quinta-feira, 12 de novembro de 2009

África tem a pior infraestrutura do mundo, diz Banco Mundial

12/11/2009 - 01h44
O continente africano tem a pior infraestrutura do mundo, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Mundial.

Durante o estudo, foram analisadas as infraestruturas em eletricidade, água, estradas e tecnologias de informação e comunicação em 24 países da África subsaariana.

Segundo os resultados, publicados no relatório Africa's Infrastructure: A Time for Transformation ("Infraestrutura na África: Tempo de Transformação"), a falta de infraestrutura reduz a produtividade no continente em até 40%.

"A infraestrutura moderna é a sustentação de uma economia e a falta dela inibe o crescimento econômico", afirmou o vice-presidente para a África do Banco Mundial, Obiageli Ezekwesili.

Acesso
O documento sugere que o acesso inadequado à energia é "o maior impedimento para o crescimento econômico do continente".

Segundo o relatório, a falta de energia crônica afeta 30 países africanos. Além disso, a capacidade geradora de 48 países subsaarianos é de 68 gigawatts - menor do que a da Espanha. Do total gerado, 25% não está disponível por conta de estruturas antigas e manutenção escassa.

Com relação à infraestrutura ligada aos recursos hídricos, o documento também aponta problemas como armazenamento inadequado, grande demanda e falta de cooperação supra-fronteiriça, que ameaçariam o setor hídrico no país.

"Menos de 60% da população da África têm acesso à água potável. (...) Nos últimos 40 anos, somente 4 milhões de hectares de irrigação foram desenvolvidos, comparados com 25 e 32 milhões para a China e Índia, respectivamente", afirma o documento.

Na avaliação do sistema de transporte, o documento afirma que os principais problemas do continente africano seriam a falta de eficácia nas conexões entre os diferentes meios de transporte (ar, terra e ferrovias), a falta de equipamentos nos portos, ferrovias antigas e acesso inadequado às estradas em todas as estações.

Segundo o relatório, melhorar o acesso em áreas rurais é essencial para aumentar a produtividade agrícola em todo o continente.

Por fim, a análise da infraestrutura em tecnologias de informação e comunicação indica que os altos preços de serviços como a telefonia celular é um problema nos países africanos.

De acordo com o documento, apesar do aumento na demanda - o número de usuários aumentou em 170 milhões entre 2000 e 2007 - e dos investimentos do setor privado, os africanos continuam pagando um preço alto pelos serviços.

Segundo o relatório, o preço médio de serviços pré-pagos de telefonia celular custam cerca de U$ 12 por mês na África, comparados com U$2 em países como a Índia e o Paquistão.

Medidas
O relatório do Banco Mundial estima que são necessários US$93 bilhões anuais na próxima década para melhorar a infraestrutura e amenizar os problemas no continente africano - o dobro do que havia sido estimado anteriormente. A nova estimativa representa cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente.

Cerca de metade do dinheiro, sugere o documento, deveria ser investido em melhorar a crise do fornecimento de energia elétrica que ameaça o crescimento da África.

O estudo sugere ainda que apesar da necessidade de mais investimentos, os gastos atuais do continente em infraestrutura são maiores do que se imaginava: US$ 45 bilhões por ano. A maioria deste dinheiro é financiada domesticamente, por contribuintes e consumidores.

O Banco Mundial sugere ainda que além dos investimentos, o continente precisa lidar também com o desperdício para fazer melhor uso dos recursos já disponíveis e contribuir para o crescimento dos países africanos.

"Esse relatório mostra que investir mais fundos sem lidar com as ineficiências seria como despejar água em um balde furado. A África pode tampar esses vazamentos com reformas e melhorias nas políticas que serviriam como um sinal para os investidores de que a África está pronta para os negócios", disse Ezekwesili.


http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/11/12/ult5022u4002.jhtm

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Encontro discute ações afirmativas, violência policial, racismo e direito humanosColocar na pauta da UFCG as questões raciais.



10h30 Domingo, 08 de Novembro de 2009
Este um dos principais objetivos do 1º Encontro da Consciência Negra da Universidade Federal de Campina Grande, que ocorrerá no próximo dia 16, no Auditório do Centro de Extensão José Farias, no Campus de Campina Grande. A promoção é do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro da Universidade Federal de Campina Grande e Movimento Negro de Campina Grande, com o apoio da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande-ADUFCG.

O Encontro também busca reinserir as questões raciais na pauta da UFCG porque, segundo os organizadores do evento, elas não têm sido discutidas na instituição. Um exemplo é a questão das cotas para o ingresso na instituição, já adotado em outras universidades. Outras são as questões envolvendo racismo contra as populações negras que estão nas áreas de atuação da universidade e os esforços para a implantação da Lei federal 10.639, que o ensino de história e cultura afro no ensino fundamental.

A programação do Encontro será aberto, no dia 16/11, às 8h, com a realização da mesa-redonda “A UFCG e as políticas de ações afirmativas: o estado da questão. Entre os debatedores estarão: Vicemário Simões (Pró-Reitor de Ensino-UFCG); o professor Antônio Berto Machado (UAE-UFCG) e o professor Luciano Mendonça de Lima (UAHG-UFCG). Como mediadora atuará a professora Juciene Ricarte Apolinário (UAHG).

O 1º Encontro da Consciência Negra da UFCG prosseguirá na tarde do dia 16/11, com a realização da mesa-redonda “Violência policial, racismo e direitos humanos: um debate necessário”. Dela participarão como debatedores: Marcos Marcone (Coronel da Polícia Militar-PB); Jair Silva (Movimento Negro-CG), o professor Maurino Medeiros (UACS-UFCG). Atuará como mediador,o professor Josevaldo Cunha (Presidente da ADUFCG).

O 1º Encontro da Consciência Negra da UFCG prosseguirá na tarde do dia 16/11, com a realização da mesa-redonda “Violência policial, racismo e direitos humanos: um debate necessário”. Dela participarão como debatedores: Marcos Marcone (Coronel da Polícia Militar-PB); Jair Silva (Movimento Negro-CG), o professor Maurino Medeiros (UACS-UFCG). Atuará como mediador,o professor Josevaldo Cunha (Presidente da ADUFCG).


http://www.clickpb.com.br/artigo.php?id=20091108113019

Dia Nacional da Consciência Negra será celebrado em várias cidades brasileiras durante todo o mês de novembro

Cultura - 07/11/2009 - 08h37


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Por Redação Pantanal News/Governo Federal

O Seminário A Pequena África e seus Personagens, no próximo dia 5, no Rio de Janeiro, abre a Agenda 20, da Fundação Cultural Palmares, que durante todo o mês de novembro terá atividades culturais comemorativas ao Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro. Ao todo serão 20 manifestações culturais em 12 cidades brasileiras - 15 selecionados pelo Edital Nacional de Idéias Criativas e cinco concebidos pela Fundação especialmente para esse mês.

Entre as atividades seminários, lançamento de livros, cinema, música, dança, culinária, contadores de histórias e várias outras performances. Os eventos acontecem até o dia 30.



Na Bahia as comemorações começam no dia 19, com a abertura da Exposição O Benin está vivo ainda lá, que integra a Semana do Benin na Bahia, até o dia 22. Em Alagoas, na Serra da Barriga, em União dos Palmares, o Dia Nacional da Consciência Negra terá a participação das Mulheres de Axé - representantes de templos de matriz africana que se destacam em todo o país por sua atuação na preservação e divulgação da religião. Elas farão, ao raiar do dia, a cerimônia de Iségún Káwójuba, em reverência aos ancestrais africanos. Além disso cerca de 120 lideranças das comunidades quilombolas do estado estarão reunidas no auditório da Prefeitura Municipal de União.


http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=39935

Semana da Consciência Negra


Para celebrar o Dia da Consciência Negra (20/11), o Governo da Cidade de Embu das Artes preparou uma programação recheada de atividades culturais e gratuitas para todas as idades, em diversos bairros, de 16 de novembro a 1º de dezembro. Haverá seminários, exposição, mostra de cinema, oficinas, campanha de teste HIV nas unidades de saúde, além da 2º Etapa da II Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial. Venha discutir conosco ações que combatam o preconceito e a exclusão. Programação completa no Portal da Prefeitura.

6/11/2009

http://www.embu.sp.gov.br/e-gov/noticia/index.php?ver=2407

Atividades no Sesc A data - 20 de novembro - foi escolhida por coincidir com o dia da morte do líder negro Zumbi dos Palmares


Quarta-Feira, 11 de Novembro de 2009 Cidade
Consciência Negra




Para comemorar o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, o Sesc Piracicaba realiza a Semana da Consciência Negra, que se estenderá por todo o mês, com bate-papo, culinária e apresentação musical. A participação é gratuita.

Os primeiros eventos ocorrerão neste sábado (7), às 14 horas. "Mulheres negras - guerreiras contemporâneas" apresenta a trajetória de vida de mulheres que contribuem com a sociedade em que estão inseridas. O projeto Hip Hop Mulher e a Cultura de Rua realizam a oficina "Rimas e poesias", com composição de rimas, poesias, defesa pessoal, arranjos de cabeça, MCs, DJs e dança de rua. Recomendação: a partir de 12 anos de idade.

Logo após, às 15 horas, será montada uma roda de conversa com a jornalista Eliana Teixeira; Eva Iltez, integrante do Movimento Negro de Piracicaba e do Centro de Documentação e Política Negra; Fátima Adão, campeã paulista de atletismo e professora de Educação Física; Latoya Guimarães, membro do Movimento Jovens Feministas de São Paulo; Lucila Silvestre, radialista, diretora da Biblioteca Municipal de Piracicaba; Márcia Moraes, professora, ex-líder comunitária da Associação de Vila Monteiro; Márcia Vieira, coordenadora pedagógica do Nepep; Maria Bravo, assistente de programa da Unifem Brasil e Cone Sul; Marly Pimenta, militante do Movimento Negro de Piracicaba; Rubia Fraga, rapper e integrante do grupo RPW e do projeto Hip Hop Mulher; Sônia Veríssimo, idealizadora e fundadora do Movimento Negro de Piracicaba; Therezinha Ferraz, ativista do Movimento Negro e do Centro Comunitário do Piracicamirim; Tiely Queen, coordenadora do Projeto Hip Hop Mulher; Zetti Araújo, coordenadora o Salão Internacional de Humor de Piracicaba. A participação é livre para todos os públicos.

O projeto Alimento, Cultura e Sabor terá participação especial no dia 12, quinta-feira, às 19 horas, quando será realizada palestra seguida de degustação sobre a culinária afro-brasileira. Na ocasião, será feito um panorama da culinária africana e sua importância na culinária brasileira. A degustação terá como prato principal robalo (peixe de água salgada) em folha de bananeira e de sobremesa o arroz amarelo. A coordenação será de Tatiane Santos Thon, cozinheira chef internacional, pós-graduada em Gestão de Negócios de Alimentação e especialista em Confeitaria Artística. A participação é gratuita e as inscrições devem ser feitas na Central de Atendimento da unidade.

No dia 14, sábado, às 15 horas, será realizada a mesa de debate "Território: cidadania cultural", que abordará a situação da comunidade negra em Piracicaba, sua cultura, sua realidade e seus anseios, com participação de Antonio Filogênio, do Centro de Documentação Negra, Rafael Baptista, líder comunitário da Vila África e Ogona Zambi, fotógrafo e jornalista. Na abertura, Carmela Pereira, artista naïf, cantará o hino a Zumbi, de sua autoria. A participação é gratuita.

No dia 20, sexta-feira, às 10 horas, "Músicas e vozes negras" traz grupos de canto coral e ONGs de Piracicaba que utilizam ritmos, música, expressão corporal e voz como instrumentos para valorização cultural de um povo. Com participação do Coral Afro Thulany, da Secretaria Municipal de Limeira; Sanguluka, estudantes angolanos; Flauta Doce, crianças do projeto Capoeira na Periferia; Coral Yahweh, Canto Coral Copep, Grupo de Pais do Grupo Nossas Vozes. A entrada é gratuita.

No dia 21, sábado, às 13 horas, Toquinho Batuqueiro apresenta "Ensaio do samba". O músico e compositor piracicabano participou da fundação do samba paulista como representante da zona batuqueira do oeste paulista. A parceria é com o Centro de Documentação Negra. Entrada é gratuita.

REFLEXÃO. O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, feriado municipal, é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte do líder negro Zumbi dos Palmares, no ano de 1695.


http://www.gazetadepiracicaba.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1660553&area=26050&authent=363516550224034774214111554270

Requião volta a usar a TV para falar de homossexualidade: 'Vocês não me verão dançando durante um desfile gay'

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Polêmica

Publicada em 03/11/2009 às 18h00m
Gazeta do Povo; O Globo
CURITIBA E RIO - O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que na semana passada causou polêmica ao relacionar, durante programa na TV Educativa paranaense, a ocorrência de câncer de mama em homens a passeatas gays, usou o mesmo o espaço nesta terça-feira para falar de políticas públicas voltadas para as minorias. Durante o programa, Requião afirmou que o governo desenvolve ações voltadas para a diversidade como "uma aposta a favor da evolução", mas fez questão de ressaltar.

"
Muito provavelmente, vocês (espectadores) não me verão dançando durante um desfile gay
"
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- Muito provavelmente, vocês (espectadores) não me verão dançando durante um desfile gay.

No domingo, a declaração polêmica foi alvo de críticas do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e do governador do Rio, Sérgio Cabral, que participaram da 14ª Parada do Orgulho Gay do Rio . ( Leia mais: Rio é eleito melhor destino gay do mundo entre seis cidades )

- Preconceito dá câncer, faz mal à saúde e pode matar - disse Minc, na ocasião.

- Eu lamento, não há nada mais nojento do que o preconceito. Lamento que haja político atrasado dessa maneira - completou Cabral.

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O auditório está vazio porque o pessoal ainda está voltando do Rio, onde houve passeata (gay) no fim de semana
"
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Sem citar as críticas, Requião lembrou o evento no Rio, ao comentar o baixo quórum no auditório, onde foi gravado o programa.

- O (Carlos) Moreira (secretário de gabinete) me informou que o auditório está vazio porque o pessoal ainda está voltando do Rio de Janeiro, onde houve passeata (gay) no fim de semana - disse.

Segundo Requião, a intolerância contra minorias sexuais está ligada à cultura da sociedade e que dificilmente pode ser batida de frente.

O secretário especial de Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira, falou no programa sobre a criação de núcleos e programas especiais voltados às comunidades quilombolas, indígenas e LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

Embora o governo não tenha aberto espaço para falas do movimento LGBT, Pereira fez questão de citar a presença de Igo Martini e Andrielly Vogue, representantes das minorias, na plateia. O secretário também brincou durante a fala, pedindo ao governador que deixe de chamá-lo de Dr. Negrão.

- Se não vão dizer que o senhor é racista - explicou.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Negros gaúchos e afro-uruguaios abrem as comemoração do “20 de novembro” no Sul

09 Novembro 2009

Lideranças lotaram as galerias da Câmara de Livramento

Foi aberto oficialmente, o mês da Consciência Negra no Estado alusivo às comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro), com âmbito internacional.


Parque Internacional "Frontera de La Paz"

O evento aconteceu na fronteira entre Brasil e Uuguai, nas cidades de Santana do Livramento e Rivera, e reuniu mais de 300 lideranças do movimento negro gaúcho e do Uruguai, além da população da fronteira.

No dia 07 de novembro, conselheiros do Codene e gestores da Coordenação de DST/AIDS da Secretaria Estadual da Saúde, da Coordenadoria Estadual da Mulher, da Casa Civil, da Sulgas e da Coordenadoria Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Copir) realizaram reuniões com gestores municipais para promover políticas públicas para os quilombolas e monitorar as ações em prol da saúde da população negra da região.


Conselheiros e Gestores monitoram ações afirmativas

Dando continuidade a interiorização do Codene, que no último mês fez reunião na Jornada de Literatura de Passo Fundo, os conselheiros se reuniram na Casa do Advogado de Livramento. A pauta da reunião ordinária girou em torno da implementação da Lei 10.639/03, que inclui a “História e a Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar.


Promotores de Justiça acolhem demandas do Codene

A matéria foi defendida pelo conselheiro do setor de Educação Afro da Secretaria Estadual de Educação, Prof. Edegar Barbosa. Participaram da reunião: educadores, jornalistas argentinos, representantes da prefeitura, da OAB e do movimento negro do Estado.


Durante evento, município instituiu grupo gestor para implantar a Lei 10.639/03

Na noite de sábado, as delegações municipais foram convidadas para um jantar campeiro no CTG Princesa Isabel, fundado por negros da cidade, que contou com apresentações da invernada mirim.



Na ocasição, a conselheira Liliana Cardoso do Codene, representante da Coordenadoria Estadual da Mulher, entregou ao patrão do CTG a obra "Prendas Gaúchas 39 anos".


Em 2009, pela primeira vez uma mulher negra foi eleita Prenda Gaúcha do Estado

Após o jantar, as delegações se dirigiram para a sociedade centenária Clube Farroupilha, integrante do movimento clubista negro, onde aconteceu o Baile da Consciência Negra animado pela Banda Itinerante de Porto Alegre.


Os convidados dançaram até o amanhecer

No dia 08 de novembro, ocorreu a partida de futebol festiva entre o Brasil e o Uruguai, disputadas pelos amigos da Liga da Canela Preta de POA, do Mundo Afro de Rivera e da fronteira.





O amistoso deu vantagem para o Uruguai, no jogo acirrado na sede da ABB de Livramento, premiado com troféu alusivo ao “20 de novembro” para os dois times.



Devido as chuvas, a abertura oficial das comemorações no Estado foi transferida do Parque Internacional “Fronteira de La Paz” para a Câmara de Vereadores de Santana do Livramento, cujas galerias ficaram lotadas com o público presente. Presidida pelo Prefeito de Livramento, a mesa de abertura foi composta por autoridades do Mundo Afro de Rivera, da Câmara de Vereadores, do Movimento Social negro, do governo do estado do RS. Lorensa Carrion representou a Embaixada da África do Sul.

A Embaixada da África do Sul se fez presente e emocionou a platéia ao falar em Mandela.



“Se as autoridades gaúchas compreenderem o poder integrador do 20 de Novembro, as ações sociais conjuntas entre sociedade civil e governos poderão acelerar o desenvolvimento social do Rio Grande do Sul. Nesse sentido, o evento atingiu seu objetivo: dar visibilidade ao grande número de negros e de negras que esse estado possui”, destacou o presidente Victor Hugo Amaro, do Codene.


Sátira Machado, da Copir
Victor Hugo, do Codene
Liliana Cardoso, da Coordenadoria da Mulher

A homenagem ao poeta gaúcho Oliveira Silveira, um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra, abriram as apresentações artísticas.


Oliveira Silveira, in memorium

O grupo de dança “Clara Nunes”, dirigido por Serenita Melo do município de Caçapava do Sul, foi ovacionado por seu espetáculo que incluiu uma homenagem as mulheres negra gaúchas – heroínas farroupilhas representada por uma Anita Garibaldi negra, ao som da música de Marlene Pastro.


"Anita morena da pele macia
Amante de noite soldado de dia
Um filho no braço no outro um fuzil
Um filho no braço no outro um fuzil"

Aplaudida de pé foi a declamadora Liliana Cardoso, que interpretou “Quilombo do Morro Alto” ao som do violão do tradicionalista Gilbert Gisler, o “Xepa” de Livramento. Os hermanos do Mundo Afro de Rivera agradeceram a oportunidade de conhecer negros gaúchos de várias regiões do RS e presentearam a platéia com os sons dos tambores no show de Candombe.


Mundo Afro de Rivera selou a amizade entre negros brasileiros e uruguaios

O samba de raiz invadiu Câmara com a apresentação de Cláudia Quadros e da Banda Itinerante, fazendo todos dançarem no parlamento. O encerramento ficou por conta das escolas de samba, quando os representantes dos municípios de Venâncio Aires, Lavras do Sul, Hulha Negra, Caçapava do Sul, Canoas, Palmares do Sul, Candiota, Viamão, Eldorado do Sul, Esteio, Bagé, Aceguá, São Leopoldo, Canguçu, Caxias do Sul e Porto Alegre iniciaram o retorno para as suas cidades. Muitos municípios enviaram mensagens de apoio ao evento, pois não puderam se deslocar para Livramento devido as fortes chuvas.


Cláudia Quadros e a Banda Itinerante

Durante o mês de novembro, vários municípios gaúchos terão ampla programação local para refletir sobre a realidade sócio-econômica e cultural dos afro-descendentes da diáspora. O encerramento das comemorações será no dia 29 de novembro, na capital, com um Desfile Temático em homenagem ao Dia da Consciência Negra, realizado em parceria com a Associação das Entidades Carnavalescas de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul (AECPARS) e a Prefeitura de Porto Alegre.

http://www.satirajornalista.blogspot.com/

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Após repercussão negativa, Uniban recua e decide não expulsar aluna

09/11/2009 - 18h49

Do UOL Notícias
Em São PauloAtualizada às 20h31

Em nota divulgada na tarde desta segunda-feira (9), a assessoria de imprensa da Uniban (Universidade Bandeirante) informa que, após analisar o caso, o reitor da universidade revogou a decisão do Conselho Universitário, que resolveu no último dia 6 expulsar a aluna do curso de turismo Geisy Arruda, acusada de vestir trajes inapropriados e a se insinuar para colegas no dia 22 de outubro, no campus de São Bernardo do Campo, quando foi hostilizada por outros alunos, que filmaram o episódio e o publicaram na internet.

"Eu fui a vítima", diz Geisy Arruda
A nota divulgada não traz mais detalhes do recuo, feito logo após a repercussão negativa da notícia de que a estudante não poderia mais continuar seus estudos na entidade de ensino superior.

Segundo notificação anterior da Uniban, publicada em jornais de São Paulo no domingo (8), a decisão de expulsar Geisy foi tomada após uma sindicância interna, que atribuiu a culpa pelo tumulto às atitudes da estudante, que teria desfilado pelos corredores, tirado fotos e passeado pelas salas de aula com um vestido provocante.

O Ministério da Educação (MEC), que divulgou hoje um documento onde exigia que a universidade se manifestasse sobre a expulsão em dez dias, disse que ainda não recebeu oficialmente nenhuma informação sobre o recuo da Uniban.

Leia a íntegra do anúncio da universidade:

O reitor da Universidade Bandeirante - UNIBAN BRASIL, de acordo com o artigo 17, inciso IX e XI, de seu Regimento Interno, revoga a decisão do Conselho Universitário (CONSU) proferida no último dia 6 sobre o episódio do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo. Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão.


Geisy com sua mãe em sua casa em Diadema

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SP: aluna expulsa por usar minissaia vai à Justiça

Estudantes protestam
Durante uma manifestação de apoio a Geisy organizado por entidades na porta da universidade nesta noite, os estudantes protestaram ao receber a notícia de que a expulsão fora revogada.

"Ela vai voltar, mas não vai aguentar, o pessoal vai continuar hostilizando", disse o aluno do curso de engenharia mecatrônica Pedro Fantuzzi. Seu colega Carlos Eduardo Silva completou: "Houve exagero das duas partes, mas ela está saindo como vítima. Ela não é vítima, é reincidente".

Advogado ainda não foi notificado
Ainda nesta segunda-feira, antes da notícia da desistência da Uniban em expulsar Geisy, o advogado da estudante, Nehemias Melo, convocou uma coletiva em que avisou que deveria ir à Justiça para que a cliente tivesse o direito de terminar o semestre letivo na Uniban.

Na ocasião, o advogado afirmou que deveria ir ao Fórum de São Bernado do Campo para entrar com uma medida cautelar para que Geisy possa retornar à faculdade. Ele também alegou que deveria pedir a retirada os vídeos postados na internet com as imagens do dia em que ela foi agredida.

Segundo o advogado, um inquérito foi aberto na delegacia da Mulher em São Bernardo do Campo para apurar o caso. Ainda nesta segunda-feira, Nehemias foi à Assembleia Legislativa pedir aos deputados que façam um requerimento para intimar o reitor da Uniban a dar explicações sobre o caso. "Nós não imaginávamos que eles fossem capazes de adotar uma medida como essa [expulsar a jovem]. Isso nos deixou perplexos", afirmou.

Geisy também participou da coletiva. Passou boa parte do tempo de cabeça baixa e chegou a se emocionar em alguns momentos. Ela respondeu a todas as perguntas feitas pelos jornalistas e disse que a única coisa que ela quer é terminar o ano letivo.

Procurado para comentar a nova decisão da Uniban, Nehemias afirmou nesta tarde que ainda não foi notificado sobre a questão e que, portanto, segue com os encaminhamentos previstos anteriormente.

Inquéritos
Antes da Uniban recuar em sua decisão, o Ministério Público Federal em São Paulo divulgou que instaurou um inquérito civil público para apurar as circunstâncias da sindicância que resultou na expulsão de Geisy.

Também a Polícia Civil abriu na tarde desta segunda-feira um inquérito para investigar as ofensas sofridas pela estudante do curso de turismo.

O caso teve grande repercussão, inclusive internacional, recebendo destaque nos jornais "The New York Times" e "The Guardian". Leia mais aqui.


FONTE:
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/09/ult5772u6008.jhtm

A UNIBAN expulsa a aluna Geysa Arruda que foi agredida por por usar mini-saia

. Você concorda com a expulsão?
VÍDEO DAS AGRESSÕES:
http://www.youtube.com/watch?v=o1laJOCUl…

Leia abaixo a íntegra da nota publicada como anúncio publicitário em jornais neste domingo (8) e que teve a publicação no G1 consentida pela assessoria jurídica da universidade.



Responsabilidade educacional

A educação se faz com atitude e não complacência

A Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL – dirige-se ao público e, especialmente, à sua comunidade acadêmica para divulgar o resultado da sindicância no campus de São Bernardo do Campo sobre o episódio ocorrido no dia 22 de outubro, fartamente exibido na internet e divulgado pelos veículos de comunicação.


A sindicância consoante com o Regimento Interno nos termos do artigo 216, parágrafo 5, e do artigo 207, da Constituição Federal, colheu depoimentos de alunos e alunas, professores, funcionários e da estudante envolvida, além de analisar vídeos e imagens divulgadas.

Os fatos:
Foi apurado que a aluna tem frequentado as dependências da unidade em trajes inadequados, indicando uma postura incompatível com o ambiente da universidade, e, apesar de alertada, não modificou seu comportamento.


A sindicância apurou que, no dia da ocorrência dos fatos, a aluna fez um percurso maior que o habitual aumentando sua exposição e ensejando, de forma, explícita, os apelos dos alunos que se manifestavam em relação à sua postura, chegando, inclusive, a posar para fotos.


Novamente, a aluna optou por um percurso maior ao se dirigir ao toalete, o que alimentou a curiosidade e o interesse de mais alunos e alunas, tendo início, então, uma aglomeração em frente ao local.


Depoimentos de colegas indicam que, no interior do toalete feminino, a aluna se negou a complementar sua vestimenta para desfazer o clima que havia criado.
Foi constatado que a atitude provocativa da aluna, no dia 22 de outubro, buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar.


Em seu depoimento perante a comissão, a aluna demonstrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse, e estava acompanhada de dois advogados e uma estagiária vinculados a uma rede de televisão.

Decisão do Conselho Superior da Universidade:
Diante de todos os fatos apurados pela comissão de sindicância, o Conselho Superior, amparado pelo relatório apresentado e nos termos do Regimento Interno, decidiu, com base no Capítulo IV – Regime Disciplinar, artigos 215 e seguintes:


1 – Desligar a aluna Geisy Villa Nova Arruda do quadro discente da Instituição, em razão do flagrante desrespeito aos princípios éticos, à dignidade acadêmica e à moralidade;


2 – Suspender das atividades acadêmicas, temporariamente, os alunos envolvidos devidamente identificados no incidente ocorrido no dia 22 de outubro.

A UNIBAN reafirma o seu compromisso com a responsabilidade social e a promoção dos valores que regem uma instituição de ensino superior, expressando sua posição de apoio aos seus 60 mil alunos injustamente aviltados. Nesse sentido, cabe aqui registrar o estranhamento da UNIBAN diante do comportamento da mídia que, uma vez mais, perde a oportunidade de contribuir para um debate sério e equilibrado sobre temas fundamentais como ética, juventude e universidade.


Para tanto, convida seus alunos e alunas, professores, funcionários, a comunidade e a mídia para um ciclo de seminários sobre cidadania em data a ser oportunamente informada.

Universidade Bandeirante – UNIBAN BRASIL


FONTE:

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20091108091912AAUv7WX

domingo, 8 de novembro de 2009

Câmara dos EUA aprova reforma de saúde impulsionada por Obama

08/11 - 02:20 - EFE



ImprimirEnviarCorrigirNotícias SMSFale ConoscoWASHINGTON - A Câmara de Representantes (Deputados) dos Estados Unidos aprovou na noite deste sábado pela primeira vez na história do país um projeto de lei que pretende estabelecer um sistema de saúde quase universal.

Veja os principais pontos aprovados da reforma de saúde


Apesar da grande maioria dos democratas na Câmara, o resultado foi muito apertado, já que o projeto recebeu 220 votos a favor, apenas dois mais que os necessários. Votaram contra 176 republicanos - só um o apoiou -, assim como 39 democratas de orientação moderada, a maioria de distritos conservadores do sul do país.

"O projeto está aprovado", disse com um grande sorriso no rosto a presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, após anunciar o resultado, entre os aplausos e os gritos de júbilo dos democratas.

Para Barack Obama, o resultado é uma vitória muito importante, pois o projeto é uma das prioridades de seu Governo, fato sonhado por seus antecessores democratas, mas nunca alcançado. A votação aconteceu às 23h local após 14 horas de uma sessão extraordinária realizada.

EFE

Representante democrata anuncia aprovação de projeto de lei



A bola passa agora para o Senado, que terá que aprovar sua própria versão da reforma. Posteriormente, ambos os textos deverão ser harmonizados e as duas câmaras terão que se pronunciar sobre o documento final.

A proposta, de quase 2.000 páginas, prevê estender a cobertura para 36 milhões de americanos sem seguro de saúde, dos mais de 46 milhões que careciam dele em 2008, segundo os últimos dados do Escritório do Censo.

Isso significa que se o projeto for transformado em lei 96% dos americanos terão cuidado médico assegurado, um número nunca atingido. Os cidadãos seriam obrigados a pagar as mensalidades para seguradoras privadas ou a um plano público, com a ajuda de subsídios, sob pena de multas.

O plano proíbe também as seguradoras privadas se negarem a estender uma nova apólice a pessoas que sofrem de alguma doença, algo que fazem atualmente e que é um desastre para muitos americanos que contraem uma doença grave quando estão sem seguro.

O sistema traz um custo de US$ 1,1 trilhão durante 10 anos, mas os democratas dizem que essa despesa será totalmente compensada com uma alta de impostos para os ricos, a redução de algumas isenções fiscais para grandes empresas e uma taxa sobre os aparelhos médicos.

Obama foi ao Capitólio para se reunir com os democratas, aos quais lembrou que "uma oportunidade como esta talvez só aconteça uma vez a cada geração", segundo declarou posteriormente.

Os republicanos reiteraram sua oposição ao projeto por causa de seu custo e porque representa uma ampliação do alcance da mão pública na economia.

O legislador Charles Boustany usou sua formação de cardiologista para dizer com autoridade que o projeto "representa a tomada de controle, equivocada e irresponsável, do cuidado médico por parte do Governo".

Dave Richert, outro de seus colegas, afirmou que "o aspecto mais preocupante deste projeto é que tira a liberdade", e John Boehner, o líder dos republicanos, destacou que obrigar os cidadãos a pagar por um seguro de saúde, sob pena de multa, é "inconstitucional".



fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/11/08/camara+dos+eua+aprova+reforma+de+saude+impulsionada+por+obama+9042999.html

MEC pedirá explicações sobre expulsão da estudante de universidade

08/11 - 19:19 - Agência Estado



ImprimirEnviarCorrigirNotícias SMSFale ConoscoO Ministério da Educação vai pedir explicações à Universidade Bandeirante (Uniban) sobre a expulsão da estudante Geisy Arruda, hostilizada e ameaçada de agressão por colegas ao circular na faculdade com um vestido rosa curto.

UNE repudia expulsão de estudante e chama universidade de "machista"
Secretaria de Políticas para as Mulheres cobra explicação da Uniban



A secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dallari, disse ao jornal "O Estado de S. Paulo" que a instituição será notificada oficialmente, dentro de um processo de supervisão especial que pode ser aberto a qualquer momento quando há denúncias.

"Uma universidade tem uma obrigação educacional que precisa estar presente em todos os momentos. É um local não apenas de convivência, mas de formação de valores. Esse caso me parece ter um forte caráter de gênero", afirmou Maria Paula. "O MEC tem o dever de pedir explicações. Seria a mesma coisa em um caso de racismo".

A secretária ressalta que todas as informações que teve até agora vieram das reportagens de jornais e da nota paga publicada pela Uniban neste domingo para justificar a expulsão de Geisy. Por isso, não pode adiantar que medidas poderiam ser tomadas. Isso será feito depois de ouvir a instituição

fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/11/08/mec+pedira+explicacoes+sobre+expulsao+da+estudante+9046918.html



Assista ao vídeo que mostra o tumulto na universidade:

http://www.youtube.com/watch?v=k0qyofVSQsU

Já 45% deles desaprovam o presidente, segundo sondagem da CNN.


G1O Portal de Notícias da Globo

03/11/09 - 12h36 - Atualizado em 03/11/09 - 14h30
Um ano depois da eleição, Obama é aprovado por 54% dos americanos



Do G1, com agências internacionais

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Um ano depois de ter sido eleito presidente dos Estados Unidos, Barack Obama conta com uma aprovação de 54% dos americanos, contra 45% que o desaprovam, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (3) pela CNN e feita em parceria com a Opinion Research Corporation.



"O índice de aprovação de Obama é quase idêntico aos 53% dos votos que recebeu há um ano", comentou o diretor de pesquisas da CNN, Keating Holland.



Leia mais sobre a eleição de Obama



Leia também: Realidade se opõe às promessas de campanha



Leia também: Eleições locais são teste para democratas e republicanos




Foto: AFP
O presidente dos EUA, Barack Obama, recebe a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, nesta terça-feira (3) na Casa Branca. (Foto: AFP)

"E, em quase todas as categorias demográficas, a porcentagem dos que aprovam hoje a gestão de Obama está dentro da margem de dois ou três pontos frente à porcentagem dos que votaram nele" em 4 de novembro de 2008, acrescentou.



O assunto, porém, toma outra direção quando considerado o fator ideológico.

A pesquisa da CNN destaca que entre os liberais o índice de aprovação de Obama está sete pontos acima da porcentagem das pessoas dessa linha de pensamento que votaram nele em novembro de 2008.

Entre os conservadores, o número dos que simpatizam com Obama caiu dez pontos em comparação com as pessoas desse mesmo grupo que votaram no atual presidente há um ano.

A pesquisa ressalta que o índice de aprovação do presidente se mantém acima dos 50% ainda quando a maioria dos americanos não está de acordo com a forma como Obama conduz assuntos como economia, saúde, Afeganistão, Iraque, desemprego, imigração ilegal e déficit do orçamento federal.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1364583-5602,00-UM+ANO+DEPOIS+DA+ELEICAO+OBAMA+E+APROVADO+POR+DOS+AMERICANOS.html

ESPELHO ATLÂNTICO – MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA

Após o furor cinematrográfico provocado pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que neste ano não exibiu nenhum filme africano, a Matilha Cultural e a curadora Lilian Solá Santiago promovem a ESPELHO ATLÂNTICO – MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA, como programação exclusiva para o Mês da Consciência Negra. A seleção de filmes propõe um olhar contemporâneo da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes dispersos pelo mundo.

A ESPELHO ATLÂNTICO vêm sendo realizada há dois anos na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, acompanhada por um público crescente e fiel. O cronograma do evento paulistano inclui a exibição de 11 filmes, africanos, europeus e brasileiros sobre a temática, a maioria inédita em São Paulo.

A abertura da Mostra acontece na terça-feira, 10 de novembro às 19 horas, no Espaço Matilha Cultural, com coquetel, exibição do doc-ficção “Graffiti”, dirigido por Lilian Solá Santiago e a performance CORES DA PERCUSSÃO, com o duo Simone Soul e Marina Uehara.

De 10 a 15 de novembro de 2009 (terça a domingo)

Exibições gratuítas, sempre às 19:00h.

ESPAÇO MATILHA CULTURAL
R. Rego Freitas 542 - São Paulo – Brasil (próx. à R. da Consolação)
fone:11 3256.2636 (Atendimento à Imprensa: Nina)

Mais informações sobre a Mostra:

http://liliansantiago.blogspot.com/

http://matilhacultural.com.br/2009/10/espelho-atlantico-mostra-de-cinema-da-africa-e-da-diaspora/


PROGRAMAÇÃO E SINOPSES

Dia 10/11 - terça-feira - abertura com coquetel

Graffiti (ficção / documentário)

Lílian Solá Santiago (Brasil, 2008, 10 min.)
São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. "Graffiti" acompanha o rolê solitário de Alê numa das semanas mais sinistras que essa cidade já viveu – dos ataques do PCC, e a violenta revanche da polícia em 2006. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite? Ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem. Com Sidney Santiago e Chico Santo.

Sessões: 19:30, 20:00, 21:00 e 21:30 horas.

Dia 11/11 – quarta-feira

O som e o resto (ficção)
André Lavaquial (Brasil, 2007, 23min)
Jahir é um virtuoso baterista carioca que toca numa banda evangélica. Ao se indispor com o pastor da igreja, se vê sozinho na rua com seu instrumento e inicia uma jornada existencial rumo à sua música. Participou de importantes festivais internacionais e, em 2008, foi o único curta-metragem brasileiro a conquistar uma vaga do Festival de Cannes, na seção Cinéfondation.

Cariocas (documentário)
Ariel de Bigault (França, 1989, 57 min.)
“Cariocas” mostra diversas facetas do samba no Rio de Janeiro. Grande Otelo, nos guia ao encontro dos grandes músicos da cidade. Realizado originalmente para a TV francesa, conta com importantes depoimentos de Martinho da Vila, Paulo Moura, Velha Guarda da Portela, Nelson Sargento, Wilson Moreira, e Joel Rufino dos Santos.

Dia 12/11 – quinta-feira

Balé de pé no chão (documentário)
Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro (Brasil, 2006, 17 min.)
Documentário sobre Mercedes Baptista, principal precursora da dança afro-brasileira. Bailarina de formação erudita, cria seu grupo na década de 50, e estuda os movimentos do candomblé e das danças folclóricas. Participou de vários festivais nacionais e internacionais. A versão de 52 minutos para televisão ganhou, entre outros, o Prêmio de Melhor Documentário no I Hollywood Brazilian Film Festival, 2009.

Esperando os homens (documentário)
Katy Lena Ndiaye (Senegal/ Mauritânia/ Bélgica, 2007, 56 min.)
Em Hassania, no abrigo de Oualata, uma cidade vermelha na fronteira distante do deserto de Sahara, três mulheres praticam pintura tradicional decorando as paredes da cidade. Em uma sociedade dominada pela tradição, pela religião e pelos homens, estas mulheres expressam-se livremente, discutindo o relacionamento entre homens e mulheres. Presente em mais de 20 festivais internacionais.

Dia 13/11 – sexta-feira

Ossudo (ficção / animação)
Júlio Alves (Portugal, 2007, 14 min.)
Baseado no conto "Ossos", do famoso escritor moçambicano Mia Couto, este filme é uma história de amor entre duas pessoas desamparadas. Participou de mais de vinte festivais pelo mundo. Recebeu, entre outros, o Troféu de Melhor Filme Português e o Troféu Ouro Animação no 36º Festival Internacional do Algarve.

Kuxa Kanema – O nascimento do cinema (documentário)
Margarida Cardoso (Bélgica / França / Portugal, 2003, 52min.)
O governo Moçambicano cria após a independência, em 1975, o Instituto Nacional de Cinema (INC), pois o presidente, Samora Machel, sabia do poder da imagem para a nação socialista. O filme acompanha a ruína do INC após um incêndio e a desilusão dos moçambicanos com o regime. Vencedor do Festival de Nova York de Filmes Africanos, entre outros.

Dia 14/11 – sábado

Maria sem graça (ficção)
Leandro Godinho ( Brasil, 2007, 14min.)
Maria das Graças, menina negra de 12 anos, moradora da periferia de São Paulo, atormenta a vida de sua mãe para alcançar seu maior sonho: ser a apresentadora Xuxa Meneghel. Selecionado para o Festival Internacional de curta-metragens de São Paulo.

Cabo Verde, meu amor (ficção)
Ana Lisboa (Portugal/ França/ Cabo Verde, 2007, 76 min.)
A condição feminina em Cabo Verde na atualidade é o foco principal deste primeiro longa metragem da cineasta Ana Lisboa. Falado em crioulo cabo-verdiano, foi totalmente rodado na Cidade da Praia com um vasto elenco de atores amadores. Primeiro filme realizado e produzido em Cabo Verde, por cabo-verdianos.

Dia 15/11 – domingo

Black Berlim (ficção)
Sabrina Fidalgo (Alemanha / Brasil, 2009, 15 min.)
Nelson é um jovem baiano estudante de engenharia em Berlim. Na capital alemã, leva uma vida muito distante de suas verdadeiras raízes. Porém tudo muda quando ele frequentemente passa a encontrar Maria, uma imigrante ilegal do Senegal. Apesar de ignora-la ele começa a ter visões de personagens estereotipados, que o remetem a um passado que ele prefereria esquecer. Inédito.

O Herói (ficção)
Zezé Gamboa (Angola / França / Portugal, 2004, 97 min.)
Um soldado mutilado na explosão de uma mina volta à Luanda após 20 anos de combates. No elenco o senegalês Makena Diop, as brasileiras Maria Ceiça e Neuza Borges. Premiado no Festival de Sundance (EUA) e no Festival de Cinema Africano de Milão, entre outros.






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AÇÕES AFIRMATIVAS Matem os escravistas

AÇÕES AFIRMATIVAS
Matem os escravistas

Por Demétrio Magnoli em 3/11/2009


Muniz Sodré é um curioso "observador da imprensa". O método que utiliza no artigo "É necessária uma nova Abolição?" consiste em estabelecer um pressuposto factual falso para, em seguida, insurgir-se contra a injustiça inexistente.

O pressuposto:

"Há uma questão atravessada na garganta de grupos empenhados na defesa das políticas afirmativas da cidadania negra. Trata-se de saber por que os jornalões (nome talvez mais palatável do que `grande mídia impressa´) brasileiros não dão voz alguma a quem se manifesta favorável a medidas como a instituição das cotas ou ao Estatuto da Igualdade Racial."

É mesmo?

A afirmativa não é só dele, nem a pergunta. Escreve Sodré:

"Foi essa a questão debatida nos dias 14 e 15 de outubro, durante o seminário `Comunicação e Ação Afirmativa: o papel da mídia no debate sobre igualdade racial´, realizado na Associação Brasileira de Imprensa por entidades como Comdedine, Cojira e Seppir."

Deixo de lado o fato de que ele se refere à Seppir como uma "entidade", quando se trata de um ministério. Anoto, porém, que o governo, por meio da Seppir, acusa os principais jornais do país de não dar "voz alguma a quem se manifesta favorável a medidas como a instituição das cotas ou ao Estatuto da Igualdade Racial". Quando o Estado se torna "observador da imprensa", algo vai mal. Quando intelectuais como Sodré veiculam as opiniões de um Estado convertido em "observador da imprensa", sente-se de longe o antigo desejo stalinista de calar a opinião divergente.

Opinião editorial é livre

Na dupla qualidade de jornalista e professor titular de uma universidade pública, Sodré deveria se preocupar com certos detalhes, como a consistência interna de seu texto. Mas a ideologia fala mais alto e ele, poucas linhas depois de enunciar seu pressuposto, admite a falácia. Está lá:

"É bem sabido que há vozes discordantes das opiniões oficiais dos jornalões, por parte de jornalistas de peso, alguns dos quais pertencentes aos quadros desses mesmos jornais. É o caso de Elio Gaspari, Miriam Leitão e Ancelmo Gois."

Ah, sim? Então?

Então, para formular uma hipótese benigna, talvez Sodré queira dizer coisa diversa daquela que escreveu. Não haveria, por exemplo, um desequilíbrio no material opinativo dos "jornalões" sobre a introdução de leis raciais no país? Imagino que Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S.Paulo, os maiores jornais do país, sejam os "jornalões" de Sodré. Entre os três jornais, há apenas quatro colunistas fixos que abordam com alguma frequência o tema das políticas raciais: os próprios Gaspari, Leitão, Gois, além de Ali Kamel e eu mesmo. A seção da Folha de S.Paulo dedicada a artigos externos de opinião mantém o critério de dividir meio a meio seu espaço entre defensores e críticos do racialismo. O Globo e O Estado de S.Paulo não têm seções similares, mas adotam critério idêntico para artigos opinativos sobre o assunto que acompanham eventualmente o noticiário. Desafio Sodré a provar objetivamente que há desequilíbrio.

Ele não provará, pois não pode, mas isso em nada alterará a sua posição – nem a da Seppir e das demais "entidades" da sopa de letrinhas congregada para acusar a "mídia" de parcialidade. É que o problema deles com os principais jornais é outro: a opinião expressa nos editoriais. Os três "jornalões" posicionaram-se editorialmente contra a introdução de leis raciais – opinião, aliás, compartilhada pela maioria esmagadora dos brasileiros de todas as cores, como indica pesquisa encomendada por uma entidade favorável à introdução dessas leis. A opinião editorial é livre, numa sociedade democrática. Então, qual é o sentido do ataque de Sodré (que, sempre é bom lembrar, emana de um evento com participação estatal)?

Inimigos externos

A resposta está na conclusão do artigo de Sodré. Eis o trecho:

"(...) os jornalões, intelectuais coletivos das classes dirigentes, não fazem mais do que assim se confirmarem ao lhes darem voz exclusiva em seus editoriais e em suas páginas privilegiadas, ao se perpetuarem como cães de guarda da retaguarda escravista".

Fica-se sabendo assim que: 1) os intelectuais e ativistas críticos da introdução de leis raciais, pessoas de todas as cores e das mais variadas preferências partidárias e ideológicas, constituem a "retaguarda escravista"; 2) os "jornalões" são os "cães de guarda" dos escravistas. O que faria Sodré se estivesse no poder?

Um jornalista não está isento da exigência de rigor histórico, quando aborda temas históricos. Mas Sodré olha para o passado como quem duela ideologicamente no presente. O resultado é um cartum anacrônico, composto pela tesoura que corta fragmentos de citações e amparado por uma extensa ignorância histórica. O Alberto Torres caricatural que ele fabrica não passa num exame básico de graduação universitária. Recomendo, para quem quiser conhecer a posição de Torres, no cenário do intenso debate sobre a “questão racial” que crepitava no Brasil do início do século 20, uma consulta a meu livro Uma gota de sangue – história do pensamento racial.

Mas Sodré não tem nenhum interesse histórico no pensamento de Torres (ou de Oliveira Vianna). Ele só os menciona para inventar supostos “escravistas” atuais – e, com isso, substituir o argumento pela violência verbal. Nas democracias, a violência verbal é um sucedâneo da violência física contra opositores, interditada pela lei. Nas ditaduras, é um sinal anunciador da repressão. A violência verbal atinge seu paroxismo quando a voz dissonante é equiparada ao discurso abominável do inimigo externo. Cuba tem um "jornal único", pois divergir da linha oficial implica operar a serviço da CIA, um inimigo que é externo no sentido geográfico. A acusação de Sodré é que os "jornalões" são os arautos de um inimigo externo no sentido histórico: os "escravistas". Inimigos externos devem ser calados, senão presos e fuzilados.

Sodré empastelaria jornais, se pudesse. Ele não está só, neste Observatório.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=562JDB004

A América de Obama ainda é de brancos de um lado e negros do outro

PUBLICO.PT - A América de Obama ainda é de brancos de um lado e negros do outro

Há um ano Obama dizia que os EUA são capazes de mudar

A América de Obama ainda é de brancos de um lado e negros do outro

04.11.2009 - 09:31 Por Rita Siza, em Washington

"Uma América pós-racial", prometeu Barack Obama, recém-eleito Presidente dos Estados Unidos, exactamente há um ano em Chicago.

Carlos Barria/Reuters

Assistência do discurso de Obama de há um ano em Grant Park




Mas a esmagadora e histórica votação que pela primeira vez levou um afro-americano à Casa Branca parece ter tido pouca ou nenhuma influência na forma como os norte-americanos encaram as relações raciais e a igualdade entre as pessoas de diferentes cores.

"Se alguém ainda duvidava de que a América é o lugar onde tudo é possível, esta é a vossa resposta. É a resposta dada pelos novos e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, asiáticos, índios, homossexuais, heterossexuais, portadores de deficiência...", enumerou Obama, em Grant Park, no fim da noite eleitoral.

A realidade, contudo, tomou conta dessa ilusão e revela-se bem diferente. A esperança da sua vitoriosa coligação eleitoral, progressista, diversa, multirracial e recheada de minorias, esfumou-se e o país continua dividido - por ideologias, por recursos, por religiões e pela cor da pele.

Como revela a última sondagem da Gallup, que desde 1963 tem vindo a perguntar aos americanos se consideram que "as relações entre brancos e negros serão sempre um problema para os EUA ou eventualmente será encontrada uma solução", só 56 por cento dos inquiridos acreditam que melhores dias virão - apenas um ponto percentual acima das respostas do primeiro inquérito, realizado na sequência da marcha sobre Washington de Martin Luther King. A 5 de Novembro de 2008, um dia depois da eleição de Obama, as respostas optimistas alcançavam 67 por cento, o valor mais elevado de sempre.

"Os números das várias sondagens da Gallup permitem detectar duas tendências no que diz respeito à taxa de aprovação do Presidente Obama: que está em declínio e que é muito diferente entre os americanos brancos e negros", assinala Melissa Harris-Lacewell, professora de Política no Centro de Estudos Afro-Americanos da Universidade de Princeton.

A investigadora deu-se ao trabalho de ir a um comício com Barack Obama em Newark, no último fim-de-semana, a fim de avaliar a composição da audiência. E constatou que, ao contrário do que verificara durante a corrida presidencial, era muito menos diversa e mais homogénea: "Era, não exclusivamente, mas predominantemente, composta por afro-americanos", reparou.

Harris-Lacewell não estranha esse crescente intervalo racial - aliás, acredita que é inevitável que esse fosso ainda venha a escavar-se mais. "A história sugere que o apoio da população negra a Obama não reside unicamente na sua identidade como o primeiro Presidente afro-americano, antes tem raízes nessas diferenças raciais da política norte-americana", acrescenta.

O que esta académica destaca como "mais interessante" na análise das sondagens é o facto de a população negra se manifestar, simultaneamente, optimista no seu apoio a Barack Obama e pessimista sobre a direcção do país. E na sua opinião, esse é um dado que "pode tornar-se problemático".

Como sustenta, os eleitores negros têm de ser capazes de elogiar mas também de criticar o Presidente de forma a garantir que os seus interesses são tidos em conta na arena política. E a Administração não pode ficar refém do apoio isolado da população negra - o Presidente ficará muito mais vulnerável a ataques de que não representa o largo espectro dos eleitores americanos.

Em menos de um ano, a Administração de Obama já teve que lidar com vários casos que revelam algum "desconforto" racial com as suas palavras e acções, como por exemplo toda a controvérsia que se seguiu ao seu comentário sobre a detenção do professor afro-americano Henry Louis Gates, ou a sua escolha da juíza de ascendência hispânica Sonia Sotomayor para o Supremo Tribunal.

Nos comícios contra a proposta de reforma de saúde em debate no Congresso, durante o Verão, apareceram várias pessoas armadas e com cartazes reminiscentes do Ku Klux Klan, insultando o Presidente. Ao mesmo tempo, engrossavam as fileiras do disparatado movimento dos birthers, que rejeitam a legitimidade da eleição alegando que Obama é queniano.

Até agora, só o antigo Presidente Jimmy Carter se atreveu a considerar que na génese da oposição a Obama está o racismo latente na sociedade americana, que demonstra estar a lidar mal com o facto de ter um Presidente negro.

O Southern Poverty Law Center, que acompanha a actividade de grupos extremistas, detectou "o mais significativo crescimento dos últimos dez a doze anos" na adesão de novos membros, desde que Obama foi eleito. As autoridades já desmantelaram 50 "campos de treino" de operacionais dispostos a actuar militarmente.

"Depois de uma década em que estiveram ausentes do olhar público, as milícias de extrema-direita estão a ressurgir um pouco por todo o país", nota um relatório da organização. "E a diferença é que agora o governo, que é o seu inimigo primário, é chefiado por um negro", prossegue.

"A ideologia do ódio [racial] está em efervescência, e este é um caldeirão que, se entornar, pode resultar em terrorismo doméstico", comentou à AFP Mark Potok, dirigente do Southern Poverty Law Center.

Potok vê nas movimentações de grupos supremacistas brancos uma "reacção desesperada" para tentar evitar a integração racial nos Estados Unidos. "A realidade é que esta gente perdeu nas últimas eleições", diz Potok. "Não há nada que eles possam fazer para a História andar para trás."


http://www.publico.clix.pt/Mundo/a-america-de-obama-ainda-e-de-brancos-de-um-lado-e-negros-do-outro_1408243

Primeira juíza negra do país lança livro no estande da Esmal

Cidade
04/11/09 22:03

Primeira juíza negra do país lança livro no estande da Esmal

A juíza baiana Luislinda Dias de Valois Santos, primeira magistrada negra do país, lançará nesta quinta-feira (05), às 20h, no estande da Escola Superior da Magistratura (Esmal) na IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas, a obra “O Negro no Século XXI”, que registra situações de preconceito e a difícil realidade dos afro-descendentes no Brasil.

Na obra, com o discernimento de quem conhece profundamente suas origens, a magistrada convida o leitor a redescobrir a história dos afro-descendentes no país. Como muitos brasileiros, ela sentiu na pele o peso do racismo ainda jovem, quando foi “aconselhada” por um professor a parar de estudar para cozinhar feijoada na casa de brancos. A cada capítulo, a autora pontua, de forma simples e direta, o processo histórico causador da desigualdade social e racial em nosso país.

“Esse livro é, ao mesmo tempo, uma missão e um desabafo. Nasceu em um momento difícil de minha vida em que pude, mais uma vez, sentir na pele o preconceito, tão velado em nossa sociedade”, declarou a magistrada.

Dividido em 18 capítulos, o livro é um avocar para uma reflexão sobre o retorno que a sociedade tem dado ao povo negro, em vista de sua contribuição social, econômica e cultural, ao longo dos séculos. Resultado de ampla pesquisa, lazer, educação, cultura e esporte são outros aspectos abordados na ótica de quem enxerga e convive com o preconceito cotidianamente.

“Quis mostrar à sociedade que pouco mudou na vida do afro-descendente aqui no Brasil. Infelizmente, muitas pessoas têm uma percepção camuflada”, afirma a juíza Luislinda Santos.

por TJ-AL



http://www.alemtemporeal.com.br/?pag=cidade&cod=10128

Representante da ONU para direitos humanos foi a primeira juíza negra da África do Sul

Representante da ONU para direitos humanos foi a primeira juíza negra da África do Sul
04 de novembro de 2009 17h02

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À frente do escritório do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos (ACNUDH) desde setembro do ano passado, a sul-africana Navanethem Pillay é um exemplo de superação e luta. Negra, foi a primeira magistrada não branca da Corte Suprema de seu país e foi eleita para a ONU por recomendação do secretário-geral Ban Ki-Moon. Na próxima semana, ela estará no Brasil onde deve discutir temas como a violência urbana, os confrontos entre policiais e integrantes de quadrilhas, além da proliferação do uso de drogas entre crianças e adolescentes.

Em 2003, Navy como é conhecida atuou como juíza no Tribunal Penal Internacional de Haia (Países Baixos). Anteriormente, integrou como juíza e presidente o Tribunal Penal Internacional das Nações Unidas para Ruanda.

Navy Pillay construiu sua biografia ao inovar, em 1967, em pleno regime de apartheid na África Sul, abrindo um escritório de advocacia na província de Natal. Consolidou sua carreira em defesa do fim do regime de segregação e de suas vítimas. Foi a primeira mulher negra a ser nomeada juíza do Supremo Tribunal de Justiça da África do Sul.

Desde então, Navy Pillay concentrou suas atenções na defesa das crianças, dos presos políticos, das vítimas de tortura e de violência doméstica.

Com sede em Genebra (Suíça), o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas tem cerca de 1 mil funcionários, em 50 países, e orçamento anual de US$ 150 milhões. Os principais objetivos do comissariado são promover o respeito universal aos direitos humanos fundamentais e garantir a proteção dos direitos e das liberdades individuais para todos.

Navy Pillay viaja pelo mundo para chamar a atenção sobre eventuais violações de direitos humanos, estimula a promoção da educação e o desenvolvimento de leis internacionais nesta área e analisa a situação dos direitos humanos nos estados que integram a ONU.


http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4081815-EI306,00-Representante+da+ONU+para+direitos+humanos+foi+a+primeira+juiza+negra+da+Africa+do+Sul.html


Soldados búfalo atacam os alemães A 92ª Divisão afro-americana enfrenta forte oposição na Itália

Soldados búfalo atacam os alemães
A 92ª Divisão afro-americana enfrenta forte oposição na Itália

Afro-americanos lutaram em todos os grandes conflitos nos quais os Estados Unidos estiveram envolvidos, da Guerra de Independência em diante. Freqüentemente serviram com distinção – o 54º de Voluntários de Massachusetts durante a Guerra Civil, os 9º e 10º de Cavalaria de Negros durante as guerras contra os Índios e a Guerra Hispano-Americana e o 369º Regimento durante a 1ª Guerra Mundial, todos estabeleceram impressionantes registros de combate.

Ainda assim, em cada nova guerra na qual os Estados Unidos estiveram envolvidos, o sistema dos americanos brancos tendia a esquecer a contribuição feita pelos soldados negros em conflitos anteriores. A cada vez, soldados negros eram lançados em combate em unidades racialmente segregadas e tinham que novamente provar seu valor. Dos 990.000 negros americanos selecionados para o serviço militar durante a 2ª Guerra Mundial, somente uma divisão negra combateu como infantaria na Europa – a 92ª Divisão de Infantaria. A imensa maioria dos afro-americanos usando uniforme foi designada para unidades de construção ou intendência segregadas ou colocados em unidades que faziam serviços desagradáveis, como registro de sepulturas. O ponto de vista do governo era que os negros não seriam suficientemente motivados ou agressivos para lutar.

Apesar da 92ª ser conhecida como uma unidade negra e seus praças e a maior parte dos oficiais inferiores eram negros, os oficiais superiores eram brancos. A 92ª, que tinha combatido na França durante a 1ª Guerra Mundial, foi ativada mais uma vez em 1942. Sob o comando do General de divisão Edward M. Almod, a 92ª iniciou seu treinamento de combate em outubro de 1942 e seguiu para ação na Itália no verão de 1944. A unidade continuou uma longa e altiva tradição ao manter o búfalo como seu escudo divisional. Sua insígnia circular de ombro, que mostrava um búfalo negro em um fundo verde oliva, era conhecida como “o búfalo” – assim como o jornal oficial da divisão. A 92ª chegou até a ter um búfalo vivo como mascote.

O apelido “soldado búfalo” data do final dos anos de 1860, quando os soldados negros se apresentaram como voluntários para o oeste americano. Os índios americanos, que encaravam a nova ameaça como “homens brancos pretos”, inventaram o termo “soldado búfalo” como mostra de respeito para um valoroso inimigo. De acordo com uma história, os índios pensavam que os soldados negros, com sua pele escura e cabelos encarapinhados, pareciam búfalos. Outra história diz que o nome vem do couro de búfalo que muitos soldados negros usavam durante os duros invernos no oeste, como um suplemento à seus inadequados uniformes do governo.

Na primavera de 1944, depois de anos de pressão da comunidade negra, o governo relutantemente revogou sua política de excluir soldados afro-americanos do combate. Em 30 de julho de 1944, a primeira leva de soldados búfalo – o 370º Grupo de Combate Regimental – desembarcou em Nápoles, Itália, onde foi recebido por uma jubilosa multidão de soldados negros de outras unidades do exército. O resto da divisão chegaria poucos meses depois.

As tropas americanas enfrentavam um combate morro acima na Itália e, naquele momento, os aliados estavam desesperadamente faltos de tropas de infantaria. Depois de meses de duros combates, os aliados tinham conseguido empurrar as forças alemães sob o comando do Marechal de Campo Albert Kesselring quase que 800 sangrentos quilômetros península italiana acima. Mas mesmo depois da queda de Roma, em 4 de junho de 1944, os alemães simplesmente tinha se retirado de forma ordeira de uma linha de defesa para outra, ao invés de reconhecer a derrota.

No dia D, dois dias depois da vitória em Roma, soldados aliados partiram como um enxame pelas praias da Normandia. Pelo resto da guerra, o Quinto Exército Americano e o Oitavo Exército inglês teriam um papel secundário ao avanço aliado pela França. Durante o verão de 1944, quase 100.000 homens do Quinto Exército, de uma força total de 249.000, tinham sido transferidos para o combate na França. Enquanto os Aliados ficavam na margem sul do rio Arno em julho, preparando-se para atacar a barreira mais formidável de Kesselring até aquele momento – a infame Linha Gótica – os americanos claramente tinham tanques em demasia e infantaria insuficiente. Kesselring tinha construído a linha nas encostas das montanhas dos Apeninos, uma serra com 80 quilômetros de largura que, no norte da Itália, corre em diagonal de costa a costa e dá uma proteção natural aos centros industriais e agrícolas do norte.

Somando-se ao 370º, naquele momento a 92ª era composta de dois outros regimentos de infantaria, o 365º e o 371º; quatro grupos de artilharia de campanha, os 597º, 598º, 599º e 600º; mais uma bateria de serviços, o 92º Esquadrão de Reconhecimento, o 317º Batalhão de Engenharia de Combate e o 317º Batalhão de Saúde, assim como uma companhia de intendência, pessoal de manutenção e polícia militar. Os soldados búfalo foram designados para o IV Corpo do 5º Exército em duas áreas primárias de atuação, o vale do Serchio e o setor costeiro ao longo do mar da Liguria. Ocupavam o ponto mais ocidental da frente aliada, enquanto o Oitavo Exército atacava a porção oriental da península italiana. A 92ª iria enfrentar não somente terreno montanhoso e uma tremenda resistência – inclusive soldados do Décimo Quarto Exército Alemão e fascistas italianos, a 90ª Divisão Panzergernadier e a 16ª Divisão Panzergrenadier SS – mas também uma coleção de posições defensivas feitas pelo homem.

Ao lutar uma impressionante campanha defensiva, Kesselring tinha ganhado tempo para aperfeiçoar sua linha Gótica. Usando 15.000 trabalhadores italianos e 2.000 eslovacos, os alemães construíram casamatas, posições para tanques, túneis e fossos antitanques; reforçado castelos italianos já existentes e tinha lançado campos de minas cuidadosamente projetados, visando a dirigir as tropas inimigas para campos de tiro entrecruzado.

Neste momento da campanha da Itália, os aliados tinham uma vantagem. A Itália estava em um estado de guerra civil e as forças de partizans italianos estavam provando ser mais do que um incômodo para a causa alemã. Guerrilheiros tinham conseguido matar um comandante de divisão da Luftwaffe. Como resultado, um comandante alemão, General Fridolin von Senger, abandonou suas divisas de general e andava em um Volkswagen sem identificação.

Quando os soldados búfalo se colocaram ao longo da frente, começaram a trabalhar junto com os tanquistas da 1ª Divisão Blindada norte-americana. Somando-se a esta divisão, o IV Corpo era composto pela 6ª Divisão Blindada Sul-Africana, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e a Força Tarefa 45, composta de artilheiros antiaéreos ingleses e americanos que tinham sido retreinados e reequipados para o serviço de combate de infantaria.

Parte 2

Depois do desembarque no área continental da Itália em Salerno, em 9 de setembro de 1943, os aliados tinham tentado sem sucesso destruir Kesselring antes de janeiro de 1944. Agora eles mais uma vez esperavam fazer significativos avanços antes das nevascas que tinham vindo no inverno de 1944. O Quinto e Oitavo exércitos planejavam um ataque total na linha Gótica em agosto, com o Oitavo Exército posicionado ao longo da costa do Adriático e o Quinto Exército dirigindo seus esforços contra o centro da Itália, em direção a Bolonha. O IV Corpo iria cruzar o rio Arno, tomar o monte Albano e o monte Pisano na planície, estender sua frente para atrair a atenção do inimigo. Enquanto isso, o II Corpo do Quinto Exército, à sua direita, junto com o XIII Corpo britânico, iriam dirigir o principal assalto, contra o centro da linha Gótica. O ténuamente disperso IV Corpo também tinha a tarefa de guardar o flanco oriental aliado contra um contra-ataque alemão e proteger o crucial porto aliado de Livorno, na Costa.

Em 1º de setembro, os três batalhões do 370º Regimento, junto com elementos da 1ª Divisão Blindada, cruzaram o Rio Arno e avançaram para o norte por três ou quatro quilômetros. Cedo, nas horas da manhã de 2 de setembro, o 370º de Engenharia e o 1º de Engenharia Blindada tinham limpado os campos de minas, ajeitado os vaus e colocado uma pinguela atravessando o Arno para o ataque da infantaria blindada que se seguiria. A Força Tarefa 45 tinha se atolado nos grandes campos de minas, mas o 370º continuou em frente. O 3º Batalhão do 370º moveu-se para o leste de Monte Pisano, enquanto o 1º Batalhão avançou a oeste da montanha. Usando trilhas de mulas, o 2º Batalhão avançou direto para a montanha.

Os alemães retaliaram com fogo de armas portáteis, metralhadoras e artilharia, enquanto seus elementos avançados começaram a retirar-se em direção à linha Gótica. Os soldados búfalo avançaram para o norte, além do monte Pisano e atacaram a cidade de Lucca. Eliminaram o restante da resistência inimiga ao longo da estrada conectando Pisa a Luca e passaram os diversos dias seguintes próximos patrulhando e esperando pelo resto do Quinto Exército se mover.

O ataque principal começou em 10 de setembro, e três dias depois os soldados búfalo e os tanquistas da 1ª Blindada estavam na base nos Apeninos setentrionais. No dia 18 de setembro, o II Corpo tinha rompido a Linha Gótica no passo Il Giogo e muitos dos tanques da 1ª Blindada foram enviados para aquela área. O IV Corpo consolidou suas unidades, enquanto mantinha sua seção da linha até tarde no mês, quando patrulhas dos soldados búfalo entraram no Vale do Serchio.

Os homens do 370º também tinham penetrado a linha Gótica no seu setor e agora controlavam a rodovia 12, que servia como uma artéria de comunicação leste-oeste crucial para os alemães. Cedo em outubro, receberam ordens de tomar a cidade de Massa, próximo da costa, o que era o primeiro passo na captura da base naval de La Spezia. Apesar dos alemães terem estado em contínua retirada na Itália, eles resistiram fortemente em Massa. Estavam determinados a proteger a borda ocidental da linha Gótica, especialmente por a base naval de La Spezia estar próxima. Atrapalhados pelas frias chuvas de outono, os soldados búfalo acharam-se lutando contra um novo inimigo – a lama – em adição às tropas inimigas entrincheiradas. Eles não tomaram Massa naquele momento, e por toda a linha Gótica as forças de Kesselring ficaram firmes. Enquanto isso, apesar do II Corpo ter feito alguns avanços impressionantes, ele não conseguiu atingir Bolonha antes das neves caírem.

Depois de uma batalha de seis dias pelo controle de Massa, os soldados búfalo se retirara e reagruparam. A medida que o resto da 92ª Divisão de Infantaria começou a desembarcar na Itália, os soldados búfalo do 370º continuaram a ofensiva em uma escala menor, com patrulhas em força, consistindo entre 35 e 75 homens e, as vezes, com tripulações de metralhadoras e morteiros. O Quinto Exército passou a maior parte de dezembro conduzindo operações defensivas preparando-se para um reinicio da ofensiva em dezembro.

Pelo final de novembro, os últimos elementos dos dois regimentos restantes da 92ª Divisão, o 371º e o 365º, tinham chegado. Somando-se aos próprios regimentos da 92ª, um quarto regimento ficou sob o controle da divisão – o 366º Regimento de Infantaria, com oficiais e soldados negros. O 366º tinha sido originalmente treinado para combate, mas tinha sido inicialmente colocado em serviços de guarda em bases aliados ao longo de toda a Itália. Os homens do 366º tinham executado tão bem sua missão anterior que seu general comandante não queria abrir mão deles.

A medida que o 370º se movia mais profundamente no vale do Rio Serchio – mais tarde junto com elementos do 371º - o resuprimento se tornou um pesadelo logístico. Nenhum veículo podia alcançar os soldados búfalo a medida que eles lutavam morro acima no vale de 55 km de comprimento. A despeito da grande tecnologia e poder industrial a seu comando, os americanos se acharam dependentes de animais de carga, o mesmo modo de transporte usado por Aníbal Barca quando ele invadiu a Itália a mais de 2.100 atrás.

Um oficial e 15 praças formavam o núcleo da tropa de mulas da 92ª divisão, que incluía um veterinário italiano, dois ferreiros e 600 voluntários italianos que receberam uniformes americanos e chegaram mesmo a usar o distintivo do búfalo. Os americanos varreram a região em busca de mulas e cavalos, que o governo americano então comprava dos nativos. Por o exército americano não ter o equipamento necessário para animais de dorso, os ferreiros tinham que forjar até as ferraduras a partir de estacas de arame farpado alemãs. Os animais levavam água, munição, canhões antitanque e outros materiais vitais e transportavam os feridos até onde pudessem receber tratamento. Como se descobriu mais tarde, as mulas aparentemente ficavam arredias com o cheiro de homens mortos e empacavam quando tinham que carregar cadáveres.

Parte 3

Se esperava que a 92ª lançasse uma grande ofensiva em 1º de dezembro, apoiando o renovado ataque do II Corpo contra Bolonha. O ataque foi remarcado para o dia de Natal, devido à previsão de um contra-ataque alemão. Quando os relatórios da inteligência indicavam uma grande concentração na região norte do Vale do Rio Serchio, os homens do 371º foram transferidos do setor costeiro e elementos do 366º foram enviados para o vale para apoiar o 370º. Apesar do Quinto Exército nunca ter lançado seu assalto do início de dezembro, não foi um mês calmo no vale do Serchio. Os soldados búfalo continuaram a avançar, cidade a cidade, contra o fogo da artilharia, morteiros e armas portáteis alemãs. Engenheiros alemães inicialmente reparavam pontes e estradas para o avanço, mas logo mudaram para trabalhos defensivos, lançando campos de minas, preparando pontes para demolição e ajudando a evacuar civis, na espera de um contra-ataque alemão.

Na véspera de natal, o Quinto Exército cancelou o seu ataque do dia de Natal, mas os soldados búfalo, que estavam dispostos em ambas as margens do rio Serchio, continuaram a avançar, enfrentando o fogo de morteiros e artilharia alemã, a medida que se moviam para mais das cidades de montanha da Itália do norte. O 2º Batalhão do 366º conquistou Gallicano, a leste do rio Serchio. Na véspera de Natal, o 370º enviou seu 2º Batalhão para oeste do rio até a pequena vila de Sommocolonia, a ponta mais ao norte da linha americana. Artilharia leve e projéteis de morteiros atingiram Sommocolonia, mas parecia haver pouca atividade inimiga, de forma que a maior parte do 2º Batalhão se retirou, para serviços em outros locais, deixando para trás somente dois pelotões. Na extrema direita, logo a leste de Sommocolonia, ficavam as vilas de Bebbio e Scarpello, ocupadas por dois pelotões do esquadrão de reconhecimento da 92ª.

Antes da alvorada no dias depois do Natal, os alemães atacaram as vilas logo ao norte e a leste de Gallicano. Apesar do principal ataque alemão parecer vir do oeste do rio, em direção a Gallicano, partizans também combatiam grupos de soldados inimigos ao norte de Sommocolonia mais tarde na manhã. Dentro de duas horas, Sommocolonia e os dois pelotões americanos tinham sido cercados. Um terceiro pelotão avançou para reforçar as tropas cercadas de Sommocolonia. O tenente John Fox, um observador avançado da artilharia para o 366º, exemplifica esse impressionante espírito de combate dos soldados negros. Quando as tropas inimigas cercaram a posição do tenente dentro de uma casa e estavam prestes a dominá-lo, ele ordenou fogo de artilharia direto em cima de sua própria posição, sacrificando sua vida. A ação heróica de Fox conseguiu um tempo valioso que ajudou a salvar outros soldados e ele recebeu postumamente a Cruz de Serviços Distintos.

Os dois pelotões do 370º, junto com um grupo de partizans, se envolveu em luta de casa-em-casa com o inimigo durante a batalha. Muitos dos alemães estavam vestidos como partizans, tornando a situação ainda mais confusa e perigosa. Logo antes do meio dia, os pelotões receberam ordens de abandonar a vila, mas estavam presos. Conseguiram resistir até o cair da noite, mas dos 70 americanos envolvidos, somente um oficial e 17 homens conseguiram lutar para fora da vila a noite, como tinha sido ordenado.

Enquanto isso, os dois pelotões de reconhecimento em Bebbio e Scarpello foram sobrepujados por tropas inimigas e receberam ordens de retirar-se. A despeito de pesados combates, conseguiram retirar-se para seu posto de comando em Coreglia. O fogo de artilharia alemão começou a cortar fundo nas linhas americanas e o 370º deu ordens para suas tropas para abandonar Gallicano e defender o terreno alto nas proximidades.

Com o porto aliado de Livorno ameaçado, o Quinto Exército chamou de volta a 1ª Divisão Blindada que estava sob o controle do II Corpo e a 8ª Divisão hindu, uma unidade britânica, moveu-se para a área, como reforço. Em 27 de dezembro, caça-bombardeiros americanos rugiram no vale e malharam Sommocolonia, Gallicano e outras áreas da linha de frente. Por volta de 1º de janeiro os aliados tinham mais ou menos restabelecido suas posições originais.

Parte 4

Com os alemães sendo uma ameaça menos iminente, a 8ª Divisão hindu retirou-se, deixando o vale para os soldados búfalo. O Quinto Exército adiou sua grande ofensiva até abril, mas o general Almond decidiu que sua divisão iria lançar seu próprio ataque em fevereiro. Almond planejou sua operação não como um assalto de ruptura, mas como um “reconhecimento em força” de nível divisional, pretendendo determinar a força e disposição do inimigo, atrair mais tropas inimigas para a área e aperfeiçoar as posições de sua própria divisão. Unidades no vale do Serchio deveria tomar a crista de Lama di Sotto, de onde se observava o centro de suprimentos alemão em Castelnuovo di Garfagnana, e criar uma diversão enquanto o ataque principal se concentrava no setor costeiro. Almond esperava atingir a cadeia de morros de Strettoia na costa, logo ao norte do canal Cinquale, e então tomar Massa. Uma vez em Massa, a artilharia americana estaria dentro de alcance de tiro de La Spezia.

Unidades foram movidas de novo, de forma que o 370º e o 371º ocupavam o setor costeiro, enquanto o 365º foi para o vale do Serchio. O 366º foi dividido entre ambas as áreas. Em 4 de fevereiro, o 366º tomou Gallicano, e no dia seguinte ele levou suas linhas até as vilas circuvizinhas. O 365º, para o leste do rio Serchio, tomou a cidade de Lama, logo ao norte de Sommocolonia, e ocupou o monte Della Stella, ao pé da crista de Lama di Sotto. O 365º se manteve contra numerosos contra-ataques até 8 de fevereiro, quando todo um batalhão de alemães expulsou os americanos do morro e para fora de Lama. Ao cair da noite do dia 10, depois de encontrar um horrível fogo de artilharia e contra-ataques de granadeiros, os soldados búfalo retomaram Lama.

Os soldados búfalo na costa foram atingidos tão duramente quanto seus camaradas no vale. Os alemães tinham tanques, artilharia de campanha e milhares de tropas de terra para proteger La Spezia e podiam contar com uma arma indisponível para os americanos – canhões pesados de artilharia de costa. Embasados em Punta Bianca, logo a sudoeste de La Spezia, os canhões costeiros alemães podiam não só jogar granadas em Massa, mas também cobriam toda a distância até Forte dei Marmi, que fica ao sul do canal Cinquale. Tiros desses poderosos canhões costeiros criavam crateras tão grandes que tanques aliados literalmente caiam nelas.

O restante do 366º e seus blindados de apoio – incluindo outra unidade negra, o 758º Batalhão Blindado – avançaram ao longo da costa. O 371º atacava na extrema direita através das massas de morros costeiros, mas bateu em grandes campos de minas. O 370º ultrapassou o batalhão diretamente para a vanguarda, de forma a manter um ataque contínuo.

Pegando carona nos tanques, o 366º entrou no mar para evitar as minas, então voltou para a terra firme ao norte do canal Cinquale. Os dois primeiros tanques a alcançar a praia foram imobilizados por minas e bloquearam o caminho. Logo, mais quatro tanques foram destruídos por minas, mas o 370º alcançou o canal e começou a cruzar, recebendo um forte castigo de posições de morteiros e metralhadoras, assim como dos canhões costeiros. O fogo de artilharia impediu os engenheiros de lançar uma ponte, e o clima ruim significava que não haveria apoio aéreo para os soldados búfalo naquele dia. Três tanques foram perdidos ao cruzar o canal, quando caíram em crateras submersas.

A despeito de numerosos contra-ataques alemães, os soldados búfalo conseguiram estabelecer uma linha de defesa ao norte do canal. Sem uma ponte, tinham que carregar seus suprimentos a mão pela água. As baixas cresciam e os canhões costeiros continuavam a martelar. Na noite de 10 de fevereiro, Almond cancelou o ataque e ordenou suas tropas a voltarem através do canal. A operação de fevereiro custou 22 tanques e mais de 1.100 baixas, incluindo 56 oficiais.

Parte 5

A 92ª passou por drásticas mudanças antes de seu envolvimento com a ofensiva da primavera de 1945. Os aliados consideravam absolutamente crucial que a 92ª tomasse La Spezia durante o ataque de abril, mas os meses anteriores de combate tinham diminuído a força da divisão. Apesar do exército norte-americano ter milhares de tropas negras, ele não encontrava substitutos treinados para o combate em números suficientes para a 92ª, de forma que o 371º foi para o vale do Serchio sob o controle do IV Corpo, enquanto os 366º e 365º foram enviados para outros lugares. A 92ª completou a força do 370º, o único regimento negro restante na divisão, enquanto ela ganhou dois novos regimentos. Somando-se ao 473º, composto de artilheiros antiaéreos brancos transformados em infantes, a divisão recebeu uma feroz unidade de combate composta de soldados Nisei – o famoso 442º Grupo de Combate Regimental. Estes descendentes de imigrantes japoneses serviam em um do regimentos mais condecorados de toda a guerra.

O 370º formava o flanco esquerdo, com o 442º na direita e o 473º na reserva nas proximidades, no vale do Serchio. De forma a evitar a incessante barragem dos canhões costeiros, a 92ª Divisão, agora jocosamente referida como “Divisão Arco-íris”, avançou em direção a Massa pelos morros ao leste da rodovia 1. Mesmo com os caça-bombardeiros voando sortidas sobre Punta Bianca e contra-torpedeiros bombardeando as posições alemães, os canhões costeiros continuaram atirando.

Em menos de duas horas em 5 de abril de 1945, os elementos avançados do 370º, a companhia C, alcançaram seu objetivo inicial – o Castelo Aghinolfi. O observador avançado da artilharia da companhia teve que convencer duas vezes a artilharia a lhe dar apoio de fogo. Os artilheiros não podiam acreditar que os fuzileiros tinham avançado tanto. Os alemães estavam surpresos também – de fato, muitos ainda estavam comendo o café da manhã quando os soldados búfalo chegaram.

A companhia C pediu reforços por rádio, mas o regimento tinha seus próprios problemas, com dois comandantes de companhia já tendo sido mortos. Nenhuma ajuda chegou. Os alemães dentro do castelo dispararam na companhia isolada com metralhadoras e morteiros. Não se passou muito tempo e a companhia tinha sofrido 60 porcento de baixas. O observador avançado e o radio-operador tinham sido ambos atingidos e o rádio tinha sido destruído, cortando todo o contato com o exterior. A companhia não tinha escolha a não se ser se retirar. O tenente Vernon J. Baker, o único oficial negro da companhia, se ofereceu para fustigar o inimigo, de forma que os feridos pudessem escapar. Armado com granadas de mão e apoiado em duas ocasiões pelo fogo do fuzil-metralhador do soldado James Thomas, Baker pessoalmente destruiu três ninhos de metralhadoras e um posto de observação. Baker, que já tinha recebido uma Estrela de Bronze e um Coração Púrpura, iria receber a Cruz de Serviços Distintos por suas ações naquele dia.

Enquanto isso, o 442º combatia contra o inimigo crista por crista e sistematicamente explodia as casamatas inimigas com bazucas. No dia 6 de abril, os Nisei tinham o controle do monte Belvedere. O 370º, incluindo a companhia C, fez outro assalto contra os mesmos morros, mas precisava de mais tropas para vencer. O 473º avançou e o duramente atingido 1º Batalhão do 370º, que tinha tido três comandantes de companhia mortos nos dois primeiros dias, foi para o vale do Serchio para proteger o flanco americano na expectativa de um contra-ataque alemão.

O 370º e o 473º, junto com seus batalhões blindados negros de apoio, avançaram pelos morros e também avançaram ao longo da rodovia 1, apesar dos canhões alemães em Punta Bianca continuarem a martelar. Em 9 de abril, tanquistas americanos tinham entrado em Massa, mas foram expulsos por uma forte resistência inimiga. Numa manobra de suporte, o 442º avançou pelas montanhas e flanqueou o lado oriental da cidade. Finalmente os alemães se retiraram e, em 10 de abril, os americanos controlavam a cidade.

Parte 6

A 92ª Divisão de Infantaria continuou a fazer pressão para frente, apesar dos duros continuar a medida que os alemães moviam seus homens e panzers de reserva em posição. Com as linhas alemães retrocedendo, todo um batalhão de destruidores de tanques finalmente chegou ao alcance dos canhões costeiros por um período de seis dias mandou mais de 11.000 projéteis contra Punta Bianca. Em 20 de abril os grandes canhões foram silenciados e os alemães estavam recuando.

A luta dos soldados búfalo no vale do rio Serchio também tinham estado ocupados. O 370º tinha tomado Castelnuovo em 20 de abril e tinha continuado em frente. Planejavam reunir-se ao 442º em Aulla, a noroeste de La Spezia, e cortar a retirada alemã.

A luta tinha deixado tanta destruição que os americanos não podiam sequer usar suas mulas e a divisão estava acumulando mais prisioneiros do que tinham tempo para lidar. Partizans tinham estado lutando em La Spezia e no dia 24 de abril o 473º entrou na cidade. Três dias depois, o 473º e seus blindados de apoio tinham esmagado a resistência em Gênova. O 370º e o 442º no seu setor tinham ajudado a impedir que duas divisões inimigas escapassem através do Passo Cisa antes que o cessar-fogo no dia 2 de maio terminou com as hostilidades na Itália.

Apesar das forças aliadas estarem extasiadas com o seu sucesso na Itália, para os soldados búfalo foi uma vitória agridoce. O sistema militar considerou que a 92ª, que compunha menos de 2 porcento de todos os afro-americanos no exército, um fracasso. Encarada como um experimento desde o início, a divisão tinham sido observada atentamente e severamente criticada.

Muito da culpa pelos revezes de fevereiro de 1945 e outras ocorrências semelhantes tinha sido atribuída a confusão entre os oficiais inferiores e os praças. Entretanto, seus oficiais eram trocados tantas vezes que os homens algumas vezes não tinham idéia de quem eram seus comandantes e em muitos casos os oficiais e inferiores mais notáveis tinham sido mortos em ação.

Em defesa dos oficiais inferiores negros, o tenente coronel Markus H. Ray, comandante do 600º Grupo de Artilharia de Campanha (que era composto inteiramente de oficiais e praças negros) escreveu em 14 de maio de 1945: “acredito que o jovem oficial negro representa o melhor que temos a oferecer e sob um comando adequado, simpático, teria se desenvolvido e agido de forma igual a qualquer outro grupo racial... Eram americanos antes de tudo”.

Os números por si nos contam uma história impressionante. Dos 12.846 soldados que viram ação, 2.848 foram mortos, capturados ou feridos. Os soldados búfalo, de fato, romperam a linha Gótica. Alcançaram seu objetivo, capturaram ou ajudaram a capturar quase 24.000 soldados e receberam mais de 12.000 medalhas e citações por sua bravura em combate. Os soldados da 92ª Divisão provaram o seu valor durante os meses de amargos combates na campanha italiana.

Este artigo foi escrito por Robert Hodges, Jr e originalmente publicado na Revista World War II em Fevereiro de 1999. Robert Hodgers, Jr escreve de Harrisonburg, Va. Leituras complementares: A Fragment of Victory: In Italy During World War II, de Paul Goodman; and Buffalo Soldiers in Italy: Black Americans in World War II, de Hondon B. Hargrove.

http://www.historynet.com/wwii/bl92infantry/

Fonte deste artigo: Robert Hodges Jr. para a World War II Magazine


http://www.grandesguerras.com.br/artigos/text01.php?art_id=217