obtuvo, sin embargo, sino leyes y providencias muy sabiamente inspiradas. La suerte de los indios no varió sustancialmente. González Prada, que como sabemos no consideraba estas cosas con criterio propia o sectariamente socialista, busca la explicación de este fracaso en la entraña económica de la cuestión: "No podía suceder de otro modo: oficialmente se ordenaba la explotación del vencido y se pedía humanidad y justicia a los ejecutores de la explotación; se pretendía que humanamente se cometiera iniquidades o equitativamente se consumaran injusticias. Para extirpar los abusos, habría sido necesario abolir los repartimientos y las mitas, en dos palabras, cambiar todo el régimen Colonial. Sin las faenas del indio americano se habrían vaciado las arcas del tesoro español" (6). Más evidentes posibilidades de éxito que la prédica liberal tenía, con todo, la prédica religiosa. Ésta apelaba al exaltado y operante catolicismo español mientras aquélla intentaba hacerse escuchar del exiguo y formal liberalismo criollo.
Pero hoy la esperanza en una solución eclesiástica es indiscutiblemente la más rezagada y antihistórica de todas. Quienes la representan no se preocupan siquiera, como sus distantes -¡tan distantes!- maestros, de obtener una nueva declaración de los derechos del indio, con adecuadas autoridades y ordenanzas, sino de encargar al misionero la función de mediar entre el indio y el gamonal (7). La obra que la Iglesia no pudo realizar en un orden medioeval, cuando su capacidad espiritual e intelectual podía medirse por frailes como el padre de Las Casas, ¿con qué elementos contaría para prosperar ahora? Las misiones adventistas, bajo este aspecto, han ganado la delantera al clero católico, cuyos claustros convocan cada día menor suma de vocaciones de evangelización.
El concepto de que el problema del indio es un problema de educación, no aparece sufragado ni aun por un criterio estricta y autónomamente pedagógico. La pedagogía tiene hoy más en cuenta que nunca los factores sociales y económicos. El pedagogo moderno sabe perfectamente que la educación no es una mera cuestión de escuela y métodos didácticos. El medio económico social condiciona inexorablemente la labor del maestro. El gamonalismo es funda-mentalmente adverso a la educación del indio: su subsistencia tiene en el mantenimiento de la ignorancia del indio el mismo interés que en el cultivo de su alcoholismo (8). La escuela moderna -en el supuesto de que, dentro de las circunstancias vigentes, fuera posible multiplicarla en proporción a la población escolar campesina- es incompatible con el latifundio feudal. La mecánica de la servidumbre, anularía totalmente la acción de la escuela, si esta misma, por un milagro inconcebible dentro de la realidad social, consiguiera conservar, en la atmósfera del feudo, su pura misión pedagógica. La más eficiente y grandiosa enseñanza normal no podría operar estos milagros. La escuela y el maestro están irremisiblemente condenados a desnaturalizarse bajo la presión del ambiente feudal, inconciliable con la más elemental concepción progresista o evolucio-nista de las cosas. Cuando se comprende a medias esta verdad, se descubre la fórmula salvadora en los internados indígenas. Mas la insuficiencia clamorosa de esta fórmula se muestra en toda su evidencia, apenas se reflexiona en el insignificante porcentaje de la población escolar indígena que resulta posible alojar en estas escuelas.
La solución pedagógica, propugnada por muchos con perfecta buena fe, está ya hasta oficialmente descartada. Los educacionistas son, repito, los que menos pueden pensar en independizarla de la realidad económico-social. No existe, pues, en la actualidad, sino como una sugestión vaga e informe, de la que ningún cuerpo y ninguna doctrina se hace responsable.
El nuevo planteamiento consiste en buscar el problema indígena en el problema de la tierra.
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 16:46 0 comentários
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