quarta-feira, 29 de julho de 2009

JustificarI SEMINÁRIO NACIONAL RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E CONTROLE SOCIAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE

JustificarI SEMINÁRIO NACIONAL RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E CONTROLE SOCIAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE


Nos próximos dias 19, 20 e 21 de agosto de 2009, a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde realizará o I Seminário Nacional Religiões Afro-Brasileiras e Controle Social de Políticas Públicas de Saúde com a finalidade de ampliar a participação das lideranças de terreiros e do movimento negro nos mecanismos de controle social de políticas públicas de saúde e estabelecer um diálogo com os gestores das diversas áreas da saúde.


Programação
Dia 19 de agosto de 2009
14:30h - Credenciamento
17h:30h – Mesa de Abertura
18:30h – Painel 1 - Religiões Afro-Brasileiras, Cultura e Saúde

Dia 20 de agosto
08:30h - Cânticos de louvor a vida e a natureza
09:00h – Painel 2 - Os terreiros e as Políticas Públicas de Saúde
10:00h – Painel 3 - Dialogando com as Políticas Públicas de Saúde
12:30 - Almoço
14:00h – Painel 4 - Os mecanismos de controle social de políticas públicas de saúde e a participação do povo de santo no controle social
16:30h – Apresentacão Cultural
17:00h - Lanche

Dia 21 de agosto de 2009
09h – Painel 5 - Dialogando com as ações e programas de saúde
2:00h - Almoço
14:00h - Por uma agenda de saúde nos terreiros em parceria com o SUS: firmando compromissos
16:00h – Encerramento e apresentação cultural
Lanche – 16:30


I Seminário Nacional Religiões Afro-Brasileiras e Controle Social de Políticas Públicas de Saúde
Local: Scorial Rio Hotel- Rua Bento Lisboa 155 - Largo do Machado - Rio de Janeiro
Apoio: SMS/RJ, Ministério da Saúde, UNIFEM, UNFPA, Fundação Cultural Palmares

terça-feira, 28 de julho de 2009

Criador do sistema de cotas da UnB diz que ação contra a política é “tapetão”


28 de Julho de 2009 - 08h17 - Última modificação em 28 de Julho de 2009 - 10h14


Criador do sistema de cotas da UnB diz que ação contra a política é “tapetão”

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

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Brasília - Para o professor José Jorge de Carvalho, que junto com a professora Rita Lauro Segatto (ambos do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília) elaborou a proposta de política afirmativa, a ação do Democratas - que pede a suspensão do sistema de cotas na UnB - “é um refrito” do Manifesto dos 113 enviado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em 30 de abril do ano passado, e assinado por um “grupo pequeno que tem acesso à mídia”. A ação, segundo ele, apresenta “argumentos frágeis”.

O antropólogo afirma que o processo de cotas é um dos mais revolucionários na universidade brasileira. "As universidades funcionaram durante 70 anos, de 1930 ao ano 2000, totalmente segregadas. Há poucos países no mundo que tem um universo tão racista quanto o nosso”, avalia. “Não que exista lei para que os negros estejam fora, mas eles estão fora [da universidade]. O racismo estrutural e o racismo institucional fazem que eles estejam fora.”

“Eles [o partido Democratas e quem assinou o Manifesto dos 113] estão dizendo que 90 universidades [onde há política afirmativa] vão ter que jogar para fora todos os estudantes que entraram e não deixarão entrar nunca mais nenhum deles?”, pergunta. “Eles estão querendo jogar na rua um contingente de mais de 20 mil estudantes”, critica José Jorge de Carvalho afirmando que a ação no STF é uma tentativa de ganhar no “tapetão”.

“O universo acadêmico brasileiro está em uma luta de incluir os negros e os indígenas que estiveram excluídos sempre. Como eles não conseguem mais influenciar na decisão sobre o processo de inclusão, no fundo eles não querem negros na universidade, eles entraram com uma ação no Judiciário”, acusa o professor.

Para o antropólogo, a crítica socioeconômica contra as cotas é falha, assim como o argumento de que a análise dos pedidos é subjetivo. “Se nós fizermos um recorte de renda as pessoas podem falsificar o comprovante de renda. Se fizermos um recorte por origem na escola pública as pessoas também podemos falsificar”, aponta.

“Toda política pública tem uma margem de erro. A comissão que analisa os cotistas é uma comissão formada por pessoas da sociedade, do movimento negro, por professores e estudantes. Ela é tão idônea como qualquer outra comissão jamais feita no Brasil”, defende José Jorge de Carvalho.

“[Se for para] Discutir a idoneidade dessa comissão tem que discutir a idoneidade de todas as comissões. Tem então que parar com o Bolsa Família para que não haja fraude no programa. A comissão existe para que haja responsabilidade na política”, argumenta.



http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/07/27/materia.2009-07-27.5477902442/view

Negro precisa ser brilhante para se destacar no meio acadêmico, diz antropólogo que motivou política de cotas


28 de Julho de 2009 - 08h36 - Última modificação em 28 de Julho de 2009 - 10h00


Negro precisa ser brilhante para se destacar no meio acadêmico, diz antropólogo que motivou política de cotas

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil





Brasília -

Em 1998 Arivaldo Lima Alves, estudante do curso de doutorado do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), foi reprovado em uma disciplina obrigatória. Em 20 anos daquele programa de pós-graduação foi o primeiro aluno a ser reprovado. Dois anos após a reprovação, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão forçou o departamento a rever a menção e Arivaldo foi aprovado.

O episódio, conhecido como “Caso Ari”, estimulou o orientador de Arivaldo, o professor José Jorge de Carvalho, a elaborar no ano seguinte a primeira proposta de cotas, embrião do atual sistema que está sendo questionado no Supremo Tribunal Federal (STF) por ação do partido Democratas.

Onze anos após o episódio, Arivaldo, hoje professor adjunto de antropologia da Universidade Estadual da Bahia, elogia a política de cotas adotada pela Universidade de Brasília (UnB) em entrevista à Agência Brasil.

Agência Brasil: O que você acha da política de cotas da UnB?
Arivaldo Lima Alves:
É o primeiro programa entre as universidades públicas brasileiras que reserva vagas para negros e índios. Só por isso já tem uma grande importância. A partir do momento que a Universidade de Brasília, uma universidade pública federal, decide por adotar esse programa várias outras universidades tomam a mesma iniciativa e têm a universidade como referência. É um programa importante e que veio atender uma demanda social histórica.

ABr: A política de cotas existe há seis anos. Por que ela causa debate até hoje?
Arivaldo: Desde o final do século 19 e início do século 20, a sociedade brasileira, em especial as elites, vem elaborando um projeto de identidade nacional e de povo. Nesse projeto não cabia apontar e afirmar a identidade indígena e, muito menos, a identidade negra. Sabemos que de 1880 a 1930 o Brasil aprovou uma política imigratória que permitiu a absorção de quase 4 milhões de imigrantes brancos europeus. Em 300 anos de escravidão foi mais ou menos esse contingente de africanos que foi trazido forçadamente para o Brasil. Havia um projeto de embranquecimento. Depois disso, pouco a pouco, o país passa a se definir como nação mestiça. Na medida em que é aprovado um programa de reserva de vagas na universidade pública, no mercado de trabalho para negros e índios, esses projetos de nação são contestados. Se é afirmado que não existem apenas brancos e mestiços, mas também negros e índios é preciso levar em consideração demandas específicas. O Brasil aboliu a escravidão, mas não adotou nenhuma política pública para os ex-escravos ou para os descendentes de africanos que nos anos seguintes construíram a nação brasileira, mas não tiveram nenhum retorno material da contribuição que deram. Quando se adota um programa de cotas cria-se a possibilidade de que um segmento importante da população, cerca de 80% no caso da Bahia, exija acesso aos resultados da produção da riqueza, posições de prestígio, privilégios como participação na universidade brasileira e até postos de representação política. A Bahia nunca teve um governador negro ou Salvador teve um prefeito negro. Isso é um escândalo muito sintomático.

ABr: Como você vê o questionamento da política de cotas da UnB feita no STF pelo Democratas?
Arivaldo: Não me espanta, vejo com uma certa naturalidade. Se o Democratas, que sempre representou os interesses hegemônicos na sociedade brasileira, fosse a favor da políticas de cotas seria algo estranho. É natural que o partido reaja. Já ouvi senador democrata afirmando que o problema racial não existe entre nós. É um tipo de afirmação que contesta os dados oficiais como os do Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada] e do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], que mostram que o acesso ao emprego, à educação, condições dignas de educação são diferenciados em relação a brancos e negros.

ABr: Há quem conteste as políticas de cota racial reconhecendo que a desigualdade existe mas é de classe e não de raça ou cor e, portanto, uma política de cota social seria mais objetiva, eficiente e mais justa. Esse argumento é falho?
Arivaldo: Aqueles que discordam das ações afirmativas para negros partem do princípio de que quem defende a política, como eu, acredita que exista a biologia das raças, a natureza das raças. Esse tipo de compreensão já caiu por terra desde a 2ª Guerra Mundial que exterminou judeus, negros, ciganos, homossexuais, ou seja, todos aqueles que eram considerados uma certa degeneração da humanidade. Para nós, a raça existe a partir de uma compreensão do negro socialmente. Defender cotas para negros é também defender vagas para aqueles que socialmente existem como tal. Eu não acredito que exista o negro como biologia, como raça. Mas a história social do negro nesse país, o modo como ele vive, o espaço onde ele está alocado nas grandes cidades, a representação que é feita dele nos meios de comunicação, na literatura ou no livro didático só evidencia que o negro a rigor não está em uma biologia das raças, mas é uma representação uma constituição do mesmo. Então, defender cotas para negros é defender cotas sociais.

ABr: Você acha que na universidade brasileira há racismo?
Arivaldo: Não tenho nenhuma dúvida disso. Basta ver a trajetória de alguns intelectuais negros. O Brasil tem intelectuais negros desde a primeira metade do século 20, mas se formos ver os anais da história poucos tiveram destaque. Um dos poucos que teve destaque foi o geógrafo Milton Santos, mas porque tinha um brilho excepcional e um tipo de trajetória dos negros que se destacam quando têm uma inteligência muito acima da média. Mas só se destaca um ou outro indivíduo não um grupo social como um todo.

ABr: Precisa ser brilhante?
Arivaldo: Mais do que brilhante, acima da média. Entre os brancos se destacam os brilhantes e os que não são tão brilhantes assim, mas que conseguem se adequar a uma certa expectativa ou reproduzir um certo modo de parecer ser brilhante.

ABr: Passados onze anos do episódio "Caso Ari" no Departamento de Antropologia da UnB, como avalia aquela situação?
Arivaldo: Foi uma experiência muito dolorosa que marcou minha trajetória pessoal, acadêmica e profissional. A partir dali eu redefini meu projeto pessoal e de inserção acadêmica. Essa obrigação de redefinir projetos trouxe certo desconforto. De outro ponto de vista, diria que não apenas eu, mas aqueles que estiveram do meu lado fomos vitoriosos. Uma questão que parecia ser de ordem pessoal ia ganhar a dimensão que teve e ia ter como resposta medidas que não beneficiariam diretamente a mim, mas um segmento que há séculos vem sendo abandonado e maltratado. Apesar da dor e dificuldade que eu particularmente tive, foi algo importante. Eu passei a compreender o que é a trajetória intelectual de um negro no Brasil, passei a entender de outra maneira o establishment da universidade pública brasileira e compreender como a ciência, como a antropologia, podia me ajudar a compreender a minha realidade, a minha condição de pesquisador e de cidadão.


http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/07/27/materia.2009-07-27.8579915008/view

DOMINGUEIRA NO BONIFÁCIO

DOMINGUEIRA NO BONIFÁCIO

02 DE AGOSTO (domingo) 11 horas

Centro Cultural José Bonifácio

Rua Pedro Ernesto, 80 – GAMBOA

Artes Plásticas

Gisa Nogueira

Música - 13 horas

Grupo Samba Urbano

Pré lançamento do CD SAMBURBANO de Nilson Athayde

Literatura (lançamentos)

Candeia, Luz da Inspiração

de João Batista Vargens

Produção de Cultura no Brasil:

Da Tropicálha aos Pontos de Cultura

de Aline Carvalho

Gastronomia

Chef Maria Inês Vernes

Produção

Didu Nogueira




Crise faz mais imigrantes buscarem ajuda para sair da Espanha

Atualizado em 28 de julho, 2009 - 17:34 (Brasília) 20:34 GMT

Europa

Crise faz mais imigrantes buscarem ajuda para sair da Espanha

Aeoroporto de Barajas, em Madri

Programa dá passagens gratuitas a imigrantes que retornam

A crise econômica parece estar conseguindo algo que as diversas legislações contra a imigração na Espanha tentaram por diversos anos sem sucesso: convencer os imigrantes a voltarem aos seus países de origem.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Imigração do país, no primeiro semestre de 2009, o número mensal de imigrantes que solicitou ajuda (indenizações e financiamento) para retornarem a seus países de origem foi seis vezes maior que em 2008.

Ainda de acordo com o ministério, os imigrantes brasileiros estão entre as três nacionalidades que mais registraram aumento no número de solicitações de ajuda para regressar.

Criado em setembro de 2008, o novo programa de retorno voluntário do governo espanhol – que indeniza os trabalhadores estrangeiros em situação legal que queiram voltar a seus países de origem, com o compromisso de não retornarem à Europa em ao menos três anos – foi no início “um pouco decepcionante”, na opinião do ministro do Trabalho e Imigração, Celestino Corbacho.

Durante os três meses em que o plano ficou em vigor em 2008, foram recebidas 1,8 mil solicitações de ajuda para o retorno, uma média de 600 pedidos por mês.

A cifra foi bem menor que as estimativas do governo espanhol, que esperava tirar do país 10 mil imigrantes a cada mês, mas acabou fechando o ano com apenas 1.579 expedientes de saída.

Crise

A crise econômica, no entanto, está mudando esta realidade. Desde janeiro de 2009, o ministério passou a receber, em média, quatro mil solicitações mensais de ingresso no programa e, até o último dia 30 de junho, foram autorizados 6.077 retornos, 91% deles de trabalhadores latino-americanos.

De acordo com a lista oficial do Ministério do Trabalho, as nacionalidades que mais tiveram repatriados foram equatorianos (1.749), colombianos (771), argentinos (364) e brasileiros (332).

O restante está dividido entre outros países, de um total de 20 governos que participam do programa de retorno voluntário em parceria com a Espanha.

Segundo o ministério, as três nacionalidades que registraram o maior aumento no número de pedidos são equatorianos, bolivianos e brasileiros, respectivamente. Muitos pedidos não são aceitos pelo governo espanhol.

Nos casos de trabalhadores do Brasil, o número de solicitações se multiplicou por vinte, porque, na primeira leva de retornos, houve apenas 15 pedidos de brasileiros.

Mudança de comportamento

Para o governo espanhol, esta mudança de comportamento dos imigrantes está diretamente relacionada à crise econômica. Principalmente porque o índice de desemprego da população estrangeira (29%) é bem maior do que a taxa dos trabalhadores locais (17%).

“É inegável que os imigrantes são o grupo mais frágil ante a crise”, disse a diretora geral de Integração dos Imigrantes do ministério, Estrella Rodríguez Pardo, à BBC Brasil.

“Mas não queremos que em seus países de origem pensem que pretendemos expulsar a todo mundo. Passamos por uma conjuntura difícil e, quando a situação se normalizar, precisaremos de todos”, afirmou Rodríguez Pardo.

Xenofobia

Apesar do aumento dos pedidos de ajuda para retornar, o governo acredita que nem todos os 5,5 milhões de estrangeiros (estimativas oficiais entre legais e ilegais) estão dispostos a sair da Espanha.

“Para certos grupos o retorno não é uma opção, porque em seus países de origem, a crise é ainda mais severa”, disse à BBC Brasil o sociólogo Miguel Pajares, autor do relatório Imigração e Mercado de Trabalho - Informe 2009.

“Aqui, sempre contam com a possibilidade de mudar de país dentro da Europa, em busca de melhores condições, mesmo que sejam instáveis”, afirma.

O estudo conduzido por Pajares, feito sob encomenda do Ministério de Trabalho e Imigração, adverte para o perigo do aumento da xenofobia na Espanha, porque a percepção entre os espanhóis de que os estrangeiros estariam ocupando postos de trabalho que poderiam ser deles está se ampliando.

O sociólogo afirmou, no entanto, que não teme “índices alarmantes de xenofobia, mas sim a expansão desta ideologia que produz atitudes agressivas”.

Segundo uma pesquisa do Instituto Nacional de Estatística da Espanha, 80% dos espanhóis responderam que os trabalhadores estrangeiros desempregados deveriam retornar a seus países.

“Se este retorno não alcança dimensões importantes - e não alcançará - cabe prever um aumento de tensões xenófobas. Temos que estar atentos”, afirma Pajares.

O programa de retorno voluntário do governo espanhol só é válido para trabalhadores em situação legal no país.

O governo oferece aos imigrantes que decidem voltar passagens de volta gratuitas e uma quantia equivalente ao seguro-desemprego que receberiam na Espanha.



http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090728_espanha_imigracao_af_cq.shtml

Comissão do Senado dos EUA aprova juíza hispânica na Suprema Corte

Atualizado em 28 de julho, 2009 - 14:57 (Brasília) 17:57 GMT

Estados Unidos

Comissão do Senado dos EUA aprova juíza hispânica na Suprema Corte

Sonia Sotomayor durante sabatina no Senado americano em 16 de julho (AP)

Sotomayor deve ser aprovada pelo Senado na semana que vem

A juíza Sonia Sotomayor, indicada pelo presidente Barack Obama para uma vaga na Suprema Corte dos Estados Unidos, teve seu nome aprovado nesta terça-feira pelo Comitê Judiciário do Senado americano, por 13 votos a seis.

A aprovação representa um importante passo para que Sotomayor se torne a primeira hispânica a conquistar uma vaga na instância máxima do Judiciário americano.

Na próxima semana, o nome da juíza deve ser submetido ao voto de todos os representantes do Senado, e a expectativa é de que ele seja confirmado.

Apenas um representante da oposição republicana, o senador Lindsay Graham, votou a favor da indicação de Sotomayor.

O Senado é dominado pelo Partido Democrata, de Barack Obama, que tem sido unânime na aprovação da juíza indicada pelo presidente americano.

A base conservadora do Partido Republicano, por outro lado, se opôs com veemência à indicação da juíza, por julgar que Sotomayor se opõe a algumas das "bandeiras" republicanas - como o direito de portar armas - e que algumas de suas decisões teriam sido motivadas por sua origem hispânica.

Polêmica

Uma declaração feita por Sotomayor há alguns anos teria contribuído para o estigma.

Mas, durante a sabatina no Senado para a confirmação de seu nome, a juíza afirmou não ter sido feliz ao comentar, no passado, que "uma mulher latina sábia, com a riqueza de suas experiências, poderia, com mais frequência, chegar a uma melhor conclusão" do que um juiz branco do sexo masculino.

Na quinta-feira, a National Rifle Association, o principal grupo lobista pró-porte de armas nos Estados Unidos, afirmou que os senadores que votassem por Sotomayor perderiam pontos na avaliação de políticos feita pela entidade.

Clique Leia também na BBC Brasil: Juíza indicada por Obama nega influência racial em decisões

Hispânicos

A rejeição a Sotomayor, no entanto, poderá custar aos republicanos a perda de votos em um grupo eleitoral cada vez mais importante, a comunidade hispânica.

A juíza, de 55 anos, é uma nova-iorquina de origem porto-riquenha que cresceu em um conjunto habitacional do bairro do Bronx, mas conseguiu superar suas dificuldades financeiras para se tornar uma bem-sucedida advogada e depois magistrada.

Sua indicação foi saudada como uma vitória pela comunidade de origem latina dos Estados Unidos.

Os hispânicos votaram em peso no presidente Barack Obama durante a disputa presidencial, movidos, em boa parte, pela forte campanha contra a imigração ilegal conduzida pela ala direita do Partido Republicano.



http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090728_sotomayor_senado_bg_cq.shtml

Comissão do Senado dos EUA aprova juíza hispânica na Suprema Corte

Atualizado em 28 de julho, 2009 - 14:57 (Brasília) 17:57 GMT

Estados Unidos

Comissão do Senado dos EUA aprova juíza hispânica na Suprema Corte

Sonia Sotomayor durante sabatina no Senado americano em 16 de julho (AP)

Sotomayor deve ser aprovada pelo Senado na semana que vem

A juíza Sonia Sotomayor, indicada pelo presidente Barack Obama para uma vaga na Suprema Corte dos Estados Unidos, teve seu nome aprovado nesta terça-feira pelo Comitê Judiciário do Senado americano, por 13 votos a seis.

A aprovação representa um importante passo para que Sotomayor se torne a primeira hispânica a conquistar uma vaga na instância máxima do Judiciário americano.

Na próxima semana, o nome da juíza deve ser submetido ao voto de todos os representantes do Senado, e a expectativa é de que ele seja confirmado.

Apenas um representante da oposição republicana, o senador Lindsay Graham, votou a favor da indicação de Sotomayor.

O Senado é dominado pelo Partido Democrata, de Barack Obama, que tem sido unânime na aprovação da juíza indicada pelo presidente americano.

A base conservadora do Partido Republicano, por outro lado, se opôs com veemência à indicação da juíza, por julgar que Sotomayor se opõe a algumas das "bandeiras" republicanas - como o direito de portar armas - e que algumas de suas decisões teriam sido motivadas por sua origem hispânica.

Polêmica

Uma declaração feita por Sotomayor há alguns anos teria contribuído para o estigma.

Mas, durante a sabatina no Senado para a confirmação de seu nome, a juíza afirmou não ter sido feliz ao comentar, no passado, que "uma mulher latina sábia, com a riqueza de suas experiências, poderia, com mais frequência, chegar a uma melhor conclusão" do que um juiz branco do sexo masculino.

Na quinta-feira, a National Rifle Association, o principal grupo lobista pró-porte de armas nos Estados Unidos, afirmou que os senadores que votassem por Sotomayor perderiam pontos na avaliação de políticos feita pela entidade.

Clique Leia também na BBC Brasil: Juíza indicada por Obama nega influência racial em decisões

Hispânicos

A rejeição a Sotomayor, no entanto, poderá custar aos republicanos a perda de votos em um grupo eleitoral cada vez mais importante, a comunidade hispânica.

A juíza, de 55 anos, é uma nova-iorquina de origem porto-riquenha que cresceu em um conjunto habitacional do bairro do Bronx, mas conseguiu superar suas dificuldades financeiras para se tornar uma bem-sucedida advogada e depois magistrada.

Sua indicação foi saudada como uma vitória pela comunidade de origem latina dos Estados Unidos.

Os hispânicos votaram em peso no presidente Barack Obama durante a disputa presidencial, movidos, em boa parte, pela forte campanha contra a imigração ilegal conduzida pela ala direita do Partido Republicano.



http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/07/090728_sotomayor_senado_bg_cq.shtml

Campanha de filiação 2009

Campanha de filiação 2009

Um dos objetivos da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros(as) ABPN é integrar pesquisadores negros(as) que desenvolvam pesquisas científicas em universidades, faculdades, centro de pesquisas, entidades ou ainda indivíduos devidamente reconhecidos por sua contribuição na extensa rede de produção de conhecimento sobre relações raciais no Brasil e na diáspora africana.

Ao modo do tecido de uma rede, o nosso site conta com a sua participação para o adensamento do campo das relações raciais com seus infinitos desdobramentos. Nesse ambiente virtual, as múltiplas vozes ressoaram não apenas no ciberespaço, mas continuarão a se fazer ouvir e a gerar respostas, projetando no cotidiano de nosso trabalho nossas intenções e projetos. Ao se associar à ABPN, por meio do formulário de cadastramento e do questionário de pesquisa sobre o “Perfil dos(as) Pesquisadores(as) Negros(as)”, você se tornará mais um colaborador(a) dessa rede interativa, com a qual fortaleceremos a ABPN no cenário nacional e internacional.


Acesse Aqui para preencher a Ficha de Filiação



Divulgação.


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Como a Sra. já sabe, estamos “a todo vapor” para concretizar o “PRIMEIRO SEMINÁRIO AVALIAÇÃO E SOCIEDADE: desafios e possibilidade do método quantitativo”, e este email tem o objetivo de pedir-te o auxílio de difusão do evento. Evento como esse, é uma excelente oportunidade do movimento do conhecimento entre pares, mas também, o momento tão esperado de muitos estudantes, pesquisadores, professores, de difundir seus trabalhos (artigos, ensaios, pesquisa, etc.). Para tanto, carecemos que o sistema de comunicação seja eficaz, o que significa que as pessoas que receberão os convites repassarão para outras pessoas estratégicas, que por fim divulgarão para seus discentes e pares interessados.

Podemos contar com seu auxílio na difusão de nosso evento?

Basta, então, ENCAMINHAR email abaixo, que contem o convite.

Atenciosamente

Comissão Organizadora do Evento

www.avaliacaoesociedade.com.br

E-mail: avaliacaoesociedade@gmail.com

01 de julho de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

FESTIVAL DE CINEMA NEGRO BRASIL

FESTIVAL DE CINEMA NEGRO BRASIL. - Semana 28 de novembro a 02 de dezembro de 2007.


SALA CINEMATECA / PETROBRAS
Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana
próxima ao Metrô Vila Mariana – São Paulo
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 210) / (11) 3512-6101
www.cinemateca.gov.br
Ingressos: R$ 8,00 (inteira) / R$ 4,00 (meia-entrada)

Atenção: Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Escolas Públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.

Evento homenageia a atriz Zezé Motta e exibe seus principais filmes, como Chica da Silva - Outras informações: www.mundonegro.com.br

Neste ano, o festival homenageia a atriz Zezé Motta – primeira protagonista negra do cinema brasileiro – que marcou presença em mais de 30 filmes. Para festejar sua carreira e sua contribuição para a história do cinema negro, 4 de seus trabalhos mais consagrados serão exibidos: Xica da Silva, Quilombo, de Carlos Diegues, Anjos da noite, de Wilson Barros e Tudo bem, de Arnaldo Jabor.


PROGRAMAÇÃO

28/11 – quarta
20h30
Xica da Silva

29/11 – quinta
18h00
Quilombo

30/11 – sexta
19h10
Anjos da noite

01/12 – sábado
20h40
Tudo bem

02/12 – domingo
19h40
Xica da Silva

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

Anjos da noite, de Wilson Barros
São Paulo, 1987, 35mm, cor, 98'
Zezé Motta, Antonio Fagundes, Marco Nanini, Chiquinho Brandão
Um painel social e humano das personagens que habitam a noite da metrópole. Uma ex-manequim negra, um diretor teatral, um homossexual, uma atriz decadente, um gigolô, um transformista, uma estudante de sociologia e um delegado gangster, todos envolvidos com dois crimes aparentemente gratuitos e impunes apenas até o amanhecer.

Quilombo, de Carlos Diegues
Rio de Janeiro, 1984, 35mm, cor, 127'
Antonio Pompeu, Tony Tornado, Antonio Pitanga, Zezé Motta
Por volta de 1650, um grupo de escravos rebela-se num engenho de Pernambuco e foge rumo ao Quilombo dos Palmares, onde uma nação de ex-escravos resiste ao cerco colonial.

Tudo bem, de Arnaldo Jabor
Rio de Janeiro, 1978, 35mm, cor, 110'
Fernanda Montenegro, Paulo Gracindo, Maria Silvia, Zezé Motta
Uma família carioca de classe média decide reformar seu apartamento para o noivado da filha. Em meio às obras, familiares e trabalhadores vão revelando aos poucos suas particularidades.

Xica da Silva, de Carlos Diegues
Brasil, 1976, 35mm, cor, 114'
Zezé Motta, Walmor Chagas, Altair Lima, Elke Maravilha
No século 18, a escrava negra Xica da Silva torna-se o centro das atenções no Distrito Diamantino. Um representante da Coroa Portuguesa apaixona-se por Xica e a transforma na Rainha do Diamante, satisfazendo todos os seus desejos extravagantes. Alertado pelos inimigos do casal, o rei de Portugal envia um emissário da coroa a fim de impedir que o poder da nova Rainha cresça na colônia

Sugestão de Pauta

Sugestão de Pauta

O dia 25 de julho foi escolhido como o dia da mulher negra afro latina e caribenha, esta é uma data comemorativa, por representar a luta pelo empoderamento das mulheres negras fora da África. A data reforça a necessidade urgente da implantação de políticas afirmativas para as mulheres negras da diáspora, já que esta tem sido ao longo de nossa história a maior vitima da profunda desigualdade racial vigente na sociedade.

Para possibilitar à reflexão e pensar as experiência de vida destas mulheres, o Núcleo de Estudos Gêneros e Raça Negra Oxum do Terreiro de Oxumarê e o Grupo Cultural Amuleto, realizam pelo V ano consecutivo seu seminário “Por uma questão de gênero e Raça” abordando a temática ancestralidade e resistência, mulher negra fazendo outra história. Este tema foi escolhido para homenagear mulheres negras na ancestralidade e as que dão continuidade ao seu legado nos tempos atuais, explicou a ekede da casa e organizadora do evento Rose Mary, Serão homenageadas mulheres negras de diferentes esferas e ramos de atuação para assim dar visibilidade a história e ações comunitária através dos pontos de vista e cada uma delas na busca de transformação social.

Para o Babalorixá da Casa de Oxumarê babá PC, este evento faz com que as mulheres negras do candomblé ou não, possibilite a mulheres negras na sociedade refletir sobre a necessidade de um reencontro com sua identidade, valorização da história e suas raízes, se assumindo enquanto afro-descendentes e agentes desse processo de democratização racial. Pois a prova da importância das mulheres negras pode ser vista dentro da própria casa de Oxumarê, onde estas ajudaram e ajuda a manter viva e equilibrada a história deste axé. “elas são guardiãs dos segredos, zeladoras da tradição e história, e dos principais atores responsáveis pela perpetuação da cultura e da reconstrução da identidade negra no axé sou muito grato a Ekedes,Egbomis e Yaos desta casa . Completou Babá PC.

O QUE: Seminário “Por uma questão de Gênero e Raça” Ancestralidade e Resistência, mulher negra fazendo outra história.

Quando: 31/ 07 / 2009

Quanto: Grátis

Horário: 18 horas

Onde: Terreiro de Oxumarê / Federação

Contato: 71-3331-0922 \ 8825-3142- Ekede Rose / 71 -8811-4656 –Ekede Iraildes

Parecer indica escola comum a deficientes

São Paulo, segunda-feira, 27 de julho de 2009




Parecer indica escola comum a deficientes

Segundo documento, que será analisado pelo MEC, atendimento especial deve ser complementar ao da rede regular

Sem força de lei, parecer orientará ações educacionais; para Apaes, escolas públicas são despreparadas para lidar com alunos com deficiência




ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO

Um parecer do Conselho Nacional de Educação -ainda não homologado pelo MEC- que interpreta como obrigatória a matrícula de alunos com deficiências em escolas comuns reacendeu no Brasil a polêmica sobre os limites da inclusão, opondo entidades de defesa de pessoas com deficiência.
O documento não tem força de lei, mas, caso homologado, servirá para orientar o MEC e os sistemas na interpretação da legislação já em vigor no país, especialmente no caso de distribuição de recursos do Fundeb (fundo de financiamento da educ

ação básica).
O parecer reforça a posição da Secretaria de Educação Especial do MEC que, apoiada por entidades, entende ser dever de pais e governo garantir matrícula de crianças deficientes em escolas comuns. O atendimento em especiais seria complementar, no contraturno, e não substituiria o da rede regular.
A Federação Nacional das Apaes divulgou na semana passada nota de repúdio ao parecer, dizendo que ele extrapola a legislação em vigor e que as escolas públicas ainda não estão preparadas para receber todos os alunos com deficiência.
O documento diz ainda que a Secretaria de Educação Especial do MEC agiu de forma "oportunista e tendenciosa" e que seu objetivo seria extinguir as escolas especiais.
Em resposta, a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down fez abaixo assinado de apoio à resolução.
Um dos argumentos é que, sob o pretexto de que as escolas públicas não estão preparadas, a matrícula em escolas especiais reforça a segregação e adia o processo de inclusão dos deficientes em classes regulares.

Inclusão obrigatória
Pressionada pelas Apaes e outras entidades, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados pediu ao ministro Fernando Haddad que não homologasse o parecer.
"Somos a favor da inclusão, mas não pode ser obrigatória e do dia para a noite. Nem todas as famílias concordam e há casos de deficientes intelectuais severos que, quando incluídos na escola comum, são prejudicados em seu desenvolvimento", afirma o deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG), presidente da Federação Nacional das Apaes.
"Há muito a avançar no atendimento na rede pública, mas estamos melhorando e cabe à sociedade cobrar mais. O parecer apenas reforça um direito inquestionável, que está na Constituição e na convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência", diz Claudia Grabois, presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.
À Folha, o ministro Fernando Haddad afirmou que ainda não examinou o parecer, mas que não o homologará se entender que há conflito com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e com o decreto 6.571, de 2008, que trata do atendimento e financiamento da educação especial. "Estamos investindo neste ano R$ 200 milhões para preparar as escolas para receber esses estudantes", disse ele.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2707200914.htm

Cursinhos perdem até 80% dos alunos

São Paulo, segunda-feira, 27 de julho de 2009





Cursinhos perdem até 80% dos alunos

Auge foi nos anos 70 e 80, quando os vestibulares das principais universidades ainda valorizavam o chamado "decoreba"

Para consultor, expansão das faculdades particulares absorveu alunos menos preparados e ajudou a esvaziar os cursinhos



LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL
HÉLIO SCHWARTSMAN
DA EQUIPE DE ARTICULISTAS

Com apogeu nos anos 70 e 80, quando eram uma etapa quase indispensável para os que tinham o objetivo de seguir estudos universitários, os cursinhos encolheram. Inexistem estatísticas oficiais sobre o setor, mas, após ouvir professores, empresários e consultores, a Folha apurou que os pré-vestibulares perderam de 70% a 80% das matrículas na comparação com a fase áurea.
O encolhimento é apenas a manifestação econômica da cultura que se constituía em elogio do saber enciclopédico, do chamado decoreba. Acabaram-se as aulas-show, em que professores inventavam paródias musicais para alunos memorizarem equações da cinemática, doenças causadas por protozoários, elementos químicos halógenos ou o número de pés no filo dos artrópodes.
Dono de uma consultoria educacional, Maurício Costa Berbel, aponta algumas causas. "Uma delas, certamente, foi o fato de os vestibulares das principais universidades e o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terem aposentado a ideia de que o melhor candidato a uma vaga no ensino superior seja aquele com mais capacidade de memorização."
Em vez disso, passou-se a valorizar o raciocínio e a transdisciplinaridade "e essa é uma característica difícil de ser aprimorada em classes com mais de cem alunos, como era comum nos principais cursinhos", afirma o consultor.
Mas o fator principal da queda foi a proliferação dos cursos superiores particulares, que teve início em meados dos anos 90. Para dar uma ideia do tamanho da ampliação, há hoje 2.200 instituições de ensino superior nas quais ingressam por ano quase 1,5 milhão de alunos. No início dos anos 1970, as não mais de 200 universidades ofereciam 80 mil vagas por ano.
Realistas, alunos menos preparados se deram conta de que dificilmente entrariam nas disputadíssimas vagas de universidades públicas; era melhor ir direto para uma faculdade particular e poupar seis meses ou um ano de mensalidade de cursinho, afirma Berbel. Sintomaticamente, foram as turmas do período noturno, aquelas frequentadas pelo público obrigado a trabalhar durante o dia, as que mais sofreram com a mudança. Vários cursinhos já nem oferecem essa opção.
Em 2005, veio o ProUni (Programa Universidade para Todos), o qual, ao conceder vagas gratuitas em faculdades privadas para alunos de baixa renda, ampliando ainda mais a possibilidade de acesso ao ensino superior, trouxe mais dificuldades aos cursinhos. Desde sua criação, o ProUni já ofereceu 888 mil bolsas.
Outro fator que contribuiu para a queda foi o advento dos chamados "cursinhos populares", a partir dos anos 90. Gratuitos ou com mensalidades que chegam a 1/ 10 do cobrado pelos tradicionais, eles geraram uma guerra de preços que acabou canibalizando o setor.
Quem ainda se dá bem no negócio dos cursos pré-vestibulares acabou reduzindo o número e o tamanho das turmas, focando-se em um público abonado, disposto a lutar por disputadíssimas vagas das melhores instituições, como medicina, engenharia e direito das universidades públicas.
Jorge Ovando, gerente de marketing do Intergraus -900 alunos por ano, anuidades que em alguns cursos ultrapassam os R$ 10 mil-, explica que a aposta do grupo é em classes pequenas, extensas cargas horárias (mais de 44 horas por semana), tratamento personalizado. Opção idêntica fez, por exemplo, o curso Poliedro.
Esse movimento não significa que os grupos empresariais que mantinham os cursinhos estejam em extinção. Ao longo das últimas três décadas eles diversificaram suas atividades. Boa parte se expandiu para atender também o ensino médio e o fundamental. Alguns se tornaram universidades (são de proprietários de antigos cursinhos algumas das maiores universidades do país). Exemplo disso é a Unip, que nasceu do cursinho Objetivo, com suas 130 mil matrículas (a USP tem 86 mil). Procurado pela reportagem para falar sobre o encolhimento do cursinho, o Objetivo não quis se pronunciar


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2707200901.htm

Imigração e nacionalismo


São Paulo, segunda-feira, 27 de julho de 2009




LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA

Imigração e nacionalismo


Aos imigrantes não resta alternativa senão lutar para que o país respeite seu direito ao multiculturalismo

A EMIGRAÇÃO dos povos pobres para os países ricos é hoje fenômeno social global que mostra o caráter inescapável do nacionalismo. O mundo seria mais belo se fosse uma grande comunidade e não existissem nações, mas isso só acontecerá quando as desigualdades diminuírem a ponto de se estabelecer um Estado mundial.
Enquanto isso não ocorrer, o nacionalismo estará entre nós e tanto poderá significar a legitimação do poder dos povos mais poderosos sobre os demais (imperialismo) quanto a ideologia necessária para que os povos mais fracos se defendam. Tanto poderá ser um nacionalismo étnico e agressivo quanto um patriotismo defensivo.
O nacionalismo é a ideologia de formação do Estado-Nação. Alguém é nacionalista se preenche duas condições: primeiro, se entende que é obrigação do governo de seu país defender os interesses dos seus habitantes e, segundo, se considera que, ao tomar decisões, esse governo deve pensar por conta própria em vez de se submeter aos conselhos e pressões dos países mais ricos. Assim definido, o nacionalismo é econômico e pode ser apenas defensivo. Já o nacionalismo econômico agressivo caracteriza os países ricos que exploram os mais fracos, mas seus cidadãos acreditam que os estão ajudando ou bem orientando.
Quanto ao nacionalismo étnico, é o nacionalismo perverso das pessoas e povos que discriminam de acordo com o critério da raça, da religião ou da origem nacional. É o nacionalismo que afirma que cada conjunto étnico homogêneo deve ter seu próprio Estado-Nação; é o nacionalismo que, ao rejeitar a imigração, se confunde com o nacionalismo econômico.
O nacionalismo econômico é inevitável porque o mundo e cada indivíduo estão organizados em famílias, organizações e países que competem e colaboram entre si. Dificilmente será reeleito um governo de um país rico se não tomar decisões de acordo com os interesses nacionais. Nesses países, o nacionalismo hoje é econômico e étnico. Poucos são os cidadãos que têm dúvida de qual seja o papel de seu governo, poucos são os que reconhecem a exploração dos países mais fracos, e muitos são aqueles que discriminam e rejeitam os imigrantes.
Todos defendem seus salários que sofrem concorrência do trabalho barato dos imigrantes, e felizmente um número muito menor defende sua "pureza étnica". Na Europa e no Japão, existe um verdadeiro cerco contra os imigrantes. Nos EUA, o quadro é apenas um pouco melhor. Na Itália, uma nova lei acaba de classificar a situação de imigrante clandestino como crime.
Os imigrantes ficam sujeitos não apenas a serem extraditados mas, adicionalmente, a cumprir pena por terem imigrado.
Existem naturalmente aqueles que não estão de acordo com essa discriminação, como mostra um belo filme francês em exibição em São Paulo, "Bem-Vindo". Na Europa, os partidos de esquerda resistem a essa discriminação, mas essa é talvez a principal razão por que têm tido maus resultados eleitorais.
Em certos casos, a única defesa contra o nacionalismo dos outros é o nosso nacionalismo, é nos organizarmos como Estado-Nação. Mas essa alternativa não existe para os imigrantes. Não lhes resta alternativa senão, de um lado, se integrarem nas sociedades para onde emigram e, de outro, lutar para que o país respeite seu direito ao multiculturalismo. Ambos são processos sociais e políticos difíceis, plenos de contradições. Enquanto não se completarem, haverá muito sofrimento dos imigrantes e muita tensão social nos países ricos.

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, 75, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994".

Internet: www.bresserpereira.org.br

bresserpereira@gmail.com


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2707200904.htm