terça-feira, 21 de julho de 2009

DEM ajuíza ação contra o sistema de cotas raciais instituído por universidades públicas

Notícias STF
Terça-feira, 21 de Julho de 2009
DEM ajuíza ação contra o sistema de cotas raciais instituído por universidades públicas

A instituição de cotas raciais na Universidade de Brasília (UnB) foi objeto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 186 ajuizada, com pedido de suspensão liminar, pelo Democratas (DEM) no Supremo Tribunal Federal (STF). O partido tem a finalidade de que seja declarada a inconstitucionalidade de atos do poder público que resultaram na instituição de cotas raciais na universidade.

Conforme a ação, o resultado do 2º vestibular 2009 da Universidade de Brasília, que adotou o sistema de acesso por meio de cotas raciais, foi publicado no dia 17 de julho de 2009 e o registro dos estudantes aprovados, cotistas e não-cotistas, está previsto para os dias 23 e 24 de julho de 2009.

O partido salienta que a violação aos preceitos fundamentais decorre de específicas determinações impostas pelo Poder Público (Universidade de Brasília). Atos administrativos e normativos determinaram a reserva de cotas de 20% do total das vagas oferecidas pela universidade a candidatos negros (dentre pretos e pardos).

O DEM assevera que acontecerão danos irreparáveis se a matrícula na universidade for realizada pelos candidatos aprovados com base nas cotas raciais, “a partir de critérios dissimulados, inconstitucionais e pretensiosos da Comissão Racial”. “A ofensa aos estudantes preteridos porque não pertencem à raça “certa” é manifesta e demanda resposta urgente do Judiciário”, argumenta o partido.

Atos questionados

Na ação, o DEM contesta os seguintes atos: i) Ata da Reunião Extraordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade de Brasília (CEPE), realizada no dia 6 de junho de 2003; ii) Resolução nº 38, de 18 de junho de 2003, do CEPE; iii) Plano de Metas para a Integração Social, Étnica e Racial da Universidade de Brasília – UnB; iv) dispositivos do Edital nº 2, de 20 de abril de 2009, do 2º Vestibular de 2009, do Cespe.

Preceitos fundamentais vulnerados

Os advogados do partido ressaltam que estão sendo violados diversos preceitos fundamentais estabelecidos pela Constituição Federal de 1988. São eles: os princípios republicano (artigo 1º, caput) e da dignidade da pessoa humana (inciso III); dispositivo constitucional que veda o preconceito de cor e a discriminação (artigo 3º, inciso IV); repúdio ao racismo (artigo 4º, inciso VIII); Igualdade (artigo 5º, incisos I), Legalidade (inciso II), direito à informação dos órgãos públicos (XXXIII), combate ao racismo (XLII) e devido processo legal (LIV).

Além disso, seriam feridos os princípios da legalidade, da impessoalidade, da razoabilidade, da publicidade e da moralidade, corolários do princípio republicano (artigo 37, caput); direito universal à educação (artigo 205); igualdade nas condições de acesso ao ensino (artigo 206, caput e inciso I); autonomia universitária (artigo 207, caput

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=110990



Acompanhamento Processual Imprimir
ADPF/186 - ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL
[Ver peças eletrônicas]
Origem: DF - DISTRITO FEDERAL
ARGTE.(S) DEMOCRATAS - DEM
ADV.(A/S) ROBERTA FRAGOSO MENEZES KAUFMANN
ARGDO.(A/S) CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - CEPE
ARGDO.(A/S) REITOR DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
ARGDO.(A/S) CENTRO DE SELEÇÃO E DE PROMOÇÃO DE EVENTOS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - CESPE/UNB

* Andamentos
* DJ/DJe
* Jurisprudência
* Deslocamentos
* Detalhes
* Petições
* Petição Inicial
* Recursos

Resultados da busca Data Andamento Órgão Julgador Observação Documento
21/07/2009 Despacho do Ministro Presidente (art. 13, VIII, RISTF): "Requisitem-se informações aos arguídos. Manifestem-se o Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República, no prazo comum de 5 (cinco) dias (art. 5º, §2º da Lei n° 9.882/99)."

20/07/2009 Conclusos à Presidência Art. 13, VIII, do RISTF.

20/07/2009 Autuado

20/07/2009 Protocolado

Leda Nagle entrevista o cantor e compositor Mombaça

Leda Nagle entrevista o cantor e compositor Mombaça no programa Sem Censura na TV Brasil. O artista fala do seu 3º autoral CD Afro memória + Pretinhosida, de preconceito racial, de política de cotas para negros nas universidades, da infância com a família na igreja Batista do Jardim

7 de abril, Paciência, zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro e das influências da Umbanda e do Candomblé em suas composições. Canta Denegrir, canção de sua autoria que fará parte do seu próximo CD, ainda sem previsão de lançamento. Ano 2009...

http://www.youtube.com/watch?v=pu2sf5kjTzE



http://www.youtube.com/watch?v=ZKoEGa3F8ng

Aberto edital para projetos de prevenção de violência entre a juventude negra

Aberto edital para projetos de prevenção de violência entre a juventude negra

Até o dia 15 de agosto está aberto o prazo para que prefeituras e estados buscarem apoio do Governo Federal no desenvolvimento de projetos voltados a jovens negros em situação de vulnerabilidade social e segregação familiar.

É o Projeto Farol - Oportunidade em Ação, promovido pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR/PR) em parceria com o Ministério da Justiça, no âmbito do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), que destinará recursos de aproximadamente R$ 3,3 milhões até o final deste ano. O objetivo é articular ações sociais para a prevenção da violência entre a juventude negra, especialmente nas 84 cidades que integram as regiões metropolitanas de 13 estados considerados críticos, com base no "Diagnóstico da incidência de homicídios nas regiões metropolitanas", produzido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.

Por meio do edital de chamada pública anexo terão apoio as iniciativas para ampliação do acesso a oportunidades econômicas, sociais, políticas e culturais de jovens com idade entre 15 e 24 anos, que estejam em situação infracional ou em conflito com a lei, com baixa escolaridade, expostos à violência doméstica e urbana.

Os dados mais recentes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostram que, em 2006, dos jovens com idade entre 15 e 19 anos vítimas de armas de fogo, 6.436 eram brancos, enquanto 14.103 eram negros.

Coordenação de Comunicação Social
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Presidência da República
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Um novo modelo de prosperidade

Folha de S.Paulo - TENDÊNCIAS/DEBATES<br />Charles A. Tang: Um novo modelo de prosperidade - 21/07/2009



São Paulo, terça-feira, 21 de julho de 2009

TENDÊNCIAS/DEBATES

Um novo modelo de prosperidade

CHARLES A. TANG


Será que poderemos finalmente substituir nosso decrépito modelo econômico de pobreza por um capitalismo de riqueza?

DESDE A Segunda Guerra Mundial, metade do mundo vivia sob a hegemonia dos EUA e via esse país como modelo de democracia e de economia, e o "american way of life" era exemplo a ser seguido.
O avanço tecnológico e a prosperidade dos EUA eram indiscutíveis, e o mundo capitalista almejava nível de vida idêntico. O zelo missionário americano, por sua vez, tratava de impor ao mundo um modelo que emulasse sua democracia e sua economia.
A partir da unificação da Europa e da emergência da China como potência econômica mundial, o mundo passou a se encaminhar para uma geopolítica multipolar. Todavia, foi necessário o advento da crise financeira mundial para que se evidenciasse o fim do mundo unipolar e a real fragilidade do modelo econômico baseado no "laisser-faire" de Adam Smith.
A crise financeira fez com que os EUA perdessem o papel de modelo para o mundo. Com isso, o país deve deixar de contar com a comodidade de dispor de créditos ilimitados como senhor da moeda padrão mundial.
Em recente artigo na revista "Economist", a SR Rating, única empresa brasileira de avaliação de crédito, rebaixou a economia americana para meros AA, enquanto o Brasil conquistava o grau de investimento.
Na recente visita do secretário do Tesouro dos EUA à China, a plateia de alunos que assistia a sua palestra na Universidade de Pequim não conteve o riso quando ele assegurou que o dólar não se desvalorizará.
O déficit americano atingirá quase US$ 2 trilhões neste ano fiscal, e os EUA necessitarão de mais de US$ 1 trilhão por ano durante a próxima década. Diante da reticência dos chineses e de outras nações credoras em continuar a financiar os EUA nos volumes de que necessitam, a impressora da Casa da Moeda americana continuará a rodar em ritmo acelerado.
A trajetória de desvalorização do dólar é tão evidente quanto seu aumento de juros. A dívida americana atual é de US$ 11,4 trilhões. O invejado padrão de vida americano sofrerá sérias contrações. Cada novo cidadão dos EUA já nasce com uma dívida de US$ 37 mil. E, nos EUA, teremos pela frente o "subprime" dos imóveis comerciais, avaliado em US$ 1 trilhão, e a dívida dos cartões de crédito.
Em artigo nesta Folha em 22/3/08, prevíamos a trajetória de desvalorização do dólar, dando início à crise do sistema financeiro mundial.
Pela estabilidade de sua moeda e para se tornar menos dependente do dólar, a China já iniciou a internacionalização de sua moeda.
Em Xangai, Shenzhen, Guangzhou, Hong Kong e Macau já está autorizado o uso do yuan no comércio com os países da Asean (Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Cingapura, Tailândia e Vietnã). A China disponibilizou 650 bilhões de yuans (US$ 95 bilhões) em "currency swaps" para o comércio com Argentina, Belarus, Hong Kong, Indonésia, Malásia e Coreia do Sul.
Além disso, o Brasil e a China analisam fazer a liquidação do comércio bilateral em suas próprias moedas.
A prosperidade dos EUA é de grande importância para a economia mundial. A estreita parceria entre os EUA e a China nas últimas décadas criou riquezas jamais sonhadas. Findas as contrações econômicas desta crise, veremos que a riqueza líquida gerada ainda é gigantesca. Mas, ainda por uma década, os EUA estarão concentrados em tirar sua economia da presente crise global.
O Brasil sempre seguiu a prescrição de políticas econômicas do FMI, que impunha seu modelo monetarista e do Consenso de Washington a todos os países que a ele recorreram. Mas, agora que o modelo americano mostrou sua limitação, qual deve ser nosso novo modelo econômico?
Será que, com o fim do capitalismo como foi praticado, poderemos finalmente substituir nosso decrépito modelo econômico de pobreza por um capitalismo de riqueza?
Não é justificável que quase 40% do nosso PIB represente tributos que mantêm um crescente setor improdutivo. A modernização da nossa legislação trabalhista deixará de incentivar a informalidade. É algo encorajador termos finalmente deixado de ser campeões mundiais de juros exorbitantes, mas devemos manter um câmbio favorável ao país.
A nossa visão ambiental poderia refletir mais a preservação do ser humano como bem da natureza. E, para que possa viver com um mínimo de dignidade humana, o homem necessita de emprego. O nosso sistema de entraves burocráticos tornou-se por demais oneroso para ser mantido.
As reformas que ainda temos por fazer poderão ajudar a enfrentar esta crise e promover uma reestruturação que anule o custo Brasil, que tanto pesa contra nosso avanço econômico.
Isso se constituiria numa medida de estímulo econômico que, de uma vez por todas, tiraria o Brasil da pobreza e asseguraria a riqueza da nação.


CHARLES A. TANG é presidente binacional da Câmara de Comércio & Indústria Brasil-China, membro do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e membro fundador do Instituto de Pesquisa e Estudo de Desenvolvimento Econômico.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2107200908.htm

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Presidente cobra intensificação das ações do Governo em áreas quilombolas



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou mais velocidade das ações do Governo Federal nas áreas ocupadas por comunidades remanescentes de quilombos, e estabeleceu a meta de titular 35 destas comunidades até outubro. A manifestação do presidente ocorreu durante audiência realizada na manhã desta segunda-feira (20/07) em Brasília, na presença do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Rolf Hackbart.

O presidente Lula anunciou que em breve vai convocar reunião com todos os ministérios e órgãos federais envolvidos na Agenda Social Quilombola. Além de acelerar as titulações, o objetivo é intensificar as ações de assistência e desenvolvimento local. Dentre os grupos quilombolas que deverão receber o título definitivo das terras que ocupam está a maior comunidade do Brasil: Kalunga, em Goiás, cujas 600 famílias serão beneficiadas com 261 mil hectares de área total. Outras comunidades cujos processos de titulação estão praticamente prontos são Mocambo (SE, com 113 famílias), Casca (RS, 85 famílias), Rincão dos Martimiamos (RS, 55 famílias) e São Miguel (RS, 153 famílias).


"Qualquer mudança na questão da demarcação não passa de especulação", afirma ministro em visita a Alcântara (MA)

O ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, visitou na última sexta-feira (17/07) a comunidade quilombola de Mamuna e a agrovila Marudá, ambas situadas no município de Alcântara (MA). O objetivo principal da visita, de acordo com o ministro, foi reafirmar o compromisso do Governo Lula com a melhoria da qualidade de vida dos quilombolas, além de tranquilizar as famílias quanto a sua permanência nas comunidades apesar da possibilidade de expansão da base de lançamento de foguetes.

Em Mamuna, povoado que reúne 227 pessoas, o ministro afirmou que "remoção é uma palavra que não existe no Governo Lula. Qualquer mudança na questão da demarcação não passa de especulação. O Governo não vai tomar nenhuma medida que leve ao retrocesso dos anos 80, quando muitas comunidades foram removidas de forma arbitrária para agrovilas. Isso eu posso assegurar aos senhores e senhoras". Os quilombolas rejeitam as transferências pelo fato das agrovilas não permitirem a manutenção do seu modo de vida, principalmente por estarem longe do mar - desconsiderando a tradição pesqueira das comunidades - e em terrenos de baixo potencial agricultável.

Titulação - Em novembro do ano passado, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) publicou Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTDI) que reconheceu as 110 comunidades quilombolas de Alcântara e determinou a delimitação de suas terras, em área total pouco superior a 78 mil hectares, beneficiando 3.500 famílias. A partir da publicação, o INCRA começou a reunir os documentos necessários para a emissão dos títulos de posse coletivos. O que, de acordo com o ministro Edson Santos, deve acontecer ainda este ano.

O direito de uso da área é disputado entre as comunidades quilombolas e a Agência Espacial Brasileira, que pretende ampliar os sítios para lançamento de foguetes no entorno do centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Por reconhecer o inegável desenvolvimento econômico e científico que será trazido pela ampliação dos sítios, houve um entendimento - coordenado a partir da Casa Civil da Presidência da República - no sentido de conciliar o Programa Espacial com os direitos dos quilombolas que há séculos ocupam a região. Com isso, na época ficou definido que os novos sítios serão instalados na área já ocupada pelo CLA.

No entanto, devido ao questionamento da demarcação feito pelo Ministério da Defesa, as comunidades de Alcântara voltaram a sentir-se inseguras. "A presença do ministro Edson Santos nos deixa mais seguros de que vamos permanecer em nossas terras. Aqui é nosso lugar, não queremos sair. Mas só estaremos absolutamente tranquilos quando recebermos os títulos definitivos", afirmou Maria de Fátima Ferreira, uma das lideranças quilombolas. "A comunidade estava apreensiva. Mas o ministro garantiu que não vai haver transferência. De que adianta um grande projeto de desenvolvimento para o país, como é o CLA, sem pensar nas pessoas? Esta sim deve ser a prioridade do Governo", acrescentou João da Mata, presidente da Associação de Moradores de Mamuna.

Marudá - Na sequencia o ministro seguiu para a agrovila de Marudá, que reúne 85 famílias provenientes de 15 comunidades quilombolas. De acordo com as lideranças comunitárias Maria Vitória e Inácio Diniz, em 1987, quando a agrovila foi fundada, eram cem famílias. No entanto, devido a falta de empregos, à distância do mar - cerca de 20 km - e à baixa produtividade do solo, muitos moradores abandonaram suas casas em busca de melhores condições de vida na periferia de São Luis. Atualmente, a renda da comunidade vem principalmente das aposentadorias e do Programa Bolsa Família, que atende 80% dos domicílios.

"A comunidade não se afirma contra a base, mas quer respeito. O projeto já tem 30 anos, mas não trouxe desenvolvimento ao município, que só possui uma ambulância, estradas esburacadas e produção carregada no lombo de burro", afirmou o quilombola Inácio Diniz, que é formado em Agronomia.

Durante a reunião com os moradores de Marudá, o Movimento dos Atingidos pela Base (MABE) entregou ao ministro um documento expressando o temor das comunidades de Alcântara quanto a possibilidade de remoção. "Nada será feito prejudicando a vida das comunidades. Assim como eu falo em defesa dos direitos dos quilombolas, outros ministérios têm o legítimo direito de falar em nome dos interesses que representam. Mas a palavra final será do presidente Lula. E o que o presidente deseja é que Alcântara seja uma vitória de todos, do Programa Espacial e dos quilombolas", afirmou o ministro após receber o documento.



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HIV é dez vezes mais comum em países africanos entre gays, diz estudo

Atualizado em 20 de julho, 2009 - 18:15 (Brasília) 21:15 GMT

África
Índices de infecção pelo vírus HIV entre homossexuais em alguns países africanos são dez vezes maiores do que entre heterosexuais, segundo pesquisa publicada na revista científica Lancet.
O estudo aponta que o preconceito em relação à comunidade gay leva ao isolamento e à intimidação de homossexuais, o que, por sua vez, contribui para comportamentos sexuais ainda mais arriscados.Mas os riscos não se limitam aos homens gays, já que muitos dos infectados também mantêm relações sexuais com mulheres.O estudo recomenda um maior investimento em educação e pede mais recursos para o combate ao HIV e à Aids na região.Segundo a pesquisa, realizada por especialistas da Universidade de Oxford, a prevalência do vírus entre homens gays na África subsaariana se deve à "recusa cultural, religiosa e política em aceitar (homens homossexuais) como membros da sociedade".O líder do estudo, Adrian Smith, disse à BBC que há "profundo estigma e hostilidade social em todos os níveis da sociedade em relação a comportamentos sexuais entre homens do mesmo sexo ou ao homossexualismo"."Como consequência, esse grupo se torna extremamente difícil de atingir", acrescenta. Smith afirma ainda que o sexo entre homens homossexuais foi sempre reconhecido como particularmente perigoso em termos do contágio pelo HIV.Mas também há maior probabilidade de que homens gays na região tenham outros comportamentos arriscados, como trabalhar na indústria do sexo, manter relações sexuais com múltiplos parceiros e ter contato com usuários de drogas intravenosas.EducaçãoUm militante pelos direitos dos gays em Burundi, George Kanuma, disse à BBC que muitos homens "escondem sua preferência sexual" para se casar e ter filhos, mas continuam a ter relações sexuais com outros homens."A maioria deles sabe que você pode contrair HIV/Aids ou qualquer infecção quando faz sexo com mulheres, mas não quando faz sexo com outros homens", disse.Segundo Smith, "precisa-se desesperadamente de um pacote básico de prevenção contra o HIV" na África, incluindo a garantia de suprimentos adequados de preservativos. O pesquisador acrescenta que também é preciso conscientizar, educar e ensinar técnicas de prevenção na região.A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Aids calcula que há 33 milhões de pessoas no mundo infectadas pelo HIV - dois terços delas vivem na África subsaariana.Grã-BretanhaDe acordo com dados da Health Protection Agency, órgão britânico de proteção à saúde, 77,4 mil pessoas viviam com o vírus HIV na Grã-Bretanha em 2007.Desse total, cerca de 32 mil (41%) eram homens que tinham relações sexuais com outros homens (ou MSM, na sigla em inglês), um termo técnico usado para definir o grupo que inclui bissexuais.O grupo de homens que se relacionam sexualmente com homens também respondeu por 41% dos novos casos de infecção por HIV em 2007, de acordo com a agência britânica.Os dados indicam que o grupo está entre os mais vulneráveis à infecção pelo HIV, mas os índices de incidência da infecção na Grã-Bretanha não chegam perto dos apresentados pelo estudo realizado na África subsaariana.

Constituição pode mudar. Para OAB, sociedade perderá

Rio de Janeiro, 20/07/2009
- Polêmica à vista na Câmara dos Deputados. Proposta de Emenda Constitucional 341/09, que visa a enxugar dos atuais 250 para 76 o número de artigos da Constituição Federal brasileira, promete gerar embates acalorados na Casa. Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por exemplo, se adiantaram em pedir o arquivamento da proposição. O projeto, entretanto, continua a avançar. Pedido de vista coletivo, feito na terça-feira, pelos integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, onde a PEC tramita, deverá garantir a apreciação pelos parlamentares da Casa logo nos primeiros dias após o fim do recesso legislativo. É que, pelo regulamento interno, a proposta retirada da pauta com essa finalidade deve ser devolvida no prazo de duas sessões do Plenário.
A proposta é de autoria do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP). O projeto original propunha a redução para 71 artigos, mas o relator Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), em substitutivo reviu a quantidade de dispositivos a serem suprimidos. O parlamentar também desmembrou a PEC em dois dispositivos - um sobre as matérias a serem retiradas da Carta e outro com as modificações propostas pelo autor a serem realizadas na Lei Maior, que haviam sido tratadas no mesmo texto.
Barradas sugeriu que as alterações propostas sejam apreciadas em PEC autônoma. No que diz respeito à desconstitucionalização, o deputado encampou a maior parte do texto original em seu dispositivo e emitiu parecer pela aprovação. De acordo com ele, a proposição visa a retirar tudo da Constituição que não tiver natureza constitucional. Ficam apenas as cláusulas pétreas. Ou seja, os dispositivos sobre os direitos sociais; a forma e estrutura do estado; os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário; entre outros.
No parecer, Barradas afirmou que não há vício de inconstitucionalidade formal ou material na proposta, bem como foram atendidos os pressupostos constitucionais e regimentais para sua apresentação e apreciação. De acordo com ele, a proposição vem ao encontro dos anseios de vários segmentos da sociedade e a desconstitucionalização das matérias que não possuem natureza constitucional é tema de suma relevância que merece detalhada análise.
Ele lembrou que a Carta foi elaborada em um período pós-ditadura. O resultado foi um texto extremamente detalhista, uma vez que todos os segmentos da sociedade buscaram ver seus direitos estabelecidos na Constituição. Segundo afirmou, a Lei Maior foi promulgada com 250 artigos, mais 95 artigos dos Atos das Disposições Constitucionais Transitórios. Além disso, conta hoje com mais seis emendas constitucionais de revisão e mais 57 emendas constitucionais.
O parlamentar destacou que, desde 1988, foram alterados, suprimidos e acrescentados 90 artigos, 312 parágrafos, 309 incisos e 90 alíneas da Constituição. De acordo com ele, ainda há 1.119 propostas em tramitação na Câmara dos Deputados com vistas a alterar o texto constitucional. Outras 1.344 foram arquivadas desde a promulgação da Lei Maior.
O professor de Direito constitucional, doutorando pela universidade de Salamanca e presidente da Comissão de Legislação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, é contra a proposta de mudança na Constituição.
"Entendo que o Brasil tem uma tradição de Constituição analítica e não sintética. Temos essa tradição de que a Constituição regulamenta todos os aspectos da vida social e não apenas políticos. Então, ela regulamenta a Previdência, a infância e juventude e outros. Isso não é maléfico. O enxugamento proposto, se trouxer algum benefício, trará apenas ao parlamento, que terá mais facilidade para aprovar leis sem o quorum qualificado", disse.
O advogado explicou que a constitucionalização desses temas tem aplicação prática. Ele citou como exemplo a súmula editada pelo Supremo Tribunal Federal que estabelece a ilegalidade da cobrança acerca da taxa de inscrição na rede pública de ensino. "A Constituição diz que a educação é pública. A PEC visa a suprimir isso. Esse tema e outros ficariam para a legislação, mas quando haveria a legislação? Ficaríamos no vácuo, sem qualquer proteção, pelo menos enquanto o Congresso não resolvesse legislar sobre o direito. A sociedade perde com isso".
Para Furtado, os argumentos de quem defende a proposição não são suficientes para o que chamou de drástica intervenção. "Seria uma intervenção drástica apenas porque o Congresso não quer mais ter quorum qualificado. O poder constituinte originário, que fez a Constituição de 1988 e reinaugurou a democracia no País, é muito legítima. Não vejo legitimidade no Congresso atual para enxugar a Constituição feita no momento da redemocratização do Brasil, ainda mais sem ouvir a população", disse.
(A reportagem é de Giselle Souza e foi publicada na edição de hoje do Jornal do Commercio)

Ter colegas de quarto de outras raças reduz preconceito no campus

Vestibular e educação

O Portal de Notícias da Globo
18/07/09 - 12h00 - Atualizado em 18/07/09 - 12h00


Diversidade racial também melhora o desempenho de estudantes negros.Mas relacionamento entre os alunos pode ser mais estressante, diz estudo.
Tamar Lewin Do New York Times

Como calouro da Ohio State University e único estudante negro do seu andar, Sam Boakye estava determinado a tirar boas notas – em parte, para que seu colega de quarto branco não tivesse base para visões racistas. "Se você está cercado de brancos, tem algo a provar", disse Boakye, estudante do último ano, nascido em Gana. "Você é motivado a fazer melhor, a desafiar o estereótipo de que pessoas negras não são inteligentes."

Estudos recentes descobriram que ter um colega de quarto de uma raça diferente na faculdade pode diminuir o preconceito, diversificar as amizades e até melhorar o desempenho dos estudantes negros. No entanto, a pesquisa descobriu também que esses relacionamentos são mais estressantes e têm mais tendência a serem rompidos. Com as universidades cada vez mais diversificadas, e colegas de quarto de diferentes raças mais comuns, cientistas sociais os observaram como experimentos de campo naturais capazes de oferecer esclarecimentos sobre as relações raciais. "De uma perspectiva científica, quando esses colegas de quarto são convocados a compartilhar o dormitório, você tem um experimento natural acontecendo, numa área que é muito difícil de testar de forma empírica", disse Thomas E. Trail, estudante de pós-graduação em psicologia da Princeton University, que estuda colegas de quarto de diferentes raças. "Você não poderia iniciar um experimento determinando que pessoas passem vários meses vivendo com alguém de outra raça." Russell H. Fazio, professor de psicologia da Ohio State e estudioso do tema, descobriu um efeito acadêmico intrigante. Ao analisar dados sobre milhares de calouros da universidade que moram em dormitórios, ele descobriu que os estudantes negros que entraram com notas mais altas em testes padronizados tiveram notas melhores se tinham um colega de quarto branco – mesmo se as notas desse colega fossem baixas. A raça do colega de quarto não tinha efeito sobre as notas dos estudantes brancos ou estudantes negros com notas de admissão baixas. Talvez, especulou o estudo, ter um colega de quarto branco ajude academicamente estudantes negros preparados a se adaptar a uma universidade predominantemente branca. Esse mesmo estudo descobriu que colegas de quarto de raça diferentes alocados de forma aleatória se separavam antes do fim do trimestre com o dobro da frequência de colegas de quarto da mesma raça. Pelo fato de que as relações inter-raciais são geralmente problemáticas, disse Fazio, muitos estudantes gostariam de mudar de quarto, mas as diretrizes de alojamento universitário dificultam essa mudança. "Na Indiana University, onde o alojamento não era tão apertado, mais colegas de quarto de raças diferentes se separaram", disse ele. "Aqui na Ohio State, onde havia uma escassez de dormitórios, eles foram orientados a resolver a situação. A coisa mais interessante que descobrimos foi que, se o relacionamento conseguisse continuar por apenas dez semanas, veríamos uma melhora nas atitudes em relação à raça." O estudo de Fazio descobriu que três vezes mais estudantes de raças diferentes alocados aleatoriamente não estavam mais morando juntos ao final do semestre, em comparação com colegas de quarto brancos. Os colegas de raças diferentes passaram menos tempo juntos e não se envolveram tanto com os amigos do colega de quarto, em relação aos colegas brancos. O estudo ainda descobriu que as atitudes racistas preexistentes dos brancos previam quais colegas de quarto se separariam. Vários estudos mostram que morar com um colega de quarto de raça diferente muda as atitudes de um estudante. Um estudo, realizado na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, descobriu uma redução geral no preconceito entre estudantes com colegas de quarto de outra raça – mas aqueles que dividiram o dormitório com asiáticos-americanos, o grupo com maior grau de preconceito, se tornaram ainda mais preconceituosos. Profissionais que observam as relações entre colegas de quarto afirmam que a alocação de estudantes de raças diferentes no mesmo dormitório é uma parte importante da diversidade no campus. "A maioria deles não tem problemas, e acho que isso pode ser mais interessante, pois eles têm mais a aprender um com o outro", disse Phil Badaszewski, diretor do dormitório da Ohio State. "Quando existem conflitos, geralmente trata-se de ideias diferentes sobre a divisão das coisas, ou música, ou limpeza, ou chegar tarde da noite no dormitório – coisas que também podem representar problemas para colegas da mesma raça."

Às vezes, essas disputas mascaram questões raciais implícitas. "Tive um aluno que escolheu se mudar. Ele disse que simplesmente não gostava dos amigos do colega de quarto, pois eram muito barulhentos", disse Badaszewski. "Achei que havia um pouco de racismo ali, mas não trouxe o assunto à tona. É um daqueles temas – raça, religião e política – sobre os quais seus pais recomendam não falar durante um jantar. E, naquele caso, sabia que não melhoraria as coisas." Ocasionalmente, ocorrem problemas raciais explícitos. "Tive uma aluna negra que ouviu comentários racistas no seu quarto", disse Gina Kozlowski, outra diretora do dormitório da Ohio State. "Ela disse que não queria ser transformada em espetáculo, e que não queria ser a pessoa que educaria suas colegas de quarto em relação a raça." Um novo estudo, realizado com estudantes de Princeton, usou questionários diários para monitorar as interações e percepções entre colegas de quarto. "Nas primeiras semanas de relacionamento, as emoções positivas diminuíram para a maioria dos estudantes com colegas de quarto brancos", disse Trail, um dos autores do estudo. "Não que os estudantes brancos começaram a ser maus ou negativos. Em vez disso, houve uma diminuição de comportamentos positivos, como sorrir ou fazer contato visual, que levaram os estudantes das minorias a se sentirem pior." Um estudo com alunos da Duke University descobriu que os estudantes brancos, com menos probabilidade de terem tido amigos próximos de outras raças, eram os que tinham mais tendência a desenvolver mais amizades diversificadas enquanto calouros – em contraponto, alunos negros, que entravam na universidade com mais amizades inter-raciais, tiveram um declínio nesse tipo de amizade no último ano. O estudo encontrou poucas diferenças entre o primeiro e o último ano de faculdade na diversidade das amizades de alunos asiáticos e hispânicos. Calouros com colegas de quarto de outra raça – ou aqueles que moravam sozinhos num dormitório – foram os que tiveram mais tendência a diversificar suas amizades. "Ter diversidade somente nas salas de aula não aumenta as amizades entre as raças", disse Claudia Buchmann, professora associada de sociologia da Ohio State e autora do estudo da Duke. "Porém, a intimidade de compartilhar residências, sem colega de quarto, ou com um colega de quarto de outra raça, leva a amizades mais diversificadas." Estudantes da minoria, num ambiente predominantemente branco, disse Buchmann, geralmente se encasulam ao andar em grupos. Conselheiros negros e brancos da Ohio State disseram ser comum que calouros negros busquem outros alunos negros. "Existem organizações no campus especificamente projetadas para ajudar estudantes das minorias, e muitas vezes esses estudantes tentam encontrar seus amigos através desses grupos", disse Ellen Speicher, conselheira da Ohio State, branca e mãe de um aluno do penúltimo ano. "Faz sentido, num campus predominantemente branco." Boakye, conselheiro há dois anos, disse haver conforto em andar em grupos. "Sendo uma minoria na Ohio State, tentamos permanecer juntos, nos unir como uma comunidade", disse ele. "É diferente para os brancos." "Muitos deles vêm aqui sem muita exposição à diversidade", disse Boakye, "então, quando a primeira experiência deles com um rapaz negro não é tão ruim, eles vão e fazem mais amigos negros. Acho que causei uma boa impressão no meu colega de quarto no primeiro ano. Quando o vi este ano, ele disse, 'Ei, cara. Você não é o único amigo negro que tenho'. Isso é bom".

Lei obrigará deputados da Paraíba a refletir sobre a Bíblia antes das sessões


Extraído de: Espaço Vital - 16 de Julho de 2009

Um projeto aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa da Paraíba fará com que antes de cada sessão os parlamentares tenham cinco minutos para "refletir sobre a Bíblia". Autor da proposta, o deputado Nivaldo Manoel (PPS) acredita que a palavra de Deus ajudará a melhorar os ânimos dos colegas para enfrentar os problemas no plenário.
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O autor do projeto de lei aprovado justifica que "às vezes são sessões acirradas, muito violentas, com muitas discussões pesadas; então, acredito que a palavra de Deus possa melhorar um pouco os problemas que existem aqui no plenário, diz o deputado, que já havia aprovado antes um projeto para que todas as sessões fossem abertas em nome de Deus e iniciadas com a leitura de um versículo bíblico.
O deputado calcula que serão usados sete minutos de cada sessão para leitura e reflexão sobre a Bíblia - feitos por ele mesmo - assim que o projeto, aprovado por unanimidade, for publicado no Diário Oficial da Casa. Nestes minutos, afirma, os deputados permanecerão da forma que eles quiserem, mas pedirá silêncio.
Manoel acredita que a reflexão poderia ser adotada também no Senado do Brasil, como forma de melhorar a atitude dos parlamentares.
Ele disse também que "se tivesse um evangélico lá, com um seguimento bíblico jhaveria haja maior tranquilidade e equilíbrio no plenário e nos atos da mesa que dirige a casa".
Se o projeto de lei que altera o
CPC não for votado hoje - a ciranda fica para agosto. Embora amanhã ainda seja "dia de rotina" no Senado, deve haver hoje (16) uma debandada aos Estados de origem. Com o recesso, as atividades (?) recomeçam no dia 03 de agosto.
Os advogados brasileiros estão sendo conclamados a se dirigirem aos senadores, por intermédio de e-mails.

notícias

Ex-Prefeito negro de NY diz que Obama inspirará Brasil
Por: Redação - Fonte: Afropress - 19/7/2009

Nova York - A eleição de Barack Obama, à Presidência dos EUA, serve de inspiração a todos os negros brasileiros e pode ajudar os afro-brasileiros a conquistar seus direitos. A afirmação foi feita por David Dinkins (foto), o primeiro negro a se tornar prefeito de Nova York, numa entrevista exclusiva ao correspondente de Afropress, Edson Cadette. Foi a primeira vez, que ele concedeu entrevista a um vNotíciaseículo de comunicação do Brasil.

“Eu acho que pode ajudar bastante, não somente no Brasil, mas ao redor do mundo. Acredito que os EUA são vistos hoje de forma diferente, agora que Barack Obama é presidente. É triste dizer, mas meus amigos republicanos, os Bush (George Bush pai e George W. Bush, filho), não nos mostraram ao mundo de uma maneira correta. Barack Obama não é somente líder dos EUA, mas de muitas maneiras, líder do mundo livre. Sua eleição, sem dúvida, serve de inspiração a todos os negros brasileiros. “Yes we can”. (Sim podemos)”, disse Dinkins, ao ser perguntado sobre a influência para todos os negros do mundo, a chegada de Obama à Casa Branca.

O ex-prefeito novaiorquino, 82 anos, completados na semana passada, ficou no cargo três anos – de 1.990 a 1.993 – e, durante o seu mandato, tomou as primeiras iniciativas para controlar a violência urbana, que depois se tornariam conhecidas no mundo inteiro sob o nome de Tolerância Zero, tornadas instrumento de marketing pelo seu sucessor Rudolph Giuliani.

Legado

Diplomado em Matemática pela Universidade Howard, e em Direito pela Faculdade de Direito do Brooklin, Dinkins foi também o último democrata a ocupar a Prefeitura, e hoje dá aulas no Curso de Administração Pública na Universidade Colúmbia, no coração do Harlem – o bairro negro de Nova York.

Foi no seu escritório, decorado com Diplomas e prêmios recebidos pelos serviços prestados à cidade, que Dinkins recebeu Edson Cadette, há três anos, Colunista e correspondente de Afropress, em Nova York.

Ele lembrou o seu legado como prefeito, disse do orgulho de ter recebido Nelson Mandela na sua primeira visita internacional após sair da prisão, e também das expectativas em relação ao presidente Barack Obama.

Veja, na íntegra, a entrevista do ex-prefeito David Dinkins à Afropress.

Afropress - O senhor foi o prefeito da cidade de Nova York entre 1990 e 1993. Durante esse período, quais foram os principais desafios em lidar com os problemas de pobreza que atingiam as populações carentes nas áreas urbanas da cidade, e também com a epidemia de “crack”, que atingia desproporcionalmente a comunidade afro-americana?

David Dinkins - Bem, a criminalidade era impressionante na cidade de Nova York quando assumi a prefeitura. Porém, não começou, claro, no dia 1º de Janeiro de 1990. Havia crime um dia antes, em 31 de Dezembro de 1989, quando Ed Koch (prefeito de Nova York entre 1978 e 1989) era o prefeito. Percebemos, entre outras coisas, que o que teríamos que fazer era combatê-la.

Um dos meios para fazer isto era contratar mais policiais. Para conseguirmos isso precisaríamos ter mais dinheiro. Como a cidade não tem competência fiscal própria para cobrar impostos, era preciso autorização da Legislatura Estadual, uma Resolução especial, que precisa ser aprovada pelo Conselho Municipal.

Nós fizemos isto. Primeiramente, era necessário conseguir apoio entre os donos dos negócios (Business Community), que então pressionariam o Conselho Municipal a ver isto como uma prioridade. A maneira encontrada para conseguirmos mais dinheiro foi conseguir permissão do governador para cobrarmos uma taxa extra no imposto de renda de todos os nova-iorquinos.

Com o dinheiro, foi possível contratar policiais para áreas especificas. O programa era chamado “Rua Segura, Cidade Segura”, e tinha como lema “Policiais e Crianças”. Foi um grande sucesso. Você usa este tipo de programa não só para combater o “crack”, mas todo tipo de crime.

Então, em 1991, o índice de criminalidade começou a baixar, de acordo com seis ou sete indicadores do FBI. E somente nos últimos anos, mais especificamente em 2005, 206, 2007 e atualmente, é que o público, em geral, e a mídia, em particular, começaram a reconhecer isto.

A pessoa que era meu Comissário de Polícia era o senhor Ray Kelly. Ou melhor, Coronel Ray Kelly, como eu costumava chamá-lo, porque ele foi Coronel na Tropa de Choque. Eu fui um soldado. Eu nunca o chamei de Comissário, eu sempre o chamei de Coronel.

Afropress - Qual foi a sua maior realização e qual foi seu maior fracasso?

David Dinkins - Meu maior fracasso foi a maneira como o Departamento de Polícia lidou com a situação em Crown Heights (subdistrito do Brooklin com grande índice de caribenhos e judeus ortodoxos); mais cedo e melhor do que eles fizeram.

Havia informações de distúrbios em Crown Heights após a morte do menino Cavin Cato, morto por um carro dirigido pelo motorista da caravana do Grande Rabino. E um jovem estudante judeu, Yankel Rosenbaum, acabou sendo esfaqueado e depois morreu.

Muitas informações davam conta de distúrbios combinados com a morte do jovem Rosenbaum. Não era verdade. Ele foi esfaqueado nas primeiras horas do incidente. Na verdade, fui visitá-lo no Hospital e fui informado pelos médicos de que ficaria bom. Mas eles não observaram um outro corte, aí incluída, a falha também dos paramédicos que o levaram ao Hospital. Francamente, sua morte foi mais negligência do Hospital. Eu peço desculpas porque o Departamento de Polícia não lidou melhor com a situação.

Eu fui acusado e outros foram acusados por não deixarmos o Departamento de Polícia agir, quando jovens afro-americanos começaram a atacar os judeus. Não é verdade, não foi o que ocorreu.

Este foi um dos meus grandes fracassos. E também a disputa na mercearia coreana “Red Apple” (Maçã Vermelha), pela qual nós fomos criticados por não acabarmos com a disputa antes. Estes foram, acredito eu, os principais fracassos.

Infelizmente, poucas pessoas se lembram do meu apoio para a “Civilian Complain Review Board” (Conselho de Revisão de Reclamações Civis), criada para supervisionar o comportamento dos policiais na cidade.

Por essa razão a Polícia de Nova York provocou arruaças na Prefeitura. Alguns dos policiais estavam bebendo. Isto aconteceu em 1993. E o Rudolph Giuliani, que havia perdido para mim em 1989, estava a alguns quarteirões da Prefeitura incentivando os policiais a fazerem mais arruaças.

Isto foi uma coisa triste, que nunca deveria ter acontecido. Mas aconteceu. Porém, pouco se fala que a Prefeitura gastou US$ 47 milhões, numa época em que tínhamos pouco dinheiro para manter todas as bibliotecas da cidade abertas seis dias na semana. Uma coisa que não acontecia há, pelo menos, 25 anos.

O fato também é que quando houve distúrbios raciais nas grandes cidades por causa do julgamento do caso Rodney King, na Califórnia, Nova York se manteve relativamente calma. Aqui pendurado na parede (aponta), há um certificado que ganhei do senhor Phillip Hordan, que depois se tornou embaixador norte-americano na França. Na época, ele estava no comando de um grupo chamado “Municipal Assistant Corporation” (Associação de Assistência Municipal), e me entregou este Certificado por eu manter a paz na cidade.

Tínhamos também um grupo de mais ou menos duas mil pessoas, todas voluntárias. Havia somente uma pessoa ganhando salário. O nome do grupo era “Increase the Peace Corps” (Aumente o Grupo da Paz, em tradução livre). E eles ajudaram a manter a paz na cidade durante estes tempos difíceis. Estas estão entre as coisas que eu realizei. E não posso deixar de pensar nas coisas que realizamos, sem deixar de lembrar no grande Nelson Mandela.

Ele veio primeiro à cidade de Nova York quando saiu da prisão. E como foi recebido por mim e minha esposa e ficou na “Gracie Mansion” (Casa Oficial do Prefeito durante o mandato), e foi saudado por todos, inclusive, com uma Parada em sua homenagem.
Ele também fez um discurso no Estádio dos “Yankees” (o time de beisebol mais famoso da cidade). Foi incrível e extraordinário. Mandela é um grande homem.

Afropress - O senhor diria que os incidentes que mencionou no início da sua resposta, custaram sua reeleição?

David Dinkins - Não. É claro que estes eventos diminuíram minhas chances de ganhar. Mas eu acredito que uma única coisa custou minha reeleição. O fato de o governador, na época, o republicano George Pataki e o Corpo Legislativo Estadual terem colocado na cédula oficial da eleição, um referendo a respeito de “Staten Island” (um dos cinco bairros de Nova York) para se separar da cidade.

O que era ilegal e jamais poderia ocorrer. Imagine você o seguinte: você tem uma hipoteca na sua casa, o banco tem a hipoteca, e aí você decide vender a casa para outra pessoa sem a autorização do banco. Isto você não pode fazer. A dívida da cidade é garantida por toda a cidade, aí incluído o bairro de “Staten Island”. Por causa disto, muita gente compareceu às urnas para votar no referendo, aproveitando para votar contra mim, porque estavam contra qualquer tipo de autoridade.

Por isto nós chegamos com 40 mil votos atrás do Rudolph Giuliani. O mesmo Giuliani que eu derrotei em 1989. Contudo, nas primárias democratas, em 1989, eu derrotei o então prefeito Ed Koch, Dick Ravech, que dirigia o órgão MTA (Transporte Metropolitano da Cidade) e o Jay Golan, que era o contador da cidade.

Muitos diziam que eu não conseguiria mais de 40% dos votos. Por isto seria necessário um segundo turno. Consegui mais de 50%. Na eleição geral contra Rudolph Giuliani, mais de 1,9 milhão de pessoas votaram. Tivemos uma margem entre 150/160 mil votos. A mesma margem de votos em 1993 quando perdemos. Acredito que perdemos a reeleição mais por causa de “Staten Island” do que pelo boicote a Mercearia Coreana ou dos distúrbios de “Crown Heights”.

Afropress - Muita gente diz que Nova York ficou mais habitável e atraiu mais negócios e turistas durante a Administração do ex prefeito Rudolph Giuliani. Entretanto, políticas como a do Tolerância Zero e outras foram adotadas durante sua Administração. O público, em geral, nunca reconheceu isso. Depois de todos estes anos o reconhecimento por muitos de que a revitalização, que começou na sua gestão e segue até hoje, dão ao senhor um gostinho de vitoria?

David Dinkins - Sim, me sinto feliz por este reconhecimento mesmo neste meu crepúsculo. Há uma realização e reconhecimento por muitos das muitas coisas que conseguimos realizar.

Afropress - Para alguém que foi testemunha de todos os problemas raciais do país, especialmente durante os anos 60 e 70, o senhor acredita que os EUA melhoraram porque elegeram seu primeiro presidente negro?

David Dinkins - Sem dúvida alguma. Eu nasci em 1927. Sou filho da Depressão norte-americana. Não acreditava que veria isto na minha vida. Estive na Tropa de Choque da Marinha em 1945, numa época em que a Marinha, o Exército e a Força Aérea eram segregados. Os negros ainda eram linchados no final dos anos 30. Havia leis que proibiam o casamento interracial. Havia todos os tipos de terríveis situações, que claramente não eram justas e tampouco constitucionais, mas eram leis não só no Sul do país, mas também em outras áreas.

Até que a Suprema Corte aboliu muitas destas leis. Brown x o Departamento de Educação só veio a acontecer em 1954. (A Corte Suprema norte-americana considerou inconstitucional a segregação racial nas escolas públicas).

Afropress - Como a eleição de Barack Obama vai alterar o relacionamento entre negros e brancos?

David Dinkins - Ajuda bastante. Tenho afirmado há muito tempo que quando uma pessoa negra alcança sucesso em qualquer área, seja como o jogador de beisebol Jackie Robinson (primeiro jogador negro a jogar na Liga Profissional dos EUA) ou Tiger Woods jogando Golf, isto sugere para os outros que estas pessoas podem ler, escrever, contar e pensar como qualquer outra pessoa.

Isto ajuda as pessoas em diferentes áreas. Se eu fui eleito prefeito de Nova York, o primeiro prefeito negro, isto ajuda as pessoas que estão na Medicina, Arquitetura e Engenharia. Isto sugere que podemos conseguir também. A eleição de Barack Obama, como presidente dos EUA nos ajudou bastante. Na verdade muitos afro-americanos que eu conheço me disseram outro dia que eles não sabiam que tinham tantos amigos brancos assim. Aqui temos pessoas que fingem serem seus amigos, mas, na verdade, em outras circunstancias jamais falariam com você.

Afropress - Durante a campanha para a Presidência, muitos negros diziam que Obama não era suficientemente negro ou afro-americano. Como o senhor viu esse tipo de afirmação?

David Dinkins - Isto é besteira. As pessoas devem lembrar que sempre haverá detratores a qualquer candidatura, não importa o quanto preparado o candidato ou a candidata estejam. Há uma história que costumo lembrar que, quando Jesse Jackson disputou a Presidência em 84 e, novamente, em 88 (nesta última, aliás, saindo-se muito bem), dizia-se que se Jesse estivesse num barco, e o barco começasse a afundar, e ele saísse e começasse a andar na água, as manchetes dos jornais diriam o seguinte: Jesse Jackson não sabe nadar! Assim é que são as coisas.

Afropress - O senhor acredita que, sendo prefeito de Nova York, de alguma maneira ajudou na eleição de Obama?

David Dinkins - Deixe-me responder desta maneira. Nós temos uma expressão que diz o seguinte: todo mundo usa o ombro de um amigo para poder levantar-se. Nenhum de nós consegue chegar a lugar algum sozinho. Todo mundo precisa de ajuda. Com isto o que queremos dizer é: eu, David Dinkins, usei o ombro do ativista Malcom X, do pastor Martin Luther King Jr., das abolicionistas Harriet Tubmam e Soujorne Truth, da ativista Rosa Parks e do Percy Ellen Sutton, este último, o primeiro negro a disputar a Prefeitura de Nova York, em 1977.

Ele fez isto com tanta classe e distinção que ninguém ousou rir de mim quando tentei em 1989. Dessa maneira, talvez eu tenha ajudado um pouco Obama. Mas, também o ajudou Andrew Young, Dick Hachett e muitos outros que conseguiram algo como políticos.

E também aqueles outros que não estavam na política, como os Jackie Robinsons do mundo, as Althea Gibsons, os Arthur Ashes, todas estas pessoas deram seus ombros para o Barack se levantar.

Afropress - O senhor conhece alguma coisa sobre a História do Brasil?

David Dinkins - Não. Não, muito. Na verdade, só um pouquinho.

Afropress - O senhor já esteve no Brasil?

David Dinkins - Não. Gostaria muito de visitar o Brasil algum dia. Sei que metade da população brasileira se parece comigo.

Afropress - Em que aspectos a luta das minorias nos EUA pode influenciar os afro-brasileiros a conseguir os direitos civis, dos quais milhões estão privados no Brasil?

David Dinkins - Eu acho que pode ajudar bastante. Não somente no Brasil, mas ao redor do mundo. Acredito que os EUA são vistos diferente agora que Barack Obama é presidente. É triste dizer isto, mas meus amigos republicanos, os Bush (George Bush pai e George W. Bush, filho) não nos mostraram ao mundo de uma maneira correta.
Barack Obama não é somente líder dos EUA, mas em muitas maneiras, líder do mundo livre. Sua eleição, sem dúvida, serve de inspiração a todos os negros brasileiros. “Yes we can”.(Sim podemos).

Afropress - Muito Obrigado por esta entrevista.

David Dinkins - De nada, meu amigo.

http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?id=1941

Há 50 anos morreu Billie Holiday, uma das maiores cantoras da música norte-americana.

Há 50 anos morreu Billie Holiday, uma das maiores cantoras da música norte-americana.

Billie Holiday, que tinha na identidade o nome de Eleanora Fagan, nasceu no dia 7 de abril de 1915, em Baltimore. Vivendo com a mãe longe do pai, enfrentou uma série de dificuldades ainda menina: foi estuprada por um vizinho aos dez anos e aos 12 já estava trabalhando em uma casa de prostituição, onde ouviu gravações de Bessie Smith e Louis Armstrong pela primeira vez.

Começou a carreira em 1930, época em que ela e sua mãe haviam sido ameaçadas de despejo por causa de dívidas do aluguel de casa. O desespero colocou Billie nas ruas, em busca de dinheiro. Batendo na porta de uma boate, se ofereceu para ser dançarina, mas não teve sucesso. Foi quando o pianista da casa perguntou se ela sabia cantar. Billie soltou a voz em "Travelin All Alone" e ganhou um emprego.

Fazendo pequenos shows em casas noturnas, Billie atraiu a atenção do aclamado crítico e caçador de talentos Joe Hammond e conseguiu gravar seu primeiro disco, com a big band do compositor e clarinetista Benny Goodman. A "Lady Day" seguiu cantando com outras big bands e consagrou-se como uma das primeiras mulheres negras a subir ao palco com uma banda de brancos. No currículo, acrescentou trabalhos em orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson e Artie Shaw.

Sua carreira também ficou marcada pela parceria com o saxofonista Lester Young, que lhe deu o título de "Lady Day". Juntos, gravaram cerca de 50 músicas. Entre a segunda metade dos anos 30 e durante vários períodos dos anos 40 e 50, Young e Holiday dividiram o palco e o estúdio de gravações.

Já com sucesso rodeando seu nome, na década de 1940 Billie passou por momentos de depressão e se entregou às drogas. O vício refletiu também em sua voz. Toda sua história foi biografada no livro "Lady Sing the Blues", lançado em 1956. Dois anos depois, em 17 de julho de 1959, Billie Holiday morreu aos 44 anos, em Nova York, em decorrência de uma overdose de drogas.

França: cresce o número de canais étnicos de TV

Domingo, 19 de Julho de 2009

França: cresce o número de canais étnicos de TV

Informa o jornal Le Monde, de 13/07/09 que o mercado para canais de televisão classificados como étnicos começa a crescer na França. Os canais especializados são disponibilizados em sistema fechado de transmissão (cabo, satélite e digital terrestre) e dentre estes se destacam os provedores Bouquet Grande Muraille e Trace TV. Estes pacotes são destinados aos imigrantes. A idéia surgiu, inicialmente, por três comerciantes de origem chinesa, os irmãos Tang, especializados em importação e exportação, que passaram a oferecer um pacote de programação voltado à comunidade chinesa na França, denominado a Grande Muraille.
Posteriormente surgiu um canal voltado aos migrantes africanos francófonos. O pacote reúne os conteúdos de canais públicos e privados do Senegal, da Costa do Marfim, de Camarões, de Burkina Faso, do Mali e do Congo-Brazzaville.
O pacote africano, seis meses após o lançamento, já contabilizava 15 000 assinantes e a perspectiva é que até o fim do ano serão 20 000.
A Grande Muralha, por sua vez, deve contabilizar em dezembro 50 000 assinantes. Ao todo, os canais étnicos já reúnem 200 000 assinantes, segundo os operadores do ramo, gerando uma receita de 20 milhões de euros, cerca de 60 milhões de reais, por ano. O segmento é visto como o novo filão tanto que já começa a ser operado uma canal para os latino-americanos, antilhanos e africanos, denominado Trace Tropical.
Mais detalhes em francês, sobre a reportagem de Guy Dutheil, no Le Monde, clique aqui

1 comentários:

Anônimo disse...

Boas falas, ocorridas ante a pressão contra a invisibilidade.

Esta notícia, em alguma medida, lembra artigo "O fechamento de jornais e o jornalismo público" assinado por Beto Almeida (presidente da TV Cidade Livre de Brasília)no Carta Capital online.

Do fechamento de mais dois jornais -Tribuna da Imprensa e Gazeta Mercantil - ao desemprego crônico de jornalistas, aliado ao eterno aumento da concentração de informação na sociedade a queda do diploma.

No fim das contas, a falta de políticas públicas para a comunicação brasileira.

"O Brasil está em pior posição que o nível de leitura de jornal na Bolívia, país mais pobre da América do Sul."

Sandra Martins - jornalista


http://chicosantannaeainfocom.blogspot.com/2009/07/franca-cresce-o-numero-de-canais.html

sábado, 18 de julho de 2009

Mandela comemora 91 anos com bolo na África do Sul e show em Nova York


18/07/09 - 10h36 - Atualizado em 18/07/09 - 10h36

Ex-presidente da África do Sul 'soprou as velinhas' em Johannesburgo.Concerto em sua homenagem terá Aretha Franklin, Stevie Wonder e outros.
Da AFP, em Nova York

O ex-presidente sul-africano e lider histórico anti-apartheid Nelson Mandela celebrou seu 91º aniversário neste sábado (18) em Johannesburgo.

Além da comemoração em família, Mandela será homenageado com um show no Radio City Music Hall, em Nova York, com participação de Aretha Franklin, Stevie Wonder e Carla Bruni, entre outros.

O acontecimento encerrará uma semana de celebrações do 91º aniversário de Nelson Mandela. O 90º aniversário de Mandela foi celebrado em Londres.
A campanha de coleta de fundos leva o número 46664, que era o de sua inscrição nas prisões africanas, nas quais passou 27 anos, antes de converter-se no primeiro presidente negro da África do Sul, país que governou de 1994 a 1999.

Presidente Lula defende cotas durante encontro da UNE

16/07/2009 - 16:39
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira (16/07) as cotas raciais durante I Encontro dos Estudantes Nacional do Programa Universidade para Todos (ProUni). O evento, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, faz parte do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), e contou com a presença de vários ministros, entre eles, Edson Santos (Igualdade Racial), Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Dilma Rousseff (Casa Civil).
Presidente e ministros em evento da União Nacional dos Estudantes
Na opinião do presidente Lula, as cotas são uma forma de dar oportunidade para quem sempre teve menos. Lula lembrou também que em breve a cidade de Redenção, no Ceará, abrigará a Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (UNILAB). A estimativa é receber 5 mil estudantes, metade africanos. Redenção fica a 66 quilômetros de Fortaleza e foi o primeiro município a abolir a escravidão no Brasil, em 1883.
O ministro Edson Santos considera encontros como o da UNE extremamente importantes para o debate de políticas públicas. Ele foi um dos estudantes presentes no evento de reconstrução da UNE, realizado na Bahia, há 30 anos. Em 2009, a União também está comemorando a data.
Os estudantes apresentaram uma carta de reivindicações ao presidente Lula e ainda assinaram um acordo com o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) para a reconstrução de dois prédios da UNE no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro. As obras terão a assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer e o projeto de lei sobre o assunto foi encaminhado ao Congresso Nacional.

Comunicação Social da SEPPIR /PR

SEPPIR participa de debate sobre a promoção da igualdade racial no Peru

17/07/2009 - 15:03
A secretária-executiva do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), Oraida Machado de Abreu, irá representar a SEPPIR no II Fórum Internacional contra o Racismo e a Discriminação “para um Continente Inclusivo” organizado pelo Centro de Culturas Indígenas do Peru (Chirapaq) e pela Comisión Nacional Interétnica del Perú. O evento será dividido em duas etapas: a primeira será no dia 21 na cidade de Ayacucho, e a outra no dia 23 de julho em Lima, no Peru.
O Fórum Internacional irá reunir lideranças dos povos indígenas andinos, amazônicos e afrodescendentes. Além da SEPPIR, o evento contará com a participação de representantes de organizações nacionais e internacionais, entre elas, o Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas, o Ministério da Justiça do Peru, os Conselhos Nacionais de Mulheres Indígenas do Brasil e da Agentina (Conami), a Comissão Presidencial contra a Discriminação e o Racismo contra os Povos Indígenas de Guatemala (Codisra).
A secretária-executiva do CNPIR vai liderar uma discussão sobre “os avanços e desafios no enfrentamento do racismo desde a criação da SEPPIR”. A técnica da SEPPIR já havia participado da primeira edição do Fórum em setembro de 2006, que resultou na elaboração do Plano de Ação de Luta contra o Racismo e a Discriminação no Peru. “A participação da SEPPIR no Fórum há dois anos foi de extrema importância para dar visibilidade ao movimento negro na promoção da igualdade racial no Peru, já que no país as organizações indígenas são mais expressivas. Nesta ocasião será uma oportunidade para dar continuidade ao debate”, destaca Oraida.
Comunicação Social da SEPPIR/ PR

China fecha entidade de direitos civis e prende ambientalista

China fecha entidade de direitos civis e prende ambientalista

REUTERS

PEQUIM - Uma entidade que presta assistência jurídica na China foi fechada por não pagar impostos, enquanto um ambientalista chinês e sua filha foram presos acusados de vazar segredos de Estado relacionados à mineração de urânio. Embora não exista relação entre os dois casos, eles mostram como a China está tentando aumentar o controle sobre as atividades políticas num ano sensível, que marca o 60º aniversário da fundação da República Popular no país.

O escritório da Open Constitution Initiative, ou Gongmeng, uma organização de direitos civis, foi invadido pelas autoridades nesta sexta-feira.

- Nossas coisas foram levadas. Computadores, papéis e depoimentos de testemunhas - disse Xu Zhiyong, professor de direito que ajudou a fundar o grupo. - Não sabemos o motivo, mas isso gera várias questões de preocupação pública - disse.

Formada por acadêmicos, advogados e ativistas, o Gongmeng incomodou o governo em uma série de operações, como, por exemplo, o fornecimento de apoio jurídico a vítimas de leite contaminado e um relatório criticando a reação do governo às manifestações no Tibete no ano passado.

O grupo sem fins lucrativos, que foi obrigado a se registrar como empresa, pois não pôde se proclamar uma organização não-governamental, enfrenta multas de mais de 1,4 milhão de iuanes (200 mil dólares), segundo comunicado da receita chinesa colocado no site do grupo.

O ativista ambiental Sun Xiaodi, um ex-funcionário de uma mina de urânio em Diebu, na região montanhosa da província de Gansu, fez campanha contra a contaminação nuclear e pelos direitos trabalhistas por anos, disse a Human Rights na China em comunicado.

Ele foi sentenciado a dois anos de 'reeducação por meio do trabalho'. A filha dele, Sun Dunbai, terá de cumprir um ano e meio.

09:28 - 17/07/2009

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/07/17/e170711423.asp

MEC estende inscrição do Enem até domingo

ão Paulo, sábado, 18 de julho de 2009





MEC estende inscrição do Enem até domingo

Prazo terminaria às 23h59 de ontem, mas site apresentou lentidão pela grande quantidade de acessos

DA REPORTAGEM LOCAL

O Ministério da Educação prorrogou até domingo as inscrições do novo Enem (Exame Nacional de Ensino Médio).
O prazo terminaria às 23h59 de ontem, mas foi ampliado para o mesmo horário de domingo em razão da demanda.
O excesso de visitantes deixou lento o acesso ao site www.enem.inep.gov.br pela manhã e à tarde. Foram 161.817 novas inscrições entre as 18h de anteontem e as 10h05 de ontem. O último balanço apontava 3,95 milhões de inscritos -o MEC espera 6 milhões.
Pouco antes de anunciar a prorrogação, o Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem) havia atribuído a lentidão a eventuais problemas em provedores de São Paulo. Mas no Rio o acesso também era lento.
Anteontem, o órgão disse não esperar problemas no site no último dia de inscrições -isso porque, em momentos de pico, a ocupação dos seus servidores havia chegado a no máximo 30%, afirmou.
Na tarde de ontem, Anderson Santos da Silva, 22, enfrentava novamente problemas ao acessar o site, após três dias de tentativas de concluir o cadastro. Silva quer prestar o Enem para concorrer ao ProUni, programa do governo federal que dá bolsas em universidades particulares. "Tentei com três navegadores e nada."
O Enem servirá como processo seletivo exclusivo em 24 das 55 universidades federais.
Também é obrigatório para candidatos a uma vaga em faculdades públicas e particulares que vão usar o exame de três maneiras: como primeira fase do vestibular; para compor a nota; e nas vagas remanescentes. Neste ano, servirá ainda para estudantes de supletivo pedirem a certificação da conclusão do ensino médio.
A prova ocorre nos dias 3 e 4 de outubro e terá 180 questões.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1807200910.htm


Papa passa por cirurgia após fraturar o punho numa queda

São Paulo, sábado, 18 de julho de 2009

IGREJA CATÓLICA

Papa passa por cirurgia após fraturar o punho numa queda

DA REDAÇÃO

O papa Bento 16 quebrou o punho direito em uma queda e foi submetido a uma cirurgia ontem, na Itália.
O pontífice, de 82 anos, agora se recupera da operação e já apareceu acenando com a mão esquerda para as câmeras, ao deixar o hospital. Seu braço direito ficará imobilizado por um mês.
Segundo o porta-voz do Vaticano, o papa, que é destro, sofreu o acidente anteontem à noite, ao escorregar em sua banheira, no seu chalé de férias nos Alpes.
Como o exame de raio-X mostrou fratura, os médicos decidiram fazer a cirurgia para estabilizar e juntar as partes quebradas do osso. A operação durou 20 minutos, disse Pierluigi Berti, diretor do hospital Umberto Parini, em Aosta, noroeste da Itália.
Berti reafirmou que a queda não foi resultado de algum problema de saúde ou de um desmaio. Até ontem, não havia registro de problemas médicos com Bento 16 desde o posto, em 2005.
Em 1991, ele sofreu um derrame que afetou temporariamente sua visão.
Com agências internacionais

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1807200908.htm