domingo, 19 de dezembro de 2010

Presidente do Sudão defende lei islâmica e chicotadas em mulheres


19/12/2010 13h44 - Atualizado em 19/12/2010 14h05

Presidente do Sudão defende lei islâmica e chicotadas em mulheres

Segundo Bashir, se sul se separar do país, nova Constituição será formada.
Em discurso, ele também defendeu policiais que chicotearam mulher.

Da Reuters
O presidente do Sudão disse neste domingo (19) que o país adotará uma Constituição inteiramente islâmica se o sul se dividir da nação após um referendo. As afirmações foram feitas em um discurso no qual ele também defendeu policiais que foram filmados chicoteando uma mulher.
'Se o Sudão do sul se separar, mudaremos a Constituição e, nesse momento, não haverá mais tempo para falar sobre diversidade de cultura e afiliação étnica,' afirmou o presidente Omar Hassan al-Bashir a partidários em um comício na cidade de Gedaref, no leste do país.
'A sharia e o islã serão a fonte principal da Constituição, o islã a religião oficial e o árabe o idioma oficial,' afirmou.
Os sudaneses do sul realizarão uma votação daqui a três semanas para decidir se querem declarar independência de parte do Sudão, um plebiscito prometido em um acordo de paz de 2005 e que encerrou décadas de guerra entre o norte, que é muçulmano, e o sul, onde a maioria segue os credos do cristianismo.
Esse acordo de 2005 estabeleceu uma Constituição interina, que limitava a lei islâmica sharia ao norte e reconhecia 'a diversidade cultural e social do povo sudanês.'
Bashir também defendeu policiais que deram chibatadas em uma mulher em vídeo que foi publicado no site YouTube.
'Se ela é chicoteada de acordo com a lei sharia, não haverá investigação. Por que as pessoas estão envergonhadas? Essa é a sharia,' disse.


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