terça-feira, 22 de setembro de 2009

Senado analisa projeto da igualdade racial

20/09/2009 às 20:45
| ATUALIZADA EM: 20/09/2009 às 20:52

Senado analisa projeto da igualdade racial

Cleidiana Ramos, do A TARDE

Roosewelt Pinheiro | Ag. Brasil
Senador Paulo Paim é autor do Projeto de Lei que cria o Estatuto da Igualdade Racial
Senador Paulo Paim é autor do Projeto de Lei que cria o Estatuto da Igualdade Racial


Está agora com o Senado a responsabilidade de aprovar ou rejeitar o Projeto de Lei 6264/05, que cria o Estatuto da Igualdade Racial. A Comissão Especial da Câmara, criada para analisar a medida, aprovou, no último dia 9, um texto que prevê ações como incentivo às empresas que contratarem negros e pena de reclusão de até três anos para quem praticar racismo na internet. Mas, o texto aprovado pela comissão também modificou princípios da versão original, como a retirada do percentual de cotas nas universidades no País.


As modificações têm provocado polêmica, principalmente entre os setores do movimento social. A versão mais corrente é de que as modificações foram feitas para atender a interesses do DEM (ex-PFL), que se coloca contra as cotas nas universidades, e também do PSDB. Ao lado do DEM, os tucanos combatem o decreto 4887/03, que flexibilizou as regras para o reconhecimento e titulação das comunidades quilombolas.


Uma das modificações feitas no texto aprovado pela comissão foi a redução do percentual para candidatos negros que os partidos políticos devem apresentar a cada eleição. Ele passou de 30% para 10% . Também foi retirada do projeto a exigência de uma cota mínima de 20% de artistas negros contratados em filmes ou programas de TV. A exigência foi mantida, mas sem definir percentual.


A cota para negros no sistema de educação foi conservada, mas sem especificar qual o percentual de vagas e com menção à sua manutenção apenas nas instituições públicas federais tanto de ensino superior como médio. Mas o texto também tem avanços, como o respeito à liberdade de exercício dos cultos de matriz africana e o direito de acionar o Ministério Público em casos de intolerância religiosa.


O estatuto estabelece diretrizes para as áreas de saúde, educação, esporte, lazer, cultura e também liberdade de crença com ênfase na proteção às religiões de matriz africana. “O ideal era aprovar o texto do projeto que foi submetido ao Senado, mas a aprovação na Câmara já é um passo importante”, analisa o senador Paulo Paim (PT-RS), autor da proposta de criação do estatuto. O próximo passo é a análise do projeto pelas comissões do Senado. A expectativa é que o órgão também crie uma comissão especial para debater o estatuto.


Fonte:

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1234818

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Benedita da Silva é barrada em caminhada religiosa



Camilla Lopes, Jornal do Brasil
RIO - Uma cena de constrangimento marcou a II Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que aconteceu ontem, na Orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Segundo a organização do evento, a secretária estadual de assistência social, Benedita da Silva, teria sido impedida de subir em um dos carros de som do evento por não estar no cerimonial oficial. A assessoria de Benedita negou o episódio.
– A secretária chegou acompanhada da deputada Beatriz dos Santos (PRB-RJ) e queria subir no carro. Não permitimos porque ela não estava no protocolo oficial. O representante da secretaria era o Claudio Nascimento, que é o superintendente de direitos humanos. Ela (Benedita) alegou que estaria representando o governador, mas não recebemos nenhum comunicado sobre essa representação. O evento era religioso e não político – afirmou a chefe de comunicação da caminhada, Rosiane Rodrigues.
Tenda para pastores
Em nota enviada ao JB durante o acontecimento do encontro, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) afirmou que, “repudia as atitudes da secretária de assistência Social e direitos humanos do Estado do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, que ameaçou montar uma tenda para receber pastores neopentecostais, na Avenida Atlântica. Acompanhada da deputada estadual Beatriz Santos (PRB-RJ), a parlamentar foi impedida de subir em um dos carros da caminhada.”
A assessoria de Benedita da Silva, porém, justificou o pedido da tenda e disse ainda, que, a secretária não foi barrada como alega a CCIR.
O setor de comunicação da Secretaria Estadual de Assistência Social enviou uma nota onde afirmou que a secretária está autorizada a representar o governador Sérgio Cabral em qualquer ato público de políticas públicas pertinentes à sua pasta.
Já sobre o pedido da tenda, a secretaria alegou que foi “para atender à solicitação do Fórum de Religiosidade de Matriz Africana do RJ-Izo Ledê, para abrigar babarolixás vindos e convidados especiais vindos de vários locais do Brasil para participar da Caminhada Defesa da Liberdade Religiosa”.
O porta-voz da CCIR, Ivanir dos Santos, confirma que houve o atrito.
– Eu cheguei na hora certa para acalmar os ânimos.
A II Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa conseguiu reunir, segundo o comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar (Copacabana), Rogério Seabra, mais de 50 mil pessoas.
Católicos, espíritas, ciganos, budistas, muçulmanos, judeus – que comemoravam o ano novo judaico – dentre outros, representantes de religiões acompanharam a caminhada em clima de total harmonia e união entre os diferentes credos religiosos.
O hit gospel “Faz um milagre em mim”, foi cantada em iorubá. O tradutor e cantor foi o sacerdote candomblecista Babá Òguntunde. Segundo ele, o objetivo foi mostrar que não existem diferenças na convivência harmoniosa das religiões.
21:33 - 20/09/2009

BABÁ PECÊ DE OXUMARÊ (BA), LUIZ FERNANDO, FAMÍLIA OXUMARÊ RJ E AMIGOS NA CAMINHADA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RELIOGIOSA RJ COPACABANA 20 DE SETEMBRO 2009













80 mil vão às ruas pela religião livre

80 mil vão às ruas pela religião livre

Na orla de Copacabana, passeata contra a intolerância religiosa reúne uma multidão

Rio - Católicos, evangélicos, muçulmanos, judeus e, principalmente, seguidores de religiões de origem afro se reuniram na Praia de Copacabana ontem durante a 2ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. Cerca de 80 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, tomaram quase um quilômetro da orla.

Manifestantes, entre eles judeus e de religiões afrodescendentes, cantaram ‘Faz Um Milagre em Mim’. Foto João Laet/Ag. O Dia

Participaram do evento o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos; o secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso; além de representantes dos estados e da Nigéria. Marcada para as 10h, a manifestação atrasou quatro horas para esperar o grupo judeus, que estava na sinagoga.

Para representar a unidade entre as religiões, o sucesso evangélico ‘Faz um Milagre em Mim’, de Regis Danese, foi cantado em iorubá pelo sacerdote do candomblé Babá Òguntundelewa.

“Votamos o estatuto da Igualdade Racial para dignificar, sobretudo, as religiões afrodescendentes. Mas o governo federal apoia todos os segmentos religiosos”, defende o ministro Edson Santos.

Segundo a coordenadora da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Rosiane Rodrigues, o ato tem o objetivo de alertar para os malefícios da discriminação religiosa. “Não há nada pior do que o fundamentalismo. Todas as religiões estão aqui, menos os neopentecostais”, critica ela.

Representando a Arquidiocese do Rio, o padre Fábio Luiz considerou o ato importante para concretizar o discurso de paz e tolerância pregado pelas religiões. “Temos que viver isso e combater a mentalidade intolerante”, declara.

Fiéis acompanham Círio de Nazaré: hoje, no Corcovado

No segundo dia de comemoração da chegada da imagem de N. Sª. de Nazaré ao Rio de Janeiro, a santa foi levada em carreata pelas ruas da cidade. A saída foi do heliponto da Lagoa, onde a imagem chegou após procissão marítima nas barcas Rio-Niterói. Da Lagoa, a santa seguiu para a Feira dos Nordestinos em São Cristóvão e para a Favela da Maré, onde foi recebida com show de Elba Ramalho. Hoje às 12h, será realizada cerimônia do Angelus no Corcovado e, às 19h30, a santa segue para o Maracanãzinho, onde acontece show do Padre Fabio de Melo.


http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2009/9/80_mil_vao_as_ruas_pela_religiao_livre_36177.html


Caminhada transforma Copacabana em palco para todas as religiões

Enviado por Clarissa Monteagudo -
20.9.2009
| 16h32m

Caminhada transforma Copacabana em palco para todas as religiões

Quem passeou hoje por Copacabana pôde realizar uma verdadeira viagem por diferentes culturas, com muita música, festa e clima de confraternização. Ciganos, muçulmanos, judeus, umbandistas, católicos, candomblecistas de várias nações, entre outros grupos, fizeram uma festa de cores e de paz na II Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa.

Grupos de candomblés e umbanda de vários pontos do Rio vieram de branco, fazendo muita gente lembrar as antigas festas de réveillon na praia, que ficava tomada pelas rodas de religiosos até que se tornassem atração turística. Vários cortejos afro entoaram canções no ritmo do ijexá.

Foto: Gustavo Azeredo

Foto: Gustavo Azeredo

Foto: Gustavo Azeredo

Foto: Gustavo Azeredo]

Foto: Luiz Morier

Foto: Luiz Morier


Enviado por Clarissa Monteagudo -
20.9.2009
| 16h30m

Reverendo Marcos Amaral destaca avanços na luta pela liberdade

Foto: Clarissa Monteagudo

O reverendo Marcos Amaral (centro), pastor da Igreja Presbiteriana de Jacarepaguá, destaca os avanços da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa:

— Hoje, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) tem assento na comissão. A Polícia Civil e Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro também participam. Temos representantes de Brasília, da Bahia, do Rio Grande do Sul e de vários estados. A convivência entre religiões é um bem inegociável do Estado.


Enviado por Clarissa Monteagudo -
20.9.2009
| 16h22m

Padre diz que movimento pela paz cria nova mentalidade

Foto: Luiz Morier

Representante da Comissão Arquidiocesana pelo Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, o Padre Fábio Luiz de Souza ressaltou, durante a II Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa que é muito importante "combater a mentalidade intolerante e educar as novas gerações":

- Nós estamos vivendo concretamento o que pregamos em todas as crenças. Devemos viver essa fraternidade e enxergar quem é diferente como irmão - defendeu o padre.


Enviado por Clarissa Monteagudo -
20.9.2009
| 16h10m

Muçulmanos pedem fim do preconceito

Foto: Luiz Morier

Diretor do departamento educacional da Sociedade Beneficente Muçulmana, Sami Armed Isbelle ressaltou, durante a II Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, que muçulmanos também são alvo de discriminação no País. "Nós sofremos preconceito inclusive do próprio governo. Por que as freiras têm livre acesso aos aviões, por exemplo, e nossas mulheres muçulmanas por cobrirem suas cabeças com véu são revistadas, como se fossem terroristas? Elas sofrem constrangimento simplesmente por cobrirem suas cabeças por motivo religioso, como as freiras".


Enviado por Clarissa Monteagudo -
20.9.2009
| 16h06m

Imagens destruídas viram manifesto em Caminhada

Foto: Clarissa Monteagudo

Um manifesto mereceu aplauso do público hoje durante a II Caminhada pela Defesa da Liberdade Religiosa, na Praia de Copacabana. À frente do primeiro trio elétrico, o Pai Joelmir de Oxóssi, dirigente do santuário cigano Tsara Antal Kóczé, depredado por vândalos em junho, na Freguesia, em Jacarepaguá, levava um estandarte com as imagens destruídas. Entre elas, a de Nossa Senhora Aparecida e da padroeira do templo, Santa Sara Kali, a mais popular santa do povo cigano, que teve parte do rosto arrancado.

- Guardei tudo para fazer um manifesto. Hoje, estou mais fortalecido vendo todas essas pessoas unidas pela liberdade, é muito bom caminhar ao lado de evangélicos, católicos. O importante é a paz - ressaltava Pai Joelmir.

http://extra.globo.com/blogs/feonline/