quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Um velho artigo de Maciel

INIÃO

15/10/2009
Um velho artigo de Maciel
Edson Lopes Cardoso
edsoncardoso@irohin.org.br
Em 24 de novembro de 2000, num artigo para o Jornal do Brasil (“A integração racial no Brasil”, p. 9), o então vice-presidente da República, Marco Maciel, alertava: “O Brasil terá de convencer-se de que os negros e seus descendentes deixarão de ser minoria no próximo século, pois já representam maioria em três das cinco regiões brasileiras”.

Maciel aludiu ainda, em seu memorável artigo, a formas ostensivas e disfarçadas de racismo, a uma quimérica e virtual igualdade de oportunidades constitucional, e ensinava que “O caminho da ascensão social, da igualdade jurídica, da participação política, terá de ser cimentado pela igualdade econômica que, em nosso caso, implica o fim da discriminação dos salários, maiores oportunidades de emprego e participação na vida pública”.

Maciel fez referência também às cotas no mercado de trabalho, na universidade e na representação política como se fossem então possibilidades concretas de ação governamental, cujos resultados não podia antecipar – “uma incógnita a que de antemão ninguém ousará responder”. As cautelas se justificavam porque, como disse Rubem Ricupero, num simpósio sobre relações Brasil-África na Câmara, em 1986, “o tema é complexo e nos divide como nenhum outro”.

Não sei se o senador Marco Maciel guarda cópia de seu artigo, mas eu o conservo com zelo beneditino. Seu texto poderia, a meu ver, servir de referência para um pronunciamento contundente, no momento em que o Senado se dispuser a apreciar o projeto que cria o Estatuto da Igualdade Racial, embora, como se sabe, o senador pernambucano seja avesso a estardalhaços.

Os leitores do Ìrohìn devem estar pensando, como eu, em reminiscências camonianas, avaliando com amargura o fato de que onde a gente põe nossa esperança, a realidade política nos deixe tão pouca segurança.

Afinal, as preocupações levantadas por Maciel, na conjuntura pré-Durban, são bem distintas daquelas manifestadas por seu partido, o DEM. Esqueça. A novidade é que o DEM, em seus tenebrosos desígnios, seja hoje diligentemente coadjuvado pela bancada negra.

Ao reler o artigo de Maciel, a sensação que se impõe é a de que perdemos uma oportunidade valiosa na virada do século. O discurso de um político conservador de menos de uma década parece hoje séculos à frente dos parlamentares negros do PT, desvinculados de qualquer realidade. Associaram sua causa (se é que tinham uma) à causa dos opressores da população negra.




http://www.irohin.org.br/onl/new.php?sec=news&id=4811

Fim da era dos movimentos sociais brasileiros

Fim da era dos movimentos sociais brasileiros

Em Debate

Fonte: Folha de São Paulo -

por: RUDÁ RICCI -


Os movimentos sociais que antes exigiam inclusão social ingressaram no Estado e foram engolidos pela lógica da burocracia pública

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ENTRE MUITAS divergências, há um consenso entre estudiosos dos movimentos sociais: todos são formados a partir de espaços não consolidados das estruturas e organizações sociais. Ocorre que, nos anos 1990, muitos movimentos sociais se institucionalizaram.


Diversos ensaios recentes revelam essa forte institucionalização e segmentação política e social nas experiências associativas, além de avaliar o processo de participação social nas experiências de gestão participativa (como a do orçamento participativo).


Mesmo na América Latina, vários estudos (como o de Christian Adel Mirza, "Movimientos sociales y sistemas políticos en América Latina", publicado pelo Clacso) relacionam nitidamente aquele conceito de movimento social (não institucionalizado) com o Estado e instituições políticas dos países do continente.


Fica a dúvida: a "era dos movimentos sociais" teria terminado no Brasil? A fragmentação social em curso e a ampliação da participação da sociedade civil no interior do aparelho do Estado teriam reformatado o que antes denominávamos "movimentos sociais"? Os movimentos sociais brasileiros são representações ou parte integrante de anéis burocráticos de elaboração de políticas públicas?


Segundo o IBGE, 75% dos municípios brasileiros adotam alguma modalidade de participação da sociedade civil na determinação de prioridades orçamentárias na área social.


Motivados ou premidos pelas exigências constitucionais, pelos convênios com órgãos federais (dados importantes fornecidos pelo IBGE revelam que governadores e ministérios lideram a criação de conselhos de gestão pública paritários, muito acima das ações de prefeitos brasileiros) e Ministério Público, prefeitos de todo o país institucionalizam (e, muitas vezes, traduzem ou interpretam a partir de seu ideário peculiar) vários mecanismos de gestão participativa na deliberação de políticas locais.


Se localidades rurais, conselhos de desenvolvimento rural sustentável, de meio ambiente ou de bacias hidrográficas pululam. Se localidades urbanas, conselhos de saúde, assistência social e direitos da criança e do adolescente proliferam. Onde estariam os movimentos sociais que antes exigiam inclusão social e fim da marginalização política?


Estão todos nesses conselhos e nas novas estruturas de gestão pública.


Ao ingressarem no mundo e na lógica do Estado, poderiam construir uma nova institucionalidade pública.


Porém, foram engolidos pela lógica da burocracia pública.


A multiplicação das conferências de direitos não foram incorporadas às peças orçamentárias na maioria dos entes federativos. Não alteramos a lógica de funcionamento e de execução orçamentária efetivamente.


O aumento da participação da sociedade civil na gestão pública também não ensejou mudança na estrutura burocrática altamente verticalizada e especializada do Estado brasileiro nas três esferas executivas.


Enfim, o ideário anti-institucionalista dos movimentos sociais brasileiros dos anos 80 converteu-se ao ideário do Estado que atacavam. Talvez por inconsistência teórica e programática, pautados pela mera negação ou pelo sentimento de injustiça. Mas, talvez, por excesso de partidarização dos movimentos sociais.


Nos anos 80, não por coincidência, Frei Betto sugeria que sindicatos, partidos e organizações sociais eram ferramentas do que denominava "movimento popular".


Tal concepção fomentou a criação da Anampos, organização nacional que articulava sindicatos de oposição à estrutura oficial do sindicalismo nacional e movimentos sociais.


O mundo sindical achou caminho alternativo ao ideário dos movimentos sociais e se afastou da Anampos.


E os movimentos sociais?


Nos anos 90, eles se atiraram na tarefa de formalizar as estruturas de gestão pública participativa conquistadas na Constituição de 1988. Mas, a partir das estruturas criadas e com a eleição de Lula (o ícone do ideário dos anos 80), suas lideranças subsumiram à lógica do Estado. E não conseguiram mais se livrar dela. Basta analisarmos as pautas das conferências nacionais de direitos.


São, com raríssimas exceções, a agenda definida pelo governo federal.


Compreendo que esse é o cenário montado para o drama que se desenrola nos últimos dias quanto ao futuro do MST. Evidentemente, a organização popular mais poderosa do país, a única que ainda consegue gerar mobilizações sociais de massa, está se isolando politicamente.


Isola-se a partir do governo que ajudou a desenhar, mesmo que apenas no seu esboço mais geral. E se isola porque seus aliados de antes estão imersos nos escaninhos do Estado.


RUDÁ RICCI, 47, sociólogo, doutor em ciências sociais, é membro do Fórum Brasil de Orçamento e do Observatório Internacional da Democracia Participativa.


http://www.geledes.org.br/em-debate/fim-da-era-dos-movimentos-sociais-brasileiros.html


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Distrito 9 - Realismo incômodo

Seção : Críticas - 16/10/2009 07:00

Distrito 9 - Realismo incômodo

Ficção científica retrata chegada de alienígenas à Terra mas mantém foco em problemas humanos

Marcello Castilho Avellar - EM Cultura
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Sony/Divulgação


Pelo menos três públicos aparentemente distintos têm boas chances de apreciar Distrito 9. O primeiro é formado pelos amantes da ficção científica. A trama parte da chegada de uma gigantesca nave espacial à Terra, com 1 milhão de alienígenas dentro – os recém-chegados são alojados num imenso campo nos arredores de Joanesburgo, África do Sul. Vinte anos depois, durante tentativa de transferi-los para outro lugar, um ser humano é infectado por uma estranha substância, começa a se transformar num dos alienígenas. O segundo público é o dos filmes de ação: Wikus (Sharlto Copley), o homem infectado, torna-se objeto de interesse da empresa para a qual trabalha, que pretende desvendar sua genética híbrida para ser capaz de operar o armamento dos extraterrestres, e começa também a ser perseguido por mercenários. Por fim, quem gosta de uma boa obra política, sintonizada com questões importantes da contemporaneidade, não pode perder o filme.

Veja mais fotos de Distrito 9

O filme de ficção científica é singular no confronto com seus congêneres nesta época de novas tecnologias. Temos a nave pairando sobre a cidade como um fantasma ameaçador, as armas, os combates, tudo com efeitos especiais – mas eles nunca dominam a imagem. Em geral, encontramos efeitos especiais com centro de imagens que parecem completamente criadas para abrigá-los. Em Distrito 9, a maioria das imagens são sujas, representações de uma realidade empobrecida (o campo dos refugiados rapidamente se transforma numa enorme favela). O elemento alienígena está presente o tempo todo, mas o foco continua nos problemas dos humanos, não como estilização, mas com um realismo incômodo.

Confira os horários e onde está passando Distrito 9

O filme de ação, por sua vez, é mais comum – e nisso tem boas chances de conquistar seu público. Distrito 9 parece uma enciclopédia de citações de obras do gênero, desde a maneira como seus conflitos são enquadrados pela câmera até a grandiloquência dos diálogos nos momentos de suspense. Quando vem pancadaria, é sempre muita de uma vez só, sem perder tempo com o drama do herói. Conhecemos os truques e somos capazes de prever muitas das situações, de modo que é uma sensação gostosa quando somos pegos de surpresa por eles, pela variação específica que assumem aqui, pela maneira como o filme lida com a transformação de um homem comum em herói.

A obra política, contudo, está acima dos dois. Distrito 9 lida com dois temas distintos mas inseparáveis. Primeiro, fala do preconceito – e não é sem razão que a obra é ambientada na África do Sul, país que por mais tempo manteve o racismo como instituição legal em nossa época. A condição dos alienígenas em Distrito 9 evoca os guetos negros da África do Sul na era racista. Ou os campos de concentração dos palestinos nos dias de hoje. Situações em que alguém tem interesse em que aquela condição permaneça, e conta, para esta permanência, com a facilidade com que o homem comum aceita a ideia de que o diferente é perigoso, é sujo, é ignorante. Segundo, fala da coisificação dos seres humanos numa era dominada pelo lucro e pelo consumo. Os alienígenas só interessam pela possibilidade de comercialização de sua tecnologia bélica, Wikus só é relevante como instrumento para alcançá-la. Em torno deles, o mundo simplesmente não se transforma: cada um luta por seu próprio interesse (ou pelo que pensa ser seu próprio interesse), mesmo se essa luta pode significar perda e miséria para a maioria.

No fim das contas, Distrito 9, entre a ação e a ficção científica, acaba sendo uma obra sobre o surgimento da consciência. Wikus vai descobrir a injustiça contra os alienígenas quando percebe que os mesmos opressores estão dispostos a agir contra ele. No processo, tomará conhecimento de que entre quaisquer seres sensíveis e conscientes, há menos diferenças que semelhanças: todos lutam pela vida, pela liberdade, pela oportunidade de serem felizes. Todos são aptos para a solidariedade e o sacrifício, desde que saibam por que estão lutando.

DISTRITO 9 -








http://www.new.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_3/2009/10/16/ficha_critica/id_sessao=3&id_noticia=16633/ficha_critica.shtml

Ministro da Igualdade Racial: “Nabuco errou”

Ministro da Igualdade Racial: “Nabuco errou”

17/outubro/2009 21:18

Edson Santos: Nabuco previu que levaria um século para acabar a desigualdade

Edson Santos: Nabuco previu que levaria um século para acabar a desigualdade

Em 1888, quando a Lei Áurea baniu legalmente do país a vergonha do sistema escravocrata, Joaquim Nabuco, um dos abolicionistas mais engajados, profetizou que o Brasil levaria um século para livrarse da desigualdade entre os ex-escravos e os demais cidadãos. Embora tenha acertado no diagnóstico, Nabuco errou no prazo. Hoje, 121 anos após a Abolição, negros e negras continuam subrepresentados nos espaços de poder e no ambiente acadêmico, ocupando as funções menos qualificadas no mercado de trabalho, sem acesso às terras ancestralmente ocupadas no campo, e na condição de maiores agentes e vítimas da violência nas periferias das grandes cidades.

São muitas as razões que impossibilitaram a ascensão social dos negros, e sobre elas já discorri inúmeras vezes: a falta de mecanismos legais que garantissem o acesso à terra, ao trabalho e à educação no período imediatamente posterior à abolição; o incentivo à imigração europeia e asiática para substituir a mão de obra recém liberta; as teorias racistas de “embranquecimento” da população; o mito da democracia racial brasileira, que conduziu a uma quase total invisibilidade da questão negra; e toda uma herança discriminatória forjada em mais de 350 anos de escravidão.
Embora alguns setores tentem apresentar na mídia esta realidade com os sinais trocados, hoje sabemos que a democracia racial é, em verdade, um objetivo a ser alcançado, pois somos uma nação desigual, com os negros na base e os brancos ocupando o ápice da pirâmide econômica. Felizmente, no atual estágio de suas instituições democráticas, nossa sociedade está suficientemente madura para discutir a transformação desta realidade sem incitar o ódio racial ou ocasionar maiores traumas. Basta não perder de vista que o objetivo não é dividir, mas integrar. Fazer com que negros, brancos, indígenas, ciganos e outros segmentos tenham não apenas a igualdade formal dos direitos, mas a igualdade real das oportunidades.
O Estatuto da Igualdade Racial, projeto de lei que há mais de uma década tramita no Congresso Nacional, é a mais importante ferramenta para alcançar este objetivo. Surge para dar consequência e aplicabilidade ao texto da Constituição Cidadã de 1988, que, desde o seu preâmbulo e em diversos de seus artigos, confere ao Estado a responsabilidade pela promoção da igualdade e o combate aos preconceitos.
A Carta registra em seu artigo 3º, por exemplo, que é objetivo fundamental do Estado “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Assinala ainda, em seu artigo 4º , o repúdio ao racismo, determinando, no inciso XLII do artigo 5º, que sua prática se constitui em “crime inafiançável e imprescritível”.
Os primeiros efeitos da discussão em torno do Estatuto começam a ser sentidos antes mesmo de sua aprovação pelo Legislativo. De forma espontânea e sem registros de incidentes, mais de 60 instituições públicas de ENSINO SUPERIOR já colocaram em prática políticas com o objetivo de ampliar o acesso de estudantes negros aos seus cursos de graduação; as escolas de nível fundamental e médio assumem seu papel para a superação do racismo com a gradual adoção da lei do ensino de História da África e da Cultura Negra; e diversos bancos e empresas começam a adotar medidas para reduzir as disparidades entre negros e brancos em seu corpo de funcionários. Paulatinamente, o racismo é desconstruído.
A recente aprovação do projeto de lei em comissão especial formada para analisá-lo na Câmara, de forma unânime, graças a um acordo costurado entre todos os partidos presentes, foi um importante passo neste sentido. Considerando a solidez dos acordos firmados entre o governo, os partidos e a sociedade civil, estou convicto de que, muito em breve, teremos condições de aproximar o Brasil do ideal de Nabuco: “Acabar com a escravidão não nos basta; é preciso destruir a obra da escravidão.”
EDSON SANTOS é ministro da Igualdade Racial.

Publicado originalmente em O Globo de 17/10/2009

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=20436


Manifestação anti-racista em Roma


Manifestação anti-racista em Roma

18/10/09 09:03 CET

Racismo

mundo


O centro de Roma viveu este sábado uma manifestação cheia de música e de animação.
Uma forma diferente de protesto contra a lei que tipifica a imigração clandestina e impõe repatriações a todos os ilegais que sejam localizados fora das águas territoriais italianas.
Aos imigrantes juntaram-se homosexuais, bissexuais, transexuais e lébicas.
“O racismo em Itália ainda faz muitas vítimas. Diariamente são registados ataques contra imigrantes, homosexuais, bissexuais ou lébicas. E agora temos esta nova lei e as suas previsões de segurança, que são uma forma de racismo”.
Para o representante do maior sindicato italiano, “é inaceitável esta forma de rejeição do ser humano e a ausência de asilo para os imigrantes. Queremos que se faça em Itália o que já se faz na Europa: é italiano quem nasce em Itália…”
A nova legislação, implementada em Agosto, também criminaliza a imigração ilegal e prevê multas de até dez mil euros a quem estiver ilegalmente a residir no país.

Copyright © 2009 euronews

http://pt.euronews.net/2009/10/18/manifestacao-anti-racista-em-roma/


Especialista em África da USP participa de II Colóquio Internacional em Alagoas.

A professora de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa da Universidade de São Paulo (USP), Simone Caputo ministrará palestra sobre o tema: “O Patrimônio Imaterial de Cabo Verde e Tradições Orais Crioulas”, no II Colóquio Internacional Brasil x Áfricas: Artes, Cultura e Literaturas, promovido pelo Projeto Raízes de Áfricas, sob o patrocínio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e apoio de outros parceiros.

Sobre a palestrante

Simone Caputo é considerada uma das maiores especialistas em África, no Brasil. Doutora em Letras (Literaturas de Língua Portuguesa) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1988), com Mestrado em Letras pela mesma universidade (1979) e graduação em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1975). Pós-Doutorados na Universidade de Lisboa e Coimbra, em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, em especial Literatura Cabo-verdiana, e Poesia Portuguesa Contemporânea. Linhas de pesquisa na área Outras Literaturas Vernáculas: Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa; Estudos Africanos; Cultura e Literatura Cabo-verdianas; Escritura de Autoria Feminina. Atua nas áreas de Letras e Educação (Especialista em Educação), com ênfase, nesta, em Consultorias de Língua Recebeu em 4 de julho de 2007 a Medalha Ordem do Vulcão, condecoração máxima outorgada pelo Presidente da República de Cabo Verde, por decreto Presidencial número 8/2007.

O II Colóquio Internacional

O II Colóquio visa divulgar novas pesquisas na área e promover um intercâmbio de experiências cujas idéias fortaleçam a igualdade de oportunidades e às reparações ao patrimônio cultural africano e negro construído ao longo da história da humanidade enquanto elemento fundamental à formação da cultura e identidade do país. Parte integrante da IV Bienal Internacional do Livro (www.edufal.com.br/bienal2009)as inscrições para o II Colóquio Internacional estão disponíveis apenas pela internet e podem ser solicitadas pelo e-mail negrasnoticias@...,

ou informações no link http://www.cadaminuto.com.br/ index.php/blog/blog-raizes-da-africa

Serviço:
Quando:
06 de novembro de 2009, das 10 às 17 horas

Onde: Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió-Alagoas, bairro Jaraguá-Sujeitos de direito:professores,pesquisadores,estudantes,representantes de movimentos sociais
Inscrições: gratuitas
negrasnoticias@...

Informações no link http://www.cadaminuto.com.br/index.php/blog/blog-raizes-da-africa
Promoção:Projeto Raízes de Áfricas/Federação das Indústrias do Estado de Alagoas


http://br.groups.yahoo.com/group/discriminacaoracial/message/54691

Universidade pode restringir acesso a sistema de cotas a alunos oriundos de escolas públicas

20/10/2009 - 12h51
DECISÃO
Universidade pode restringir acesso a sistema de cotas a alunos oriundos de escolas públicas
Dentro das suas autonomias, as universidades têm o direito de estabelecer critérios para a entrada de alunos por cota social. Com esse entendimento, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), seguindo o voto do ministro Humberto Martins, acatou recurso movido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) para restringir o acesso ao sistema de cotas aos estudantes que tenham feito o ensino fundamental e o médio exclusivamente em escolas públicas brasileiras.

A UFPR estabeleceu o critério em seu edital de vestibular. Um aluno que cursou apenas alguns meses em escola particular recorreu à Justiça para manter a sua inscrição para a seleção da universidade. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF) admitiu a liberdade da instituição de ensino em definir a seleção de seus alunos, mas considerou que, no caso, pelo princípio da razoabilidade, não deveria valer a regra.

A decisão fez o estabelecimento de ensino recorrer ao STJ, alegando falta de fundamentação legal e que teria sido violada a autonomia universitária, garantida pelo artigo 207 da Constituição Federal de 1988 e pelo artigo 53 Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n. 9394 de 1996). A UPPR afirmou, ainda, afronta ao artigo 41 da Lei n. 8666 de 1993, já que qualquer órgão da Administração Pública fica vinculado às normas dos editais que publica, não podendo o Judiciário afastar essa responsabilidade.

No seu voto, o relator, ministro Humberto Martins, considerou, inicialmente, que a discussão acerca da violação à Lei das Licitações (Lei n. 8666) não foi apreciada pelas instâncias ordinárias, o que impede seu julgamento no STJ. Quanto ao artigo 207 da CF, o ministro considerou que o registro constitucional de um instituto ou conceito, sem detalhamentos e desdobramentos, não afasta a competência do STJ quando a lei federal disciplina imperativos específicos.

O magistrado explicou que as chamadas “ações afirmativas”, que visam combater as desigualdades sociais, surgiram inicialmente nos Estados Unidos, no início do século XX, com ênfase no combate a segregação racial. Ele apontou que o Brasil é signatário de convenções internacionais contra o racismo e que na própria CF o combate à discriminação social, étnica e racial foi definido como um dos seus princípios. Essas medidas seriam uma maneira de discriminação positiva, visando beneficiar grupos historicamente desfavorecidos. Além disso, as universidades teriam autonomia para regular o ingresso de seus alunos, devendo exercer essa propriedade dentro de princípios legais.

No caso específico, a norma do edital vetou a participação de alunos que estudaram em escola particular. O aluno se candidatou como cotista, mesmo tendo cursado alguns meses em uma dessas instituições de ensino. “O Judiciário não pode, em regra, afastar a autonomia universitária exercida nos limites da lei, da razoabilidade e da proporcionalidade”, apontou o ministro. Para ele, a exigência de estudo integral em instituições públicas seria um critério objetivo razoável e proporcional para a seleção de alunos.

O ministro questiona, ainda, como o Judiciário poderia estabelecer o número de meses “razoável” para o aluno cursar em escolas privadas e ainda ser cotista. A restrição, no seu entender, critério objetivo escolhido pela universidade, não comporta exceção sob pena de inviabilizar o sistema de cotas proposto.

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=94286

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mídia comanda campanha contra cotas


Por: Redação: Milena Almeida, do Jornal Raízes D'África para a Afropress - Fonte: Afropress - 17/10/2009
Rio - Pesquisas feitas entre os anos de 2001 e 2009 apontam que o Jornal O Globo – da família Roberto Marinho e que tem como diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, um dos líderes da campanha contra cotas – foi o jornal que mais publicou textos sobre as ações afirmativas – 46% deles contra e apenas 24% a favor. O mesmo Estudo aponta que a Revista Veja teve 100% de matérias contrárias às Ações Afirmativas.O resultado do levantamento foi apresentado por João Feres, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), no Seminário “Comunicação e Ação Afirmativa: o papel da mídia no debate sobre igualdade racial”, promovido esta semana (14 e 15/10) pela Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, Comdedine, Cepir e Seppir, na Associação Brasileira de Imprensa. “A Veja escolheu um lado, o lado contra as cotas”, disse o pesquisador do IUPERJ.A Veja e o apartheidA Revista Veja é sócia do conglomerado de mídia que apoiou o regime racista do apartheid na África do Sul - o Grupo Naspers que, em novembro do ano passado passou a ser proprietário de 30% das ações do Grupo Abril, que edita a Revista. O negócio, estimado em US$ 422 milhões, foi o maior investimento feito pelo Grupo apoiador do apartheid no exterior. Apesar da família Civita, proprietária da Abril, permanecer no controle do Grupo Abril e da Veja, o Naspers passou a ter assento no Conselho de Administração.O Grupo Naspers, fundado em 1.915, é uma multinacional que atua nos segmentos da mídia eletrônica e impressa. Com faturamento de US$ 2,2 bilhões, publica mais de 30 revistas e cerca de 25 jornais, dos quais o maior é o "Dayly Sun", na África do Sul. Atua em 50 países e tem negócios de Internet, TV paga e editora de livros. Foi uma das principais bases de sustentação do apartheid – regime racista sul africano – enquanto este vigorou no país.SeminárioO Seminário teve mesas de debate com Muniz Sodré, Ancelmo Gois e Mírian Leitão do O Globo, o antropólogo e jornalista Kássio Motta, a diretora de redação da revista Cláudia Márcia Neder, Carlos Medeiros, da CEPIR, Rosângela Malachias do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) e o próprio Feres do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ).Mírian Leitão (foto) explicou que “o problema é quando a opinião sai do editorial ou artigo e vai para as matérias”, isto é, estas deixam de ser imparciais, o que acontece em vários veículos da grande imprensa. Entre as principais justificativas apresentadas pelas posições contrárias estão afirmações como a que as ações afirmativas não levam em conta o mérito, acirram o conflito racial e que não tem como dizer quem é negro no país. “Os brasileiros acreditam que discutir o racismo provoca racismo”, disse Carlos Medeiros da CEPIR. Mírian Leitão completou, “o que mais incomoda é escutar que o Brasil não é racista, pois isto impede o diálogo”.Medeiros disse ainda que a ação afirmativa não deve se resumir a cotas e que este diálogo deve avançar. “As ações afirmativas não vão acabar com o racismo, mas vão promover igualdade de oportunidades”. Muniz Sodré acredita que por meio da aproximação o preconceito se torna menor. “É importante que o negro esteja em lugares onde barreiras históricas foram construídas, como é o caso das universidades”. Identidade negra na mídia Ao ser questionada sobre o fato da mulher negra ainda não se identificar e se enxergar nas páginas de uma revista como a Cláudia, Márcia Nader rebateu afirmando que quem diz isto não lê a revista. “A mulher negra se vê sim na Cláudia, a Taís Araújo, por exemplo, já foi capa duas vezes”. Márcia defendeu a atitude “libertária” da revista, mas não soube dizer qual a média de matérias voltadas para este público, quantas capas de Cláudia já tiveram negras e nem o número de profissionais negros na redação. A jornalista reconheceu que a freqüência de negras retratadas na revista ainda é pouca, mas justificou dizendo que “a mídia é um reflexo da sociedade”.Em contrapartida, Muniz Sodré foi um dos participantes que discordaram da afirmação e disse que a mídia cria o seu próprio público, construindo a realidade, não retratando-a. “E há uma imensa saudade da escravidão por parte da mídia brasileira”, acrescentou. Além disso, para reforçar a questão da identidade visual, o sociólogo disse que a relação de classe social, como muitos acreditam, não esgota a questão étnica. “O pobre branco já se encontra em vantagem, pois a cor se tornou objeto patrimonial”, concluiu.

Salvador, capital da religiosidade africana


Por: Redação - Fonte: Afropress - 9/10/2009
Salvador - Lideranças religiosas e políticas de vários Estados começaram a chegar a Salvador nesta quinta-feira (08/10) para as atividades da I Caminhada Nacional pela Vida e Liberdade Religiosa marcada para os dias 21 e 22 de novembro – o mês da Consciência Negra.Salvador será, até este sábado, 10 de outubro, a capital brasileira da religiosidade de matriz africana, reunindo lideranças das várias tradições religiosas. O objetivo do encontro é realizar um Seminário que definirá detalhes finais da I Caminhada.Segundo o coordenador nacional do Coletivo de Entidades Negras, Marcos Rezende, durante o Seminário serão debatidos os temas relacionados à religiosidade, a intolerância religiosa e o Fórum Nacional das Religiões de Matriz Africana, que pretende ser o que é a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para os católicos.O ministro da Cultura, Juca Ferreira, foi convidado e deverá comparecer ao Seminário. Também já confirmou presença, o presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo.Rezende disse que também será lançada no Seminário a campnha “Quem é de Axé diz que é!” que se destina a sensibilizar as pessoas a assumir sua identidade religiosa no Censo de 2010.

Febraban confessa discriminação de negros nos bancos


Por: Redação - Fonte: Afropress - 17/10/2009
S. Paulo - Acusados pelo Ministério Público Federal do Trabalho da prática de racismo, os principais bancos brasileiros, por intermédio da poderosa Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), admitem no Censo realizado como parte do Mapa da Diversidade que, embora a escolaridade entre negros e brancos sejam equivalentes nos níveis superior e pós - 83% e 83,6% , respectivamente -, funcionários negros recebem apenas 64,2% dos brancos e os pardos 67,6%. A informação equivale a uma confissão da prática de discriminação contra negros na política de recrutamento de pessoal.O Mapa tem sido utilizado como instrumento de marketing e já foi apresentado em duas audiências públicas, na Câmara e no Senado, para uma platéia seleta de negros, entre os quais, o Frei David Raimundo dos Santos, da Rede Educafro, e Maria Aparecida Bento, do Centro de Estudos das Relações do Trablaho e Desigualdades (CEERT), a consultoria contratada pela Febraban para fazer o estudo.Ação e impunidade Nos Estados Unidos, esta semana, o procurador Andrew Cuomo, de Nova York, abriu processo em que cobra US$ 4 milhões de seis empresas de construção acusadas de usar critérios de cor, raça ou país de origem para definir o valor dos pagamentos de seus funcionários. Pela tabela usada pelo dono das empresas, Michael Mahoney, funcionários brancos de origem irlandesa recebiam em média US$ 25 por hora, os negros ganhavam US$ 18, e brasileiros e latinos em geral, US$ 15 pelas mesmas funções. Afropress pede, desde julho, uma entrevista com o presidente da Febraban, o banqueiro Fábio Barbosa (foto), do Santander. Sua assessoria passou três meses para responder a um e-mail com pedido de entrevistas e, no último contato, mandou os dados com a apresentação do Mapa da Diversidade. Nem a Febraban nem o CEERT informam o valor do contrato para elaboração do Mapa da Diversidade.ConfissãoOs dados do Censo envolvendo 204 mil funcionários em todo o país em instituições como Itaú/Unibanco, Santander Brasil, Banco do Brasil, BIC, Bradesco, Caixa Econômica Federal e HSBC, revelam que um homem negro recebe R$ 2.870,00, enquanto um funcionário branco recebe R$ 3.411,00 para a mesma função.Um dado que reforça a confissão é que a presença de negros na População Economicamente Ativa (PEA) é de 17%, enquanto nos bancos é de apenas 11%. Em S. Paulo, o maior centro financeiro do país, a presença negra é de 12% na população economicamente ativa, enquanto nos bancos é de 7%.No caso das mulheres negras a política discriminatória é ainda mais escancarada: enquanto na população economicamente ativa as mulheres representam 18%, no setor bancário é de apenas 8%. Em S. Paulo, a presença de mulheres nos bancos é de 6% contra 11% na população economicamente ativa.Na distribuição de cargos, o estudo do Mapa da Febraban expõe a discriminação sem retoques: a presença negra em cargos da Diretoria e Superintendência é de apenas 4,8%, contra 91,6% dos brancos; na gerência, 14,9% dos cargos são ocupados por negros, contra 81,7% de cargos de brancos; na Supervisão, chefia e Coordenação, apenas 17% são negros contra 79,8% de brancos. Entre os trabalhadores funcionais, 20,6% são negros contra 75,7% de brancos.MaquiagemApesar da política de discriminação escancarada - não contestada pelas lideranças que tem participado de tais audiências da Febraban - os bancos não informam que providências pretendem adotar nem quando porão fim a política de discriminação. No Mapa, por recomendação do CEERT, são propostas medidas de alcance retórico, como mobilizar, sensibilizar e engajar;definir indicadores para gestão; ampliar alcance do recrutamento e seleção;acelerar contratação;envolver outros públicos. Cada uma das ações se desdobra em medidas que vão de encontro de executivos do setor, a busca de parcerias, passando pela divulgação de vagas e treinamento de equipes e parceiros.

sábado, 17 de outubro de 2009

Quinta-feira, 15 de outubro de 2009 - 19h13

Veja novos cartazes de filme com a primeira princesa negra da Disney

Foto: Divulgação Zoom Novos cartazes do primeiro filme da Disney com uma pricnesa negra

Novos cartazes do primeiro filme da Disney com uma pricnesa negra

Da Redação

entretenimento@eband.com.br

A Disney divulgou nesta quinta-feira, dia 15, mais cartazes de "A Princesa e o Sapo", novo longa de animação do estúdio.

Esta será a primeira vez que o estúdio tem como protagonista uma princesa negra, chamada Tiana.

O ator brasileiro Bruno Campos emprestará a voz ao sapo, Naveen, junto de astros como John Goodman e Oprah Winfreyna, para a animação que tem estreia prevista para 11 de dezembro.

http://www.band.com.br/entretenimento/cinema/conteudo.asp?ID=204798

Juiz se nega a oficializar casamento de branco e negro

Estados Unidos

Juiz se nega a oficializar casamento de branco e negro

16 de outubro de 2009


Um juiz de paz americano está causando polêmica ao se recusar a realizar casamentos entre brancos e negros. Keith Bardwell garante que não é racista e diz que só faz isso "pelo bem dos próprios casais e dos futuros filhos". Trabalhando no ramo há 34 anos, Bardwell disse que casamentos entre brancos e negros não costumam ser muito duradouros. Afirmou ainda que os filhos desses casais correm o risco de serem discriminados.

"Conversei com brancos e negros antes de tomar essa decisão. As duas comunidades têm dificuldade em aceitar filhos dos casais inter-raciais”, afirmou o juiz. Apesar da atitude polêmica, Keith Bardwell garante que não tem nenhum tipo de preconceito. "Tenho muitos amigos negros, eles frequentam minha casa, eu faço o casamento deles, trato todos iguais. Só não acredito na mistura das raças", completou.

Quando algum casal entra em contato com o juiz, ele pesquisa a raça dos noivos e decide se irá ou não realizar o casamento. Foi o que aconteceu com Beth Humphrey e Terence McKay. Ela é branca e ele, negro. O juiz de paz se negou a casar os noivos e recomendou que eles procurassem outra pessoa que o fizesse. O casal pretende entrar com uma representação contra o juiz no Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

De acordo com a União Americana das Liberdades Civis, Bardwell deverá ser investigado. Segundo o grupo, o juiz de paz sabe que sua decisão contraria a lei, já que, em 1967, a Suprema Corte determinou que o governo não pode dizer às pessoas com quem elas devem ou não se casar.





http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/juiz-se-nega-oficializar-casamento-branco-negro-506125.shtml

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Advogados Afro-brasileiros manifestam apoio à D’Urso


Por reconhecer tudo o que D’Urso fez pelos colegas negros, um movimento de Advogados e Advogadas afro-brasileiros, organizaram um manifesto que está circulando na comunidade em apoio à reeleição de D’Urso.
Foi na gestão D´Urso que pela primeira vez na história do nosso estado um advogado negro, Dr. Hédio Silva Jr., indicado pela OAB/SP, assumiu a Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania.
Também na gestão D´Urso que pela primeira vez um advogado negro, Dr. Erickson Gavazza Marques, indicado pela OAB/SP, assumiu uma vaga no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Na gestão D´Urso que pela primeira vez uma advogada negra, Dra. Eunice Aparecida de Jesus Prudente, indicada pela OAB/SP, assumiu a Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania.
Foi também na gestão D´Urso que a Comissão do Negro e de Assuntos Antidiscriminatórios ganhou visibilidade, tendo à frente o Dr. Marco Antônio Zito Alvarenga, com uma atuação corajosa, destacada e competente contra a discriminação racial e todas as formas de discriminação.
Veja a íntegra do Manifesto:
Manifesto dos Advogados Afro-Brasileiros Pró-D'Urso

Considerando as realizações da gestão D´Urso em prol da igualdade racial e os serviços prestados à comunidade negra de São Paulo, os Advogados e Advogadas Afro-brasileiras vêm a público manifestar apoio à recondução de Luiz Flávio Borges D´Urso à Presidência da OAB-SP.
Ao longo de sua gestão na OAB, o Presidente D´Urso, por meio de ações concretas, demonstrou compromisso real e efetivo com o combate ao racismo, a promoção da igualdade racial e a valorização da diversidade.
Mais do que isso: o Presidente D´Urso teve a preocupação de prestigiar advogados e advogadas negras, convidando-os para serem conselheiros e ocuparem cargos de destaque em sua gestão.
Foi na gestão D´Urso que pela primeira vez na história do nosso estado um advogado negro, Dr. Hédio Silva Jr., indicado pela OAB/SP, assumiu a Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania; foi na gestão D´Urso que pela primeira vez um advogado negro, Dr. Erickson Gavazza Marques, indicado pela OAB/SP, assumiu uma vaga no Tribunal de Justiça de São Paulo; foi na gestão D´Urso que pela primeira vez uma advogada negra, Dra. Eunice Aparecida de Jesus Prudente, indicada pela OAB/SP, assumiu a Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania.
Foi também na gestão D´Urso que a Comissão do Negro e de Assuntos Antidiscriminatórios ganhou visibilidade, tendo à frente o Dr. Marco Antônio Zito Alvarenga, com uma atuação corajosa, destacada e competente contra a discriminação racial e todas as formas de discriminação.
Nós advogados afro-brasileiros sentimos na pele, cotidianamente, a importância do respeito e do reconhecimento profissional não como favor ou paternalismo, mas como valorização de uma comunidade que há cinco séculos trabalha para a edificação material e moral do nosso Estado e do nosso país.
Muitas vezes, no exercício da profissão, somos obrigados a provar que somos advogados, com o mesmo preparo de qualquer outro colega.
É por isso que como advogados e advogadas afro-brasileiras sabemos a importância da defesa das prerrogativas da advocacia; dos serviços prestados pela CAASP; da intimação on line hoje oferecida gratuitamente pela OAB; do Convênio de Assistência Judiciária mantido pela Ordem; enfim, a importância da atuação da OAB ao lado das maiorias, daqueles que contam unicamente com a Ordem para defender a profissão e a dignidade da advocacia.
O momento por que passa a advocacia exige capacidade de discernimento e decisão: não podemos nos iludir com discursos, promessas e declarações pomposas mas desprovidas de ações concretas.
Queremos que a OAB-SP continue tendo avanços na valorização dos advogados afro-brasileiros e dos advogados como um todo. Não podemos ter retrocessos nem permitir que a OAB/SP seja entregue nas mãos de pessoas inexperientes e sem compromisso com os menos favorecidos.
Apoiamos o Presidente D´Urso por que ele foi testado e aprovado: cumpriu as promessas de campanha, defendeu corajosamente nossas prerrogativas, resgatou a auto-estima da advocacia e não virou as costas para a comunidade negra.
Por isso estamos convocando advogados e advogadas afro-brasileiros e os colegas de todas as cores, culturas e religiões para somarem forças em torno da reeleição do Presidente D´Urso.
Somos mais D´Urso para que as advogadas e advogados afro-brasileiros sejam cada vez mais reconhecidos, prestigiados e valorizados na OAB/SP.
D´Urso é realmente Advogado como a gente e ele nós conhecemos e nele confiamos.

Movimento de Advogados e Advogadas Afro-brasileiros pró D'Urso

Seminário na ABI discute o papel da mídia no debate sobre igualdade racial


Que causa poderia unir o arquiteto Oscar Niemeyer, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, os antropólogos Roberto da Matta e Otávio Velho, o jurista Fábio Konder Comparato, os ministros do STF Marco Aurélio Mello, Joaquim Barbosa Gomes, Celso Mello e Carlos Ayres Britto, os jornalistas Miriam Leitão, Elio Gaspari e Ancelmo Góis, os atores Lázaro Ramos, Wagner Moura e Taís Araújo, os compositores e cantores Gilberto Gil e Martinho da Vila?
Resposta: as políticas de ação afirmativa, que incluem as polêmicas cotas para negros nas universidades. Por que, então, essas figuras tão relevantes de nossa sociedade não costumam ser entrevistadas sobre esse tema?
Seria isso produto de uma ação deliberada de grande parte da mídia brasileira, possivelmente interessada em fabricar uma opinião pública contrária a essas políticas?
Esse é o tema central do seminário Comunicação e Ação Afirmativa: O Papel da Mídia no Debate sobre Igualdade Racial, que será realizado nos dias 14 e 15 de outubro no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (Rua Araújo Porto Alegre, 71 – Centro), no horário de 13h30min a 17h30min.
Com a presença de grandes nomes da mídia brasileira, ao lado de especialistas acadêmicos e ativistas do movimento social, o seminário – fruto da parceria entre a ABI, o Conselho Municipal dos Direitos do Negro (Comdedine) e a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira), com apoio da Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial do Município do Rio de Janeiro (CEPIR) – pretende suscitar um debate que vai além dos limites de seu tema, pois envolve o papel da mídia numa sociedade democrática, suas responsabilidades e limites.
SEMINÁRIO COMUNICAÇÃO E AÇÃO AFIRMATIVA: O PAPEL DA MÍDIA NO DEBATE SOBRE IGUALDADE RACIAL.
Realização: ABI, COMDEDINE, COJIRA, SEPPIR, CEPIRLocal: Associação Brasileira de Imprensa – Rua Araújo Porto Alegre, 71 - CENTRO - Rio de Janeiro - RJ
PROGRAMAÇÃO
Dia 14 de outubro
14h – Mesa de Abertura com representantes das entidades organizadoras, Sindicato dos Jornalistas15h30min – Cobertura da Ação Afirmativa no BrasilAncelmo Gois (O Globo) Kássio Motta (autor de pesquisa acadêmica sobre a cobertura do tema pelo Globo)João Feres (IUPERJ)
Dia 15 de outubro
13h30min – A Responsabilidade Social da Mídia e o Debate sobre RaçaMuniz SodréMaurício Pestana (revista Raça)Márcia Neder (revista Cláudia)15h30min - Da Opinião Publicada à Opinião Pública: A Fabricação de um Consenso Anticotas no BrasilMiriam Leitão (O Globo)Rosângela Malachias (CEERT)Carlos Alberto Medeiros (CEPIR)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Frente Parlamentar de HIV/AIDS deverá incorporar Tuberculose nas suas ações

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:: NOTÍCIAS ::
Frente Parlamentar de HIV/AIDS deverá incorporar Tuberculose nas suas ações

12/10/2009 - 10h20

Seminário Nacional de Tuberculose encerra com formulação de propostas

Uma das propostas mais votadas durante o Seminário Nacional de Tuberculose e que será encaminhada ao Ministério da Saúde foi o apoio à inclusão de pacientes no programa Bolsa Família e/ou outras iniciativas correlatas de complementação alimentar e inclusão social. Leia mais a seguir
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Encerrou na manha de sábado o Seminário Nacional de Controle Social e Tuberculose, que reuniu representantes dos 27 Conselhos Estaduais de Saúde do país, alem de conselheiros municipais, membros do movimento social e gestores em tuberculose. Durante dois dias os participantes debateram as principais questões envolvendo o enfrentamento da tuberculose em especial os relacionados com as populações prioritárias: população negra, prisional, indígena e moradores de rua. O ultimo dia foi dedicado ao debate e votação das propostas finais do encontro que serão encaminhadas ao Ministério da Saúde, aos gestores estaduais, parlamentares e outros segmentos.

O seminário nacional foi um desdobramento de seis seminários regionais que aconteceram no ultimo ano e reuniram quase 600 pessoas. Dentre as propostas aprovadas a mais votada foi o apoio a inclusão de pacientes de Tuberculose no programa Bolsa Família e/ou outras iniciativas correlatas de complementação alimentar e inclusão social. A adesão ao tratamento da tuberculose, com duração de seis meses, e o principal empecilho para a cura dos pacientes, principalmente pela falta de complementação alimentar adequada.

O Dep. Federal Chico D`Ângelo, presidente da Frente Parlamentar de HIV/AIDS no Congresso Nacional, anunciou que esta fazendo consultas aos membros deste grupo para inclusão da tuberculose nas ações da Frente. A plenária do evento enviara aos deputados documento apoiando esta inclusão, considerando que a TB é a principal causa de morte entre soropositivos.


Abaixo as propostas aprovadas.



Seminário Nacional de Controle Social e Tuberculose 8, 9 e 10 de Outubro de 2009 - Rio de Janeiro


PROPOSTAS FINAIS


1-Qualificar e fortalecer o SUS e os Conselhos de Saúde, através da aplicação de recursos dos Plano Purianuais (PPI) e Planos de Ações e Metas (PAM) e outros, com inclusão do tema da tuberculose.

2-Priorizar, na formação dos profissionais de saúde, aspectos de retorno ao atendimento no SUS.

3-Apoio a regulamentação da Emenda Constitucional/29.


4- Fortalecer as comissões temáticas dentro dos conselhos estaduais e municipais de saúde.

5- Ampliar o acesso à informações epidemiológicas, de destinação de recursos e outras sobre tuberculose no âmbito federal e estadual.

6- Incluir a pauta de Tuberculose com outros setores sociais que lutam na área dos direitos humanos e contra as discriminações sociais.


7- Apoio à incorporação do tema tuberculose na Frente Parlamentar de HIV/AIDS no Congresso Nacional.

8- Fomentar a criação de um dia de conscientização e combate tuberculose nos estados.

9- Pautar a discussão sobre tuberculose nas comissões de saúde das Câmaras Municipais e Assembléias Legislativas com alta carga de tuberculose visando estimular a criação de frente no âmbito dos municípios.

10- Estimular a participação de pessoas afetadas por Tuberculose nos espaços de discussão e decisão como comitês metropolitanos, conselhos, fóruns, comissões e outros.

11- Ampliação de recursos para ações da sociedade civil, através da seleção pública principalmente as direcionadas as populações específicas mais afetadas e as áreas de alta carga.

12- Considerar questões de combate ao preconceito e a discriminação as pessoas com tuberculose em qualquer ação de formação, como campanhas de massa, capacitações e discussões políticas e de decisão, observados os recortes raciais, de gênero e orientação sexual.


13-Que se apóie através de todos os conselhos, Frente Parlamentar e demais movimentos sociais, a inclusão de pacientes de Tuberculose no programa Bolsa Família e/ou outras iniciativas correlatas de complementação alimentar e inclusão social.

14-Criação de estratégias de visibilização e divulgação dos direitos dos usuários pacientes de Tuberculose.

15-Criação de protocolo direcionado a produção de material para profissionais de saúde, sobre aspectos humanos e sociais dos pacientes de TB, visando humanizar o atendimento.


16- Ampliar o acesso da população às informações sobre a Tuberculose na População Negra incluindo o enfrentamento ao racismo institucional e intolerância cultural e religiosa, com comunicação adequada para diferentes especificidades e grupos, respeitando a Lei 5.296/2004.

17-Melhorar a coleta e a utilização do quesito raça/cor nos sistemas de informação direcionados a Tuberculose, exigindo este item como obrigatório do preenchimento no SINAN e demais sistemas.

18-Estimular e ampliar a Inclusão da População Negra no Controle Social voltado ao enfrentamento da Tuberculose, assim como a criação e o fortalecimento de comissões de Saúde da População Negra nos conselhos distritais, estaduais, municipais e Distrito Federal.


19-Garantir a implementação e a ampliação da ESF (Estratégia da Saúde da Família) sem domicilio e do Programa de Agentes Comunitários de Saúde sem domicilio, visando o atendimento da pop. de rua em suas especificidades (Tuberculose, HIV/Aids, hepatites, hanseníase, saúde bucal, atendimento oftalmológico, saúde mental), baseados em estudos quantitativos e qualitativos e no perfil da pop de rua, fortalecendo a intersetorialidade entre os diversos atores sociais envolvidos com essa questão.

20-Garantir a real efetivação das diretrizes da Política Nacional de inclusão da pop em situação de rua, buscando o incentivo diferenciado para estados e municípios que aderirem à política bem como assegurar a criação de protocolo de atendimento especifico em tuberculose para essa população tanto na rede publica de saúde quanto no ingresso da rede de proteção social.

21-Fortalecimento da equipe que desenvolve a política de Redução de Danos e Tuberculose, realizando perfil epidemiológico e situacional da pop de rua que faz uso de álcool e outras drogas, bem como, assegurar o acompanhamento supervisionado para o tratamento dentro da rede pública de saúde e a rede de proteção social existente.

22- Organização da porta de entrada no sistema penitenciário para otimizar a detecção dos casos de tuberculose.

23- Estimular a participação de ONG/OSC nos “ Conselhos da Comunidade” (previstas na Lei de Execuções Penais) em cada comarca onde existam unidades prisionais e a implicação dos Conselhos de Saúde para inclusão da TB nas prisões na agenda política dos estados e municípios com o objetivo de estimular a criação e implementação de centros de diagnóstico de TB nas unidades prisionais.

24- Incluir o tema “TB e co-infecçoes HIV/Aids" nos editais de financiamento público, assegurando o tratamento supervisionado (DOTS), para pesquisas operacionais e intervenções.


25-Garantir a participação de representantes indígenas em fóruns,seminários e demais instâncias de discussão em Tuberculose.

26- Capacitação das equipes de saúde, conselheiros indígenas, com materiais didáticos. Fortalecimento da política de recursos humanos com realização de concurso público para garantir a continuidade dos trabalhos e a permanência dos profissionais nos locais, com conseqüente fortalecimento da implementação dos PCT nos DSEI.

27- Articulação dos programas, com atuação em Tuberculose e saúde indígena, para otimização dos recursos humanos e financeiros.


28- Criação de estratégias de sensibilização através do HUMANIZASUS, direcionada aos técnicos de atendimento na ponta, no atendimento a pacientes com tuberculose, em especial moradores de rua, usuários de drogas e população prisional.

29- Ampliação das informações e o entendimento sobre os mecanismos de financiamento e aplicação de recursos em Tuberculose, do Ministério da Saúde e Fundo Global.

30- Apoiar a realização de trabalho conjunto entra as áreas com atuação junto a saúde prisional ( Tuberculose, HIV/Aids, Hepatites Virais etc).

31- Que os seminários de Controle Social e Tuberculose, sejam reproduzidos nos estados, com responsabilidade conjunta da gestão local e dos conselhos estaduais.

32- Ao Conselho Nacional de Saúde para pautar reuniões com Ministério Público Federal, no sentido de obter orientações de ações, quanto a fiscalização orçamentária dos recursos financeiros oriundos do Ministério da Saúde, quando não aplicado pelo gestor estadual e municipal no tempo hábil


Fonte: Programa Nacional de Controle da Tuberculose – jornalista Liandro Lindner


http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=13175


Engenheiro é acusado de ofensa racista

Polícia
07/10/2009

Engenheiro é acusado de ofensa racista

Folha de S.Paulo

Um engenheiro de 59 anos foi preso ontem em flagrante, acusado de ofender com frases racistas o segurança de uma escola de ensino infantil na zona sul de São Paulo.

Alexandre Semenoff, morador do Campo Belo (zona sul de SP), foi indiciado sob suspeita de injúria racial, cuja pena varia de um a três anos de reclusão. O engenheiro passaria a noite na cadeia. Ele tentará obter hoje na Justiça liberdade provisória.

Segundo o segurança Délcio Gonçalves, 53 anos, e duas testemunhas que o acompanharam até a delegacia, Semenoff começou a xingar funcionários da escola particular Núcleo Querubim no final da manhã de ontem. O engenheiro é vizinho do colégio e frequentemente reclama do barulho das crianças.

Minutos depois, Semenoff saiu para passear com seu cão e passou em frente à escola. "Aí ele xingou de novo. Perguntei qual era o problema e ele disse: 'Sai daqui porque com preto eu não converso'", disse o segurança, segundo o qual ofensas do engenheiro são frequentes.

Funcionários de uma imobiliária vizinha da escola chamaram a polícia. O soldado Daniel Gonzaga Costa, 37 anos, resolveu levar Semenoff à delegacia. "É lamentável que em pleno século 21 ainda ocorra esse tipo de situação", afirmou Costa.

Procurado, o advogado do engenheiro, Leonardo Watermann, disse apenas que, segundo seu cliente, "foi tudo um mal-entendido".

Como o caso de ontem é de crime de injúria racial --e não de crime de racismo, que envolve, por exemplo, deixar de contratar ou despedir alguém por causa de sua cor--, cabe agora ao segurança decidir se abre ações criminal e civil contra o acusado.

http://www.agora.uol.com.br/policia/ult10104u634519.shtml




Jornal espanhol revela bastidores da seleção argentina de Maradona

Esportes


Jornal espanhol revela bastidores da seleção argentina de Maradona

Redação SRZD | Esportes | 08/10/2009 10:47

Jornal espanhol revela bastidores da seleção argentina de Maradona. Reprodução da internet. A seleção argentina nunca treina durante a manhã. O motivo? Maradona não consegue levantar cedo. Antes do jogo contra o Brasil, os jogadores da equipe assistiram a um vídeo motivacional com declarações racistas contra os brasileiros. Essas são apenas algumas das revelações que o diário esportivo espanhol 'As' fez sobre os bastidores da Argentina em sua edição de quinta-feira. De acordo com a publicação, o clima na seleção às vésperas de entrar numa luta desesperada pela classificação na Copa do Mundo não anda nada bom.

E quem está segurando as pontas em Buenos Aires é Carlos Salvador Bilardo. Campeão mundial como técnico da seleção argentina em 86, o assistente técnico de Maradona vem colocando panos quentes nos problemas internos, mas também sofre com a pressão do próprio Maradona, que já disparou contra ele.

"Sei que colocaram ele aqui porque era inexperiente, mas já demonstrei que posso mandar e vou mandar na seleção", disse o ex-jogador, anteriormente. Em outra ocasião, Bilardo aproveitou uma viagem de Maradona para um spa na Europa e convocou um amistoso contra a seleção de Gana usando apenas jogadores que atuam no futebol argentino. Novamente, críticas do treinador. "Quem manda aqui sou eu!", garantiu Maradona.

O fato mais curioso foi relativo ao jogo contra a seleção brasileira. Na ocasião, Maradona mostrou um vídeo motivacional aos jogadores que mostrava seus parentes mandando palavras de incentivo. O problema é que o tiro saiu pela culatra e o vídeo deixou os jogadores ainda mais nervosos. "Vocês vão jogar pela Argentina e por todos nós", dizia um dos parentes. Outro familiar ia mais longe e dizia: "Vamos acabar com esses 'negritos'", em referência racista aos brasileiros.


http://www.sidneyrezende.com/noticia/59326+jornal+espanhol+revela+bastidores+da+selecao+argentina+de+maradona


Programa de TV se desculpa por quadro 'racista

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Austrália

Programa de TV se desculpa por quadro 'racista'

8 de outubro de 2009


O apresentador de um programa de calouros australiano pediu desculpas pela exibição de uma paródia do Jackson Five depois que ela foi apontada como racista. O quadro foi apresentado por seis homens brancos, cinco deles com o rosto pintado de preto e um maquiado de branco. Um dos jurados, o ator americano Harry Connick Jr, considerou a sátira ofensiva e deu nota zero.

O incidente aconteceu na quarta à noite, durante o programa Hey Hey It’s Saturday (assista ao vídeo abaixo). Cinco homens entraram no palco, todos de perucas afro e de maquiagem negra. Vestidos de ternos brancos, eles começaram a cantar e dançar, até que entrou um sexto personagem, parodiando Michael Jackson, com o rosto pintado de branco. Apesar de ser um tipo de humor comum na Austrália - assim como no Brasil -, essa forma de representar os negros é considerada racista nos Estados Unidos.

Quando chegou o momento de dar sua nota, Connick, de 42 anos, estava visivelmente incomodado. "Cara, se eles aparecessem assim nos Estados Unidos, não haveria mais show", afirmou. Diante do constrangimento, o apresentador Daryl Somers voltou a tocar no assunto no final do programa, para se desculpar: "Eu sei que, para os seus compatriotas, é um insulto ter uma rotina desse tipo no programa, então eu peço desculpas", disse.

Connick aceitou o pedido, mas destacou que não teria vindo ao programa se soubesse do esquete. "Só quero dizer, em nome do meu país, que eu sei que foi feito com intenção de humor, mas nós gastamos muito tempo tentando fazer os negros não parecerem bobos e quando vemos algo assim, realmente machuca", explicou.

http://veja.abril.com.br/noticia/variedades/programa-tv-se-desculpa-quadro-racista-504388.shtml


Polícia analisa acusação de racismo sobre adeptos do Chelsea

2009-10-06 22:47h

Polícia analisa acusação de racismo sobre adeptos do Chelsea

Queixa foi apresentada pelo TottenhamPor Redacção com PJC

A polícia inglesa está a analisar uma queixa de racismo que pende sobre o Chelsea. O protesto foi formalizado pelo Tottenham, rival dos blues na cidade de Londres. Os spurs recorreram a imagens recolhidas durante o jogo entre o Chelsea e o Stoke City, realizado no passado mês de Setembro.

Nesse filme, podem ver-se cerca de 50 adeptos dos homens de Stamford Bridge a entoar cânticos de teor racista e anti-semita. O Chelsea já confirmou que a filmagem chegou às mãos da polícia e que todos os adeptos identificados serão banidos do clube. O clube é propriedade de Roman Abramovich, um judeu russo.

«O Chelsea condena toda a forma de discriminação, incluindo cânticos anti-semitas, e estamos certos de que esta é a forma de pensar da maioria dos nossos adeptos», referiu o clube londrino em comunicado.


http://www.maisfutebol.iol.pt/desporto/chelsea-maisfutebol-futebol-iol-inglaterra-racismo/1093983-4062.html

sábado, 10 de outubro de 2009

Supervia: Duas ações exigem indenização milionária


Rio - O quebra-quebra e o tumulto nas estações de trem esta semana foram parar na Justiça.
O promotor Carlos Andrezano, da Promotoria de Defesa do Consumidor, vai entrar na próxima terça-feira com uma ação civil pública contra a SuperVia. O promotor solicita a formação de um fundo de restituição de bens lesados no valor de R$ 1 milhão, para cobrir futuras indenizações.
Incidente na Supervia de quinta-feira pode ter sido sabotagem. O que você acha disso?Supervia não tem culpaPoderiam ter evitadoNão foi sabotagem
O fundo servirá para garantir recursos a usuários que ganharem ações por danos morais. Na petição, Andrezano incluiu falhas no sistema operacional dos trens desde 14 de julho do ano passado. “O fato de garantir a gratuidade nas passagens um dia depois não exime a empresa de culpa; afinal, o dano já foi causado”, explicou.
O promotor reuniu mais quatro incidentes, além dos que ocorreram ao longo desta semana.
ALERJ VAI INVESTIGAR
No Fórum de Nova Iguaçu, o prefeito Lindberg Farias deu entrada no processo contra a SuperVia. A ação civil pública exige que a concessionária devolva imediatamente o valor integral da passagem em casos de pane, paralisação ou defeito nos serviços. A ação pede R$ 2 milhões de indenização e a criação de um plano de contingência,
no prazo de 30 dias, para preservar a segurança do usuário em futuros tumultos. O deputado estadual Gilberto Palmares (PT) disse que vai propor a criação de uma comissão especial na Alerj para apurar os incidentes.
Milícia das vans suspeita de sabotar os trens

A Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados investiga o envolvimento de milicianos ligados ao transporte alternativo no ato de vandalismo que parou os trens da SuperVia na tarde de quinta-feira e provocou novo tumulto entre os passageiros. O grupo é acusado de atirar dois paralelepípedos e nove pedras do alto de viaduto na rede elétrica da via férrea. O secretário estadual de Transporte, Julio Lopes, crê que o crime é em represália às licitações que organizaram os trajetos intermunicipais de vans. Ontem, pelo terceiro dia consecutivo, houve problemas nos trens da SuperVia. Mas não houve tumulto.

“Nós sabemos o que tem por trás disso, são baderneiros e pessoas com interesses políticos. Não é assim que se estabelece o debate político. Isso é uma enorme irresponsabilidade. Isso é uma forma de terrorismo. Estão usando a população inocente e trabalhadora”, desabafou o governador Sérgio Cabral. Pelo menos um topiqueiro foi visto filmando e entrevistando passageiros durante o tumulto na Central. “Esse pessoal tem interesse que a ferrovia entre em colapso e está usando a dificuldade do sistema para atrapalhar mais ainda a população”, observou Lopes.
Segundo o delegado Eduardo de Freitas, os paralelepípedos e as pedras foram recolhidos nos trilhos. Eles foram arremessados do alto do Viaduto 31 de Março, próximo ao Sambódromo, e à Central. Os vândalos atingiram o pantógrafo, haste que transmite energia para a composição, de um dos trens. O instrumento se soltou, fios encostaram uns nos outros, o que provocou um curto-circuito. Resultado: todas as partidas da Central foram suspensas por 40 minutos, policiais do Batalhão de Choque atiraram balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo em passageiros, e o sistema só voltou ao normal duas horas e meia depois. “Já sabemos que foi ação intencional. Precisamos localizar testemunhas e saber se foi um ato de vandalismo isolado ou sabotagem orquestrada”, explicou Freitas.
REAÇÃO MUITO RÁPIDA LEVANTA SUSPEITA
Outro detalhe que reforça a suspeita de motivação política é que, apenas 7 minutos após a interrupção da circulação dos trens na quinta-feira, um grupo começou a insuflar os passageiros a protestar, segundo informações obtidas pela polícia. Já o chefe do Estado-Maior da PM, coronel Carlos Eduardo Milan, vai enviar dossiê sobre a confusão nas estações de Mesquita, Nilópolis, Deodoro e Nova Iguaçu, ocorridas quarta-feira, ao delegado Eduardo Freitas. Há fotos que podem ajudar na identificação dos criminosos que promoveram a depredação e até saques nas bilheterias no primeiro dia de revolta. O documento da PM também assinala erros cometidos pela SuperVia, como a demora em avisar aos usuários sobre as falhas e também o estado de conservação dos vagões que circulam no ramal de Japeri.Ontem, a SuperVia concluiu o levantamento dos equipamentos destruídos quarta-feira: 10 catracas e dois torniquetes foram arrancados, além de vidros quebrados, armários, quadros de avisos, ventiladores, microfones, rádios e caixas eletrônicos arrebentados. Em Nilópolis, até três cadeiras, três ventiladores e um purificador de água foram roubados. Lá e em Nova Iguaçu, foram levados dinheiro, cartões e telefones. Um vendedor de balas foi detido ontem revendendo 11 bilhetes da SuperVia a R$ 1 cada. A polícia investiga se os tíquetes são fruto do saque de quarta-feira.
Novo atraso e estações fechadas por 10 minutos
Houve princípio de confusão na estação de Campo Grande devido a pane em subestação no ramal de Santa Cruz, às 7h. Nessa linha e na de Deodoro, os trens atrasaram até 20 minutos, tempo que o sistema levou para ser normalizado. Para evitar o acúmulo de passageiros, 11 estações, de Bangu a Santa Cruz, fecharam por 10 minutos. PMs de três batalhões que reforçavam a segurança nas estações desde a madrugada conseguiram evitar novo quebra-quebra. O policiamento nas paradas de Mesquita, Nilópolis, Deodoro e Central continuará reforçado por tempo indeterminado. “Meu chefe não quer saber se os trens atrasam. A SuperVia precisa respeitar mais os horários”, queixou-se a comerciante Fátima Vicente, 50 anos.
Reportagens de Amanda Pinheiro, Geraldo Perelo, Ricardo Albuquerque e Thiago Prado

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Nova edição do Concurso Beleza Negra abre inscrições

Nova edição do Concurso Beleza Negra abre inscrições
Segunda-feira, dia 05 de Outubro de 2009 às 15:10hs


Foi lançado o 2º Concurso Beleza Negra na FUNDAC - Fundação Municipal de Cultura durante reunião com Romilda Neto Pizani do ICCAB Instituto Casa da Cultura Afro Brasileira e Rodynei Pereira Nolasco Produtor e idealizador do concurso.

A FUNDAC participa como parceira na realização do evento que acontecerá no Armazém Cultural, dia 20 de novembro ás 20h, em comemoração à semana da consciência negra.

O Concurso contará esse ano além do desfile feminino, o desfile masculino, apresentações variadas e show de pagode ao vivo.

As inscrições estão abertas de 01/l0/2009 a 31/10/2009. O Beleza Negra se firma como evento integrante do calendário de festas de Campo grande e objetiva aumentar a auto-estima da população negra, além de dar oportunidade a novos talentos no mercado nacional, e se tornar uma referência de beleza, estética e moda para o público negro.

Contatos e informações: belezanegrams@gmail.com / Telefone 067 9221-8938 c/Rudy.


http://www.aquidauananews.com/index.php?action=news_view&news_id=154101

Próximo papa poderia ser negro, diz cardeal africano em Roma

Próximo papa poderia ser negro, diz cardeal africano em Roma
Peter Kodwo Appiah Turkson é um dos mais importantes participantes de uma reunião sobre a igreja na África

Associated Press


Pier Paolo Cito/AP

Imagem de arquivo do cardeal ganês Peter Kodwo Appiah Turkson
VATICANO - Um importante cardeal africano disse, nesta segunda-feira, 5, que não há nenhum impedimento para que o próximo papa seja negro, citando como exemplo a eleição nos Estados Unidos do presidente Barack Obama.


O cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, de Gana, é um dos mais importantes participantes de uma reunião de três semanas no Vaticano sobre o papel da Igreja Católica na África.



Durante uma entrevista coletiva, perguntaram a Turkson se ele considerava essa uma época propícia para um papa negro assumir, em especial após o triunfo de Obama. "Por que não?", respondeu o religioso, argumentando que cada homem que se ordena sacerdote está disposto a ser papa e recebe treinamento para isso quando vira bispo ou cardeal. "Tudo isso é parte do mesmo pacote", completou.



Turkson recordou que o ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, é ganês e negro. "Ele teve problemas, mas de


qualquer modo conseguiu", avaliou. "Agora temos Obama nos EUA e se a Divina Providência quiser, pois a igreja pertence a Deus, se Deus quiser ver um homem negro como papa, daremos graças a Deus."



Há anos se especula sobre a possibilidade de um papa oriundo de um país em desenvolvimento, pois é precisamente nessas nações que a Igreja Católica mais cresce. Na África, o número de católicos passou de 55 milhões, em 1978, para 146 milhões em 2007. Enquanto isso, na Europa diminui o número de fiéis.



Em 1978, o polonês Karol Wojtyla se converteu no papa João Paulo II, o primeiro papa não italiano em 455 anos.



Depois, os cardeais elegeram o alemão Joseph Ratzinger, que adotou o nome de Bento XVI. A próxima eleição, porém, ocorrerá apenas após a morte do titular, com boa saúde nos seus 82 anos.


Religiãosegunda-feira, 5 de outubro de 2009, 14:04 | Online


http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,proximo-papa-poderia-ser-negro-diz-cardeal-africano-em-roma,446135,0.htm