segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O Estado do Rio não é laico

Análise & Opinião| 25/04/2008 | Copyleft

DEBATE ABERTO

O Estado do Rio não é laico

Arquidiocese lança livros didáticos católicos para as escolas públicas. As obras desrespeitam a Constituição, burlam a própria lei do Ensino Religioso, discriminam religiões afro-descendentes e representam um retrocesso na luta em defesa da diversidade.

Aproveitando a brecha aberta através da lei estadual 3.459/2000, que regulamentou o Ensino Religioso como confessional no Rio de Janeiro, no final do ano passado, a Arquidiocese lançou quatro livros didáticos católicos de ensino religioso. A coleção é coordenada por Dom Filippo Santoro, Bispo da Educação e do Ensino Religioso e ilustrada também pelo cartunista Ziraldo. “O lançamento desses livros do Ensino Religioso Confessional e Plural das Escolas Públicas do Rio de Janeiro é muito importante porque indica uma perspectiva na qual se comunica uma mensagem muito clara, um conteúdo”, afirmou Dom Filippo Santoro, em matéria publicada no jornal O Testemunho da Fé, em agosto de 2007.

As obras desrespeitam a Constituição, burlam a própria lei do Ensino Religioso, discriminam religiões afro-descendentes e representam um retrocesso em importantes conquistas de educadores e educadoras preocupados (as) com a diversidade do país. Na página 56, do volume “A Igreja de Cristo”, por exemplo, há um ataque declarado aos praticantes de religiões afro-descendentes. Diz o texto: “A umbanda não faz uso de sacrifícios de animais em seus rituais, porque respeita a vida e a natureza”.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Templos de Umbanda e Candomblé, Pai Guimarães de Ogum, a afirmação, além de equivocada, discrimina. “A umbanda é uma religião brasileira que mistura pajelança, candomblé, kardecismo, catolicismo, xamanismo, orientalismo cigano. Cada casa vai desenvolver uma linha mais de acordo com seu dirigente e todas são umbanda. Nas mais próximas ao candomblé haverá a oferta de animais. Nossa identidade não se define em função das oferendas, mas pela relação com as entidades e com o divino”.

O problema começou em 1549, com a chegada dos jesuítas que já marcaram o início da escolarização brasileira com objetivos colonizadores e de catequese. A proclamação da República, em 1889, separa Estado e Igreja Católica e só a Constituição de 1891 vai garantir o ensino laico nas escolas públicas. O Ensino Religioso sairá de cena, mas por apenas quatro décadas. De lá para cá a mobilização e pressão da Igreja Católica vem garantindo sucessivas vitórias políticas sobre os setores laicos da educação. Mais próximo aos nossos dias, é na Constituição de 1988 que estes setores sofrem a primeira grande derrota, já que a lei manteve o caráter obrigatório para a oferta do Ensino Religioso nos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

Minimizando o dano, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1996, reincorpora o dispositivo “sem ônus para os cofres públicos”, mas o lobby da Igreja Católica não deixaria por menos e a LDB é modificada e considera o Ensino Religioso “parte integrante da formação básica do cidadão”. A restrição aos gastos públicos com o Ensino Religioso desaparece e caberá aos estados regulamentarem os procedimentos para definir o conteúdo dessas disciplinas, bem como a forma de selecionar e contratar seus professores. Estava aberta a brecha para cada um fazer o que quiser, como bem entender e, por que não, como bem mandar a fé de governos, professores e diretores de escolas?

Presbiterianos e eleitos com grande apoio das igrejas evangélicas, o “casal Garotinho” aproveitou a chance. Em setembro de 2000, o marido sanciona a Lei 3.459, do ex-deputado católico Carlos Dias (PP-RJ) que estabelece o ensino religioso confessional na rede estadual. Em 2004, a esposa Rosinha, já governadora, realiza concurso público e contrata 500 professores de Ensino Religioso. A relação é: Católicos (68,2%); evangélicos (26,31%) e “outras religiões” (5,26%). Não existem professores de candomblé, por exemplo. Para explicar porque o candomblé ficou de fora, a Coordenação de Ensino Religioso informa que não existe registro na pesquisa realizada em 2001 de alunos que praticam esta religião, mas garante que não há proselitismo na disciplina.

Entrevistas com professores de Ensino Religioso, com diretores de escola onde se reza o Pai-Nosso na entrada e com alunos de candomblé revelam o contrário. Uma professora católica diz como seleciona conteúdos: “Uso textos do Padre Marcelo Rossi e também a bíblia, selecionando os trechos comuns a católicos e evangélicos”. E outra, evangélica, acrescenta: “No ano passado eu tinha uns 8 alunos que eram ogans, que se convenceram que estavam errados e hoje são cristãos. Quando somos tolerantes eles acabam entendendo que estão errados”. Não é à toa que muitas crianças de candomblé, por exemplo, nos terreiros sentem orgulho de sua fé, mas, na escola, dizem que são católicas para não serem discriminadas.

Missa de Pentecostes nas escolas, Dia do Papa, Dia do Pároco e aulas sobre a Campanha da Fraternidade. Tudo isso faz parte do calendário de atividades para o professor de Ensino Religioso, presente em todos os volumes. Trata-se da segunda maior vitória política da Igreja Católica, já que o tema da Campanha da Fraternidade deste ano é: “Fraternidade e Defesa da Vida”, e o lema “Escolhe, pois, a vida”. Para ficar mais claro: “A escolha do tema deste ano é a expressão da preocupação com a vida humana, ameaçada desde o início pelo aborto até sua consumação com a eutanásia. Tema preciso e desafiador! Somos colocados diante de uma escolha entre a morte (aborto e eutanásia) e a vida”, disse Dom Jacyr Francisco Braido, bispo de Santos, na ocasião do lançamento da Campanha.

Não estranhemos se os próximos volumes desses livros didáticos condenarem os métodos contraceptivos, a união civil entre pessoas do mesmo sexo, a pesquisa com embriões humanos, o divórcio. Tudo isso faz parte da Agenda do Vaticano.

Quando o Papa Bento Ratzinger XVI esteve por aqui, em maio de 2007, os principais jornais do país, divulgaram a tentativa do pontífice em fechar um acordo entre Brasil e Vaticano para regulamentar os direitos da Igreja no país que contempla patrimônio, ensino e formação religiosos. Os jornais destacaram a “firmeza do presidente Lula”, que não assinou o acordo por defender o Estado laico, e a frustração de Ratzinger. Ora, se o ensino religioso já é obrigatório, se no Rio é confessional, se os mais caros princípios católicos estão impressos em caríssimo papel couché, belamente ilustrados e disponíveis para as escolas públicas, por que o Papa saiu daqui frustrado? Além de desejar aprofundar o que já é ruim por aqui,

Ratzinger não foi embora sem antes recomendar que a Igreja ficasse longe da política. Contudo, no volume “Os sinais do Espírito”, no capítulo “Um jeito novo de ser responsável na Igreja”, lemos: “Escolha candidatos competentes que tenham boa conduta pessoal e sejam coerentes. É indispensável, ainda, que sejam comprometidos com a ética social, com os valores cristãos, com o resgate das dívidas sociais e com as posições defendidas pela Igreja, tais como: o ensino religioso nas escolas, a condenação do aborto, dos jogos de azar, a eutanásia, etc.” A restrição de Ratzinger diz respeito apenas aos setores progressistas da política porque política conservadora pode. É claro que a coisa não pára por aí.

A aliança católico-evangélica já estabelecida na seleção de conteúdos comuns no Ensino Religioso é reforçada pela publicação dessas obras que também divulga conteúdos comuns. A mesma aliança pode ser notada na própria Coordenação de Ensino Religioso, órgão da Secretaria Estadual de Educação onde apenas católicos e evangélicos possuem representação em Departamentos. A chefia da Coordenação é católica e nomeada pela Arquidiocese, que também nomeia a diretora do Departamento Arquidiocesano de Ensino Religioso Católico. Já a diretora do Departamento de Ensino Religioso Evangélico é nomeada pela Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil. Por telefone, a diretora desse último, que preferiu se identificar apenas por Vera Lúcia disse: “Nós não temos ainda nosso próprio material específico didático. Por enquanto, usamos os livros que foram cedidos pela Sociedade Bíblica do Rio de Janeiro. Fizemos um levantamento de seus livros didáticos e escolhemos os que tinham a ver com nosso plano básico. Trabalhamos de maneira amigável com os católicos”.

O senador Marcelo Crivella, ex-bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e pré-candidato do PRB à Prefeitura do Rio, deve sacramentar a aliança com o PTB, que apresenta como candidato a vice o ex-deputado estadual Carlos Dias, ninguém mais, ninguém menos que o autor da lei do Ensino Religioso Confessional do Rio. A escola, nesse momento, representa um mercado religioso a ser dividido e conquistado por esta aliança que deixa de lado antigas divergências em benefício de interesses religiosos e políticos estratégicos dentro e fora da escola.

Logo depois de assumir, o ex-secretário de Educação do Rio, Nelson Maculan, declarava aos jornais, no dia 13/4/2006, que pretendia acabar com o ensino religioso confessional e nunca mais tocou no assunto. Parece que o problema também não existe para a nova secretária Tereza Porto. O silêncio só interessa aos setores envolvidos na aliança católico-evangélica, que, devagar e em surdina conseguiu acabar com a laicidade do Estado do Rio. Aos professores e professoras que defendem que escola não é lugar de qualquer religião, nenhum silêncio interessa.


Jornalista, Doutora em Educação e professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ.



http://www.cartamaior.com.br/templates/analiseMostrar.cfm?coluna_id=3875

O Negro na Mídia

O Negro na Mídia

Sindjors realiza seminário internacional sobre os indicadores da negritude nos meios de comunicação

Evento será nos dias 17 e 18 de setembro em Porto Alegre e terá palestrantes especialistas em indicadores sócios econômicos e jornalistas da Colômbia, Equador, Porto Rico, Espanha, Organização das Nações Unidas – ONU e do governo brasileiro. A entrada é franca e o prazo para inscrições encerra no dia 15/09. Interessados (as) em participar devem enviar e-mail solicitando ficha de inscrição para: secretaria1@jornalistasrs.brte.com.br



O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul - Sindjors realiza nos dias 17 e 18 de setembro próximo, no Salão Nobre da Associação Rio-grandense de Imprensa - ARI o 2º Seminário Estadual O Negro na Mídia - a Invisibilidade da Cor, nesta edição, tendo como tema Indicadores da Negritude e os Meios de Comunicação e o Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Rodada dos Censos de 2010. A entrada é franca e as inscrições estão abertas até o dia 15/09, podendo a ficha de inscrição ser solicitada através do e-mail: secretaria1@jornalistasrs.brte.com.br.

Os eventos são uma produção do Núcleo dos Jornalistas Afro-brasileiros e marcam a parceria do Sindjors com o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher – Unifem, Centro de Informação das Nações Unidas - UNIC e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA. Com tradução simultânea, o Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Rodadas dos Censos 2010 já tem confirmada a presença de convidados do Equador, Colômbia, Porto Rico e Espanha.

De acordo com Jeanice Dias Ramos, integrante da diretoria do Sindjors e coordenadora do Núcleo, um dos objetivos do Seminário “é refletir sobre o que significa para os profissionais da mídia ter em mãos informes e indicadores sobre a população negra, ou seja representa a oportunidade de dominar com maior propriedade a temática étnica racial”. Ela, também, alerta que os eventos são abertos para o público em geral e as inscrições devem ser feitas de imediato “para garantir lugar, já que a procura tem sido grande nestes últimos dias".

VISIBILIDADE - Sobre o Encontro Latino-americano de Comunicação, Jeanice Ramos enfatiza que o seminário é parte da estratégia de assegurar a visibilidade estatística de afrodescendentes na região das Américas e no Brasil, como uma ação política que garanta a coleta e análise de dados desagregados por raça/etnia nos censos de 2010/2012 e, igualmente, verificar o impacto dessas alterações na produção de dados e indicadores socioecnômicos.

A desagregação de dados por raça/etnia pode resultar, segundo a coordenadora do Núcleo dos Jornalistas Afro-brasileirpos , no aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao racismo e promoção da igualdade racial, de acordo com os compromissos assumidos pelos Estados da região e reiterados na Conferência de Revisão de Durban, realizada em Genebra, em abril de 2009.

Esta iniciativa do Sindjors se integra aos esforços de garantir a ampliação dos direitos humanos da população negra através do enfrentamento do racismo, como determinam o Plano de Ação de Durban e as orientações do Comitê sobre Eliminação da Discriminação Racial - CERD, bem como instalar uma agenda de interlocução com jornalistas e comunicadores e sociedade civil.

O Seminário O Negro Na Mídia – Invisibilidade da Cor terá abertura no dia 17/9, quinta-feira, às 18h30min, no Salão Nobre da Associação Rio-grandense de Imprensa – ARI com prosseguimento, no mesmo local, no dia seguinte, 18/9, às 8h30min e reunirá representantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA (DF); do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (DF); Centro de Informação das Nações Unidas – UNIC (RJ); Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir (DF) e Empresa Brasil de Comunicação – EBC (DF) e Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher – Unifem (DF).

Programação

17 de setembro de 2009 - Seminário Estadual O Negro na Mídia – a Invisibilidade da Cor

Das 18h30min às 22h

18 de setembro de 2009 - Encontro Latino-americano de Comunicação, Afrodescendentes e Rodada dos Censos de 2010

Das 8h30 às 10h - Painel I – Afrodescendentes e a Rodada dos Censos de 2010

Das 10h30 às 12h - Painel II – Raça e Etnia nos Censos do Brasil, Pesquisas e Indicadores sobre a População Negra


CONVIDADOS/CONFIRMADOS

  • Eloi Ferreira de Araújo - Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – Seppir
  • Mário Lisboa Theodoro - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA
  • Maria Inês Barbosa -Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher – Unifem
  • Ana Lucia Sabóia - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE
  • Giancarlos Suma - Centro de Informação da ONU
  • José Carlos Torves - Federação Nacional de Jornalistas - Fenaj
  • Eliane Cavalleiro - Associação Brasileira de Pesquisadores Negros - ABPN
  • Cristian Guevara - Federação de afrodescendentes iberoamericanos - Fedafro - Espanha
  • Esaud Noel - Presidente da Associação Nacional de Jornalistas Afrocolombianos - Colômbia
  • Julio Rivera - Jornalista de Porto Rico

Mais informações com: Jeanice Dias Ramos - 51 91.17.33.90 - jeanice_ramos@hotmail.com

Vera Daisy Barcellos - Jorn. Reg.Prof.3.804 - 51.913.56.435
Núcleo de Jornalistas Afro-brasileiros /Sindjors
veradaisyb@yahoo.com.br


Fala de Obama a estudantes gera polêmica

São Paulo, segunda-feira, 07 de setembro de 2009





Fala de Obama a estudantes gera polêmica

Republicanos fazem cavalo de batalha de discurso em que presidente incentivará alunos a se esforçarem em sua educação

Democrata é acusado de induzir culto à personalidade; discussão mostra como divisão política se acirrou em meio a debate sobre saúde

Saul Loeb/France Presse

Obama com a mulher, Michelle, e as filhas Sasha(à esq.) e Malia,
no retorno à Casa Branca após duas semanas de férias do presidente


DO "FINANCIAL TIMES",
EM WASHINGTON

Encorajar crianças a se esforçarem na escola e a estabelecerem metas para si mesmas não parece a princípio uma mensagem incendiária. Mas a intenção do presidente dos EUA, Barack Obama, de se dirigir a estudantes amanhã detonou uma tempestade política no país -os críticos mais ferozes estão comparando o democrata aos ditadores Josef Stálin (1878-1953) e Kim Jong-il, acusando-o de tentar doutrinar as crianças com ideias socialistas.
A reação raivosa é um sinal do quão polarizado se tornou o cenário político nos EUA depois de um recesso parlamentar em agosto marcado pela discussão sobre a reforma de saúde impulsionada pelo presidente.
A polêmica sobre o discurso aos estudantes não é um bom prenúncio para a fala que Obama fará na quarta-feira ao Congresso, na qual ele apelará por esforços bipartidários para formular uma lei sobre a reforma do sistema de saúde que possa ser apoiada por democratas e republicanos. Os democratas pretendem apresentar um projeto próprio caso não haja acordo até o próximo dia 15.
"O fato de que algo tão insípido como o presidente dizer a crianças que devem se esforçar tenha detonado esse tipo de resposta mostra o nível de paranoia nos EUA neste momento. É uma indicação da falta de vontade dos líderes republicanos de colaborarem com o presidente", disse Matthew Yglesias, do Center for American Progress, centro de estudos de inclinação democrata.
Encorajados pelo êxito que vêm tendo na oposição à reforma da saúde, os republicanos estão buscando novas oportunidades de enfraquecer o governo Obama.
Van Jones, assessor do presidente para questões de meio ambiente, pediu demissão anteontem após ser pressionado por comentários que fez sobre o Partido Republicano, a quem acusou de abusar da maioria parlamentar que teve no passado para impulsionar legislações daninhas ao país.
Amanhã, Obama discursará aos alunos da escola secundária Wakefield, em Arlington (Virgínia), sobre a necessidade de continuar na escola e trabalhar duro. Diretores de outras escolas em todo o país foram encorajados a deixar seus alunos assistirem ao discurso ao vivo no site da Casa Branca.

Coreia do Norte
A reação foi feroz. "Isso não é educação cívica, é a promoção de um culto à personalidade. É algo que você esperaria ver na Coreia do Norte ou no Iraque de Saddam Hussein", disse o senador republicano Steve Russell.
Depois de escolas em Estados como Illinois, Texas, Virgínia e Wisconsin dizerem que não iriam exibir o discurso e de alguns parentes afirmarem que não mandariam seus filhos à escola, a Casa Branca permitiu divulgar a transcrição do discurso hoje para que pais e professores decidam se as crianças devem ouvi-lo ou não.
O plano de Obama de discursar a estudantes não é novidade nos EUA -George Bush pai fez o mesmo em 1991 e sofreu oposição democrata então. Mas a ferocidade da reação desta vez mostra o abismo criado meses após Obama assumir o cargo.
"Um setor do Partido Republicano com fobia a intervenção governamental tomou controle do megafone na política americana, auxiliado e incentivado por direitistas nos meios de comunicação", afirmou Bill Galston, pesquisador do Instituto Brookings e ex-assessor do ex-presidente Bill Clinton (1993-2001).
Ontem, o secretário da Educação do governo Obama, Arne Duncan, desqualificou a polêmica. "Isso é uma estupidez. As crianças podem ir ao colégio e não assistir [ao discurso]. É simplesmente um discurso de 18 minutos, no qual o presidente desafiará os jovens a assumirem responsabilidade por sua educação", disse ele à emissora CBS.


Com agências internacionais
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0709200903.htm


Com "Jesus no coração", último pajé suruí troca pajelança pela Bíblia

São Paulo, segunda-feira, 07 de setembro de 2009






Com "Jesus no coração", último pajé suruí troca pajelança pela Bíblia

DA ENVIADA A CACOAL (RO)

Antes de dormir, o índio Marimop Suruí, 85, hoje frequentador da Igreja Batista, entoa palavras em tupi-monde que lembram uma cantoria. Mas ele faz uma oração que, traduzida pela neta Rebeca Suruí, 15, quer dizer: "Senhor Jesus, eu te agradeço que você veio morreu [sic.] nos nossos pecados, que nós somos pecadores e nós não somos nada. Amém". Ele ora ao lado de Weitan Suruí, 80, uma das cinco mulheres que teve.
Na aldeia Lapetanha está a Igreja Batista Suruí, onde o pastor prega em tupi-monde. O culto começa com uma cantoria, acompanhada de violão. Tropeçando nas palavras, um dos suruís anuncia a leitura de trecho do Evangelho. Os outros (muitos deles que não falam português), folheiam a Bíblia.
Bem à frente está o ex-pajé Pepera Suruí, que não sabe sua idade (cerca de 60 anos), mas pela tatuagem no rosto mostra que é do "tempo dos mais antigos", quando eles "viviam no mato" e tatuavam a pele em rituais de passagem. Ele diz que hoje, em vez de curar com pajelança, ora com a Bíblia por perto. "Parou [a atividade de pajé]. É perigoso o espírito mau. Agora tem Jesus no coração", diz o último pajé suruí, que emenda a frase com uma cantoria evangélica em tupi-monde.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0709200910.htm

Mídia e Ação Afirmativa: A Construção de uma Opinião Pública

SEMINÁRIO:

Mídia e Ação Afirmativa: A Construção de uma Opinião Pública

Programa:

Dia 9 de setembro - quarta-feira

13h00 - Abertura

Dr. André Fontes - Desembargador Federal ...

Carlos Alberto Medeiros - Coordenador da CEPIR

14h30 - Coffee break

15h00 - 16h:30 - Painel I, Debates e Encerramento

Acadêmicos contra a ação afirmativa: uma análise da argumentação pública

João Feres Júnior

Mídia e Ação afirmativa

Julio Tavares

Dia 10 de setembro - quinta-feira

13h00 - Painel II

A revista Veja no debate das cotas

Verônica Toste Daflon

Intelectuais e ação afirmativa no Globo

Luiz Augusto Campos

14h30 - Coffee break

15h00 - 16h:30 - Paine III, Debates e Encerramento

A constitucionalidade das políticas de ação afirmativa: critérios adotados pela jurisprudência brasileira

Cláudio Pereira S. Neto

Considerações sobre Mídia & Direito no Brasil

Luiz Fernando Martins da Silva

Local: Centro Cultural Justiça Federal
Endereço: Av. Rio Branco, n. 241, Centro (Saída Pedro Lessa da estação Cinelândia do METRÔ)
Informações: 3261-2550. Inscrições: no local, na hora do evento
Organização: AJUFE, AJUFERJES, GEMAA, IUPERJ, SEPPIR, CEPIR, COMDEDINE

Carlos Dafé convidou voc"e para o evento 'CARLOS DAFÉ' em CARLOS DAFÉ

Carlos Dafé convidou voc"e para o evento 'CARLOS DAFÉ' em CARLOS DAFÉ
CONTO COM A PRESENÇA,11-8153-3092/219832-3721/21-9182-9523.

CARLOS DAFÉ Horário: 6 setembro 2009 de 18:00 a 19:00
Local: SOFTFEST
Organizado por: Carlos Dafé

Descrição do evento:
AGENDA DE SHOW'S,RÁDIO,TV DE CARLOS DAFÉ 2009.
"BEM VINDO AO BAILE"

27 DE AGOSTO/QUINTA-FEIRA/SAO PAULO-BOURBON STREET
06 DE SETEMBRO/DOMINGO/RIO DE JANEIRO-IRAJÁ E PÇA DO ANIL-JACARÉPAGUA
09 DE SETEMBRO/QUARTA-FEIRA
RJ-CANAL BRASIL/GRAVAÇÃO PROGRAMA SOM DO VINIL-CHARLES GAVIN
12 DE SETEMBRO/SÁBADO-RJ-ITAIPUAÇÚ "BOTEQUIM DO MEU CUMPADI"
CARLOS DAFÉ E BANDA/ABERTURA JÔ BORGES E ALDO CORRÊA
15 DE SETEMBRO-TERÇA-FEIRA/RJ-"RITMO DA DANÇA" RUA VISCONDE DE ABAETÉ,33-VILA ISABEL.CANTOR EDMON CONVIDA CARLOS DAFÉ.
18 DE SETEMBRO-SEXTA-FEIRA-SP-OSASCO-Á CONFIRMAR.
19 DE SETEMBRO-SÁBADO-SÃO PAULO CASSASP/CLUBE DA AERONAÚTICA/
NOSTALGIA-BAILE BLACK COM CARLOS DAFÉ E BANDA.
21 DE SETEMBRO-SEGUNDA-FEIRA-SP-ORIGINAIS DO SAMBA CONVIDA.:CARLOS DAFÉ E REYNALDO "O PRÍNCIPE DO PAGODE" .
27 DE SETEMBRO-DOMINGO-Á CONFIRMAR/RJ-RENASCENÇA CLUBE"BY CAFÉ CONVIDA CARLOS DAFÉ E BANDA"
01 DE OUTUBRO-QUINTA-FEIRA-SP-ILHA DA MADEIRA-Á CONFIRMAR.
06 DE OUTUBRO-TERÇA-FEIRA-RJ-IMPÉRIO SERRANO.
08 DE OUTUBRO-QUINTA-FEIRA-RJ-SINTRASEF.
10 DE OUTUBRO-SÁBADO/SP-SÃO CARLOS.
COLETIVO INSTITUTO/"TIM MAIA" RACIONAL"COM PARTICIPAÇÃO DE .:CARLOS DAFÉ,THALMA DE FREITAS E BNEGÃO.
24 DE OUTUBRO-SÁBADO/MINAS GERAIS-MG-FORMIGA.
"OSSALANA"Á CONFIRMAR.
25 DE OUTUBRO-DOMINGO
ANIVERSÁRIO DE CARLOS DAFÉ,SHOW?


Ver mais detalhes e RSVP em CARLOS DAFÉ:
http://carlosdafe.ning.com/events/event/show?id=3989090%3AEvent%3A38&xgi=1LxYOnJeP9kKtw
Sobre CARLOS DAFÉ
Compositor. Instrumentista. Cantor E produtor. Nascido no subúrbio de Vila Isabel,no Rio.irmãos músicos:PC(cantor).Seu filhos,Dafézinho e vê
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sábado, 5 de setembro de 2009

Pelo fim do racismo

Pelo fim do racismo

O Brasil acabou com a escravidão há 121 anos. Os descendentes dos escravos, porém, não são livres social e economicamente: o racismo é o obstáculo. Velado, “cordial” ou odioso, ele persiste mesmo sendo um crime. É urgente pôr fim a esse sentimento selvagem que impede o avanço do país e da humanidade – como mostram as vozes de brasileiros e estrangeiros neste manifesto

Vera Gudin

"Sou capaz de relatar a ladainha usual de pequenos insultos que me foram direcionados ao longo de meus 45 anos: seguranças me seguindo quando entro em lojas de departamento, casais brancos que me jogam a chave de seus carros quando estou esperando pelo valet, carros de polícia que me param por nenhuma razão aparente... Conheço o gosto amargo da raiva ao engoli-la a seco"
BARACK OBAMA, PRESIDENTE AMERICANO, NA AUTOBIOGRAFIA A AUDÁCIA DA ESPERANÇA (ED. LAROUSSE, 2007)

"Não importa se a pessoa é branca, preta, rosa. O racismo é irracional, impede a evolução. É uma estupidez que se aprende em casa"
DAIANE DOS SANTOS, GINASTA

"A crítica ao patriarcalismo, feita pelo feminismo, conseguiu de alguma maneira promover um processo de emancipação das mulheres. À medida que se abrem possibilidades para mulheres, são as brancas as privilegiadas. Quando se trata de negras ou indígenas, o processo de emancipação fica muito prejudicado, porque o racismo opera para brecar a autonomia delas"
SUELI CARNEIRO, ATIVISTA DO GELEDÉS INSTITUTO DA MULHER NEGRA

"Rosa Parks sentou-se para que Martin Luther King pudesse andar. Luther King andou para que Obama pudesse correr. Obama está correndo para que nós possamos voar"
JAY-Z, RAPPER AMERICANO

"Meus pés estavam doendo e me recusei a levantar. Mas a verdadeira razão foi que senti que tinha o direito de ser tratada de forma igual a qualquer outro passageiro. Nós já havíamos suportado aquele tratamento tempo demais"
ROSA PARKS EXPLICANDO POR QUE DESAFIOU A LEI DE SEGREGAÇÃO E SE RECUSOU, EM 1955, A CEDER SEU LUGAR NO ÔNIBUS A UM BRANCO. PRESA, TORNOU-SE SÍMBOLO DA LUTA PELOS DIREITOS DOS NEGROS AMERICANOS. MORREU EM 2005

"É ótimo ter a primeira heroína negra, Taís Araújo, na novela das 9. Seria mais maravilhoso ainda se não fosse notícia. O fato de ser notícia revela o nosso estágio no combate ao racismo: ainda estamos engatinhando"
ELISA LUCINDA, ATRIZ, CANTORA E POETISA





http://claudia.abril.com.br/materias/3820/?pagina1&sh=31&cnl=31

SEMINÁRIO:Mídia e Ação Afirmativa: A Construção de uma Opinião Pública

SEMINÁRIO:

Mídia e Ação Afirmativa: A Construção de uma Opinião Pública

Programa:

Dia 9 de setembro - quarta-feira

13h00 - Abertura

Dr. André Fontes - Desembargador Federal ...

Carlos Alberto Medeiros - Coordenador da CEPIR

14h30 - Coffee break

15h00 - 16h:30 - Painel I, Debates e Encerramento

Acadêmicos contra a ação afirmativa: uma análise da argumentação pública

João Feres Júnior

Mídia e Ação afirmativa

Julio Tavares

Dia 10 de setembro - quinta-feira

13h00 - Painel II

A revista Veja no debate das cotas

Verônica Toste Daflon

Intelectuais e ação afirmativa no Globo

Luiz Augusto Campos

14h30 - Coffee break

15h00 - 16h:30 - Paine III, Debates e Encerramento

A constitucionalidade das políticas de ação afirmativa: critérios adotados pela jurisprudência brasileira

Cláudio Pereira S. Neto

Considerações sobre Mídia & Direito no Brasil

Luiz Fernando Martins da Silva

Local: Centro Cultural Justiça Federal
Endereço: Av. Rio Branco, n. 241, Centro (Saída Pedro Lessa da estação Cinelândia do METRÔ)
Informações: 3261-2550. Inscrições: no local, na hora do evento
Organização: AJUFE, AJUFERJES, GEMAA, IUPERJ, SEPPIR, CEPIR, COMDEDINE

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Justiça do DF condena jovem acusado de racismo na internet

03/09/09 - 16h37 - Atualizado em 03/09/09 - 19h52

Justiça do DF condena jovem acusado de racismo na internet

Marcelo Mello escreveu mensagens preconceituosas no Orkut, diz MP.
Condenado a mais de 1 ano de reclusão, ele vai cumprir pena alternativa.

Diego Abreu Do G1, em Brasília

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou nesta quinta-feira (3) um jovem acusado de cometer racismo na internet a um ano e dois meses de reclusão em regime aberto. A condenação imposta pela Segunda Turma Criminal, no entanto, será ser convertida em penas alternativas, a serem decididas pelo juiz da Vara de Execuções Penais do DF.

O caso foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por um internauta paulista. O órgão investigou o acusado, Marcelo Valle Silveira Mello, de 23 anos, morador de Brasília, e constatou que se tratava de um caso de racismo.

Em agosto de 2005, o MPSP enviou o inquérito para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que, no mês seguinte, apresentou denúncia à Justiça contra o jovem. Na época dos fatos, o acusado tinha 19 anos. Ele chegou a afirmar, em depoimento, que parte dos fatos narrados da audiência eram verdadeiros.

Em 1ª instância, a 6ª Vara Criminal de Brasília havia absolvido Mello da acusação de crime racial. O caso, porém, voltou a ser julgado nesta tarde porque o MPDFT recorreu contra a decisão inicial.

De acordo com o processo, Marcelo Mello teria escrito, no site de relacionamentos Orkut, palavras preconceituosas contra negros e afrodescendentes. As mensagens teriam sido postadas em um grupo de discussões criado por alunos da Universidade de Brasília (UnB) para debater as cotas raciais.

Segundo a denúncia, o jovem usou termos como “burros”, “macacos subdesenvolvidos”, “malandros”, “sujos” e “pobres” para ofender negros e afrodescendentes. Na época dos fatos, o Ministério Público apreendeu computadores usados por Mello, com autorização da Justiça, e colheu as provas que apontaram o crime de racismo.

Defesa

A defesa do jovem alegou que ele fazia tratamento psicoterápico, sendo usuário de medicamento controlado. Argumentou ainda que Mello foi criado sem a presença do pai, pela mãe que é portadora de distúrbio psiquiátrico. Os advogados também apresentaram laudo, que teria concluído que o denunciado sofre de transtorno de personalidade emocionalmente instável.

Ainda segundo a defesa, a crítica era dirigida ao sistema de cotas por critérios de raças ou etnias, e que ele estava apenas manifestando sua verdadeira opinião sobre o sistema, já que defendia cotas por "renda" e não por "raça".

Os argumentos, no entanto, não convenceram o relator do processo, desembargador Roberval Belinati, para quem a prática de racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. “Dessa forma, caso uma manifestação seja racista, não há que se falar em liberdade de expressão, uma vez que esta conduta é criminosa, apta, portanto, a ensejar a responsabilização criminal do autor”, destacou o relator.

Belinati, no entanto, tratou o jovem como um réu “semi-imputável” – aquele capaz de entender o caráter ilícito do fato que praticou, mas não inteiramente capaz de determinar-se de acordo com esse entendimento. Assim, o desembargador entendeu que o acusado poderia responder pelo crime, mas com pena reduzida de um a dois terços. Todos os demais membros da Segunda Turma acompanharam o voto do relator.


http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1291655-5598,00-JUSTICA+DO+DF+CONDENA+JOVEM+ACUSADO+DE+RACISMO+NA+INTERNET.html

Babá Pece de Oxumare

Foto do Babalorixá
Babalorixa Pecê de Oxumarê

Biografia
Babá Pece de Oxumare

Sivanilton da Encarnação da Mata, nascido em 30.08.1964 e filho biológico da Iyalorixá Nilzete de Yemanjá.conhecido como Pece, apelido carinhoso dado por sua avó materna a Iyalorixá Simplícia de Ogun.
Iniciado pelo Babalorixá Nezinho de Ogun - Ogun Tobé, em 15 de dezembro de 1965, quando tinha apenas um ano de idade.
Assume o comando da Casa de Oxumarê em 1990, logo após a morte de sua mãe e Irmã de santo a Iyalorixá Nilzete de Yemanjá. É integrante da Polícia Militar do Estado da Bahia, aonde atua até hoje. Foi coordenador estadual do INTECAB da Bahia.
Tem diretrizes definidas em sua gestão, realizando projetos sociais e também estando aberto para negociações com o empresariado garantindo o crescimento da comunidade afro-descendente.
Assumiu a vida espiritual de Babalorixás e Iyalorixás em todo o brasil.
Entre eles podemos citar:

  • Edson Ribeiro Mandarino - Kaobakessy, o primeiro a ser integralmente assumido em são paulo. Conta-se que Babá Pece de Oxumarê recebeu a determinação da Iyalorixá Nilzete de Yemanjá em seu leito de morte de arreiar as obrigações a Xangô. As obrigações aconteceram em 1990.
  • Gerson de Odé em 1990 em Belo Horizonte, Minas Gerais;
  • Luiz Carlos de Oxossi - Caty, em 1991 , em São Paulo;
  • Juni de Yemanjá em 1991 em Belo Horizonte, Minas Gerais;
  • Flavio de Yansan, em 1996, em São Paulo;
  • Ricardo de Omolu, em 1996, no Rio de Janiero;
  • Haroldo de Oxalá, em 1999, em Curitiba, Paraná;
  • Washington de Ogun, em 1999, no Rio de Janeiro;
  • Jorge de Logun Edé em 2000, Vitória da Conquista, Bahia;
  • Entre outros.

http://www.casadeoxumare.com.br/galeria.html

Distorcendo a distorção

Distorcendo a distorção
A. P. Quartim de Moraes*
Quarta-Feira, 02 de Setembro de 2009 - Versão Impressa


Honrou-me Sua Excelência o ministro da Cultura, Juca Ferreira, com simpática carta pessoal a respeito do artigo publicado nesta página sob o título “Onde reside o perigo” (4/8). Considerando o interesse público do conteúdo, respondo publicamente.

Valendo-me do "gancho" do evento de lançamento do Vale-Cultura, tratei naquele texto da nova lei de incentivo à cultura em tramitação no Congresso, chamando a atenção para o perigo representado pela indefinição de critérios para a aprovação tanto de projetos incentivados pela renúncia fiscal quanto dos investimentos diretos por meio do Fundo Nacional de Cultura, que deverão predominar na nova lei, minimizando, em tese, as distorções da Lei Rouanet.

Um dos argumentos expostos era o de que, embora baseada na realidade dos fatos, carecia de fundamento lógico a crítica do ministro aos "departamentos de marketing" como responsáveis pela concentração dos recursos incentivados em projetos estritamente comerciais, voltados para os interesses mercadológicos das empresas, e não para objetivos culturais. Essa distorção só é possível, sustentava o artigo, porque o próprio Ministério da Cultura (MinC) aprova os projetos que fazem a alegria dos marqueteiros.

Contra-argumenta o ministro em sua missiva que, ao contrário do que imagina este escriba, "as distorções ocorrem no processo de captação, e não de aprovação" dos projetos da Lei Rouanet. E procura comprovar essa afirmação com dados. O principal deles: em 2008, para a Região Sudeste o MinC aprovou projetos que permitiram a captação de quase 80% dos recursos investidos em todo o País. Nas demais regiões, Centro-Oeste, Nordeste, Norte e Sul, o total de projetos aprovados resultou na captação, respectivamente, de 2%, 6%, 1% e 12% dos recursos investidos em atividades artístico-culturais, no Brasil inteiro.

Essa enorme discrepância - destacada no artigo que provocou a carta do ministro - pode ser considerada, certamente, uma distorção, mas é, principalmente, o efeito perverso da chamada lógica do mercado, que evidentemente não é levada em conta no processo de aprovação dos projetos. Resulta também do equívoco de, no mesmo processo, tratar igualmente regiões muito diferentes entre si, o que inevitavelmente, como se vê, acaba provocando graves desigualdades.

De modo que, embora a distorção, como observa o ministro, se manifeste no processo de captação, ela é gerada, obviamente, pela ausência ou inadequação de critérios no processo de seleção. Não admitir isso é distorcer a distorção.

Talvez essa distorção não existisse, pelo menos em proporções tão amplas, se não fossem oferecidos à Região Sudeste tantos projetos que, a rigor, não necessitam de recursos públicos como condição essencial para se viabilizarem. Mas o ministro argumenta que "fazer arte no Brasil é caro", que "tanto o artista consagrado quanto o desconhecido estão, em menor ou maior grau, sujeitos a essas condições" e que, portanto, não se pode "combater uma exclusão com outra", porque "seria injusto excluir os consagrados". Resta saber se haverá o cuidado de não continuar tratando igualmente os desiguais. De qualquer modo, garante o ministro: "Em vez de excluir direitos, vamos excluir privilégios." Como? Mudando, é claro, a Lei Rouanet.

Anuncia, então, Juca Ferreira algumas intenções que podem realmente vir a ser uma boa resposta à expectativa de critérios, que ele próprio expressamente admite não existirem hoje, para a aprovação e execução de projetos culturais por parte do governo: "Para combater privilégios, não vamos mudar o foco do financiamento, mas as regras do financiamento. Por exemplo, em vez de simplesmente não investir em projetos de sucesso, podemos participar de seus resultados econômicos, ou seja, reverter parte de seu lucro para o Fundo Nacional de Cultura e, assim, gerar novos investimentos no país. Em vez de simplesmente não investir em um espetáculo ou show de preços abusivos, podemos condicionar o financiamento à diminuição dos preços."

E escreve ainda o titular do MinC: "Então, penso que todos têm o direito de acessar recursos públicos, mas também que todos têm o direito de acessar o que é realizado com esses recursos. Então propomos o equilíbrio dessas duas equações, a partir da seguinte regra: quanto mais próximo o projeto estiver do interesse público, maior investimento público para sua realização. Quanto mais próximo o projeto estiver do interesse de mercado, maior investimento privado para sua realização."

Essa animadora manifestação de intenções deixa claro o espírito da nova lei que o MinC está propondo. Como ainda não conheço em detalhes o projeto em tramitação no Congresso, do mesmo modo que ninguém pode saber no que resultará a proposta do governo depois das emendas parlamentares que vierem a ser aprovadas, fica difícil avaliar até que ponto será realmente possível transformar em realidade as belíssimas - e, acredito, absolutamente sinceras - intenções do ministro. E há ainda outra incógnita: a posterior regulamentação da lei.

De qualquer modo, é louvável, e não surpreende, a disposição do ministro de permanecer aberto a "um bom diálogo". Merece, portanto, Sua Excelência, no exercício de espinhosa atividade política, que se faça um desconto para a dose de retórica de seu discurso e se abra um crédito de confiança à sua manifestação de propósitos. Mas isso não elide a necessidade de estarmos todos atentos às curvas do caminho onde reside o perigo. Por exemplo, talvez para resumir: a "governabilidade" acima do real interesse público e o insaciável apetite de agentes dos mais diversos setores artístico-culturais pelas benesses financeiras do Poder Executivo.


* A. P. Quartim de Moraes é jornalista e editor.
E-mail: apquartim@dualtec.com.br

Fonte: Estadão de hoje

Ministro nega liminar a mulher que furtou por três vezes itens de pequeno valor

Notícias STF
Quarta-feira, 02 de Setembro de 2009
Ministro nega liminar a mulher que furtou por três vezes itens de pequeno valor

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou para análise da Primeira Turma o Habeas Corpus (HC) 100105, no qual uma mulher acusada de furtar itens de pequeno valor em três episódios diferentes pede que sua conduta não seja considerada crime porque o que ela roubou teria preço insignificante.

Ao indeferir a liminar, o ministro Marco Aurélio frisou que o pedido sobre a insignificância não foi apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Assim, para que não haja a supressão da instância, existe tão somente a possibilidade de se determinar, de ofício, a atipicidade da conduta (o reconhecimento de que não houve crime e, consequentemente, a absolvição) – tarefa que ele julgou ser de competência da Primeira Turma.

“Este dado é conducente a aguardar-se o crivo do colegiado, que melhor dirá sobre a alegação de insignificância das práticas delituosas”, disse o ministro.

Furtos

Em 26 de agosto de 2005, a mulher que pede absolvição por meio do HC teria roubado R$ 10,00 de uma carteira guardada numa gaveta. Na mesma data, ela teria levado oito pares de meia soquete, três cuecas, uma carteira de cigarro e um pacote de balas pertencentes a outra vítima. Esses itens foram avaliados em R$ 98,35.

No dia 6 de outubro do mesmo ano, ela teria tomado para si as compras de outra pessoa (alimentos e produtos de limpeza), avaliadas em R$ 149,70.

Na primeira instância, a mulher foi condenada a uma pena de dez meses e 15 dias de reclusão por tentativa de furto continuado, e a um ano e meio de reclusão por furto. As penas deveriam ser cumpridas em regime semiaberto.

Por meio de recurso da defesa, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul afastou a tese de que ela seria reincidente (tentativa de furto continuado). Por isso, o Ministério Público recorreu ao STJ pedindo o reconhecimento da reincidência no crime de furto, ao que foi atendido. Contudo, o STJ não avaliou a insignificância. Dessa forma, o HC chegou ao Supremo.

MG/LF

Processos relacionados
HC 100105




http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=112720&tip=UN

CONVITE: Mês da Consciência Negra

Prefeitura Municipal de Camaçari

Secretaria da Promoção da Mulher e da Reparação

Coordenação de Promoção de Politicas da Igualdade Racial



Convite

A Secretaria da Promoção da Mulher e da Reparação, através de sua Coordenação de Politicas de Promoção da Igualdade Racial, vem por meio desta convidar as Organizações Sociais(Associação de Moradores, Partidos Políticos, Grupos: Desportivos, Artísticos Culturais, Segmentos Religiosos, Movimentos Sociais, Sindicatos, ONG'S, etc...), Mandatos de Deputados e Vereadores, Escolas, Faculdades e toda a População Negra e Afrodescendentes de Camaçari, para discutirmos e construímos o Mês da Consciência Negra.

A proposta é montarmos de forma plural coletiva e participativa, uma Agenda de Atividades, para o Mês de Novembro, assim como pautarmos e discutirmos as Políticas Publicas para a População Negra do Município.

  • Onde: Centro de Referência na Atenção a Mulher Yolanda Pires( Bairro: 02 de Julho, Rua da Ambrósia, s/nº, no fundo da Escola Luiz Pereira, próximo a Escola Maria Quitéria)

  • Quando: 10 de Setembro( quinta – feira) Ás 17 horas

Informações com:

Ivonete Mota: 87234274/ Coordenadora de Politicas de Promoção da Igualdade Racial,

E-mail: ivonetemnu@yahoo.com.br

Gilberto Araújo: 88416602 - Gerente de Politicas de promoção da Igualdade Racial,

E-mail: -betoelonfoluke@yahoo.com.br



--
Fabiana Franco
Tel: (071)88324755/81971179/96218658
MSN: franco.fabiana@hotmail.com
Endereço Postal: Praça dos Coqueiros, Rua Principal, S/N, Bairro: Arembepe, Cidade: Camaçari, Estado: Bahia, País: Brasil, CEP: 42835-000, Caixa Postal: 525
www.coletivomarias.blogspot.com

Centro Cultural José Bonifácio

Centro Cultural José Bonifácio

O prédio foi inaugurado por Dom Pedro I para ser o primeiro colégio público da América Latina. Hoje abriga o Centro Cultural José Bonifácio, também conhecido como Centro de Memória e Documentação Brasileira. Tem uma biblioteca com 5 mil volumes, sala de vídeo e espaço para concertos.
Em suas instalações funcionam a Galeria de Arte Heitor dos Prazeres, o Teatro Ruth de Souza, com capacidade para 150 espectadores, e o espaço Cine Vídeo Grande Othelo, com 60 lugares, e Biblioteca Popular. O Centro oferece cursos, feira de livros, exibição de filmes e vídeos, oficinas de arte, seminários, exposições e espetáculos teatrais e musicais, além de estabelecer intercâmbio com várias instituições similares do país e do exterior.

Rua Pedro Ernesto, 80 - Gamboa.
2233-7754
- Terça a Sexta - 08:00 às 18:00hs

Ementa: Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, dá nova redação ao § 3º do

SENADO FEDERAL

Secretaria-Geral da Mesa

Acompanhamento de Matérias


As seguintes matérias de seu interesse sofreram ações em: 02/09/2009


SF PLC 00122 2006


Ementa: Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, dá nova redação ao § 3º do art. 140...

02/09/2009 CAS - Comissão de Assuntos Sociais

Situação: AUDIÊNCIA PÚBLICA


Reunida a Comissão, em 02/09/2009, foram aprovados os Requerimentos n°71 e 72 de 2009-CAS, de autoria dos Senadores Expedito Júnior, Mozarildo Cavalcanti, Fátima Cleide e Paulo Paim, em aditamento ao Requerimento nº 38 de 2009-CAS, de Audiência Pública com a finalidade de instruir o Projeto de Lei da Câmara n°122 de 2006. (Anexado fl. 190 e 191).

TOTAL: 1

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Terreiro Ile Axé Oxumare - Salvador - Bahia - Babá Pecê D´Oxumarê

Casa de Oxumarehttp://www.casadeoxumare.com.br/galeria.html


O terreiro Ile Axé Oxumare foi fundado pelo Babalorixá Antonio de Oxumare, também conhecido como seu Antonio das Cobras, filho de santo de velhas africanas, sendo criado por tio Salacó, filho de Xangô e tio Talabi filho de Omolu. Citações bibliográficas indicam Antonio de Oxumare, ou Cobra Encantada como também era conhecido, fazendo parte de uma lista de Babalorixás/Pais de Santo de origem africana na Bahia a partir de 1875.

Há evidências, portanto que o Babalorixá Antonio de Oxumare tenha sido escravo ou viveu no período da escravidão.

Se esta suposição for confirmada o Axé Oxumare foi iniciado no século XIX e portanto alcançando atualmente a idade de 100 (cem) anos de fundação.

A fundamentação do terreiro foi feita pelos africanos Salacó e Talabi. Estes entregaram o Axé Oxumare para o senhor Antonio de Oxumare ajudando também na fundação de outros terreiros no interior da Bahia.

Originariamente o Axé Oxumare nasceu no bairro de Barris (nome este em função de que as pessoas buscavam água em barris na época). Hoje, está situado na Avenida Vasco da Gama 343, Bairro da Federação, antiga Mata Escura, Salvador, Bahia. A trasferência de sede deve-se ao fato de que o bairro de Barris começa a ter uma grande concentração da nobreza e de muçulmanos, impossibilitando assim a continuidade do axé. A data precisa da mudança de sede não se tem conhecimento, mas garante-se que Iyá Cotinha de Yewá, já fazia seus candomblés na atual sede.

Os restos mortais de tio Salacó e tio Talabi encontram-se enterrados atrás da igreja dos pretos na cidade de Cachoeira de São Félix, interior da Bahia.

Pelo estatuto e registro, a Casa de Oxumare tem origem em 1930 e foi reativada em março de 1988. É civilmente denominada Sociedade Cultural, Religiosa e Beneficente São Salvador. Como herdeira do babalorixá antonio de oxumare, assume sua Filha de santo a Iyalorixá Cotinha de Yewá cujo nome civil era Maria das Mercês e que comanda o Axé Oxumarê até 1947.

Por escolha dos Orixás, assume como sucessora de Cotinha de Yewá, a Iyalorixá Francelina do Ogun sua filha de santo até 1954.

Simpliciana da Encarnação ou Simplícia de Ogun como era conhecida recebe o Axé Oxumare das mãos de sua irmã de santo Francelina de Ogun ainda em vida.

Iyá Simplícia de Ogun com muita dignidade conduziu este legado de 1954 até 1967, até seu falecimento.

Na linhagem sucessória foi indicada dona Miudinha de Oxum que por motivos pessoais não assume o cargo.

A Casa de Oxumare fica sem atividades de 1967 a 1974.

Após 1974, a egbomy Nilzete de Iemanjá, filha biológica de Iyá Simplícia do Ogun, também escolhida pelos Orixás e por toda família Oxumare ao cargo de Iyalorixá, assume e reabre as funções da Casa de Oxumare até 1990 com grande descortino e sensibilidade, quando veio a falecer em 30.03.1990.

Com a morte da Iyalorixá Nilzete de Yemanjá, toma posse no comando da Casa de Oxumare o Babalorixá Pece de Oxumare seu filho biológico e irmão de santo, em 1990 até o presente dia.

A consangüinidade na sucessão da Casa de Oxumarê está estabelecida a partir da Iyalorixá Simplícia de Ogun .

Oficial e legalmente a Casa de Oxumarê foi regulamentada no dia 10 de setembro de 1988, quando deliberado seu estatuto, que está atualmente em vigor.

A lei municipal n. 4.159/90 dá a Casa de Oxumare o título de Utilidade Pública, sancionada pelo Poder Público Municipal Soteropolitano/Salvador. Recentemente a Lei Estadual 8.297 de 30 / 07 / 2002 declara de Utilidade Pública a Casa de Oxumare, lei esta promulgada pela Presidência da Assembléia Legislativa do Estado da Bahia.

Fundacao Paulmares

Apoios oferecidos pela Prefeitura Municipal de Salvador:

  • Reforma do telhado do barracão - gestão da Prefeita Lidice da Mata;
  • Escadarias e contenções - gestão do Prefeito Fernando Wilson Magalhães;










Batidão liberado: Alerj aprova as Leis do Funk

Batidão liberado: Alerj aprova as Leis do Funk
Deputados põem fim a restrições a bailes e a raves, que precisavam de autorização da polícia

Rio - Com as galerias da Assembleia Legislativa lotadas, os deputados aprovaram ontem à noite, por unanimidade, as leis que definem o funk como movimento da cultura popular e permitem a realização de bailes nas favelas do estado sem prévia autorização da Secretaria Estadual de Segurança. A permissão também vale para festas rave. Os textos seguem agora para sanção do governador Sérgio Cabral, que tem 15 dias para dar o seu parecer.


“Não há dúvida de que são as maiores conquistas da História do batidão. Somos agentes culturais, e não marginais”, desabafa MC Leonardo, 34 anos, presidente da Associação de Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk). Os deputados Marcelo Freixo (PSOL) e Wagner Montes (PDT), autores do projeto que torna o funk movimento popular, esperam que o governo assegure as manifestações, como festas, bailes e reuniões, sem interferência ou regras discriminatórias.

Assim que terminou a votação, 300 pessoas saíram em carreata até o Circo Voador, na Lapa, ao som de funk, para comemorar. “Essa Casa corrigiu um erro, graças à população, à massa funkeira”, afirmou Freixo, que, com o deputado Paulo Melo, assinou o projeto da revogação das restrições.

“O samba sofreu a mesma discriminação no século passado, quando era tido como música de vagabundo”, comparou Jorge Pigmeu, produtor musical. “Criminoso cria crime, funkeiro cria música. Não somos criminosos”, definiu. Segundo ele, há meses em que organiza até 100 eventos. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o funk movimenta por mês R$ 10,6 milhões no Grande Rio, gerando 10 mil empregos.


http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/9/batidao_liberado_alerj_aprova_as_leis_do_funk_32767.html

Batidão liberado: Alerj aprova as Leis do Funk
Deputados põem fim a restrições a bailes e a raves, que precisavam de autorização da polícia

Rio - Com as galerias da Assembleia Legislativa lotadas, os deputados aprovaram ontem à noite, por unanimidade, as leis que definem o funk como movimento da cultura popular e permitem a realização de bailes nas favelas do estado sem prévia autorização da Secretaria Estadual de Segurança. A permissão também vale para festas rave. Os textos seguem agora para sanção do governador Sérgio Cabral, que tem 15 dias para dar o seu parecer.
Foto: André Mourão / Agência O DIA
Foto: André Mourão / Agência O DIA

“Não há dúvida de que são as maiores conquistas da História do batidão. Somos agentes culturais, e não marginais”, desabafa MC Leonardo, 34 anos, presidente da Associação de Profissionais e Amigos do Funk (Apafunk). Os deputados Marcelo Freixo (PSOL) e Wagner Montes (PDT), autores do projeto que torna o funk movimento popular, esperam que o governo assegure as manifestações, como festas, bailes e reuniões, sem interferência ou regras discriminatórias.

Assim que terminou a votação, 300 pessoas saíram em carreata até o Circo Voador, na Lapa, ao som de funk, para comemorar. “Essa Casa corrigiu um erro, graças à população, à massa funkeira”, afirmou Freixo, que, com o deputado Paulo Melo, assinou o projeto da revogação das restrições.

“O samba sofreu a mesma discriminação no século passado, quando era tido como música de vagabundo”, comparou Jorge Pigmeu, produtor musical. “Criminoso cria crime, funkeiro cria música. Não somos criminosos”, definiu. Segundo ele, há meses em que organiza até 100 eventos. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o funk movimenta por mês R$ 10,6 milhões no Grande Rio, gerando 10 mil empregos.

Ministro Menezes Direito é sepultado no Rio de Janeiro

Notícias STF
Terça-feira, 01 de Setembro de 2009
Ministro Menezes Direito é sepultado no Rio de Janeiro

Às 17h07 desta terça-feira (01) foi sepultado no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Emocionados, familiares e amigos do ministro se despediram junto ao jazigo da família. Com uma salva de palmas, sem discursos, deram adeus com a discrição que sempre permeou a conduta de Menezes Direito ao longo de sua vida.

Ministros do STF passaram o dia no velório de Menezes Direito. Entre eles, o ministro Joaquim Barbosa, que definiu o colega como “um grande amigo” que conheceu muito tempo antes da sua chegada ao STF. “Intelectual de altíssimo gabarito conheci-o inicialmente no mundo acadêmico e, posteriormente, tive o privilégio de conviver com ele por quase dois anos no STF”, afirmou.

Barbosa ainda acrescentou que Menezes Direito foi “um grande humanista, um grande profissional do Direito, excelente pai, excelente esposo e um grande amigo”.

Seu outro colega no STF, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que o ministro Menezes Direito “dificilmente poderá ser substituído”. Para ele, foi uma “perda enorme, irreparável para o Supremo Tribunal Federal. Um grande juiz, um grande amigo, um grande companheiro. Um homem culto que enriquecia os debates”, disse.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareceu ao velório bem como o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, cujo pai foi amigo do ministro Menezes Direito.

“Um grande brasileiro e especialmente um grande carioca. Era um amigo pessoal, o ministro Menezes Direito era amigo de infância do meu pai, ele me viu nascer, era amigo da família toda. Então, acho que perdemos um grande amigo, um grande brasileiro e especialmente um grande carioca”, afirmou Eduardo Paes.

O ministro Menezes Direito era natural de Belém, no Pará, mas adotou a cidade do Rio de Janeiro desde muito jovem, ali fincando raízes familiares, afetivas e profissionais.

CM/EH



http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=112705&tip=UN

IBGE apresenta inovações do Censo Demográfico 2010

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentará, nesta terça-feira, 1º de setembro, as inovações do XII Censo Demográfico, cuja operação de coleta terá início em 1º de agosto de 2010, em todos os domicílios do país. O Censo oferecerá um retrato atual da população brasileira e das suas características sócio-econômicas e, ao mesmo tempo, servirá de base para o planejamento público e privado da próxima década. Atendendo a demandas da sociedade por informações e a recomendações internacionais, o questionário do Censo 2010 trará novas perguntas. O Censo 2010 será, também, a primeira pesquisa desse porte totalmente informatizada, com a realização das entrevistas em computadores de mão equipados com receptores GPS e mapas digitalizados. O Censo 2010 envolverá o trabalho de cerca de 230 mil agentes censitários e recenseadores. Eles visitarão aproximadamente 58 milhões de domicílios, em 5.565 municípios, para conhecer os mais de 190 milhões de brasileiros, naquela que é a fotografia mais nítida da população brasileira. O orçamento previsto é da ordem de R$ 1,4 bilhão. Neste mesmo dia começa, em Rio Claro (SP), o Censo Experimental - último teste para a realização do Censo 2010. A cidade, de 191.886 habitantes, terá todos seus domicílios recenseados até novembro deste ano.

O questionário Básico do Censo 2010, com 16 perguntas, será aplicado em todos os domicílios brasileiros. O questionário da Amostra, com 81 perguntas, será respondido por uma parte da população. Integram o questionário Básico perguntas sobre as características dos moradores (sexo, idade, cor ou raça, educação, rendimento) e características dos domicílios (abastecimento de água, esgotamento sanitário, existência de energia elétrica, destino do lixo). No Censo 2010, o questionário básico traz perguntas sobre emigração internacional, posse de registro de nascimento, etnia e língua indígena.

Já o questionário da Amostra, que será respondido por apenas uma parte da população, tem perguntas mais abrangentes sobre características dos domicílios (material predominante nas paredes externas e no piso, existência de microcomputador com acesso à Internet, existência de automóveis para uso particular) e dos moradores (religião, deficiência física ou mental/intelectual permanente, migração, frequência a cursos de pós-graduação, estado civil, tempo de deslocamento da casa até o trabalho, fecundidade, entre outras).

A definição dos questionários do Censo 2010 resultou de mais de 9 mil consultas a usuários das informações do IBGE - como órgãos de governo, pesquisadores e organizações da iniciativa privada – além de diversos fóruns de discussão. O Instituto também criou uma página na Internet para receber sugestões sobre o conteúdo dos dois questionários.

A Base Territorial (Base Cartográfica do Censo), agora digitalizada, terá Cadastro de Endereços para Fins Estatísticos atualizado

A Base Territorial para o Censo 2010 integrará os mapas urbanos e rurais e dividirá o país em cerca de 280 mil setores censitários. Para cada setor, será designado um recenseador que visitará os domicílios e entrevistará os moradores. Dentro dos aperfeiçoamentos para o próximo Censo, o IBGE está migrando a Base Territorial e o Cadastro de Endereços para um ambiente gráfico estruturado em bancos de dados geoespaciais.

Elaborado a partir dos registros de unidades recenseadas no Censo Demográfico 2000 e da Contagem da População, em 2007, o Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos – CNEFE está sendo associado aos mapas digitais e, posteriormente, será incluído no computador de mão do recenseador, para melhor orientá-lo no percurso que deverá fazer durante o seu trabalho de campo.

A partir de março de 2010, os mapas das áreas urbanas serão conferidos durante a chamada “Pré-Coleta”, que será realizada pelos cerca de 24 mil supervisores contratados para o Censo. Esses mapas permitirão ao recenseador se orientar pelas ruas do seu setor censitário, ao observar em seu computador de mão, equipado com GPS, todo o percurso que deverá realizar. A incorporação do Cadastro de Endereços permitirá ao IBGE realizar novas pesquisas pela Internet.

Além de PDAs, equipes trabalharão com netbooks

Além dos aparelhos PDA (Personal Digital Assistant) já utilizados na Contagem da População e no Censo Agropecuário em 2007, as equipes do Censo 2010 trabalharão com netbooks (notebook pequenos). Serão cerca de 70 mil PDAs, equipados com receptores de GPS, e 150 mil netbooks, integrados a uma rede de comunicação em banda larga para a transmissão de dados. Após a realização do Censo, o IBGE pretende doar 140 mil destes aparelhos ao Ministério da Educação, para uso pelos professores das redes públicas de ensino fundamental e médio. No Censo 2010, parte da população terá a opção de responder ao questionário pela Internet. Para isso, será necessário que o domicílio receba do recenseador do IBGE as devidas instruções e o respectivo código de acesso.

A aquisição dos equipamentos, assim como a contratação de pessoal, está prevista no Orçamento do Censo 2010. Para a realização deste trabalho, que permite a produção dos dados mais completos da população brasileira e durante o qual são percorridos os mais de oito milhões de Km2 do território nacional, estão previstos gastos de R$ 1,4 bilhão. Tal valor contempla as atividades referentes à operação entre 2008 a 2011.

Estima-se que um milhão de pessoas vão se candidatar a trabalhar no Censo 2010

A realização do Censo 2010 demanda um grande processo de seleção de pessoal, que ocorrerá em várias etapas: há profissionais que trabalham no planejamento, na logística, e na operação de coleta. No total, cerca de 230 mil profissionais serão contratados pelo IBGE, em regime temporário, para o Censo 2010.

Serão dois Processos Seletivos Simplificados: no dia 21 de setembro de 2009 serão abertas as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado que selecionará 33.012 Agentes Censitários Municipais (ACM); Agentes Censitários Supervisores (ACS), Agentes Censitários de informática (ACI), Agentes Censitários Regionais (ACR) e Agentes Censitários Administrativos (ACA). O outro Processo Seletivo, para a contratação de cerca de 190 mil recenseadores, será realizado, em 2010, em todos os municípios do país e o IBGE estima que um milhão de candidatos concorram a essas vagas. As inscrições para este processo serão realizadas a partir da 1ª quinzena de março. A prova será realizada em maio, o treinamento dos recenseadores está previsto para julho de 2010 e o início do trabalho é 1º de agosto.

Abaixo, o quadro de pessoal que será selecionado em dois Processos Seletivos Simplificados:

O IBGE conversa com cada município do país

Representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário dos estados e municípios, além de instituições da sociedade civil, poderão acompanhar e auxiliar as atividades do Censo 2010 através das Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e das Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE), que foram instaladas de maio a agosto deste ano, em todas as 27 unidades da federação e em todas as cidades brasileiras. As comissões funcionam como um canal de comunicação entre o IBGE e a sociedade, e participarão de todo o processo de realização do Censo 2010.

As Comissões Municipais (CMGEs) permitirão à sociedade acompanhar as atividades do Censo 2010, ampliando a participação social no planejamento, execução e disseminação dos estudos, levantamentos, mapeamentos e pesquisas do IBGE. Durante a etapa de planejamento do Censo, os membros das CMGE conhecerão os Mapas usados pelo IBGE para localizar todos os distritos e localidades pertencentes a cada município, segundo a legislação municipal vigente. Além disso, poderão avaliar a qualidade do trabalho dos recenseadores e dar transparência à cobertura territorial correta de cada localidade. Ao final, as CMGEs poderão conhecer os resultados provisórios, antes mesmo de sua divulgação. O IBGE manterá tais comissões após a realização do Censo, para estar em contato permanente com os municípios brasileiros.

Censo experimental de Rio Claro testará as novidades do Censo 2010

Reproduzindo as condições reais da coleta de dados do Censo, 219 agentes censitários e recenseadores percorrerão todos os domicílios de Rio Claro (SP) para entrevistar a população do município. Estes profissionais, que passaram por processo seletivo e receberam treinamento do IBGE, terão apoio dos técnicos da Agência do IBGE em Rio Claro – cidade escolhida por possuir uma economia diversificada (agropecuária, indústria, comércio e serviços) e dispor de ensino superior, fatores que permitem ao IBGE testar os questionários em temas que se referem ao trabalho, rendimento e educação. De acordo com o Censo 2000, a população de Rio Claro era de 168.218 habitantes, 82.232 homens e 85.986 mulheres, que moravam em 48.293 domicílios (47.005 em área urbana e 1.288 em rural), em 498,7 Km2 de território.

O ensaio final para o Censo 2010 será acompanhado por um grupo de observadores internacionais, além de representantes do IBGE das 27 unidades da federação, que poderão assistir ao trabalho dos recenseadores e identificar possíveis problemas e dificuldades. O IBGE espera contar com a colaboração da população no bom atendimento aos seus recenseadores, que poderão ser identificados através de coletes e crachás. O telefone 0800 721 8181 estará à disposição dos cidadãos para qualquer esclarecimento, inclusive sobre a confirmação do nome e da identidade dos recenseadores. Outras informações sobre o Censo podem ser acessadas no endereço na internet http://www.ibge.gov.br/censo2010.

Comunicação Social
01 de setembro de 2009

Prefeito francês acusado de racismo critica ministro de Sarkozy

Prefeito francês acusado de racismo critica ministro de Sarkozy

Qui, 27 Ago, 09h00

PARIS, França (AFP) - Um prefeito francês, suspenso por declarações racistas, afirmou ser vítima de um caso orquestrado pelo ministro do Interior, Bruce Hortefeux, ligado ao presidente Nicolas Sarkozy, para obter uma imagem de antirracista.

"Sou vítima de uma conspiração e quero denunciar", afirmou Paul Girot de Langlade, em entrevista ao jornal Le Parisien.

"Não sou racista, afirmo alto e forte. Servi em (os territórios de ultramar franceses de) Wallis-et-Futuna, em Guadalupe, entre 2004 e 2006, e (ilha da) Reunion", disse.

O alto funcionário é objeto de uma investigação judicial por "ofensas públicas com caráter racial", após uma ação apresentada por uma funcionária da segurança do aeroporto parisiense de Orly.

Exasperado com um controle de segurança, ele teria, segundo uma fonte judicial, declarado: "Isto parece a África. Aqui só há negros".

Ele afirma que os agentes foram agressivos desde o início.

"Não disse nada sobre a cor da pele dos agente. Simplesmente declarei que 'com tal gestão, isto parecia a África'. A cena foi filmada pelas câmeras. A gravação confirma minha versão", declarou.

Com o início da investigação judicial, o ministro do Interior, Brice Hortefeux, tomou a decisão, pouco comum, de suspender o prefeito.

"Este 'caso', que originalmente não foi mais que um incidente banal, foi orquestrado pelo atual ministro do Interior, provavelmente para fazer esquecer sua passagem pelo ministério da Integração, no qual realizou uma política mais severa, e recuperar ao meu custo uma virgindade de perfeito antirracista", acusa Paul Girot de Landglade.


http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/090827/mundo/fran__a_pol__tica_racismo

Jornal peruano ganha “prêmio” por defender bombardeio com napalm contra indígenas

agosto 26, 2009

Jornal peruano ganha “prêmio” por defender bombardeio com napalm contra indígenas

Altino Machado às 9:30 am

Por causa do artigo “Pobres selvagens e outras torpezas“, assinado por Andrés Bedoya Ugarteche, o jornal peruano Correo foi “premiado” nesta quarta-feira pela ONG inglesa Survival International como portador da opinião considerada mais racista num meio de comunicação no mundo neste ano.

O artigo insinua que os indígenas peruanos deveriam ser bombardeados com napalm - líquido inflamável à base de gasolina gelificada, utilizado como armamento militar.

- Não sei o que espera Alan [García, presidente do Peru] que não prepara a sua FAP [Força Aérea Peruana] com todo o napalm necessário - escreveu Ugarteche.

O artigo se refere aos indígenas como pessoas “selvagens” e “primitivas”, cujas línguas não seriam formadas por mais de 80 vocábulos.

Ao mencionar os recentes protestos em grande parte da Amazônia peruana, Ugarteche afirmou que os indígenas foram manipulados pelo “excremento comunista”.

- Para aqueles que consideram a estas “etnias” como grupos humanos de pessoas “boas”, “ingênuas” e “simplórias”, lhes recordo que foram estas mesmas que se aperfeiçoaram na arte de reduzir a cabeça de seus inimigos e carregá-las em cintos de couro que prendiam a seus panos de lombo - opina o articulista, que também ataca a três congressistas indígenas, ridicularizando seus nomes.

O “premio” pelo artigo mais racista do ano é parte de uma campanha da Survival para questionar as descrições racistas de povos indígenas na mídia mundial. O ganhador recebe um certificado com uma citação do lakota sioux Luther Standing Bear (Oso de Pie): “Tantos anos chamando ao indígena de selvagem não lhe converteu em um”.

- Este artigo é uma leitura deprimente para qualquer pessoa que pensa que os jornais deveriam educar e informar aos seus leitores. Esperamos que a publicidade faça com que o jornal pense duas vezes antes de publicar tal lixo ofensivo novamente - conclui a Survival.



http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2009/08/26/jornal-peruano-ganha-premio-por-defender-bombardeio-com-napalm-contra-indigenas/