terça-feira, 25 de janeiro de 2011

MPF recomenda que Big Brother Brasil respeite direitos humanos (UI)


MPF recomenda que Big Brother Brasil respeite direitos humanos (UI)


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(Última Instância) O MPF (Ministério Público Federal) enviou à Rede Globo de Televisão um documento oficial em que recomenda que a emissora respeite os direitos humanos na edição número 11 do programa Big Brother Brasil.
"A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão lembra que, em 2010, o programa foi alvo de mais de 400 reclamações de cidadãos denunciando casos de homofobia, incitação à violência, apelo sexual, inadequação no horário de exibição e violação da dignidade da pessoa humana", diz o site jurídico Última Instância, que lembra também que nesse mesmo ano a Rede Globo foi obrigada a exibir comunicado explicando as formas de contágio do HIV após um dos participantes afirmar que os heterossexuais não correm risco de se infectarem com o vírus da Aids.
O diretor do programa, J.B. Oliveira, o Boninho, causou polêmica ao dizer que seriam liberadas as agressões entre os participantes na edição deste ano.

Leia as recomendações do MPF à Rede Globo sobre o BBB 11:

- observar a própria autoregulamentação da emissora ( Princípios & Valores da TV Globo no Vídeo - Tit. 1 - A Missão da TV Globo e Tít. II Crianças), expedida em dezembro de 2009, na qual assume a missão de exibir conteúdos de qualidade que atendam às finalidades artística, cultural, informativa, educativa e que contribuam para o desenvolvimento da sociedade;
- adotar medidas preventivas necessárias para evitar a veiculação de práticas de violações de direitos humanos, tais como tratamento desumano ou degradante, preconceito, racismo e homofobia;
- dar cumprimento integral à classificação indicativa atribuída ao programa (não recomendado para menores de 14 anos), nos termos da Portaria 1220/2007 do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça (DEJUS);
- adequar a exibição do programa a horário de menor exposição a crianças e adolescentes, observada a classificação indicativa atribuída ao programa BBB11 nos estados em que há divergência de fuso horário e também em razão do horário de verão, nos termos da decisão do Superior Tribunal de Justiça, nos autos do Mandado de Segurança nº 14041/DF.

http://ligabrasileiradelesbicaspr.blogspot.com/2011/01/mpf-recomenda-que-big-brother-brasil.html

Ritos fúnebres africanos desafiam modernidade no Caribe colombiano


Ritos fúnebres africanos desafiam modernidade no Caribe colombiano
17 de janeiro de 2011 • 10h08 • atualizado às 10h56


Na Colômbia, onde se concentra a segunda maior comunidade de origem africana da América Latina, atrás apenas do Brasil, os ritos fúnebres que foram preservados pelos descendentes de escravos seguem desafiando a modernidade.
O cenário é San Basilio de Palenque, o primeiro povoado libertado da América situado a 50 km de Cartagena das Índias, onde no último fim de semana a cadência dos tambores anunciou a morte de Cha-ine, a mulher mais velha do povoado que, aos 103 anos, se uniu aos orixás.
Inés Ortega Cassiani, conhecida por como Cha-ine, foi um expoente da consagração da cultura de Palenque, onde dedicou toda sua vida à dança e ao canto, além de liderar com sua arte os ritos de vida e de morte.
O povoado se despediu de Cha-ine com o "lumbalu", a principal cerimônia fúnebre originária da etnia banto na África.
"É o ritual com o qual contribuímos para que essa alma que se desprende do corpo seja conduzida e chegue ao outro mundo", explicou à agência EFE o professor de Etnolinguística e promotor cultural da localidade, Manuel Pérez.
O "lumbalu" sintetiza o universo corporal e simbólico dos habitantes do povoado e representa a coesão entre a música, a dança, a vida e a morte destes descendentes de negros escravos que foram levados à América pelos colonizadores europeus entre os séculos XVI e XVIII.
Seu empenho em manter vivas as tradições e transmiti-las de geração para geração permitiu que San Basilio de Palenque se mantivesse quase intacto.
"Foi graças à resistência que exercemos durante anos para nos manter puros que conseguimos fazer com que o que foi deixado por nossos ancestrais africanos perdurasse", avaliou Pérez.
O povoado se manteve isolado por muitos anos, desde que alguns escravos, cansados da exploração dos espanhóis, fugiram de cidades do então vice-reinado de Nueva Granada e se refugiaram nos Montes de María, onde fundaram Palenque, conhecido hoje como San Basilio, e permaneceram afastados do mundo até 1971.
No entanto, Pérez, que diz sentir "um orgulho enorme por ser autêntico", vê com preocupação a ameaça que recaiu sobre sua cultura pelo fato de que muitos "palenqueros", asfixiados pela pobreza, começam a deixar o povoado em busca de oportunidades.
"Estamos em risco, visto que hoje é muito comum que o palenquero saia para trabalhar e fique fora por muito tempo", lamentou Pérez.
O líder acredita que a força espiritual que os guiou ajude a preservar a cultura, apesar da modernidade e da globalização, fatores que "podem contribuir para que em algum momento os costumes sejam perdidos".
Pérez explica sua inquietação à EFE enquanto homens, mas principalmente mulheres, dançam e cantam ao redor do corpo de Cha-ine. Muitas choram e expressam sua dor com gritos: desta forma, se queixam à falecida por tê-las abandonado no mundo dos vivos.
Esses gritos se confundem com os cantos do "lumbalu", enquanto os amigos mais próximos da morta se consolam com a ingestão de "força", um forte rum destilado de forma rudimentar em um alambique. Assim, entram em uma atmosfera de êxtase e chegam ao transe coletivo.
San Basilio de Palenque foi o primeiro povoado criado na América por negros escravos libertados e preserva quase intacta sua cultura e idioma.
O povoado foi declarado em 2005 Obra Prima do Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o que contrasta com a pobreza extrema na qual vivem seus 2,5 mil habitantes, que não contam com serviços públicos básicos.
Embora Palenque atraia muitas pessoas e instituições internacionais por sua grande riqueza cultural, o Estado colombiano vira as costas. Ali não há um médico permanente, os meios de comunicação são praticamente inexistentes, a água é de má qualidade e a assistência social é precária.

Número de africanos formados nas universidades mais que quadruplica entre 1991 e 2008


Número de africanos formados nas universidades mais que quadruplica entre 1991 e 2008




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O número de sul-africanos de raça negra formado nas universidades públicas da África do Sul aumentou 334 por cento entre 1991 e 2008, revela um estudo efetuado pelo Instituto Sul-Africano das Relações Raciais (SAIRR).
Segundo o estudo, 8.514 estudantes negros formaram-se nas universidades da África do Sul em 1991 (quando o "apartheid" começou a ser desmantelado), tendo esse número subido para 36.970 em 2008.
Por outro lado, o número de brancos formados nas universidades sul-africanas cresceu apenas 4 por cento no mesmo período, passando de 27.619 em 1991 para 31.527 em 2008, revela o estudo do Instituto Sul-Africano de Relações Raciais.
A análise dos resultados das universidades públicas revela ainda que entre alunos mestiços o aumento de formações universitárias cifrou-se em 125 por cento, tendo passado de 2.347 em 1991 para 5.286 em 2008, enquanto o número de indianos que terminaram com sucesso cursos superiores passou de 2.333 em 1991 para 6.857 em 2008, um salto de 194 por cento.
Relativamente às fontes das formações universitárias, o SAIRR apurou que a Universidade da África do Sul (UNISA, a maior do mundo em cursos por correspondência) foi a que mais bacharelatos conferiu a todos os grupos étnicos em 2008, precisamente 12,8 por cento de todos os conferidos pelas 23 universidades e institutos superiores do país.
No mesmo ano a UNISA conferiu igualmente, segundo o estudo, 13,6 por cento de todos os mestrados e doutoramentos do país, sendo neste capítulo a Universidade de Pretória a que melhores resultados obteve, com 15,8 por cento de todos os mestrados e doutoramentos.
Uma das mais importantes conclusões deste estudo, para além das alterações demográficas e étnicas da população universitária do país desde o fim do "apartheid", é que foram as instituições anteriormente reservadas aos brancos as que mais licenciados formou.
"Outras universidades, especialmente aquelas que foram criadas para os historicamente desfavorecidos (já existentes antes de 1991 e criadas a pensar nos grupos raciais não-brancos) necessitam de apoio especial para se tornarem centros de excelência por direito próprio e não à custa de universidades de sucesso", referiu um dos autores do estudo, o investigador Marius Roodt.
Roodt esclareceu que entre as instituições criadas pelo regime do "apartheid" os padrões de ensino não são necessariamente maus, dando como exemplo de excelência a Universidade de Fort Hare, que foi em tempos um núcleo de resistência anti-"apartheid" e onde se formaram alguns dos atuais líderes e governantes da África do Sul.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico ***
Fonte: Correio do Minho

http://www.geledes.org.br/africa-e-suas-lutas/numero-de-africanos-formados-nas-universidades-mais-que-quadruplica-entre-1991-e-2008-23-01-2011.html#ixzz1C3W0Z43i

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Mais de 37% dos adultos que desejam adotar exigem uma criança branca

24/01/201117:30h

Mais de 37% dos adultos que desejam adotar exigem uma criança branca





ABrCor da criança é pré-requisito para 46,94% dos pais adotivos
Um levantamento feito pelo jornal “O Globo”, com base no cadastro de adoções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), revela que 37,25% dos candidatos a pais só querem adotar crianças brancas. Isso significa que se houver uma criança negra ou parda disponível, precisando de um lar, esses pais adotivos não a querem.
Os números mostram que na hora de se inscrever, 46,94% das famílias fazem questão de escolher a cor da pele do futuro filho. De acordo com o cadastro, apenas 5,81% dos inscritos aceitam crianças pardas; 1,91% aceitam crianças negras; 1% crianças amarelas e 0,97%, indígenas.
Segundo a juíza Andréa Pachá, titular da 1ª Vara de Família de Petrópolis, ouvida pelo “O Golbo”, o perfil das crianças que esperam um lar é bem diferente da procura. De acordo com o cadastro, a maioria das crianças e adolescentes é parda (50,57%). Segundo ela, é estarrecedor que tantos pais adotivos queiram escolher a cor da criança. “Criança é criança, não tem cor. O discurso que se tem é o de que a criança não pode se sentir diferente. Mas isso é uma forma de racismo”, diz Pachá.

Igreja qualifica escândalos de Berlusconi de "problema moral"

24/01/2011 - 16h51

Igreja qualifica escândalos de Berlusconi de "problema moral"


DA EFE, NA CIDADE DO VATICANO
DA ANSA, EM MILÃO

O presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), o cardeal Angelo Bagnasco, disse nesta segunda-feira que a sociedade italiana assiste "aflita" ao escândalo sexual em que está envolvido o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, e que se percebe um evidente "mal-estar moral".
Bagnasco fez estas manifestações em Ancona, diante do Conselho Permanente da CEI, onde tratou --como anunciou no último dia 21-- do caso "Ruby", a menor de idade marroquina que supostamente manteve relações sexuais com Berlusconi, gerando um escândalo político na Itália.
Sem nomear diretamente Berlusconi, o religioso disse que, nos últimos dias, estão se multiplicando notícias sobre "comportamentos contrários ao decoro público e são exibidas provas --verdadeiras ou falsas-- de estilos não-compatíveis com a sobriedade e a correção".
"A coletividade olha, consternada, os atos da vida pública e respira um evidente mal-estar moral. A vida de uma democracia se compõe de delicados e necessários equilíbrios", afirmou o cardeal.
O cardeal reiterou que "quem aceita assumir um mandato político deve estar consciente da medida e da sobriedade, da disciplina e da honra que isso comporta".
Bagnasco disse ainda que, na atual situação, ninguém sairá ganhando, "ninguém terá motivos para se alegrar, nem para se considerar vencedor".
Alem disso, perguntou o que será do futuro da Itália diante desta "contaminação" e disse que chegou o momento de "parar" para esclarecer tudo de maneira cuidadosa e tranquila.
O cardeal advogou por uma nova ética na vida, na família, na solidariedade e no trabalho.
Bagnasco fez as declarações depois que a Promotoria de Milão abriu uma investigação contra a Berlusconi por um suposto delito de incitação à prostituição.
EM CRISE
O presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Gianfranco Fini, voltou a pedir nesta segunda-feira a renúncia de Berlusconi.
O premiê está sendo investigado pela Procuradoria de Milão sob suspeita de ter cometido extorsão e prostituição de menores, devido à hipótese de ter mantido relações sexuais com a menor marroquina Karima "Ruby" El Mahroug, no início de 2010, em sua residência de Arcore.
Fini, ex-membro e cofundador do partido governista Povo da Liberdade (PDL), disse que compartilha das declarações de seus colegas, que já pediram a demissão do premiê. O presidente da Câmara disse que está convencido de que "o equilíbrio entre poderes e funções do Estado é a essência da democracia".
"Deve existir respeito entre os expoentes dessas diversas instituições. O poder político não deve temer diminuição de autoridade ou soberania por conta das investigações dos juízes", comentou.
Um em cada dois italianos pensa que o chefe de governo deve renunciar a seu cargo após a polêmica. Segundo uma pesquisa divulgada pelo jornal "Corriere della Sera", 49% da população é a favor da renúncia de Berlusconi.