quinta-feira, 7 de maio de 2009
Plano de Ação Brasil-EUA contra o Racismo tem rodada de debates em Washington
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 17:45 0 comentários
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
DIREITOS HUMANOS
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0605200918.htm
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 08:17 0 comentários
Marcadores: Discriminação, Notícias
terça-feira, 5 de maio de 2009
Postagem, a pedido, envolvendo a postagem do dia 01-05-09 intitulada: Professor da UFRGS é condenado por racismo
A pedido do Senhor Cleyton Gerhardt estou postando o texto abaixo, relacionado com a postagem do dia 01-05-09 intitulada: Professor da UFRGS é condenado por racismo
Caros, perdão pela nova invasão de seus respectivos emails, mas, como o caso teve consequências um tanto imprevistas relacionadas às implicações negativas resultantes da notícia vinculada pelo “portal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região” e da manobra jornalística protagonizada pelo jornal Zero Hora por conta da publicação de uma "nota" em sua página online sobre o caso em questão (ver links ao final do texto), tomo a liberdade de importuná-los mais uma vez com algumas reflexões sobre o modo como foi divulgado a notícia de que um professor da faculdade de agronomia da UFRGS foi condenado pela justiça do estado do Rio Grande do Sul por racismo (aos que não receberam minha mensagem anterior reproduzindo a matéria da Zero Hora, ela está no final do email).
Para pensar criticamente a vinculação da matéria ”Professor da UFRGS é condenado por racismo”
Primeiro ponto básico:
O texto virtual do jornal Zero Hora diz ao final: “a Justiça do RS preferiu não revelar o nome do professor”. Esta é uma interpretação possível e coerente, sem dúvida, do teor da nota do “portal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região” (origem primeira do fato relatado), visto que aí não consta, em nenhum momento, o nome do misterioso professor, José Antônio Costa. Contudo, a idéia que passa, pela matéria, é que a responsabilidade de ZH não ter publicado seu nome seria da justiça e não do jornal, o que não corresponde, visto que não há qualquer menção na nota do portal do tribunal em relação à proibição da divulgação das pessoas envolvidas, de parte a parte (ou seja, réu e vítima). O portal simplesmente não menciona o nome de José Antônio Costa.
Este efeito, produzido por ZH, de jogar a responsabilidade pela não divulgação do acusado para o judiciário pode ser comprovado através dos próprios comentários feitos pelos leitores. Assim, uma pessoa que se identificou como Ricardo, por exemplo, disse então: “a imprensa não tem o poder de ir contra o judiciário! Se o nome foi mantido em sigilo, seria falta de ética do jornalista divulgá-lo”. Ora, ao contrário do que foi dito pelo Ricardo, o que ocorreu foi que o jornal se negou (e se nega até agora) a divulgar a identidade de José Antônio Costa por razões internas e não por algum tipo de impedimento externo. Fato este que pudemos comprovar, eu e pelo menos mais 4 pessoas, pois mandamos, no espaço dos “comentários”, mensagens em que citávamos a identidade do acusado e elas não foram parar na página da ZH, ou seja, foram censuradas, sendo que, mais grave, nenhuma explicação (a não ser o silêncio) foi dada a quem as escreveu.
Todavia, ZH poderia alegar então que tal procedimento feriria os “termos e condições para publicação de comentários” do próprio jornal (ou seja, princípios internos), aos quais temos de aceitar para postar mensagens. Neste caso, ao menos dois pontos dos “termos” (que podem ser lidos antes de enviarmos mensagens) se prestam a isso: publicar comentários que “sejam falsos ou infundados” ou que “invadam a privacidade de terceiros ou manifestamente os prejudique”. Sobre o primeiro ponto, é óbvio que jornalistas e responsáveis pela editoração de matérias possuem autonomia para buscar saber mais sobre as informações relatadas, sendo facílimo a comprovação da identidade do indiscreto agrônomo José Antônio Costa através de uma simples pesquisa via Google, onde há sites de blogs e jornais com divulgação nacional que, ao contrário de ZH, publicaram sua alcunha (ver lista ao final). Quanto ao segundo ponto, não se trata de invadir “a privacidade de terceiros”, visto que estamos falando de um processo jurídico que, além de não correr em sigilo de justiça, refere-se diretamente a alguém que está sendo acusado pela procuradoria de justiça do estado do Rio Grande do Sul. Disso, só posso pensar que, no presente caso, há uma espécie de “solidariedade de classe” (ou seria de cor?) entre um veículo de comunicação de massa e um professor universitário (agora já aposentado).
Segundo ponto
Todos aqueles (incluindo o descuidado José Antônio Costa) que participaram ou que possuem conhecidos que participaram da cena em questão sabem que houve um "erro" de reportagem por parte do portal do tribunal de justiça, visto que a comparação feita pelo então professor não foi "negro é que nem soja", mas, sim, "negro é que nem inço, uma vez que nasce é difícil de matar". Como diz a mensagem de uma amiga (enviada a mim imediatamente após ela ler a nota da ZH) que estava presente no dia, “a comparação nem foi com a soja, foi com 'inço', o que naquele contexto foi infinitamente pior”.
Ora, tal "equívoco" faz toda a diferença. A começar pelo fato da soja ser uma planta comestível (ou seja, é, entre outras coisas, alimento, portanto, se não é algo sagrado, ao menos isso lhe dá uma conotação positiva). É também vista como economicamente importante para o país (o que seria do nosso PIB sem ela?) e produtivamente estratégica (visto que faz parte de várias cadeias produtivas). Em suma, a palavra "soja" tende, quando numa circunstância descontextualizada, a ser vista como algo, se não bom, no mínimo, como um substantivo um tanto neutro. Isso, por sua vez, tem como efeito suavizar a frase dita pelo auspicioso José Antônio Costa, afinal, ele estaria comparando negros com uma planta que alimenta nossa população ou, então, com algo que traz benefícios econômicos para o país. Já “inço”, como sabemos, é uma “praga”, um estorvo, algo que incomoda, que precisa ser extirpado, morto, envenenado para que, justamente, a soja possa florescer.
E aqui há outro aspecto problemático, que se refere ao fato de não haver nenhuma informação sobre o contexto da afirmação em questão. Até onde sei, pelos relatos das testemunhas envolvidas que pude ter acesso por fazer agronomia na época, o especialista em plantas oleaginosas José Antônio Costa estava, no momento em que disse “inço é que nem negro”, apresentando plantas daninhas (também ditas, pragas e invasoras) que tendem a infestar as lavouras de soja. Sobre isso, não deixo de pensar no simbolismo da associação. Pela comparação do metafórico José Antônio Costa, se atentarmos para a proximidade da cor da semente de soja a minha própria cor (branca), vemos que os inços (ao serem associados aos negros) estariam atrapalhando o pleno desenvolvimento da soja (ou seja, de nós brancos).
Mas há mais sobre este ponto. Do jeito que foi publicada a matéria, a ambigüidade presente tem como efeito suavizar os comentários de José Antônio Costa tanto para os que vêem a soja como algo intrinsecamente positivo para o país como para aqueles que possuem uma visão crítica sobre a expansão do cultivo de tal planta. Do modo como foi escrita e colocada a frase ("soja é que nem negro, uma vez que nasce é difícil de matar"), levando-se em conta o contexto ideológico que cerca a agricultura brasileira, é de se imaginar que, para um leitor minimamente informado ou iniciado nos "assuntos agrários", nosso ingênuo e brincalhão José Antônio Costa estaria, naquele momento, tecendo algum tipo de crítica em relação ao cultivo da referida oleaginosa (por exemplo, no sentido da expansão da área ocupada por esta planta ser responsável pela monoculturalização de grandes extensões de terra, concentração fundiária ou, ainda, pelo desmatamento na Amazônia e no Cerrado). Assim, por mais que se pudesse condenar a associação feita, muitas pessoas concordariam que, de fato, considerando a importância e o poder político e econômico do agronegócio brasileiro, poderíamos dizer, ainda que metaforicamente: "soja é difícil de matar".
Ora, como é sabido por todos que conviveram com este senhor, seu pensamento vai na direção exatamente contrária. Lembro, por exemplo, como aluno de agronomia da referida universidade, de uma aula, lá por 1996, em que ele apresentou um quadro numa lâmina (para os não familiarizados, nosso power point da época) com o "zoneamento" agronômico da soja no Brasil, sendo que a cor amarela indicaria áreas para "potencial cultivo". Pasmem, TODA a Amazônia estava amarela. Neste particular, torço apenas para que o profético José Antônio Costa esteja equivocado e o tal “potencial” nunca se realize cineticamente.
Terceiro ponto:
Há também a dificuldade de se aceitar a troca involuntária da pessoa que redigiu a nota do termo "inço" por "soja". Mais adiante, o autor do texto que consta no portal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, reproduzida pelo jornal ZH, ao apresentar a defesa do espirituoso José Antônio Costa, escreve que este "valera-se de ditado corrente na zona rural, costumeiro em agricultores de origem italiana, que teria um conteúdo positivo, relativo ao vigor da raça negra" (ué, cientistas não gostam de dizer que “raça” não existe?). Para começar, seria ao menos controverso, entre agrônomos e agricultores, este suposto caráter "vigoroso" e "difícil de matar" da soja. Mas, além disso (e principalmente), amigos da serra garibaldina e de Dois Lajeados, me ajudem, é comum por lá se dizer que "soja é que nem negro"? Bom, se for, como dizem, vivendo e aprendendo. Em todo caso, creio que, por tabela, meu suposto bem intencionado colega José Antônio Costa acabou, mais do que agredir negros, acusando “agricultores de origem italiana” de serem racistas (seja a associação feita com soja ou com inços).
Mesmo assim, se tomarmos a frase acima como verdadeira (o que, repito, não é o caso), tanto a comparação com o “vigor da soja” como o “vigor do inço” em relação ao “vigor da raça negra” lembra prática corrente entre intelectuais brasileiros pelo menos até a década de 1930. Afinal, no início do século XX, vários trabalhos (ditos científicos à época) foram publicados tendo como premissa a idéia de que "brancos" seriam intelectualmente mais desenvolvidos (mais inteligentes), "negros" seriam fisicamente mais fortes (mais “vigorosos”) e "índios" seriam emotivamente mais sensíveis (mais sentimentais), reforçando a idéia de que, na sociedade brasileira, seria cada macaco no seu galho, ou seja, cada um deveria exercer o seu papel vocacional. Bom, pelo menos nosso saudosista José Antônio Costa poderia, se tivesse pesquisado a literatura desta época, ter achado alguns autores e "artigos científicos" para “embasar” e respaldar sua defesa. Pena suas referências serem, caso assim tivesse procedido, demasiado centenárias.
Quarto ponto.Outra emboscada textual pode ser vista depois do trecho citado no parágrafo anterior. Diz a reportagem, após apresentar a defesa do acusado de que as frases "("os negrinhos da favela só tinham dentes brancos porque a água que bebiam possuía fluor" e "soja [inço] é que nem negro, uma vez que nasce é difícil de matar") teriam sido ditas “sem intenção pejorativa” e com “um conteúdo positivo”: “entretanto, conforme alunos que testemunharam o fato, ele teria se retratado ao final da aula e em aulas posteriores tentado intimidar o aluno ofendido”. Em primeiro lugar, não foi apenas um aluno que se "ofendeu"; vários colegas ficaram indignados. Mas, ora, o que este “entretanto” está fazendo na frase? Reparem: apesar da alusão à intimidação posterior que teria sido feita pelo vivaz especialista José Antônio Costa, parte do argumento que vem depois da referida conjunção "entretanto" não contrapõe o que é dito na frase anterior. Como resultado, o contraditório (função deste operador argumentativo em uma frase qualquer) fica comprometido. O que segue é um reforço inicial ao que foi dito ("entretanto, ele teria se retratado ao final da aula") seguido da conjunção aditiva "e". Bom, em termos lingüísticos esta última teria, em princípio, a função de somar uma idéia a outra que a complementa. Só que o "e", no caso, liga uma frase cujo sentido, paradoxalmente, contradiz a primeira ("e em aulas posteriores tentado intimidar o aluno ofendido"), indo, portanto, na direção contrária do argumento anterior. Quer dizer, além das frases iniciais (que trazem as afirmações “sem intenção pejorativa” e com “um conteúdo positivo”) possuírem uma conotação favorável ao gracejador José Antônio Costa, a frase posterior, em que esperaríamos o contraditório, defende, ainda que parcialmente, o suposto injustiçado mais uma vez. Para o leitor desavisado, o efeito é, no mínimo, produzir um embaralhamento de idéias. Da mesma forma, dificulta a compreensão de que é dito, pois torna fraco o efeito (no leitor, pois retira visibilidade textual) da afirmação de que o criativo José Antônio Costa teria "tentado intimidar o aluno". Aliás, efeito este reforçado pelo fato do que não há nenhum parágrafo trazendo argumentos dos promotores da acusação (o que se faz no início é lançar, a partir do tempo verbal apropriado, um fato apenas, no caso, duas frases soltas). Tal aspecto torna-se ainda mais grave se considerarmos que, a partir do portal do tribunal de justiça, o que este publicou foi praticamente copiado pela mídia em geral sem uma discussão ou aprofundamento maior sobre o caso.
Para terminar, creio que este caso particular ilustra como a simples (mas imprescindível) presença negra em salas de aula universitárias pode contribuir para a visualização de inúmeras situações de discriminação negativa que ocorrem cotidianamente nos meios acadêmicos. Reparem, na época em que se passou o ocorrido, o aluno que entrou com o processo contra José Antônio Costa não era só o único estudante negro presente na sala de aula do eminente professor, ele foi, durante os 7 anos em que durou minha graduação, o ÚNICO aluno negro da faculdade de agronomia. Ora, arrisco dizer que, caso este último não estivesse presente naquela desastrosa aula, muito provavelmente as frases de nosso infeliz José Antônio Costa seguiriam por um bom tempo sendo ditas e reditas. Abraços, Cleyton Gerhardt
Site do portal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região sobre o ocorrido: http://www.trf4.jus.br/trf4/noticias/noticia_detalhes.php?id=6086Site da nota publicada pelo jornal Zero Hora:http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&channel=13&tipo=1§ion=Geral&newsID=a2492975.xml Outros sites e blogs que divulgaram a nota do “portal do Trib. Regional Fed. da 4ª Região”: http://www.contextojuridico.com.br/2009/05/02/condenacao-de-racismo-para-professor-da-ufrgs/http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0105200919.htmhttp://praiadexangrila.com.br/?p=16850&cpage=1; http://luizfernandoadv.blogspot.com/2009/05/professor-da-ufrgs-e-condenado-por.htmlhttp://www.tribunaimpressa.com.br/Conteudo/Professor-da-UFRGS-e-condenado-a-pagar-multa-por-racismo,135037,60038http://e-paulopes.blogspot.com/2009/05/professor-diz-em-aula-que-soja-e-como.html Plantão do jornal Zero Hora" (29/04/2009 - 23:38): Professor da UFRGS é condenado a pagar multa por racismo MPF denunciou o docente por comentários racistas feitos em aula. Ele pode recorrer da decisãoA 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou na terça-feira um professor da faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) a pagar multa civil por ato de racismo. O professor foi denunciado em ação civil pública pelo Ministério Público Federal (MPF) por ter feito em aula comentários racistas.
Conforme a denúncia do MPF, o acusado teria dito durante o primeiro dia de aula da disciplina "Leguminosas de Grãos Alimentícios", em março de 2000, as frases: "os negrinhos da favela só tinham os dentes brancos porque a água que bebiam possuía fluor" e "soja é que nem negro, uma vez que nasce é difícil de matar".
À época, foi aberta uma comissão de sindicância na faculdade, que concluiu que não havia uma conotação racista nas afirmativas do professor e que este tinha "o intuito de criar um ambiente mais descontraído no primeiro dia de aula", e ainda, que teria feito uso de expressões informais usuais no meio rural relacionadas à raça negra.
O MPF então ajuizou a ação, julgada pela 6ª Vara Federal de Porto Alegre, que foi considerada improcedente. A Procuradoria recorreu ao tribunal alegando que houve ação discriminatória e racista e que esta teria provocado constrangimento e indignação em todos os presentes e principalmente no único aluno negro presente.
O acusado defendeu-se alegando ter dito as frases sem intenção pejorativa e que valera-se de ditado corrente na zona rural, costumeiro em agricultores de origem italiana, que teria um conteúdo positivo, relativo ao vigor da raça negra. Entretanto, conforme alunos que testemunharam o fato, ele teria se retratado ao final da aula e em aulas posteriores tentado intimidar o aluno ofendido.
O relator do processo, juiz federal Roger Raupp Rios, convocado para atuar na corte, entendeu que "é inequívoca a violação dos princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade". Segundo o magistrado, um professor com o grau de intelectualidade do réu não teria como ignorar o conteúdo racista nas expressões utilizadas.
O professor foi condenado a pagar multa civil no valor de uma remuneração mensal do seu cargo universitário, que será destinada ao fundo da ação civil pública, incluídas todas as vantagens e adicionais que recebia quando ocorreu o fato. Ele poderá recorrer da decisão junto ao Superiro Tribunal de Justiça.
A Justiça do RS preferiu não revelar o nome do professor.
As informações são da assessoria de imprensa do Tribunal Regional Federal da 4ª Região
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 16:45 0 comentários
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CULTURA NEGRA LATINO-AMERICANA É DESTAQUE EM MOSTRA DE CINEMA
Retratar uma América latina negra - suas especificidades e riquezas culturais - num mosaico composto pela exibição de longas, médias e curtas-metragens; debates, palestras, mesas-redondas e a presença de cineastas, pesquisadores, produtores e artistas de países como Chile, Venezuela e Brasil.
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 16:26 0 comentários
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GUANTÁNAMO
DA ASSOCIATED PRESS
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 09:50 0 comentários
Ações afirmativas
Como se vê na UFSCar, o compromisso social não impede a excelência acadêmica; ao contrário, incentiva avanços
EM SEUS 39 anos de existência, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem estabelecido metas com vistas a orientar seus talentos e suas potencialidades para a construção de qualidade acadêmica aliada a compromisso social.Esse compromisso social que a instituição se atribui tem feito com que integrantes seus, oriundos de grupos que a sociedade historicamente marginaliza, busquem compreender e apoiar demandas e iniciativas de movimentos e ações sociais.Como universidade pública, a UFSCar busca ter representada a diversidade social e étnico-racial da sociedade, e não apenas atender grupos que detêm historicamente o poder econômico, usufruem dos instrumentos mais sofisticados para se educarem, selecionam as informações a serem divulgadas pelos meios de comunicação e criam estratégias para excluir cidadãos que não pertencem a seus grupos. Dessa forma, tais grupos mantêm desigualdades e emperram iniciativas para que todos sejam iguais em direitos.Em dezembro de 2006, os conselhos Universitário e de Ensino, Pesquisa e Extensão aprovaram o Programa de Ações Afirmativas (PAA) da UFSCar. A aprovação ocorreu após debates e estudos pela comunidade acadêmica, iniciados em 2005.O PAA operacionaliza o previsto no Plano de Desenvolvimento Institucional da UFSCar, com a finalidade de promover o acesso ao ensino superior de grupos que têm sofrido perdas provocadas por discriminações, marginalização, desigualdades.Ao adotar o ingresso por reserva de vagas para egressos do ensino médio público e, dentre estes, para negros (pretos e pardos) e indígenas, a UFSCar busca coerência com sua missão de instituição pública.A reserva de vagas para negros, que vem causando tanta indignação da parte de alguns, foi adotada pela UFSCar com a finalidade de corrigir desigualdades que têm mantido os negros marginalizados dos direitos devidos a todos os cidadãos, entre eles o de educação em todos os níveis de ensino.E por que reparação? Estudos divulgados a partir de 2001, notadamente pelo Ipea, mostram constante defasagem de escolaridade, ao longo dos séculos 20 e 21, entre homens e mulheres negros e brancos, com acentuada desvantagem para os negros. Além disso, no século 20, coube principalmente às famílias negras e ao movimento negro criar oportunidades de educação para suas crianças, adolescentes, jovens e adultos.Julgamentos precipitados, relações étnico-raciais muito tensas, atitudes geradas por racismo e falsa convivência cordial impedem medidas para a real democratização da educação.É importante salientar que se classificar preto ou pardo, no Brasil, é escolha política, uma vez que ser, parecer e dizer-se branco pode trazer reconhecimento, acolhimento fácil em muitas instâncias da sociedade.Diante desse quadro, a portaria que dispõe sobre a implantação do ingresso por reserva de vagas na UFSCar institui como forma de identificação de cor/raça (preto ou pardo) a autoidentificação. No caso de contestação, solicita-se ao candidato que apresente documento próprio, dotado de fé pública, que faça alusão à sua cor/raça preta ou parda, ou que apresente documento de um de seus ascendentes diretos (pai ou mãe) em que conste ser, ele, preto ou pardo.Cabe esclarecer que raça, na categoria cor/raça, não se refere, é claro, a um conceito biológico -este, aliás, desde há muito superado. Está se referindo à construção social de raça que, por meio de atitudes agressivas, desqualifica pessoas negras. Mas também se refere à afirmação do pertencimento étnico-racial que permite às pessoas negras enfrentar as consequências do racismo.É bom lembrar que, no cotidiano, o termo raça é utilizado para indicar características físicas -entre outras, cor da pele, tipo de cabelo, feições do rosto. A utilização estereotipada do termo influencia, interfere e até mesmo determina o lugar social dos sujeitos no Brasil.É importante, para concluir, destacar que, ao final do primeiro ano de implantação da reserva de vagas na UFSCar, constatou-se, por meio de análises estatísticas rigorosas, que o rendimento acadêmico dos ingressantes pela reserva de vagas foi igual ao dos demais estudantes -e em três cursos o rendimento foi superior.Como se vê, o compromisso social não impede a excelência acadêmica; ao contrário, incentiva avanços.
TARGINO DE ARAÚJO FILHO é docente do Departamento de Engenharia de Produção e reitor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Foi pró-reitor de extensão da universidade (1997 a 2004).
PETRONILHA BEATRIZ GONÇALVES E SILVA é professora titular de ensino-aprendizagem - relações étnico-raciais da UFSCar, pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e coordenadora do grupo gestor do Programa de Ações Afirmativas da universidade.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0505200908.htm
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 09:45 0 comentários
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Filme de Spike Lee responde ao racismo de Clint Eastwood
da Folha Online
Baseado no romance homônimo de James McBride, também encarregado pela elaboração do roteiro, chegou às telas do Brasil no último fim de semana o longa-metragem "Milagre em Santa Anna", do cineasta Spike Lee. Trata-se de um épico que narra a história de quatro soldados, membros de uma divisão do Exército americano formada apenas por negros, que passam por situação delicada depois que um deles arrisca sua vida para salvar uma criança italiana.
A produção é uma resposta do cineasta ao patriotismo de Clint Eastwood em suas obras sobre a Segunda Guerra Mundial. Em junho de 2008, Lee havia criticado Eastwood por ele não ter usado um único ator negro em "A Conquista da Honra" e "Cartas de Iwo Jima".
Com a produção, Lee continua mostrando as injustiças raciais na telona, como já fez em "Faça a Coisa Certa" (1989), "Malcom X" (1992), "Todos a Bordo" (1996) e "A Hora do Show" (2000).
veja trailer:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u557471.shtml
Terça-feira, 05 de maio de 2009 . Folha On Line. Videocasts
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 09:31 0 comentários
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Fé sem os limites da religião
POR NATALIA VON KORSCH , RIO DE JANEIRO
02.05.09 às 22h29. O Dia. Rio
http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/5/fe_sem_os_limites_da_religiao_9854.html
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 09:23 0 comentários
Cia Rubens Barbot convida:
Aos amigos da Cia Rubens Barbot A Cia Rubens Barbot Teatro de Dança, convida a todos para a segunda encenação do espetáculo que emocionou o Ria de Janeiro.Cia RB
Hora: junio 11, 2009 de 8am às 9:15amUbicación Locação: Casa Alto Lapa SantaOrganizado por: Cia Rubens Barbot Teatro de Dança
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 09:17 0 comentários
Jovem é denunciado por racismo no Orkut
Um rapaz de 21 anos foi denunciado à Justiça paulista na semana passada por ser membro da comunidade do Orkut "Mate um negro e ganhe um brinde". Nela, eram divulgadas mensagens racistas e nazistas. Para o Ministério Público Federal (MPF), ele pode ter praticado, induzido e incitado a discriminação e o preconceito. O órgão não revelou o nome do acusado, cujas iniciais são R.C.. Segundo o MPF, 16 pessoas participavam da comunidade. Com exceção de R.C., todos são de fora de São Paulo. Num tópico da comunidade no qual era discutido o "brinde", R.C. teria afirmado: "Deveria ser a eliminação de todos eles e proibir a internet gratis sei la como eh neh siegheil camaradas." O Google identificou o internauta e a Justiça autorizou busca e apreensão na casa dele. Foram recolhidos materiais de cunho nazista, imagens de Hitler, o DVD Skinheads - Força Branca e o livro Diário de um Skinhead.
Terça-Feira, 05 de Maio de 2009. Estadão de Hoje. Metrópole
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090505/not_imp365555,0.php
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 09:13 0 comentários
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Relatório do Ipea revela 'racismo institucional'
O relatório "Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça", divulgado nesta terça-feira (9) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostrou que quase metade das mulheres negras com 25 anos ou mais nunca fizeram um exame clínico de mama (46,3%). Entre as brancas, a proporção é de 28,7%. Do total de mulheres nessa faixa etária, 36,4% nunca realizaram o teste. Na mesma faixa de idade, 25% das mulheres negras nunca se submeteram ao exame de colo de útero, enquanto entre as brancas o índice é de 17%. No País, 21% da população feminina nessa idade nunca realizaram o exame. Na avaliação dos pesquisadores, a discrepância reflete comportamentos discriminatórios dos serviços de saúde, "resultantes de preconceitos e estereótipos racistas".Para o ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, esses dados mostram o menosprezo do sistema de saúde pelos que vivem em situação de pobreza, "que atinge de forma mais profunda e dura a população negra". Para combater o que chama de "racismo institucional", ele informa que o Ministério da Saúde tem R$ 3 milhões no orçamento para elaborar políticas voltadas especificamente à população negra.Na opinião da deputada Cida Diogo, é fundamental educar as mulheres para terem melhor consciência de seu corpo e da necessidade de cuidar da própria saúde. Já o deputado Carlos Santana (PT-RJ), coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial, defende a realização de uma campanha nacional contra o racismo. O parlamentar também propõe políticas compensatórias, como a adoção de cotas pelas universidades.Reflexos do racismo Outro reflexo da situação de dependência da população negra são os índices relativos ao recebimento de benefícios assistenciais. Pela pesquisa, 69% das famílias que recebem Bolsa Família são chefiadas por negros. Além disso, 60% das pessoas que recebem o BPC-Loas e 68% das que recebem bolsas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil são negras.Essas informações tornam-se mais compreensíveis quando se observa que, em 2006, enquanto 14,5% da população branca encontravam-se abaixo da linha de pobreza (renda per capita inferior a 1/2 salário mínimo), entre os negros o índice era de 33,2%. Dos brancos, 4,5% viviam abaixo da linha de indigência (renda per capita inferior a 1/4 de salário mínimo), enquanto 11,8% dos negros viviam nessa situação.Devido a condições de trabalho mais precárias, os negros também têm mais dificuldade para se aposentar, apesar de começarem a trabalhar mais cedo. Entre a população negra com 60 anos ou mais, 34,7% ainda trabalhavam em 2006, comparados a 29,3% entre brancos. Na faixa de 10 a 15 anos, no mesmo período, 15% dos negros trabalhavam, enquanto apenas 11,6% de brancos nessa idade já estavam trabalhando.O ministro Edson Santos acredita que essa situação só irá se alterar com a adoção de políticas específicas. "Precisamos de programas voltados à educação, à saúde e aos salários. Estudantes atendidos por cotas devem receber um outro olhar das empresas, que precisam saber que tiveram condições diferentes de um jovem de classe média", afirma.Ele recomenda que as empresas públicas dêem o exemplo, oferecendo oportunidades de trabalho ou de estágio a esses profissionais. De acordo com o ministro, pesquisa anterior do Ipea mostrou que sem ações específicas de compensação para os negros, só em 65 anos o País será menos desigual.
Mais - 10/09/2008 12h09. Reportagem - Maria NevesEdição - Natalia Doederlein. Camara dos Deputados
http://www2.camara.gov.br/homeagencia/materias.html?pk=126326
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 08:02 0 comentários
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Ministra apoia projeto de criminalização do preconceito de gênero
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 07:55 0 comentários
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Uma família em um país, mas dois mundos diferentes
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 07:47 0 comentários
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Ataques a ciganos crescem em meio à turbulência econômica
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 07:36 0 comentários
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Reitores de universidades federais defendem cota para alunos locais
O objetivo, segundo o presidente da entidade e reitor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), Amaro Pessoa Lins, é fortalecer o ensino regional e manter o cenário atual, no qual a maioria dos matriculados é oriunda do ensino médio do próprio Estado.
"Há uma grande diferença entre o ensino nas diversas regiões do país. Não é justo, principalmente nos cursos com demanda alta, como medicina, termos estudantes concorrendo no mesmo nível", diz Lins. "Somos uma universidade no meio do sertão. Se você coloca em situação de igualdade o [nosso] estudante com um paulista ou do Sul, isso poderá ser um problema", diz o reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco, José Weber, que defende a reserva de vagas.
Sem salvaguardas, os reitores acreditam que haverá distorções, já que o aluno escolherá a universidade sabendo sua nota do Enem. Isso permitirá que ele opte por uma federal de outro Estado se achar que não terá chance em uma mais disputada de seu local de origem.
Os dados do Enem 2008 mostram que esse temor é procedente. Na prova deste ano, os alunos do Sudeste obtiveram o melhor desempenho: 51,21 pontos, em escala de zero a cem, na nota que une a prova objetiva e a redação. Em segundo lugar ficou o Sul, com 50,86.Norte e Nordeste tiveram média cinco pontos menor -45,89 e 46,2, respectivamente. A comparação tem ressalvas, já que as notas médias não mostram nem os melhores alunos do interior do Norte e Nordeste nem os piores das capitais do Sul e Sudeste. De toda forma, são indicadores do nível educacional de cada localidade.
Reitor da UFBA, Naomar de Almeida Filho, é uma das poucas vozes dissonantes. "A mobilidade que se está esperando irá contribuir com o desenvolvimento regional", afirma.
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 07:32 0 comentários
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Judeus e homossexuais protestam contra vinda de presidente do Irã
“É inacreditável que o Brasil tenha convidado uma pessoa tão preconceituosa e sem escrúpulos para vir para cá, em nome de acordos comerciais”, afirmou Michel Fried. “O
que vai mudar para nós, fazer ou não negócios com o Irã?”
Outro que não se conformava com o convite era José Marcelo. “Estou aqui porque repudio qualquer forma de preconceito e terrorismo. Levá-lo para Brasília é ainda mais grave que chamar o traficante Fernandinho Beira-Mar para fazer negócios”, afirmou. “O Lula errou feio, espero que ainda dê tempo para desconvidá-lo”.
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 07:26 0 comentários
Marcadores: Notícias
domingo, 3 de maio de 2009
Presos suspeitos de matar casal em Curitiba
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 08:54 0 comentários
Afrocentricidade
Afrocentricidade
400 págs., R$ 69,90
de Elisa Larkin Nascimento (org.). Trad. Carlos Alberto Medeiros e Elisa L. Nascimento. Selo Negro (r. Itapicuru, 613, 7º andar, CEP 05006-000, São Paulo, SP, tel. 0/ xx/ 11/ 3872-3322).O quarto livro da coleção Sankofa discute a abordagem historiográfica do ponto de vista africano e mostra suas aplicações teóricas em temas como identidade da mulher negra e o papel histórico dos descendentes de escravos fugidos.
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 08:40 0 comentários
Marcadores: Discriminação, Notícias, Publicações
Conferência contra o racismo
Apesar de décadas de mobilização, a verdade é que o racismo persiste. Nenhuma sociedade, rica ou pobre, está imune
A CONFERÊNCIA de Revisão de Durban aconteceu em Genebra na semana passada e o mundo não parou de girar, como os detratores da conferência queriam que pensássemos que aconteceria. De fato, é possível que o mundo tenha se tornado um lugar melhor, agora que a conferência adotou por consenso um documento que se inspira no compromisso, assumido em Durban (África do Sul) há oito anos, de combater a discriminação racial e a intolerância em todo o mundo. Apesar de décadas de mobilização, dos esforços de muitos grupos e de muitas nações e das inúmeras provas de suas terríveis consequências, a verdade é que o racismo persiste. Nenhuma sociedade, grande ou pequena, rica ou pobre, está imune. A conferência de Genebra (Suíça) foi uma oportunidade para os países chegarem a um acordo sobre um documento comum que consagrasse uma aspiração comum: a de rejeitar o racismo em todas as suas manifestações e trabalhar para eliminá-lo. No entanto, durante mais de um ano, algumas vozes apelaram ao boicote da conferência. Essa oposição se baseava, em grande medida, no receio de que o encontro desencadeasse a repetição das virulentas atividades antissemitas que algumas ONGs levaram a cabo em 2001, à margem da conferência em Durban. Os atos deploráveis de uns quantos mancharam a reputação de todo o processo, desde 2001 até este ano. Dez Estados-membros da ONU, incluindo Canadá, Israel, EUA, Austrália e Nova Zelândia, e 5 dos 27 países da União Europeia decidiram não participar do encontro de Genebra, que foi convocado pela Assembleia Geral da ONU para analisar a aplicação da Declaração e Programa de Ação de Durban, o documento final da conferência de 2001. A ausência desses países revelou-se preocupante quando, no primeiro dia da conferência, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pronunciou um discurso em que atacava Israel, os EUA e outros Estados ocidentais, utilizando o fórum da ONU para uma retórica política facciosa. Contudo, essa atitude foi rotundamente rejeitada no dia seguinte com a adoção, por consenso, de um documento que constitui a última palavra da conferência. Os Estados demonstraram determinação, espírito de compromisso e respeito pela diversidade ao se mobilizarem, unidos, em prol de uma causa comum e urgente. Esperamos que o acordo gere efeitos benéficos duradouros para as inúmeras vítimas do racismo, da discriminação e da intolerância. No documento, os Estados se comprometeram a impedir manifestações de racismo, discriminação racial e xenofobia, sobretudo em relação a migrantes, refugiados e requerentes de asilo. Eles também acordaram em promover maior participação e oportunidades para as pessoas de origem africana e asiática, os povos indígenas e os indivíduos pertencentes a minorias étnicas, religiosas e linguísticas. Comprometeram-se a assegurar que a discriminação não afete aberta ou dissimuladamente o acesso a emprego, serviços sociais, cuidados de saúde e participação em outras esferas. O documento reafirma a importância fundamental da liberdade de expressão e sublinha sua compatibilidade com a legislação internacional em vigor que proíbe a incitação ao ódio. Isso deveria ajudar a superar a divisão artificial em torno de certos assuntos sensíveis relacionados com a religião, que, à força de ser tão falada, poderia tornar-se uma realidade, desencadeando um conflito de civilizações. Além disso, o documento final representa o importante reconhecimento das injustiças e atrocidades do passado e propõe medidas para evitar que voltem a acontecer. Entre elas figura o compromisso de proibir atividades violentas, racistas e xenófobas de grupos que adiram a ideologias baseadas na supremacia. A conferência proporcionou uma plataforma para um novo começo. Os poucos Estados que decidiram manter-se à margem deveriam avaliar agora o documento final em razão do seu mérito e conteúdo. Muitos desses Estados participaram da sua elaboração e fizeram parte do consenso que foi se estabelecendo até a véspera da conferência. É por isso que tenho esperança de que se associarão aos esforços internacionais para combater o racismo e a intolerância formulados nesse importante documento. Não devemos ceder espaço àqueles que pretendem alimentar uma controvérsia que contribui para a intolerância. É mais importante para não permitir que nos façam esquecer nosso objetivo principal: fomentar sociedades em que não haja discriminação e um mundo em que haja igualdade de tratamento e de oportunidades para todos nós ou, pelo menos, para nossos filhos e os filhos dos nossos filhos. NAVI PILLAY, mestre e doutora em direito pela Universidade Harvard, é a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Foi a primeira mulher não branca a atuar na Suprema Corte da África do Sul.
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 08:18 0 comentários
Jovens afro-brasileiros participam de Conferência em Washington D.C.
Educação - Ativista do movimento social e artesã de produtos feitos com materiais recicláveis, a jovem Ceide Crisarte focou na educação como ferramenta de transformação social. A jovem destacou a experiência de visitar duas escolas públicas americanas, graças ao intercâmbio, onde viu de perto o ensino do empreendedorismo e da responsabilidade social na sala de aula, para jovens a partir dos níveis iniciais. Para Ceide, que une responsabilidade social e ambiental em seu negócio, essa experiência deveria ser adotada nas escolas públicas brasileiras, para a formação de jovens com espírito empreendedor.
http//jovensnosnosnegocios.blogspot .com
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 08:14 0 comentários
sábado, 2 de maio de 2009
Briga entre evangélica e umbandista vai parar na delegacia
Confusão entre patroa e empregada doméstica foi na segunda (27).Doméstica é acusada de lesão corporal e roubo, entre outros crimes.
Uma empregada doméstica, evangélica, está sendo acusada pela patroa, umbandista, de lesão corporal, roubo, cárcere privado e tentativa de incêndio. Segundo o delegado Antônio Ricardo Nunes, da 24ª DP (Piedade), as duas brigaram na casa da patroa na segunda-feira (27), que fica em Piedade, no subúrbio do Rio.
De acordo com o delegado, a vítima disse na delegacia que a empregada teria ficado nervosa quando viu a patroa pendurando roupas no varal, pois aquilo seria um trabalho dela. Na ocasião, a acusada teria dito ainda que sabia que seria demitida, já que tinha “recebido uma mensagem de Deus”.
As duas começaram a discutir e brigar. Segundo o registro feito na delegacia, durante a discussão, a empregada teria ofendido a patroa chamando ela de “macumbeira safada”. A acusada teria usado uma tesoura para agredir a vítima, e ainda teria tentado botar fogo em algumas roupas.
A patroa disse na delegacia que ficou presa em um quarto, mas conseguiu sair da casa com a chegada de seu genro. Segundo o delegado, a mulher está com hematomas e cortes nas mãos. Segundo ele, a empregada doméstica foi encontrada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e vai prestar depoimento na delegacia.
Do G1, no Rio . 30/04/09 - 16h35 - Atualizado em 30/04/09 - 16h35
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1104585-5606,00.html
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 09:03 0 comentários
Marcadores: Discriminação, Notícias, Religião
[Ant-Bra] Vaga Admin: Latin America Program Coordinator - Univ.
Institution:
University of North Texas
Location:
Denton, TX
Category:
Admin - International Programs
Posted:
04/30/2009
Type:
Full Time
Department Overview:UNT International is a multi-faceted department which maintains six constituent units to serve UNT students, faculty and staff in all departments, working cooperatively with all departments to develop international activity and exchanges with universities around the world. UNT International supports the university's international mission to promote teaching, research and creative activities, partnerships and service. Job Summary: The Latin America Program Coordinator will help build UNT-International's focus in Latin America with special emphasis in Mexico. The coordinator will build and maintain relationships with universities, agencies, industry and former students in Latin America. The Latin America Program Coordinator will work with the Assistant Vice-Provost on development, coordination, and administration of programs and activities that serve faculty, students, and academic student service units in support of the university's international education mission. Job Description: * Staying informed and up to date on information and trends in international education as they relate to the fiscal and administrative management of the unit and to UNT policies and procedures. * Coordinating and implementing programs and events of the center; organizing and hosting visits of distinguished visitors/scholars. * Planning and implementing conferences, symposiums, meetings, banquets, etc. * Writing funding proposals for the Center for Mexico-US Partnerships.* Assisting with programming and resource development activities.* Traveling off-campus and abroad to fulfill business responsibilities, as required, as part of regular duties.* Directing, planning, and implementing programs and educational, social, cultural and recreational activities. * Counseling individuals and student groups. * Informing immediate supervisor of the general status of student services programs and any unique problem developments. * Supervises student workers and graduate assistants.Minimum Qualifications:Master's degree in college student affairs, counseling, higher education or closely related field and two years experience working with college students or community groups in an advisory, administrative, or educational capacity; or a Bachelor's degree and three years of related experience; if necessary for position, valid Texas driver's license with good driving record; or any equivalent combination of experience, education, and training. Knowledge, Skills and Abilities: * Extensive knowledge of special student programs and activities related to assigned area. * Spanish language fluency.* Thorough knowledge of University rules and policies related to the area of responsibility. * Marked ability to communicate effectively orally and in writing with students, faculty, and staff. * Ability to deal tactfully with students, individually and in group situations. * Excellent organizational and supervisory skills. * Knowledge of safety and security precautions appropriate to work performed. Preferred Qualifications: * Prior international living or learning experience in Latin American countries.* Skilled in organization of conferences, seminars, and training programs.* Understanding of Hispanic culture.* Good interpersonal skills.* Ability to work on teams.* Ability to work under pressure and meet deadlines.* Solid knowledge and use of Microsoft Office, Outlook and internet research.* Superior English language writing skills.* Funding proposal development experience.* Available to travel and to work evening and weekend events.Special Instructions to Applicants: Please provide a writing sample written in Spanish. (i.e. Thank you letter to the head of a Latin American organization)
Application Information
Contact:
Human Resources DepartmentUniversity of North Texas
Phone:
(940)565-2000
TDD:
(800)RELAY TX
Online App. Form:
https://jobs.unt.edu
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 08:58 0 comentários
Marcadores: Notícias
II Conferencia Municipal de Promoção da Igualdade Racial em São Gonçalo
Dias: 08 e 09 de maio de 2009.
Local: FFP-UERJ São Gonçalo
E acesse o destaque, lado direito do site, onde está o link para a pré-inscrição: http://www.saogoncalo.rj.gov.br/conf_racial/
XWE TO VODUN NAE
ACÈ DJEDJE MAXI
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 08:53 0 comentários
[cen_br] Consulta a religiosos para a II CONAPIR
A convite da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial/SEPPIR, ao dia 14 de abril de 2009, reuniu-se os representantes de entidades para serem informados acerca da metodologia da tirada de representantes de terreiros para a Consulta Pública voltada para a II Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Para assim definir como seriam indicadas(os) as(os) convidadas(os) para a Consulta a ser realizada nos dias 16 e 17 de maio em Brasília, para nesta data, as pessoas convidadas contribuírem com o processo temático da Conferência, assim como definir quais seriam as(os) delegadas(os) e as(os) convidadas(os) para a II CONAPIR.
Discutiu-se pois a capilaridade e representatividade das entidades convidadas que foram: o Coletivo de Entidades Negras - CEN, o Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-brasileira - CENARAB, Associação de preservação do Patrimônio Bantu - ACBANTU, Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira - INTECAB.
Em tempo, cabe informar que o prazo máximo para a entrega dos dados para os representantes das entidades abaixo-assinadas repassarem para a SEPPIR, seja feito até a data limite do dia 04 de maio de 2009.
Os dados a serem repassados são os seguintes: NOME, IDENTIDADE/RG, CPF, CONTATO TELEFÔNICO, E-MAIL, DADOS BANCÁRIOS (banco, agência e conta em que a(o) pleiteante é a(o) titular da mesma), ENDEREÇO COMPLETO, NOME DO TEMPLO RELIGIOSO, ESTADO/CIDADE DE SAÍDA E RETORNO (para a viabilidade das passagens aéreas).
O entendimento dos representantes das entidades presentes é que como religiosos que somos e de maneira fraterna construiríamos o processo levando em consideração entidades com expressão e trabalhos relevantes para o povo de axé, mas que não estavam envolvidas diretamente no processo, a exemplo das entidades CETRAB e MONABANTU que foram citadas e referendadas, além de religiosos que possuem trabalhos e construções para além das entidades. Cabendo a cada entidade utilizar critérios de convocação ou consulta como convir devido ao curto espaço de tempo para mobilização, mas entendendo toda a história de tradição, serviços prestados e militância dos convidados.
Após diálogos com a SEPPIR ficou definido o convite para 81 autoridades religiosas de todos os estados do Brasil através de decisão coletiva dos representantes das entidades religiosas presentes.
Postado por LUIZ FERNANDO MARTINS DA SILVA às 08:40 0 comentários